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Frases de Sarah Magalhães

47 frases

Reencontro apaixonado Quase 40 anos passados e reencontro um garoto
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Reencontro apaixonado Quase 40 anos passados e reencontro um garoto que no colegial fora meu namorado. Não me engano ao falar com precisão que reencontro o garoto e não um rapagão. Eu reencontro o seu olhar de moço livre, reencontro suas mãos frias que em vão tentaram esquentar as minhas... Eu reencontro seus lábios carnudos e avermelhados e me reencontro à lembrança dos nossos beijos molhados. Fico ali estacionada num bonito minuto de reencontro, mas de repente me acordo assustada com o ronco de um homem por quem não estou apaixonada. Quem dera um dia eu realmente não reencontre o amor da minha vida e lhe beije toda a fronte. Mas por enquanto eu me contento em com ele sonhar, alegrando as minhas noites de monotonia nesse lar.

Esmalte cintilante Saio do salão com unhas cintilantes
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Esmalte cintilante Saio do salão com unhas cintilantes que me lembram escamas de sereia. Quando criança eu assistia aqueles filmes em que garotas eram metade mulher, metade sereia, mas na praia tinham pernas para caminhar pela areia. Eu sem assas caldas mágicas, contento-me com unhas brilhantes que me remetem a uma fantástica infância ao menos por um instante.

Doce matéria Pudim de passas vovó já fazia
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Doce matéria Pudim de passas vovó já fazia quando nas férias para sua casa eu ia. Pudim de passas eu ouvi na escola que um cientista Thomson resolveu batizar o nosso querido átomo que já não era mais uma bola de bilhar. Eu com mente de criança lembrei daqueles contos para dormir: João e Maria e a casa de doces... Imaginei a matéria como um pudim grande e doce. Mas não sou criança mais. Voltei a prestar atenção no que o professor estava a falar. A matéria deixou de ser doce, agora é conteúdo para estudar. Conteúdo sério, desses que podem cair no vestibular. Mas eu ainda fico me perguntando se naquele tempo Thomson andou se baseando no conto de João e Maria para a doce matéria poder explicar, criando assim sua teoria. Eu as vezes misturo ciência e fantasia... Vai ver que é por isso que me ocupo escrevendo poesia.

Céu inspirador Pequenas borboletas voam sobre minha mente.
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Céu inspirador Pequenas borboletas voam sobre minha mente. Tem uma de cor anil que quer voar mais alto que as outras mil. Sobre a minha mente há um céu azulado, céu brasiliense: cada tom perfeitamente encaixado. Nesse meu céu voam tantas borboletas: coloridas, rosas, azuis, laranjadas vermelhas, violetas e pretas. Voam também mariposas talvez mais belas ainda, daquelas que antigamente, os maridos caçavam e as enquadravam para dar de presente para a esposa dizendo o quanto a achava linda. Mas eu não gosto de mariposa nem de borboleta presa. Prefiro deixá-las soltas voando sobre a minha cabeça. Olho para cima e vejo flores borboletando e mariposando sobre essa minha mente leve (mais leve que barrinha de cereal light) Mente que leva qualquer coisa perdida por esse céu azul a se transformar em versos sem métrica, com rimas que são embaralhadas, em uma tentativa de deixar a vida mais colorida e lembrar que o céu de Brasília me deixa maravilhada.

Dona Flor Depois de ter escrito "Gabriela, cravo e canela"
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Dona Flor Depois de ter escrito "Gabriela, cravo e canela" nosso Jorge criou mais um de seus livros, esse entitulado "Dona Flor e seus dois maridos" com casos benditos que falam da nossa nação sem pudores, mostrando misticismo e até defunto peladão que volta do além movido por uma paixão. Essa paixão é Florípedes, a bela Dona Flor que carrega consigo, um coração cheio de amor. Dona Flor é casada com o belo e forte homem, mas ela, a bela Flor não é a única que nas noites ele come. Mas a apaixonada Flor, com siri mole e azeite de dendê, prepara uma moqueca que é de Vadinho a receita predileta. Aquela que ela aprecia ver ele lambendo os beiços ao comer. Num dia, em pleno carnaval baiano, Dona Flor fica viúva sem o marido que ama. A honrada Flor, com o farmacêutico da cidade, põe-se a casar mas sente falta é dos beijos que Vadinho costumava lhe dar. A Flor roga em um terreiro para rever seu falecido festeiro. Os orixás acatam a Dona e o devolvem sem arrependimentos, sem roupas e sem vergonha! Ao espiar-se pelas ruas baianas, em meio a risos, Jorge Amado vê de braços dados a caminhar Dona Flor e seus dois maridos.

Mulheres de Jorge Jorge Amado, foi quem desenhou nossas mulheres brasileiras:
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Mulheres de Jorge Jorge Amado, foi quem desenhou nossas mulheres brasileiras: Gabriela, Teresa, Tieta e Dona Flor. Todas elas, posso dizer, são mulheres de coragem, com histórias dígnas de se conhecer. D'entre as nossas mulheres, Gabriela foi aquela quem Jorge primeiro pois-se a escrever. Gabriela é inocente? É, é diferente. Gabriela tem a aparência que os rapazes anseiam por conhecer e essa mesma aparência, nas bocas das mulheres vira motivo para maldizer. Gabriela é tão bela! Tem o corpo da mulher brasileira e também é conhecida por não cortar a cabeleira. Gabriela além de um pensamento além do seu tempo, tem o perfume do cravo e a pele cor de canela. Essa é Gabriela. Já n'outro tempo nosso Jorge criou mais um de seus livros, esse entitulado "Dona Flor e seus dois maridos" com casos benditos que falam da nossa nação sem pudores, mostrando misticismo e um defunto peladão que volta do além, movido por uma paixão. Essa paixão é Florípedes, a bela Dona Flor, que carrega consigo um coração cheio de amor. Outra mulher batalhadora quem Jorge bem retratou é Teresa Batista, que muito lutou. Teresa por muito tempo sofreu e chorou na fazenda aonde criança comeu o pão que diabo amassou. A morena também se apaixonou e para poder o seu primeiro amor viver, o homem a quem foi vendida precisou as asas bater. Tieta é cedo expulsa de casa pelo seu pai que a rejeita por ter sido pega com um rapaz enamorada. Mas tempos depois retorna a pequena cidade d'onde foi embora, ainda com pouca idade. Agora a bela mulher, que volta elegante, independente e rica é por Sant Ana do Agreste muito bem recebida. "Amado, Jorge" hoje se lê nos livros e a esse nome associa-se um homem, da literatura, grande amigo. Por ter ousado em uma nova roupagem para os seus textos escrever, recheando-os de verdades para o povo brasileiro, poder o nosso próprio país conhecer.

Filha Amora que comigo mora,
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Filha Amora que comigo mora, quando fica triste logo chora. Amora sorri agora, querendo dançar comigo lá fora. Triste que agora a nuvem lá fora chora... E com a rua toda molhada a Amora pode ficar gripada. Chove lá, mas de cá a Amora liga o som pra gente poder dançar. Eu sou desanimado, sem jeito pra a dança. Prefiro ficar no sofá deitado assistindo a essa criança. Mas Amora teimosa logo me puxou do confortável estofado e me ensinou até um belo rebolado.

Carta em verso Confesso que estou é com preguiça de escrever carta bonita.
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Carta em verso Confesso que estou é com preguiça de escrever carta bonita. Então escrevo versos rimados ou não. Os versos são puros, são bons. Com eles me expresso sem pressa ou aflição. Não me preocupo com parágrafos ou com pontuação E é por isso que escrevo esses versos modestos... Confesso que estou é com preguiça de escrever carta bonita.

Praia Pegadas curtas na areia.
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Praia Pegadas curtas na areia. Eu me ponho a acompanhar. Quando acabam junto a água, vejo longe uma criança se afogar... Pulei na água, assustada, procurando por aquele ser. Nada vejo! Talvez eu tenha começado a enlouquecer.

Independência do Brasil Agora em setembro, costuma-se lembrar da independência do Brasil
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Independência do Brasil Agora em setembro, costuma-se lembrar da independência do Brasil que outrora foi motivo para o povo comemorar... Lá no século XIX com Dom Pedro brilhantemente a proclamar "Independência ou morte!" para o povo ao seu redor aplaudir e concordar. Mas na verdade a história se distorce com o tempo, prova disso é que a nossa independência já foi comemorada num dia que não o 7 de setembro. Quando se fala em 12 de outubro, costumamos lembrar do dia de Nossa Senhora e do dia das crianças, com os brinquedos fascinantes com os quais todas querem brincar. Mas num ano diferente esse mesmo 12 de outubro, foi quando o nosso país foi proclamado independente. Pouca gente sabe disso e também pouca gente se importa. Hoje o que se transmite pelo Brasil, no estado em que se esteja, são slogans como "Brasil: um país de todos" e diante disso, o meu desejo é... que assim seja. Que seja um país de todos e independente do passado. Que seja um país com todos focados em um presente em que slogans como esse não sejam criados para ficarem pelos cantos esquecidos e abandonados.

O caminho que quer carinho Conhece esse caminho? Ele é cheio de cores
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O caminho que quer carinho Conhece esse caminho? Ele é cheio de cores e amores esquecidos. É vazio. É vazio de amor, ele precisa de alguém que ao caminhar por ele, não pense apenas no destino, mas que saiba valorizá-lo. Cultivá-lo. As suas cores pastéis devem ser cativadas para que possam novamente florir. O caminho quer sorrir, mas precisa de ajuda. Quem passar por aqui, que reze ou plante uma flor. Assim, ao passar, uma nova cor há de deixar.

Para a Clarinha Esses são versos para quando a Clarinha
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Para a Clarinha Esses são versos para quando a Clarinha já souber ler. Para ela saber que já era por mim muito amada, mesmo antes de nascer. Quando na barriga da Amorinha estava, já chutava... Quase dizendo que karateca queria ser. Clarinha, é tão linda e comportada. Antes de conhecer-te “É uma lady!” eu já falava. Agora que nasceu, que está crescendo rapidinho, tenha sempre muita saúde, paparico e carinho. Pequenina, queria te falar que seus olhos curiosos não me canso de observar e que em seu batizado [com todos muito bem arrumados, cheirosos e de banho tomados] Não pude deixar de notar que em sua roupinha branca, sapatinho de flor, com mamãe ao seu lado e papai babando de amor. Você ali embalada no colo dos dois, parecia um fofo bolinho de arroz. Com carinho, Sarinha.

Para Fernanda O que seria do dia sem a tua alegria?
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Para Fernanda O que seria do dia sem a tua alegria? Diz-me guria, d'onde vem essas piadas espontâneas e essas associações risonhas, que toda manhã ouço você dizer. Se a aula é matemática -escalonamento no quadro- no momento preciso, faz a argumentação enfática: - Não sabia que nessa aula nós iríamos virar alpinistas, "escalando" as letras e números que aparecem nas listas!

Amizade (d)e infância Amizade não tem que começar quando criança, mas quando quer que comece, tem que ser com confiança...
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Amizade (d)e infância Amizade não tem que começar quando criança, mas quando quer que comece, tem que ser com confiança... Tem muitas amizades que começam na infância -com brincadeiras de roda, giz de cera espalhados pelo chão, pique-pega, pular corda, jogar peteca, brincar de boneca- e nos acompanham enquanto tentamos crescer. Tem amigo que a gente lembra do quanto conseguíamos ser radicais: apostando corridas perigosíssimas de velotrol em nossos quintais. Tem amigo que a gente lembra de quando aprendeu andar de bicicleta de quando levou tombo de patins e desistiu do skate que não deu certo. Tem coisa que é a cara da infância, como comer bolo de chocolate e se lambuzar. Beber bastante refrigerante para ver quem consegue o alfabeto arrotar. Tem também aquele momento, de sair correndo pelo asfalto, tropeçar no próprio pé e cair. Eis o tenso instante de decidir entre chorar ou rir. Chorar. Logo passa. O choro passa, a dor passa, a infância vai passando, devagar... Vai passando na memória a lembrança de quando arqueólogos queríamos ser... Para encontrar ossos de dinossauro no jardim, enquanto estávamos cavando, na terra a nos sujar. Em vez de um crânio de t-rex, catávamos minhocas, tatu-bolas, brincávamos com as joaninhas e depois íamos colher acerola. As histórias nunca acabam, vão apenas piorando... Vão de um simples joelho ralado até um coração estilhaçado. A amizade cresce junto com a gente, com uma força indescritível e mesmo que estejam distantes, os amigos são amigos. Confessos, travessos, brincalhões, companheiros, protetores, bobos, piegas, bregas ou estilosos, metidos, modestos, um shake de sentidos, de sentimentos, de tudo o que vivemos. Amizade é aquela coisa estranha, que dá trabalho, que cansa, mas é necessária e sempre traz alegria, esperança, consolo ou alguma maré boa. Traz alegria para a vida e conforto para o coração.

Dose de amor Você escreve com o coração enquanto os outros usam a mão.
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Dose de amor Você escreve com o coração enquanto os outros usam a mão. Você me encanta a cada palavra enquanto os outros, nem se encantam com nada... Tuas poesias, tuas melodias, alegram minhas noites e alegram meus dias. Teus sorrisos, teus abraços: meus sorrisos, meus abraços. Tudo assim, espontâneo. Tudo muito momentâneo. Infinitamente, cada momento mais intenso que o anterior. Cada rima com uma dose maior de amor.

Quermesse No mês de agosto tem festa no templo
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Quermesse No mês de agosto tem festa no templo e eu que nunca fui, aguardo a cada momento para logo chegar o final de semana em que irei me esbanjar com uma galera bacana. Então já é domingo, o primeiro do mês. Lá pelo fim da tarde vou conhecer essa festa famosa, formosa, feliz, com comida gostosa e quando voltar eu conto procês.