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Frases de Sivaldo Prates Ribeiro

20 frases

NÃO SEI SE AINDA SEI... Eu sei que a guerra é maléfica E que ela aterroriza
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NÃO SEI SE AINDA SEI... Eu sei que a guerra é maléfica E que ela aterroriza A vida, a terra e o mar. Também sei que dois mais dois são quatro Como Sol e Lua são vastos, E a poeira vem do chão. Mas já não sei se dois mais um são três, Uma vez que o mundo ficou pequeno E cabe na palma da mão. Portanto, não sei se ainda sei O que ainda ontem eu sabia, Pois, se desejo misturar café e leite, Sou obrigado a dar um beijo Na senhora [tecnologia]. AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro

ADOLESCÊNCIA Eu corria e não parava, Eu falava e não ouvia,
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ADOLESCÊNCIA Eu corria e não parava, Eu falava e não ouvia, Pois queria apenas falar, falar, falar... Na verdade, eu gritava Para alguém me escutar, Mas ninguém me dava ouvido, E eu voltava a falar: Falava disso, daquele, daquela, Do nada, de tudo e da guerra... Para alguém me encontrar. Foi assim durante dias, e meses, e anos... E eu não sabia onde eu estava; Ora aqui, ora ali ou acolá, Sinceramente eu não parava. O mundo era pequeno pra mim, E eu, pra ele, grande demais; E não houve harmonia entre mim e o universo; Corri, gritei, lutei, mas não obtive sucesso. Realmente, não achei o que eu queria, Pois, na verdade, Nem eu mesmo sabia. Só mais tarde, Encontrei a minha identidade!... AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro

REMINISCÊNCIAS Muitas coisas, meu Deus Pretendo guardar no coração,
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REMINISCÊNCIAS Muitas coisas, meu Deus Pretendo guardar no coração, Salvar na minha memória e arquivá-las No pensamento, para que um dia minha história Não seja, meticulosamente, arremessada Ao vento. Não permita, meu Deus Que eu perca meu tino, com o tempo E apague os dados relevantes da minha memória!... Não deixe que eu mesmo, um dia, venha riscar [As palavras] que formam, fidedignamente, A narrativa brilhante da minha história!... Não permita, meu Deus, que um dia Eu seja um [ser inexistente], eternamente!... AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro

MEUS PASSOS Por onde, neste mundo, ando Os meus rastros deixo exarados lá no chão...
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MEUS PASSOS Por onde, neste mundo, ando Os meus rastros deixo exarados lá no chão... E os meus passos são contados, incessantemente E os meus atos calculados, cuidadosamente E minha vida se desdobra em dizer sim ou dizer não, Emudecer ou querer falar, sair ou então ficar... E o meu grito faz silêncio nesse instante, E o meu silêncio grita alto incessante, Perturbando, gradativamente, o sono Dos que contam os meus passos E calculam os meus atos, mas... Me admiram mesmo sem querer!... AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro

LÁGRIMAS OCULTAS É o dia que se foi... E agora a noite é que veio,
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LÁGRIMAS OCULTAS É o dia que se foi... E agora a noite é que veio, Sorrateiramente, Empalidecer um olhar, Que já não existe!... Um olhar tristonho, Recalcado com gemidos inexprimíveis E dilacerado pela dor... A dor existente no peito, Que já não tem mais forças para pedir socorro!... E as lágrimas descem, ligeiramente, pelo rosto Como legítimas testemunhas daqueles Que têm apenas a noite para fazer-lhes Companhia! É o dia que já não existe na vida Daqueles que agora têm apenas a noite!... É o dia que se foi, e que não deveria ter ido!... E as lágrimas deles molham, também, todo o meu ser, Mas não conseguem sequer umedecer O coração daqueles que deveriam cuidar Dessa gente! São lágrimas ocultas, Que vêm e que vão, Deixando marcas profundas no meu interior!... Mas um dia elas irão testemunhar contra aqueles Que detêm o poder em suas mãos, Mas preferem usá-lo como arma destruidora, Que, dia após dia, acerta o peito dos menos favorecidos De nossa sociedade! É o dia que se foi, e que não deveria ter ido!... AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro OBS. Poema classificado em concurso literário nacional (POESIA LIVRE, 2017)

DEMOCRATIZAÇÃO A chuva que por aqui passou Levou, repentinamente, a tísica
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DEMOCRATIZAÇÃO A chuva que por aqui passou Levou, repentinamente, a tísica Que me causava dor... Vi águas torrenciais empurrando-a Para o fundo do mar, Para nunca mais voltar E suprimir o meu viver... Agora, não mais sinto a tísica transtornar O meu humor, reduzir o meu querer E devorar a minha paz. Já não me sinto ofegante ao falar E já posso até cantar Um belo cântico de veracidade Democrática!... AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro

AMOR DE BEIJA-FLOR Lá fora, um beija-flor... Um beija-flor esbanjando charme no ar;
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AMOR DE BEIJA-FLOR Lá fora, um beija-flor... Um beija-flor esbanjando charme no ar; De repente, ele encontra uma linda flor E pergunta a ela se ele a pode beijar. A flor não profere palavras, Mas abana a cabeça dizendo que sim; Suavemente, o beija-flor a beija, Iniciando um namoro, Que jamais terá fim. A flor se sente rainha Ao lado do belo beija-flor; O beija-flor se sente soberano, Beijando novamente O seu lindo AMOR! AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro

NOSTALGIA Passa o vento, Passa a chuva
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NOSTALGIA Passa o vento, Passa a chuva E passa o tempo... O tempo inteiro acaba E ela não passa para me fazer feliz!... É bem verdade que essa lembrança exacerbada, Que ora me aflige a alma, Passará... E apenas a lembrança do vento, Da chuva e do tempo Será, suficientemente, capaz De apagar a dor que a distância promoveu!... AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro

O TREM QUE PASSOU POR AQUI Passou, primeiramente, o trem... Logo depois, uma embarcação também
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O TREM QUE PASSOU POR AQUI Passou, primeiramente, o trem... Logo depois, uma embarcação também Ousou passar; e passou repleta de fardos banais De minha vida, levando tudo pro fundo do mar. Difundindo seu triste ruído insano, Desponta-se no horizonte Um impertinente aeroplano... [todo dissimulado], Trazendo, outra vez, terríveis fardos Presenteando minha pobre vida; E passou depressa, Mais rápido que um foguete, cortando o céu Fazendo minh’alma desencontrar guarida. Passou mais rápido Que o velho trem, que o pobre barco, Que famintas águias destras a caçar; Passou mais rápido que a própria aeronave Executando voos rasantes pelo ar!... [Na verdade, um míssil devastador e mui temível] Ainda, assim, bem menos nefasto Que as ondas bravias do meu triste mar. E lançou um fardo pesado em minha vida, E deixou um rastro marcante, causando ferida... Um verdadeiro vai-e-vem de homem vencido, alucinado Embevecido, [e desvairado]. Um pouco de tempo mais tarde, Um som de interrogação preliminar soou aos meus ouvidos: “Cadê o trem, o qual por aqui também passou”? Respondi, escrupulosamente, que o trem só veio aqui Presentear-me com a paz, a liberdade... E sanar a minha dor. AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro OBS. Poema classificado em concurso literário nacional (SARAU BRASIL 2017)

INQUIETAÇÃO Oxalá vivesse o homem, Tranquilamente,
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INQUIETAÇÃO Oxalá vivesse o homem, Tranquilamente, Como se vivia antigamente Aqui por essas terras! Oxalá a vida fosse mais tranquila, E o mundo aceitasse Que o homem, por fim, parasse Com essa efervescência irracional! Não sei por que o ser humano Com nada deste mundo Se contenta e, a cada dia, inventa Um novo método de se viver! É nesse triste vai-e-vem, Que, todos os dias, eu sou refém Dos novos métodos que ele criou! Oxalá não mais houvesse Esse desenvolvimento desenfreado, Movido a máquinas sem freio De mão! Oxalá fosse mais inteligente [O HOMEM] E só fizesse máquina Que não minasse A sua própria felicidade!... Oxalá!... AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro

SEM ELA... Sem ela, o homem não seria, Os pássaros não seriam,
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SEM ELA... Sem ela, o homem não seria, Os pássaros não seriam, E todos os seres viventes sequer seriam... Seríamos, certamente, um tudo, que não veio a existir, Um nada, que existe desde o dia em que ela teria desaparecido. Sem ela, tudo acabaria, ou melhor, se não fosse ela, Nem sei como tudo seria!... Seríamos, na verdade, [Seres inexistentes] eternamente, se não fosse ela, A ÁGUA!... AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro

A FLOR E SUAS PÉTALAS Não seria eu a flor que sou, Não fosse parte de mim que o vento levou!...
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A FLOR E SUAS PÉTALAS Não seria eu a flor que sou, Não fosse parte de mim que o vento levou!... E levou para nunca mais voltar e outra vez formar A beleza que existiu em mim. [A beleza natural de uma flor]!... Mas as pétalas que o vento levou adornaram o coração de alguém Que, na verdade, precisava da formosura de uma flor!... Não mais tenho as pétalas que me faziam tão bela!... Não mais tenho a beleza natural de uma flor!... Sou um ser que o vento despedaçou, para que alguém Encontrasse parte de mim e pudesse ser feliz!... Sou uma flor que o vento reduziu, mas não subtraiu A verdadeira essência do seu amor!... Tenho vontade de ser, outra vez, “uma flor tão bela”, Todavia... Não seria eu a flor que sou, Não fosse parte de mim que o vento levou!... AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro