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Frase de Sivaldo Prates Ribeiro

LÁGRIMAS OCULTAS É o dia que se foi... E agora a noite é que veio, Sorrateiramente, Empalidecer um olhar, Que já não existe!... Um olhar tristonho, Recalcado com gemidos inexprimíveis E dilacerado pela dor... A dor existente no peito, Que já não tem mais forças para pedir socorro!... E as lágrimas descem, ligeiramente, pelo rosto Como legítimas testemunhas daqueles Que têm apenas a noite para fazer-lhes Companhia! É o dia que já não existe na vida Daqueles que agora têm apenas a noite!... É o dia que se foi, e que não deveria ter ido!... E as lágrimas deles molham, também, todo o meu ser, Mas não conseguem sequer umedecer O coração daqueles que deveriam cuidar Dessa gente! São lágrimas ocultas, Que vêm e que vão, Deixando marcas profundas no meu interior!... Mas um dia elas irão testemunhar contra aqueles Que detêm o poder em suas mãos, Mas preferem usá-lo como arma destruidora, Que, dia após dia, acerta o peito dos menos favorecidos De nossa sociedade! É o dia que se foi, e que não deveria ter ido!... AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro OBS. Poema classificado em concurso literário nacional (POESIA LIVRE, 2017)

Sivaldo Prates Ribeiro

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Pensador.com

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A FLOR E SUAS PÉTALAS Não seria eu a flor que sou, Não fosse parte de mim que o vento levou!...
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A FLOR E SUAS PÉTALAS Não seria eu a flor que sou, Não fosse parte de mim que o vento levou!... E levou para nunca mais voltar e outra vez formar A beleza que existiu em mim. [A beleza natural de uma flor]!... Mas as pétalas que o vento levou adornaram o coração de alguém Que, na verdade, precisava da formosura de uma flor!... Não mais tenho as pétalas que me faziam tão bela!... Não mais tenho a beleza natural de uma flor!... Sou um ser que o vento despedaçou, para que alguém Encontrasse parte de mim e pudesse ser feliz!... Sou uma flor que o vento reduziu, mas não subtraiu A verdadeira essência do seu amor!... Tenho vontade de ser, outra vez, “uma flor tão bela”, Todavia... Não seria eu a flor que sou, Não fosse parte de mim que o vento levou!... AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro

SEM ELA... Sem ela, o homem não seria, Os pássaros não seriam,
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SEM ELA... Sem ela, o homem não seria, Os pássaros não seriam, E todos os seres viventes sequer seriam... Seríamos, certamente, um tudo, que não veio a existir, Um nada, que existe desde o dia em que ela teria desaparecido. Sem ela, tudo acabaria, ou melhor, se não fosse ela, Nem sei como tudo seria!... Seríamos, na verdade, [Seres inexistentes] eternamente, se não fosse ela, A ÁGUA!... AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro

INQUIETAÇÃO Oxalá vivesse o homem, Tranquilamente,
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INQUIETAÇÃO Oxalá vivesse o homem, Tranquilamente, Como se vivia antigamente Aqui por essas terras! Oxalá a vida fosse mais tranquila, E o mundo aceitasse Que o homem, por fim, parasse Com essa efervescência irracional! Não sei por que o ser humano Com nada deste mundo Se contenta e, a cada dia, inventa Um novo método de se viver! É nesse triste vai-e-vem, Que, todos os dias, eu sou refém Dos novos métodos que ele criou! Oxalá não mais houvesse Esse desenvolvimento desenfreado, Movido a máquinas sem freio De mão! Oxalá fosse mais inteligente [O HOMEM] E só fizesse máquina Que não minasse A sua própria felicidade!... Oxalá!... AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro

O TREM QUE PASSOU POR AQUI Passou, primeiramente, o trem... Logo depois, uma embarcação também
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O TREM QUE PASSOU POR AQUI Passou, primeiramente, o trem... Logo depois, uma embarcação também Ousou passar; e passou repleta de fardos banais De minha vida, levando tudo pro fundo do mar. Difundindo seu triste ruído insano, Desponta-se no horizonte Um impertinente aeroplano... [todo dissimulado], Trazendo, outra vez, terríveis fardos Presenteando minha pobre vida; E passou depressa, Mais rápido que um foguete, cortando o céu Fazendo minh’alma desencontrar guarida. Passou mais rápido Que o velho trem, que o pobre barco, Que famintas águias destras a caçar; Passou mais rápido que a própria aeronave Executando voos rasantes pelo ar!... [Na verdade, um míssil devastador e mui temível] Ainda, assim, bem menos nefasto Que as ondas bravias do meu triste mar. E lançou um fardo pesado em minha vida, E deixou um rastro marcante, causando ferida... Um verdadeiro vai-e-vem de homem vencido, alucinado Embevecido, [e desvairado]. Um pouco de tempo mais tarde, Um som de interrogação preliminar soou aos meus ouvidos: “Cadê o trem, o qual por aqui também passou”? Respondi, escrupulosamente, que o trem só veio aqui Presentear-me com a paz, a liberdade... E sanar a minha dor. AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro OBS. Poema classificado em concurso literário nacional (SARAU BRASIL 2017)