Sorri, por entre as lágrimas, como a menina que fui, já não agarrada à mão da minha tão amada avó, mas para sempre, presa a ela, por lindas penas brancas a esvoaçar até ao Céu.
Frases de Suzana Travassos Valdez
134 frases
Quem só almeja o poder, acaba por naufragar em si mesmo, perdendo o rasto, que não seja o seu próprio reflexo.
"Kairós é o tempo da alma, não vem quando o chamamos, mas quando estamos prestes a esquecer quem somos.
A forma igualitária de vestir dos outros, deixava-me indiferente, já os que arrojavam na roupa, na escrita, na arte, a esses, eu admirava o destemor, a ousadia.
Acordar era o horrífico viver do século XXI. Era o monstruoso assassínio de inocentes, a desolação de vários países sem terra lar, apenas com a terra nua para se ajoelhar e suplicar a Deus, a Allahu, a Javé... A Paz que os homens não lhes davam.
Dois gestos singelos, prefaziam o verbo manuscrever. E soltaram em mim, a beleza da escrita à mão e a memória intacta de sonhos, pensamentos de vida registados no papel.
Eles eram como os grãos de areia, aqueciam a pele da memória, mas escapavam entre os dedos de quem já não podia habitar o ontem e o amanhã.
Homens ínfimos, que desejavam o regresso de raças superiores, territórios conquistados, religiões perfeitas. A guerra era moda? Não! ERA O RETROCESSO ABSOLUTO DA HUMANIDADE!
Como seriam considerados pela História, os assassinos de inocentes do século XXI? Aos olhos dos futuros cronistas, só poderia restar um único veredicto - uma humanidade miserável!
Era a diferença rara do engenho contra a banalidade, o traço único permitia o alcance da arte.
Num mundo de assimetrias, onde os extremos se isolam e os excessos asfixiam a alteridade, a convivência torna-se apenas uma sombra do que poderia ser.
É uma autêntica maldição sentir demais. Pensar demais. É talvez uma benção saber sentir. É talvez uma benção saber pensar! Mas chega sempre o momento em que já não basta pensar. Nem somente escutar.
O tempo do esquecimento é um tempo com margens incertas. Não sei que idade tinha quando li certos livros nem se os li depois de nascer ou antes de existir.
Eram os meus filhos! Filhos do meu coração, tão amados e desejados, que habitavam cada batida da minha alma.
Sentia-me observada, talvez os edifícios daquela rua me espiassem com a paciência das coisas antigas.
Ria-me dos meus erros visuais como me tinha rido dos de Mr. Magoo.
Mr. Magoo divertia-me tanto. Mal sabia eu, que viria a ter destinos tão semelhantes.
A noite avançava lesta, como só acontece quando as palavras se unem para dançarem uma valsa perfeita.
Saberiam os tais pronomes destituídos, que, ao projectarem bofetadas de agravo, não explícitas, me abanavam a vulnerabilidade da emoção? No entanto, tal como a brisa que balança as folhas e, que ao abaná-las, as volta a deixar incólumes, assim ficava eu sob a protecção das palavr…
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Saberiam os tais pronomes destituídos, que, ao projectarem bofetadas de agravo, não explícitas, me abanavam a vulnerabilidade da emoção? No entanto, tal como a brisa que balança as folhas e, que ao abaná-las, as volta a deixar incólumes, assim ficava eu sob a protecção das palavras geniais dos Grandes.
Entre o sol e a sombra, compreendi que os gestos humanos, grandes ou pequenos, definiam-nos tanto como a crueldade e a dor.
Que espécie de cérebros existia a garantir que não éramos todos homens irmanados numa única humanidade?
Bernardo olhava-me em silêncio. Mas não era um silêncio qualquer, era um silêncio habitado. Os seus olhos tinham um cintilar quente, talvez de ternura, talvez de espanto, demoraram-se um pouco mais nos meus, como se quisessem dizer algo que as palavras ainda não sabiam.
Bernardo encerrara-se em silêncio. Temi, naquela libertação e modo de me encontrar, que ele se alheasse ou se entediasse. Percebi que afinal, ele conspirava consigo próprio.
Do pouco que me recordava, jamais me encapotara perante as múltiplas vicissitudes, se era resiliente e audaz, apenas o devia a Deus e à vida.