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Frases de tadeumemoria

822 frases

Quando os olhos lacrimejam a solidão já se perdeu nos pântanos e a alma já foi devorada pela alcateia...
Ela pensava que era passarinho E sonhava com as manhãs, Ela pensava que era passarinho
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Ela pensava que era passarinho E sonhava com as manhãs, Ela pensava que era passarinho E sonhava com as nuvens... O amor lhe dava segurança Como qualquer gaiola, Mas ela pensava que era passarinho... E sonhava ver a tarde morrendo Na parte mais alta do bambuzal Um dia o amor lhe abriu as portas E ela se perdeu na imensidão de seus delírios, Sentiu falta da segurança que lhe dava o amor, Mas sem o calor de sua presença O amor pereceu no frio da noite...

O TIGRE E O SOL Uma deusa pintou o mundo de amarelo e preto pôs duas presas, muitas surpresas então surgiu o tigre
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O TIGRE E O SOL Uma deusa pintou o mundo de amarelo e preto pôs duas presas, muitas surpresas então surgiu o tigre quando o sol se punha a tigresa era o punhal no peito do pensador seus beijos eram as unhas que arranhavam o amor e quando o sol se nivelava com a floresta o tigre pulava pros trópicos em chamas o tigre urge e o tempo ruge, quem diz o contrário se engana. Nas noites os olhos do tigre iluminava as savanas predador sem igual ele caça o sol ou o calor que emana no sangue o tigre e o sol viram as florestas arderem em chamas viram as árvores tombarem ante a violência humana e a solidão felina aderiu a noite como caminho, a solidão como ninho e o crepúsculo como o carinho da diva solar...

Pega o meu olhar caindo na diagonal das suas ancas meu pensamento lhe chamando de potranca sabe que eu sou criança
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Pega o meu olhar caindo na diagonal das suas ancas meu pensamento lhe chamando de potranca sabe que eu sou criança e canso fácil de um brinquedo ou tenho medo de escuro descobre o meu delírio no seu decote os sutiãs da côte d’azur sentem falta dos seus seios suas águas azuis cristalinas banhariam a menina que tem nesse corpo e se eu não fosse poeta seria prostituto um puto qualquer escravo de todos estes instintos que me escravizam a paixão

Se eu conduzisse a noite à uma esquina e entre brilhos e ébrios as estrelas se derramassem se eu me perdesse no quarto minguante d’alguma cratera
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Se eu conduzisse a noite à uma esquina e entre brilhos e ébrios as estrelas se derramassem se eu me perdesse no quarto minguante d’alguma cratera desenterrando as quimeras de um outro passado ausências, somente ausências são pertinentes às reminiscências, os ébrios serão poetas e boêmios nas esquinas, as noites serão lembranças saudosas ou não, lacônicas ou perenes cheias de brilhos, esquecidas pelos ébrios declamada pelos poetas as mulheres serão amadas por seus maridos, possuídas pelos amantes, machucadas pelos vagabundos... e onde estarão agora as mulheres? Seus corações estarão com seus maridos, seus corpos com seus amantes e suas almas alimentando o espírito materno tentando ser mãe de vagabundos

Sempre soube que não poderia viver sem você Que minha vida nada significaria sem você, Sempre soube que precisava do seu olhar
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Sempre soube que não poderia viver sem você Que minha vida nada significaria sem você, Sempre soube que precisava do seu olhar Como um farol a me orientar, Sempre soube que sua voz seria o meu consolo Que seu sorriso seria meu bálsamo Sempre soube que o teu amor Seria o alimento pra minh’alma e pro meu corpo Sempre achei que tua presença era a minha vida E que sem ela eu não viveria... Como me enganei!...

Ela bebe na boca da garrafa dá um show na praça pula amarelinha como se pulasse a lua
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Ela bebe na boca da garrafa dá um show na praça pula amarelinha como se pulasse a lua faz paródia com Maysa diz que a brisa é sua “NE me quitte pás” diz que não se embriaga a toa, mas com meia garrafa voa e canta como a sabiá... ela bebe na boca da garrafa talvez por pirraça sabe que eu detesto as vezes tropeça nos seus tornozelos pra cair nos meus braços olhar nos meus olhos e dizer que eu não presto Ela bebe na boca da garrafa pra armar barraco e me ver apreensivo sabe do meu zelo pela sua conduta mas diz que é adulta e que tem juízo...

Meu cavalo de prata, Minhas esporas de ouro Fustigando o seu dorso
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Meu cavalo de prata, Minhas esporas de ouro Fustigando o seu dorso Nessa lua opala... A gravidade engravida a vida, A diva dessa insanidade: Minha paixão... O meu cavalo de ouro, Minha espora de prata, Mulata galopa no meu coração... Eu quero entender o cavalgar Na ilusão lunar da minha solidão... Meu cavalo de bronze Cavalga longe E o amor se esconde ... Meu cavalo de ouro Domina o touro da minha ilusão...

mas Mas se o meu olhar e o teu olhar não se encontrar na imensidão da vida
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mas Mas se o meu olhar e o teu olhar não se encontrar na imensidão da vida saiba que o destino as vezes se engana mas o amor... o amor essa brisa que areja a alma... traz uma sobrevida e sempre que eu pensar no amor, teu rosto vai estar sorrindo em cada rosto feminino e nesse labirinto que é a vida, como um milagre o amor vai se encontrar mas se o meu olhar e o teu olhar não se encontrar na imensidão da vida, Ávida de prazer e de paixão esse ciclone a clonar o amor o que vai ser de mim, da minha imensidão, da imensidão do meu amor.. se o meu olhar e o teu olhar não se encontrar...

SABORES Tão bonita é a vida, Generoso é o tempo
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SABORES Tão bonita é a vida, Generoso é o tempo Que mesmo quando passa Deixa os sabores das lembranças... Ou cicatriza o que nos feriu, A brisa sopra, O sol se levanta, Mil sorrisos iluminam O prazer de viver... Ganhei prata nos cabelos E bodas no amor E ainda sonho E tenho esperança de dia melhor,

OLHOS DE VALLADOLID Eram de uma noite tão negra Como se o inverno chorasse
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OLHOS DE VALLADOLID Eram de uma noite tão negra Como se o inverno chorasse Todas as suas chuvas em suas madrugadas E eram tão tristes Como se abrigassem todos os mendigos E eram melancólicos Como se chorassem todas as saudades E eram pobres como as árvores do outono, Solitários como sua esperança, Assustados como uma gazela E eram de uma solidão divina Não somente de ser só, Mas de não ser compreendidos

AUSÊNCIAS DE TODA UMA VIDA Eu empacotava os meus olhares, guardava bem no íntimo tudo de lindo que ia além do verde das colinas, acalmava a ansiedade que começava nos teus colos, nos teus lábios, eu empacotava as horas, a vida, era o trabalho; depois planejava algumas rimas ilum…
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AUSÊNCIAS DE TODA UMA VIDA Eu empacotava os meus olhares, guardava bem no íntimo tudo de lindo que ia além do verde das colinas, acalmava a ansiedade que começava nos teus colos, nos teus lábios, eu empacotava as horas, a vida, era o trabalho; depois planejava algumas rimas iluminadas pelos teus dentes, aquecidas pela tua pele; era passional ou fascínio pelo perigo; afora isso o desejo de documentar a inspiração: era fácil ser poeta, tanto que a solidão doía conduzida por um corredor à suburbana fascinante e perigosa. A noite doía nos ossos com o frio de junho e as ausências de toda uma vida, então eu revivia nossos melhores momentos. Planos? Por mais que os fizesse ao amanhecer dissolviam como sorvete com os primeiros raios da manhã, era a pressa incessante de viver que compõe a juventude compassada pelos hits do blacak que mencionavam as despedidas mais tristes, as incertezas mais certas, o ponto mais sensível dos nossos espíritos juvenis desamparados por seres supremos que movem o universo. Quantos sorrisos belos, quantos belos sorrisos; depois do expediente brilhantina e contouré depois de um banho rápido eu ainda me apaixonaria umas três vezes até a meia noite, depois sonharia com a “dentes de madrepérola” ou com o busto de Brigitte, qualquer musa... era fácil ser poeta só faltava-me tempo para observar o nascente, e o crepúsculo se perdia atrás de torres de concreto ou nos corredores frios de olhares perdidos em faturas e memorandos; uma rotina só abalada por um ou outro suicida que ousaria resolver a vida com o voo de alguns segundos, mas nada que obstaculizasse o cotidiano, o IML era prestativo e rápido e os curiosos se dispersavam com ares de impotência diante da morte. Uma ou outra mancha de sangue permaneceria como prova inconteste de como a vida pode ser cruel, no entanto o amor se sobrepõe, a poesia flui e assim, sem fatalidades e desesperos de um suicida; voamos...

MINTO A noite chega trazendo os meus medos Confusos, diluídos pela idade de profusos segredos,
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MINTO A noite chega trazendo os meus medos Confusos, diluídos pela idade de profusos segredos, um galopar voraz a consumir-me olhares, paisagens tenho, olhares sutis e rápidos nas tardes mornas, tenho mentiras cambiantes coordenando palavras, dizem que sei sonhar em forma de sonetos, sei que minto há muito morreu o deus do olimpo... esse pégaso pisoteia as pétalas perfumadas , o passado surge desfolhado e desflorido, outono das paixões onde passeiam visagens enrugadas, embrutecidas... minto é o que me resta é a minha meta a vida é linda e infinda minto porque sou poeta

RELÓGIO Eu canto se eu me encanto eu caio se eu flutuo
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RELÓGIO Eu canto se eu me encanto eu caio se eu flutuo faz tanto tempo pra coisa nenhuma faz tanto tempo pra um ou outro sorriso um verso escondido, um guarda chuva perdido na noite fria de vento, faz tanto tempo e aquela voz grave ainda é um carinho uma censura; acho que não herdei a doçura de minha mãe, a sua força, sua abnegação... faz tanto tempo, faz tanto tempo, tanto tempo, tanto tempo, os relógios resistem incólumes, blindados, invulneráveis... faz tanto tempo, tanto tempo, tanto tempo... sua mão continua estendida, sua voz a orientar, seu sorriso a encorajar... faz tanto tempo, acho que não sou um relógio eu sei chorar...

SAMBA ENREDO Porque fico mudo Às vezes me iludo
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SAMBA ENREDO Porque fico mudo Às vezes me iludo E sonho, Componho o absurdo que sou Barracão vazio com teto de zinco Fantasias despidas em abstrações, Um samba silente Num ritmo dolente Tocando em mil frustrações, Vagalumes são os lumes das estrelas Que entram pelas frestas do zinco, O que sinto não presta, O que presta não sinto, Absinto me traz teu olhar, Licor de tangerina a me embriagar... Enredo a saudade às minhas mágoas E tenho medo, Meu samba enredo usa fraldas, É uma criança, choraminga Versos, estrofes e rimas Sem nenhuma esperança, Mas fala de amor