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Frases de tadeumemoria

822 frases

Se eu soubesse chover não me molharia tanto...
Vá, deixe pra trás todos os momentos que passamos, deixe pra trás todas as lutas que vivemos,
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Vá, deixe pra trás todos os momentos que passamos, deixe pra trás todas as lutas que vivemos, deixe pra trás tudo ao que nos aventuramos, deixe pra trás meu coração amargurado, deixe pra trás esta paixão, não vale apena não... o amor renasce com olhares e sorrisos tão fácil e vulgar como as borboletas de flor em flor em qualquer jardim... esqueça que um dia fomos dois, que numa igreja um dia nos jogaram arroz... esqueça a saudade que sentiremos, as lembranças que teremos, desejos a nos consumir... vá ser feliz mesmo que só dure uma semana...

DOSES HOMEOPÁTICAS O amor é salutar em doses homeopáticas então ame o que tiver de amar
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DOSES HOMEOPÁTICAS O amor é salutar em doses homeopáticas então ame o que tiver de amar beije o que tiver de beijar chupe o que tiver de chupar engula o que tiver de engolir mas não vá se envenenar o amor é salutar em doses homeopáticas o amor tem efeito colaterais as vezes brinco com o sentimento das palavras derrubo o bêbado na rua, dispo a bela na calçada, pairo a lua cheia sobre o jardim cora o jasmim açucena entra no meu poema assim do nada um toque divino e o sentimento das palavras promove uma gestação no meu verso no meu universo menino...

AQUI MORA A SAUDADE o teu olhar perdido na esquina, o teu sorriso escondido atrás da cortina,
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AQUI MORA A SAUDADE o teu olhar perdido na esquina, o teu sorriso escondido atrás da cortina, a vida pouca vai se apagando como uma vela a cada olhar, esses silencio, essas cruzes, esses avestruzes que passeiam em nossos cemitérios segura a mão da lembrança, e se apóia, não submerge, somos túmulos de nós mesmos no nosso funeral diário, mas sobreviva na fé do amor e da paixão não se entregue, se entregue... e se não der certo, deu certo, esse tropeço também é viver, essa capela, esses sinos esses sinos assassinos esses túmulos ... essas cruzes, esses avestruzes que passeiam...

Gato preto segue o teu curso, Não cruza o meu caminho Preciso de sorte pra caminhar sozinho
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Gato preto segue o teu curso, Não cruza o meu caminho Preciso de sorte pra caminhar sozinho Preciso de uma gata pra caminhar com sorte Preciso de um urso para ser mais forte Gato preto na encruzilhada é espirito ruim, Na madrugada é mau sinal, No meio do caminho é tempo de azar, Gato preto, meu pesadelo, Tigresa dente de sabre, Dromedário no deserto, Gato preto fica esperto, Não fica perto, perto de quem come... Longe de quem trabalha, não atrapalha, Tá chegando o carnaval, Não vai virar tamborim...

E.Ts Já te falei sobre os discos voadores No meu firmamento pessoal,
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E.Ts Já te falei sobre os discos voadores No meu firmamento pessoal, Sobre os aliens e meteoros, Já te falei sobre a minha gravidade, Sobre os dragões que povoam as minhas cidades, Já te falei sobre são Jorge guerreiro, Jorge Ben ou Jorge Ben Jor, Seu Jorge, Acho que tivemos sorte, Mas sob os astros, quando a vaca caminha Numa total penumbra quem aposta Que um rastro de bosta... Quem caminha seguro com uma vaca em sua frente? Quem caminha seguro com uma vaca no escuro? Teremos sempre ameaças de chifres Jamais teremos férias em Chipre Teremos sempre ETs a povoar nossas inseguranças Teremos sempre monstros Nos olhos mais ternos de nossas crianças Quase sempre não somos os únicos culpados pelos nossos pecados

Não me fale de felicidade não conheço tal cidade isso é uma província tão distante...
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Não me fale de felicidade não conheço tal cidade isso é uma província tão distante... uma via inviável tenho alguns sorrisos em molduras alguns retratos em estantes prateleiras de aglomerados não sustentam o sentimento assim por tanto tempo não me fale tão suave de ternura, essa rua deserta e escura só me traz espanto... não me faça sonhar ou ter pesadelos...

Tapioca Com suas mãos sofridas e negras, A goma molhada é esfarelada
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Tapioca Com suas mãos sofridas e negras, A goma molhada é esfarelada Enquanto me fala da vida... E nela algo me diz, Que a áfrica é Vó de todos os brasileiros, A fécula repousa, O descanso que os negros não tiveram, Mas minha Vó tem o sorriso, Tem o prazer pela vida, Que correntes, troncos e rebenques não lhe tiraram... O leite de coco, feito com esmero Corre entre seus dedos, Ralado e esmagados por mãos potentes; Enquanto a tapioca é assada, Ela me fala com certa nostalgia, De um amor do passado, Nesse momento os olhos De vovó são como o lago, Mas nenhum guerreiro mostra o seu lado fraco E quando a tapioca cheira, ela pega a frigideira E no movimento rápido vira a tapioca, Então me olha com carinho, neste rico país Que ela ajudou a construir; Morando sob uma humilde casinha de taipa, De piso morto, ela ainda é feliz... TADEU G. MEMÓRIA

ALCATÉIA Tem uma noite dentro de mim... Uma noite tenebrosa e itinerante
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ALCATÉIA Tem uma noite dentro de mim... Uma noite tenebrosa e itinerante Que me extorque e me retém Refém de traumas e pecadilhos... Olhos me espreitam atrás de moitas, Tocaias preparadas num pântano onde cerca-me Uma faminta alcatéia... Uma amante seminua atrás de cada arbusto Mostrando seus seios empinados E línguas encarnadas, propondo beijos Nos quais deduzo doses de cianureto. Continuo cercado pelos lobos Que uivam como um mau presságio Enquanto diante de mim a loba líder Lambe-me o rosto com seu hálito fétido E dentes afiadíssimos... Do outro lado do córrego que separa o pântano Há um vale verdejante, Uma aurora com matizes maravilhosas, Uma fonte de águas cristalinas... Ovelhas bem nutridas de peles bem cuidadas Num pasto irreparável... Há uma ponte que conduz a esse vale... Contudo, diante da fera Eu contemplo a grandeza de Deus E algo me diz que essa criatura Quer apenas me proteger Das matizes maravilhosas, Da fonte cristalina e da alcateia... Da alcateia de ‘ovelhas’...

“OI” Estive, já há algum tempo pensando, o que o neon tem a ver com fantasia? As luzes brincam nos nossos corpos desviam nossas atenções de mãos estendidas, de ambiguidades que de uma forma ou de outra ainda ainda chocam, porque não estão intrínsecas em tudo o que recebemos de b…
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“OI” Estive, já há algum tempo pensando, o que o neon tem a ver com fantasia? As luzes brincam nos nossos corpos desviam nossas atenções de mãos estendidas, de ambiguidades que de uma forma ou de outra ainda ainda chocam, porque não estão intrínsecas em tudo o que recebemos de berço. O neon brilha e tem seu fascínio, encanta a multidão e a subjetividade de cada um; e de cada solidão, engana; é o centro da cidade. A catedral imponente com suas torres, seu estilo gótico, as praças com seus artistas anônimos, as galerias com suas joias e suas lentes e cada um de nós como uma partícula única de um conjunto indecifrável de um jogo e cada gesto, cada olhar cada caminhar, cada vestir é uma linguagem, e nessa discussão do “oi, eu estou aqui” ninguém se fere ou será assassinado por absurdo que possa parecer cada presença. Até que mãos frageis de um olhar pálido de uma inanição eloquente grite por tua atenção, então a catedral badala seus sinos e o neon é como o clarão de uma bomba H arremessando seu cogumelo e estilhaçando vidraças de edifícios luxuosos, mas já nos acostumamos com esse tipo de explosões; nada que um suco e um salgado não resolva e voltamos ao fascínio do neon e ao flerte do “oi, eu estou aqui...” e mergulhamos de cabeça no consumismo que nos consome.

NENHUM OLHAR A primeira vez não percebi tristeza, Não percebi alegria,
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NENHUM OLHAR A primeira vez não percebi tristeza, Não percebi alegria, não percebi olhar, não tinha o que se perceber... estava sempre ali no ponto do ônibus parecia esperar uma condução que não chegava nunca... sua roupa suja, seus sapatos sujos, sua pele suja... e ali no ponto do ônibus, condomínio Belvedere, Sargento Hermínio... todos pegamos nossas conduções para os nossos destinos e ele ficou ali... no dia seguinte ele estava ali, no ponto do ônibus e não tinha guarda-chuva, não tinha chapeu, não tinha olhar... não estava triste, não estava alegre, nada percebia... todos partimos e ele ficou ali... na manhã seguinte ele estava pálido... e tinha um olhar, só um olhar, um único olhar... um mísero olhar ele partiu...no rabecão do I M L e ficamos ali, a olhar, sem nenhum olhar...

ABSTRAÇÕES Os meus olhos sustentam a lua A rosa controla o beija flor
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ABSTRAÇÕES Os meus olhos sustentam a lua A rosa controla o beija flor E os insetos fazem seu trabalho As colunas que sustentam a terra teu seus imãs A terra fecunda germina a hortelã, E a rebeldia dos anjos Cria a harmonia entre o bem e o mal... Daí surge a paixão Que tinge de rubro mercúrio, E o amor que tinge de opala a lua A saudade que preenche os oceanos e o que somos além de Abstrações???