O que somos além de abstrações?
Frases de tadeumemoria
822 frases
Não faz assim, vai devagar tem pena de mim só sei fazer poema
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Não faz assim, vai devagar tem pena de mim só sei fazer poema e tenho ponte de safena o coração pode nem suportar...
A NOITE PASSA O chato é que a noite passa e o sorriso vira eco num silencio sem graça...
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A NOITE PASSA O chato é que a noite passa e o sorriso vira eco num silencio sem graça... o chato que a noite passa e a ausência se faz presente e o presente se ressente e a bebida traz a ressaca um gosto amargo de um ontem doce o chato é que a noite passa e a praça fica deserta e o fato vira lembrança e a lembrança traz a saudade e a tristeza se faz de fato o chato é que a noite passa a música cessa e a dança acaba e a festa termina e o silencio pesa como crimes na madrugada o chato é que a noite passa e a bebida pega e a gente se embriaga e vem a despedida e vai a namorada o chato é que a noite passa e o sorriso vira eco num silencio sem graça...
posso te dizer que s dor de ser assim quem sou não chega a ser um purgatório...
Antes de todos os olhares, A ventania da solidão varria o superfluo, O espirito purgava seus pecados,
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Antes de todos os olhares, A ventania da solidão varria o superfluo, O espirito purgava seus pecados, Minhas roupas rotas me vestiam A essencia com pérolas e brilhantes... Antes de todos os sorrisos, A alegria germinava um campo fértil Minh’alma solo fecundo e profícuo Antes de todos os abraços um turbilhão De emoções me dizimava O não saber-me pronto a colheita, Mas ainda paupérrímo já saber-me rico
Antes que o sol se pusesse, Ela se despiu e luziu Mais que novecentas
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Antes que o sol se pusesse, Ela se despiu e luziu Mais que novecentas e noventa e nove auroras, Fascinou mais que o crepúsculo, E meus nervos e músculos Se contraíram... Aprendi a ser super herói e fazer poesia, Porque ela fascinava quando sorria E eu tinha que lutar pra conquistar o território, Porque todo poeta tem que ter a sua caneta E todo herói tem que ter seu arco e flexa... Antes que o sol se pusesse... ela galopou pelos horizontes catando os sonhos e escondendo os medos, ela espantou os espectros e compartilhou segredos...
O amor nos conduz por uma trilha com o perfume das manhãs primaveris e as matizes douradas dos verões...
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O amor nos conduz por uma trilha com o perfume das manhãs primaveris e as matizes douradas dos verões... o amor nos ensina com as sinfonias dos pássaros e da brisa, com a paciência de séculos e com a sabedoria da natureza... o amor nos fortalece com os invernos, com as montanhas, com a força dos oceanos e com as dificuldades e todas as adversidades da vida...
Está tudo tão claro agora, está tudo tão nítido como o alvorecer
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Está tudo tão claro agora, está tudo tão nítido como o alvorecer de uma aurora ensolarada, como o céu anil de uma tarde de verão: era amor...
Eternidade é esta fantasia que só dura um instante...
ETERNIDADE A noite ouço sons de violino, passarinhos e a brisa abre meus caminhos
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ETERNIDADE A noite ouço sons de violino, passarinhos e a brisa abre meus caminhos há muito tempo eu fui livre... tipo de ícaro e astronauta tocando flauta... um dia empunhei a espada, peguei meu escudo, montei raio de luz, alazão branco, romântico... eu galopei e de tanto sonhar eu aprendi que eternidade é esta fantasia que só dura um instante, então acontecem todos os nascentes e todos os poentes, os pássaros cantam a profusão de luzes ao tom de tua silhueta, sons de violinos...
REFERÊNCIAS Depois de todas as lembranças tinha o sonho; o rio estava seco, a terra rachada como sua mãe contava; as carcaças dos animais em decomposição exalava um odor insuportável; uma mãe raquítica e maltrapilha conduzia sua criança por uma estrada sinuosa e poeirenta... jam…
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REFERÊNCIAS Depois de todas as lembranças tinha o sonho; o rio estava seco, a terra rachada como sua mãe contava; as carcaças dos animais em decomposição exalava um odor insuportável; uma mãe raquítica e maltrapilha conduzia sua criança por uma estrada sinuosa e poeirenta... jamais soubera explicar tal sonho. Ainda tinha as lembranças da mãe e conhecia as histórias tristes das secas mais duras, uma delas levara a sua mãe e fizera migrar o marido, que raramente mandava notícias. A estrada poeirenta dera lugar ao asfalto, que tornava o ato de migrar muito mais fácil, apesar de que, há alguns quilometros já se aproximava um sistema de irrigação. A terra ainda ardia, mas tinha anos com invernos rigorosos mudando totalmente a paisagem e o rio mostrava se caudaloso esverdeando os horizontes. Era motivo de júbilo e comemoraçãoes por todos do lugarejo e de uma forma geral por todos que dependiam do cultivo do solo ou da piscicultura, mas no fundo a aridez já estava em nossas almas, e o sonho não não mudava: o rio seco, a terra rachada, as cárcaças, a mãe maltrapilha e ráquítica conduzindo a criança. um dia widelário apareceu, trazia uma mochila e muitas desilusões, surpresa pra si mesma foi a sua indiferença a ponto de não fazer nenhuma cobrança. Percebeu que somos como a terra, que precisamos de “chuvas” ou a gente seca. Esteve seca por muito tempo, árida como aquela terra estéril. Hoje os tempos são outros, tem chovido com frequência e sua filhinha Primavera já conta com um ano e alguns meses. Ainda sonha, outras paisagens ou antigas referências mais sonha... percebeu que não há vida sem sonhos.
DELEITE À noite me empenho ao que eu não tenho da tua alma
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DELEITE À noite me empenho ao que eu não tenho da tua alma convém que eu diga amém a tudo teu que silencie este encanto e mudo permaneço, não mereço tudo, deveria te esquecer mas esqueço tudo ... eu sou assim, a tarde vem e vai... percebo universos em verbos, em proverbios e faço versos, é o meu jeito, eu sou isso, assim de descompor até desexistir neste compor a essência do amor, mas ante tua presença silencio é sinfonia e eu me deleito...
Nem é tão tarde assim, Preguiçosa, a lua, entre nuvens se esconde, não sei de onde me vem a nostalgia,
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Nem é tão tarde assim, Preguiçosa, a lua, entre nuvens se esconde, não sei de onde me vem a nostalgia, não sei de onde me vem o desencanto, eu canto assim tanta melancolia... a noite é madrasta dos solitários não tenho meta, não tenho itinerário não é tão tarde assim...e a esperança definha e o vazio de sala quarto e cozinha silencia risos e promessas nem é tão tarde assim... e já é tarde...
Sou cem por cento sensibilidade...
procuro o ósculo supérfluo fluxo perpétuo da descompostura...
As esquinas estão cheias de filósofos, as praças estão cheias de profetas, os amantes se devoram em suas camas...
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As esquinas estão cheias de filósofos, as praças estão cheias de profetas, os amantes se devoram em suas camas... e a terra é como um pirulito na mão de uma criança...
pescaria enquanto eu tento entender o que eu não percebo
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pescaria enquanto eu tento entender o que eu não percebo enquanto eu tento ouvir o que é gritado os peixes saltam na lagoa querendo ser pescados palavras são peixes, poesia é pescaria meu barco está abarrotado...
MORENA Pele morena, saia pequena,
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MORENA Pele morena, saia pequena, Pequena ensaia sobre o meu coração... o samba encanta, quem canta e samba, quem balança com graça e paixão...
JAGUARIBE O que fazer... meu coração é terra seca,
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JAGUARIBE O que fazer... meu coração é terra seca, é flor de algodão, é estio ressecando o milho, é sol do meio dia, esfarelando o chão... fiquei tão só como o rio, como o rio surdo e mudo, que serpenteava triste como o jaguaribe sem o seu jaguar... o que fazer... meu coração é rio seco, sem eco, sem poema, sem ecossistema, nesse absurdo sem serpentear...
Amanhã é dia de branco, tem engenho, tem tronco, tem canavial...
O silêncio é cúmplice de algum enigma
Depois do Jô, quando as paixões diárias já foram esquecidas, e as batalhas do cotidiano já foram decididas, sei que já não sou mais o mesmo; sou menos tolerante, menos arrogante, menos aquele ser de antes, menos eu mesmo; morri mais um dia... vejo-me tentando entender esta crianç…
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Depois do Jô, quando as paixões diárias já foram esquecidas, e as batalhas do cotidiano já foram decididas, sei que já não sou mais o mesmo; sou menos tolerante, menos arrogante, menos aquele ser de antes, menos eu mesmo; morri mais um dia... vejo-me tentando entender esta criança sob um temporal de chuva raios e trovões, que não consegue abrir a porta da casa, este é um retrato de uma adolescencia cheia de temores e impossibilidades; hoje abalos císmicos me sacodem e a terra se abre sob os meus pés, uma figura negra armada de tridente nem chega a ser uma ameaça; os meus cabelos de prata, faz de mim um ser surreal imune a fobias, e, nem sei se isso é bom, ou talvez seja bom, mas não emocionante; jamais me sentirei novamente um sobrevivente... corro sob uma chuva de meteoros ou desabo sob avalanche mas estou sempre de pé de espada empunho, sempre atento para um inimigo inatingível e invencível, o tempo...
A terra é como um pirulito na mão de uma criança...
A tarde é perfurada por uma antena mais alta formando uma espécie de pirulito do ocaso...