Frase de Sarah Magalhães
Amizade (d)e infância Amizade não tem que começar quando criança, mas quando quer que comece, tem que ser com confiança... Tem muitas amizades que começam na infância -com brincadeiras de roda, giz de cera espalhados pelo chão, pique-pega, pular corda, jogar peteca, brincar de boneca- e nos acompanham enquanto tentamos crescer. Tem amigo que a gente lembra do quanto conseguíamos ser radicais: apostando corridas perigosíssimas de velotrol em nossos quintais. Tem amigo que a gente lembra de quando aprendeu andar de bicicleta de quando levou tombo de patins e desistiu do skate que não deu certo. Tem coisa que é a cara da infância, como comer bolo de chocolate e se lambuzar. Beber bastante refrigerante para ver quem consegue o alfabeto arrotar. Tem também aquele momento, de sair correndo pelo asfalto, tropeçar no próprio pé e cair. Eis o tenso instante de decidir entre chorar ou rir. Chorar. Logo passa. O choro passa, a dor passa, a infância vai passando, devagar... Vai passando na memória a lembrança de quando arqueólogos queríamos ser... Para encontrar ossos de dinossauro no jardim, enquanto estávamos cavando, na terra a nos sujar. Em vez de um crânio de t-rex, catávamos minhocas, tatu-bolas, brincávamos com as joaninhas e depois íamos colher acerola. As histórias nunca acabam, vão apenas piorando... Vão de um simples joelho ralado até um coração estilhaçado. A amizade cresce junto com a gente, com uma força indescritível e mesmo que estejam distantes, os amigos são amigos. Confessos, travessos, brincalhões, companheiros, protetores, bobos, piegas, bregas ou estilosos, metidos, modestos, um shake de sentidos, de sentimentos, de tudo o que vivemos. Amizade é aquela coisa estranha, que dá trabalho, que cansa, mas é necessária e sempre traz alegria, esperança, consolo ou alguma maré boa. Traz alegria para a vida e conforto para o coração.
No pensador.ai desde