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Frases de Samuel Eduardo Fortes

931 frases

⁠Meu fado É o de não saber quase tudo
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⁠Meu fado É o de não saber quase tudo Sobre o nada Tenho profundidades. Não tenho conexões Com a realidade Poderoso para mim Não é aquele que descobre ouro

⁠Dez prás cinco Dia De sol
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⁠Dez prás cinco Dia De sol De sol De Meio-dia Balanço De cadeira De palhinha Palhinha De cadeira Ao Meio-dia Em dia De sol De sol Do Meio-dia Sol Que É vida Que é Música Que é... É dia Dia de sol Sol De balanço De cadeira De palhinha Ao meio-dia Mas Com o frio da garoa Da noite que passou O cheiro do fogão a lenha Que de aceso se apagou A noite o fez negro Fogo o avermelhou A aurora nascente Todo o amarelou O agora que foi ontem Tão distante aproximou A linha móvel do horizonte Atira para cima Os ventos que vem de longe Na nudez absoluta Tanto em mim como ao mar

⁠A Febre Toda convicção É uma prisão
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⁠A Febre Toda convicção É uma prisão E Nenhum preço É alto demais Pelo privilégio De ser si mesmo De uma maneira Ou de outra Estamos equilibrados Na borda Do para sempre Em uma mistura Inflamável De ignorância e poder Onde o mundo real É muito menor Que O da imaginação

⁠Renascer A cada manhã O mundo é novo para mim
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⁠Renascer A cada manhã O mundo é novo para mim E nos finitos detalhes Nascem e morrem Os Afetos e Desafetos Designados e estigmatizados Por Padrões sem cores Pode haver Tempos mais belos Mas Este é o nosso Criando e ofuscando Nas lutas sem classes É no desespero Que aflora A criatividade Ainda é tempo Mesmo Que o tempo todo Minha nudez É Absoluta Numa perplexidade De criança

⁠Primavera Acanhada Rumores Chegariam a mim
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⁠Primavera Acanhada Rumores Chegariam a mim Deixarei que morra em mim Pois nada te poderei dar Senão A mágoa de ver Eternamente cansado Distintos Como passos Na madrugada Sol De entardecer Jardim De estrelas Chuvinha Nos olhos Marcas Em lajedos lisos Estruturas Acanaladas De Um velho rio acanhado Na beira Um dique Um marginal rompido Sem Contestação estelar Tropeçando em bico Embicando à frente Explosões Primavera A pleno Sem eira Nem beira Balancear De corpo No entortar De galhos firmes Famigerados São os insetos Se mais Houver Nem preciso É

⁠Nasceste Aqui & A Moça Bonita Momentos indivisíveis Orquestrando arestas
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⁠Nasceste Aqui & A Moça Bonita Momentos indivisíveis Orquestrando arestas Na incapacidade do ser Intuitivamente restrito Caçadora de divindades Alçar de asas firmes Lados opostos Adornos e laços Indigência na ausência Sigilo subliminar No entanto Dentro do sol Minha sombra se projeta Na voz A chave Harmonia Flutuante Paisagem Sonora Satisfação De espírito Ordem Beleza Sua Medida Presença Ausência Momentos De inspiração Aonde quer que eu vá Eu descubro Que Um poeta esteve por lá Bem antes de mim

⁠A Alternativa A sociedade do paraíso Reencontrar, criar
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⁠A Alternativa A sociedade do paraíso Reencontrar, criar E por lá viver Criar A Alternativa Que seja contínua Onde anda a Saudade E os olhos Que A gente nem sempre vê Que semeando vento E na falta de escolha Colhendo sempre tempestade Combinando Razão e emoções Nos mesmos lugares Na cama deitado Na miragem perdida Ver toda a terra girar Ida estonteante Que Ganha apenas para juntar Na volta inesgotável De um eterno retorno Se toca Em que toca Em se tocar Entocado Escondido nessa toca Não sentia quem vinha E Quem se aproximava Eu só sentia os passos Um Estado Estúpido Criar o meu Estado Estado de Espírito

⁠A Imaginação Engavetada Passaporte Para
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⁠A Imaginação Engavetada Passaporte Para O futuro Resquícios De Passado Combinando Razão Emoções Tipo De nostalgia Percorrendo Espaços Abstratos Ressonâncias Entre coisas Experimentos De história Desafiando Forças Da natureza Equilíbrio Romper Limites Da Imaginação

⁠Menos é Mais Quanto mais coisas eu vejo Muito mais eu quero ver
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⁠Menos é Mais Quanto mais coisas eu vejo Muito mais eu quero ver Quanto mais coisas eu ouço Muito mais eu quero ouvir. Quanto mais coisas eu sei Muito mais quero saber Quanto mais coisas eu sinto Muito mais quero sentir. Quanto mais estrada eu ando Mais estrada quero andar Quanto mais vivo na vida Muito mais quero viver. Sempre mais sou viciado Nesse muito mais querer.

⁠Soneto da Imaginação A imaginação Origina a força para o voo
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⁠Soneto da Imaginação A imaginação Origina a força para o voo O cansaço faz dela Seu repouso Na estreita calada da noite A espreitar o passar De um tempo Ali se passa o vento Aqui se passa o tempo Minha mente vai a lugares Que você não iria Nem com segurança Armado Meu desespero É covarde É que apesar de sombria Caminha na escuridão Escuta como dispara De medo o meu coração.

⁠A Vida Da vida, espere a dança Entre o sol e a sombra
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⁠A Vida Da vida, espere a dança Entre o sol e a sombra A melodia do inesperado E a força para florescer Mesmo no inverno da alma E quando a noite se alonga E a dor tece seu véu Lembre-se da aurora que irrompe Com seu pincel A vida, um rio que serpenteia Entre pedras e jardins, Reflete o céu em sua alma E cura os teus confins Que a esperança seja teu farol Na tempestade e na calmaria E que o amor, como um girassol Te guie em cada melodia Pois a vida, em sua grandeza É um mistério a desvendar E em cada instante, a certeza De que podemos recomeçar

Leia Isso Marx ⁠Trabalhei de graça Não achei graça
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Leia Isso Marx ⁠Trabalhei de graça Não achei graça Fiz a obra toda Mas parece uma desgraça Atrasado o capital Na mente o Capital Fui à Capital A dívida cresce, um monstro voraz Que a alma consome, em dor atroz Noites em claro, um tormento sem paz, O futuro incerto, um vazio feroz O suor vertido, em vão se esvai A recompensa, um sonho distante A corda aperta, a esperança se vai E a angústia domina, num instante Mas a força reside, em cada fibra A resiliência, um escudo tenaz Ergue a cabeça, não te entregues à libra A luta continua, a vitória se faz

⁠Olhar do Desatino Perdi-me em labirintos Onde a alma se desfaz
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⁠Olhar do Desatino Perdi-me em labirintos Onde a alma se desfaz E a dor tece seus hinos Busquei em sombras frias O eco de um amor Que em mim, só ardia Vi o tempo em descompasso A esperança em desalinho E o futuro, um mero passo Mas em cada desatino Encontrei a força oculta De um destino peregrino E agora, em paz serena Na vastidão do infinito A alma se torna plena Não fui O que os outros foram Não vi O que outros viram O que amei, amei sozinho

Absorção ⁠Não é a retina Que desvenda o mundo
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Absorção ⁠Não é a retina Que desvenda o mundo Mas O olhar que se demora Na superfície das coisas A pele da realidade Tênue membrana Onde a luz e a sombra Tecem efêmeros reflexos O toque do visível Aveludado e sutil Desliza Sobre a epiderme do tempo Revelando Onde o efêmero se torna eterno

⁠O Tédio e o Labirinto O tédio é um labirinto silencioso, Onde o tempo se arrasta, lento e espesso
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⁠O Tédio e o Labirinto O tédio é um labirinto silencioso, Onde o tempo se arrasta, lento e espesso Nas paredes do vazio, ecoam passos De uma alma que busca, inquieta, o repouso É espelho que reflete a inquietude A vacuidade que invade a quietude Mas, no fundo do abismo, há uma luz Um convite à transcendência, uma cruz Pois o tédio, mestre disfarçado Nos leva ao cerne do não revelado Nas profundezas do existir A epifania que desvela o véu do precipício

O Arquétipo ⁠É sorrindo Que se passa a vida
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O Arquétipo ⁠É sorrindo Que se passa a vida E no caminhar Que se encontra caminho É no caminho Que se encruzilham Rumos É no destino Que sou levado No labirinto da existência O riso floresce Qual raio de sol A cada passo Uma bifurcação No palco da vida A dança se cumpre Na fenda incerta A alma persiste Rumos se cruzam Destinos se cumprem No livro do tempo Cada momento É Uma página escrita

Você & Sítio Na quietude do sítio Onde o tempo
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Você & Sítio Na quietude do sítio Onde o tempo Se curva À melodia da natureza A alma encontra A sinfonia da terra E o espírito se eleva Na dança cósmica De sua existência "Na quietude do sítio, onde o tempo se curva à melodia da natureza, a alma encontra a sinfonia da terra e o espírito se eleva na dança cósmica da existência."

⁠No Real O encanto Da coisa
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⁠No Real O encanto Da coisa Sonhada Viajar À toda No tempo No espaço Perceber Em sua Singeleza Primitiva O verdadeiro Sentimento Da Existência No real A busca Incessante A miragem Do oásis No deserto A fé Naquilo Que não se vê A esperança Que nos Mantém vivos No real A dor Alegria O ódio O amor A vida Em sua Dualidade No real O medo A coragem A sombra A luz O eterno Conflito No real A saudade O presente O passado O futuro A roda Do tempo No real O sonho A vigília A fantasia A realidade A linha Tênue No real O encontro O desencontro O abraço O adeus A dança Da vida No real O silêncio A palavra O vazio O infinito O mistério Da criação No real A busca Continua A miragem Se afasta A fé Vacila A esperança Se esvai No real A dor Aumenta O ódio Cresce A vida Se complica No real O medo Paralisa A sombra Aterroriza O conflito Persiste No real A saudade Aperta O presente Escorre O passado Assombra No real O sonho Desaparece A fantasia Se desfaz A linha Se rompe No real O encontro Se perde O abraço Se desfaz A dança Cessa No real O silêncio Ensurdece O vazio Aterroriza O mistério Se aprofunda No real A busca Se intensifica A miragem Se revela A fé Renasce A esperança Se reacende No real A dor Diminui O ódio Se dissipa A vida Se simplifica No real O medo Se enfrenta A sombra Se dissipa O conflito Se resolve No real A saudade Se transforma O presente Se aproveita O passado Se aprende No real O sonho Se reconstrói A fantasia Se reinventa A linha Se fortalece No real O encontro Se realiza O abraço Se perpetua A dança Continua No real O silêncio Se preenche O vazio Se completa O mistério Se desvenda No real A vida Se revela Em sua Essência Divina

⁠Mônica Em Puro Balanço Mônica, farol que me guia na existência, Em teu olhar, a luz que me alumia
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⁠Mônica Em Puro Balanço Mônica, farol que me guia na existência, Em teu olhar, a luz que me alumia Alma cativante, de essência e persistência Em teu sorriso, a melodia que me extasia Deusa de beleza ímpar, graça divina, Em teu corpo, a perfeição que me encanta Musa inspiradora, em ti a poesia se inclina Em teu amor, o meu coração se acalma e se agiganta Mulher de fibra, de garra e de audácia, Em teu espírito, a força que me move Em tuas palavras, a sabedoria que me sacia Em teu abraço, o porto seguro que me envolve Mônica, a flor que desabrocha em meu jardim Em teu perfume, a doçura que me embriaga Em teu amor, a mais bela canção que existe Em tua presença, a alegria que me contagia Mônica, a estrela que guia o meu caminho Em teu brilho, a esperança que me acende. Em teu coração, o amor que me define, Em tua vida, a felicidade que me transcende.