No fim, o silêncio é a névoa espessa que apaga o mundo lá fora, deixando-o a sós com o eco de passos que a nossa mente ainda não deu.
Frases de Suzana Travassos Valdez
134 frases
Eu entristecia por Borges, Camões, Jonh Milton, James Joyce, Aldous Huxley, Roberto Bolãno... Ele tocou-me no ombro, era a ternura a falar por si. - Temos um exemplo ainda mais árduo de limitação que cantou tantas histórias, Beethoven! Se a perda de visão não impediu os escritor…
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Eu entristecia por Borges, Camões, Jonh Milton, James Joyce, Aldous Huxley, Roberto Bolãno... Ele tocou-me no ombro, era a ternura a falar por si. - Temos um exemplo ainda mais árduo de limitação que cantou tantas histórias, Beethoven! Se a perda de visão não impediu os escritores de escreverem, imagine compor música sem ouvir... Tentei imaginar o inimaginável.
- E não somos todos assim, escritos a paradoxos?
Olhei para lá da janela, uma leve e agradável brisa entrara para espreitar as palavras.
Havia um arrepio no ar. O silêncio aqui tinha espessura, não pesava, mas ocupava.
Confissões sem nome são palavras nuas a boiar na imensidão, como poderia alguém que as escrevera, não as assinar, não lhes atribuir um rosto?
Sabia que as nossas duas almas se tinham cruzado, não pelo olhar, nem pela fala, mas pela impressão íntima de termos partilhado o mesmo silêncio primordial.
O amor autêntico liberta o outro da necessidade de domínio.
Todos os mundos ficcionais que construímos e onde nos inscrevemos, como mergulho fundo, sem conhecer a sua profundidade, passam a ser o mundo próprio onde vivemos, onde nos esculpimos e nos enterramos na pedra erigida.
Como poderia ser uma crítica, escrever-se em bom português? Escrever em português dos egrégios talentos da escrita, sem o facilitismo da oralidade, mas com a gula das belas palavras de outrora, do excesso gramatical, jamais poderia considerar-se aparato ilegível, excepto se não s…
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Como poderia ser uma crítica, escrever-se em bom português? Escrever em português dos egrégios talentos da escrita, sem o facilitismo da oralidade, mas com a gula das belas palavras de outrora, do excesso gramatical, jamais poderia considerar-se aparato ilegível, excepto se não se lesse ou não se soubesse ler os grandes.
O amor salvava-nos de tanto, da solidão, do egocentrismo, da inveja... Até da maldade. Quiçá se os senhores do poder se preenchessem de amor, recusassem a liderança prepotente. Juntos eram incompatíveis.
Chorei lágrimas de extravio, de ausência, de amor imenso, já sumido. Teria eu, na adolescência, com tanto a acontecer e a descobrir, descurado aquele amor maior da minha avó?
Arrepiei-me no lugar onde as lágrimas se anunciam, naquele espaço ínfimo e invisível que o Belo toca.
O amor não necessita de justificação, ama-se porque se ama, e isso basta! Quase como se fosse uma espécie de belo absurdo essencial.
Humanidade em latim, "humanistas", significa; o conjunto de seres humanos, a natureza humana e, ainda, um sentimento benévolo e solidário em relação aos outros. Onde se encontrava essa humanidade?
Cerrei os olhos, e as palavras dos grandes escritores devolveram-me em sonhos, o pesadelo da labuta de outrora nos mesmos campos dulcificados de hoje.
A idade encontra-se, não nos caminhos rugosos que preenchem a face do tempo pretérito, mas no espírito sem trilhos de sulcos, como se a alma fosse um tecido sintético imune aos vincos do transcurso feito de milhões de minutos.
Os extremos da luz pareciam brincar nos cantos da rua. Também ali, existia um prenúncio de astro rei e noite.
Dizia a televisão que uma quantidade percentual elevada em Portugal, apenas conseguia ler e interpretar duas únicas frases seguidas. Estava tudo explicado!
Abri os olhos e constatei que o destino azulineo no céu, ameniza os dias actuais, isentos de ceifeiras, isentos de humanidade.
Corajoso não era aquele que não tinha medo por inconsciência, mas sim o que tinha medo e sabia que, independentemente de tudo, tinha que avançar.
Ficámos parados, como o tempo que se detém diante do que é mais belo do que a vida.
Sonhei a dureza calosa das mondadeiras enterradas na terra lamacenta, sonhei o ciciar constante das foices a competir com o rugir do vento.
Sentia a minha alma cada vez mais ameninada.