BABEL! Na trilha Em que
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BABEL! Na trilha Em que Trilha Na pedra De Assuntá Contemplando O que há Pra contemplá Há O que Orna O que Não Quem vivê Vai vê No quê Vai dá
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BABEL! Na trilha Em que
BABEL! Na trilha Em que Trilha Na pedra De Assuntá Contemplando O que há Pra contemplá Há O que Orna O que Não Quem vivê Vai vê No quê Vai dá
Mandalas & Tapetes Burgueses Melancolia De fado
Mandalas & Tapetes Burgueses Melancolia De fado Português Regado à vinho E Dissolução do fermentado Pagando os pecados Com o suor do cansaço Metabolizados No calor do fígado Tristeza De nobreza Sem causa Escutar De coisas Não ditas "Minha casa minha vida Sua casa é meu problema" De certeza Somente A presença De sua Ausência Passeando Meus Anseios Desajeitados Nas ladeiras em ruas De muita pedra Nos vales profanos Da dissonância Esculpidos em vales Da tradição A ambição do pecado Fermentado em vinho E a solução É dissolução Sem solução Em ruas De Tradição
Sincronia O eu Lírico
Sincronia O eu Lírico O eu Do poema O eu Que Não sou Eu Intrigante Instigante O eu Do tempo Singular Lírico Eu O eu Do poema Que Não sou Eu Eu Que não sei O que sou
Novelo Por aqui Chegou
Novelo Por aqui Chegou Faz tempo Para traz Deixou Coisas Por aqui Juntou Tem juntado Coisas Ave De arribação De sonhos Memórias eternas De algo que se juntou Menininho Por aqui Chegou Foi ficando Ficou E Juntou O Juntado E se foi Voou Para dentro
A Perda Sentir Harmonia
A Perda Sentir Harmonia Do mundo Força Elemental Hipnótica Fruto Do Silêncio Silêncio Constrangedor Olhar da janela Matutina Olhar pela varanda Vespertina A vida Não para É o sentimento Ali está Ele Presente Preservado
O Choro e o Cheiro Olha Em frente
O Choro e o Cheiro Olha Em frente Para Um lado Para O outro Olha Acima Olha Em baixo Olha Pra tudo Quanto há Olha Mesmo Até quando Não Há nada Pra olhá Olha sempre Na esperança De ter algo Pra olhá
Imaginando Na pedra De
Imaginando Na pedra De Assuntá Dominio Pastoril De Pan De Vênus Deusa Da Beleza Da graça Universo De alegorias Dionísíaco Exuberante Em Leveza Suavidade Do Simples
SAUDADE! Sentiu Tristeza
SAUDADE! Sentiu Tristeza Ouvindo Acordes De Indefinida Saudade Saudade De Não sabe O quê Saudade Do que Ainda Nem é Saudade Melancolia Sempre À espreita
Depois de Amanha Depois de amanha, serei, finalmente, O que hoje,
Depois de Amanha Depois de amanha, serei, finalmente, O que hoje, Não posso nunca ser Tenho sono como o frio de um cão vadio. Tenho sede como dos desesperados de outrora Tenho jeito, daqueles que ainda poderão existir, Não que se faça pouco Não que ainda seja ainda muito pouco Não que eu não vá até lá Tenho já o plano traçado Mas não Hoje, não traço planos Apenas Depois de amanha
Livre Pensar O que Desenho
Livre Pensar O que Desenho É cópia Do que Idealizo Abstração Alma Do que Me vai No espírito Saber Do conhecimento A tradicional Nostálgico Feito De matéria Dos sonhos Inatos
Humilhação e Habitar Eu queria me acabar Quando
Humilhação e Habitar Eu queria me acabar Quando O desespero virar Lugar comum Ora direis Ouvir Estrelas Sequer Pra lá Olhar Dizia O pobre Diabo Garrado No Celular
O Machismo é o medo dos homens das mulheres sem medo. Não há machista convicto, se no fundo, machismo é falta de convicção Aquele que não transmite luz, cria sua própria escuridão.
O Machismo é o medo dos homens das mulheres sem medo. Não há machista convicto, se no fundo, machismo é falta de convicção Aquele que não transmite luz, cria sua própria escuridão. Leu de tudo Sobre tudo Um erudito Não um sábio
O Aproximar do Amanhecer Olhou Por cima
O Aproximar do Amanhecer Olhou Por cima Do degrau Da cancela O terreiro Com pedras Onde A sombra Marca Hora O quintal Com plantas E árvores Não Se vê Os fundos Que Imagina Não tem Limites A vida será mais bem vivida Quanto menos sentido tiver Visto que Criar a própria vida É viver duas vezes
Cipó da Manga Balangano Na cadeira
Cipó da Manga Balangano Na cadeira De balangá Ispiano O que tem Pra ispiá Tem cheiro De coisa No ar As abeia Já foro Pra lá Jabuticaba Acabô De florá Ipê Não fica Pra trás Flor De Manguinhas De fora Qué Se mostrá
Arrevoar de Flechas Canjiquinha No muro retilíneo
Arrevoar de Flechas Canjiquinha No muro retilíneo Tem banana Tem mamão Abeia Zumbino Em volta Passarim De Montão Nos fios Os pássaros Escrevem música Pássaros cantando No escuro Calor de amanhecer E agora o que fazer Com essa manhã Desabrochada a pássaros? O bosque seria muito triste Se só cantassem os pássaros Que cantam melhor Brisa de inverno Como flechas de sombras Os pássaros voltam Ruídos dos carros Escuto pela mesma orelha Que os pássaros. É tempo De fazê Nada É tempo Danado De bão
O Caos Coisa boa De
O Caos Coisa boa De Se fazê Sentá Na cadeira De bom Parecê Oiano Pra onti Que já Foi coisa Bastano Presente Que Agora Bem é Manhã Sempre vem Que seja Do jeito Que Deus quisé
Livre Pensar Preguiça Da boa
Livre Pensar Preguiça Da boa É dádiva Sem essa De pecado Capital Preguiça Alongamento Do espírito Preguiça Saúde Mental
A vida Tornou - se - me Leve
A vida Tornou - se - me Leve A mais leve Quando Exigiu de mim O mais pesado
É lógica sem nexo É órbita sem giro É dose sem verso
É lógica sem nexo É órbita sem giro É dose sem verso É o nexo perplexo
Que Ela Regresse Andar caminhar
Que Ela Regresse Andar caminhar Sair Por aí Sentir O pulso Da vida ir Ao Encontro De Um tempo Em que Culpa Era Desperdício De emoções
Soneto de Uma Tarde Esse sol já não é mais claro Nasce o Sol
Soneto de Uma Tarde Esse sol já não é mais claro Nasce o Sol E não dura mais que um dia Por que é que o sol nasce de dia? Quando não devias ser Pois se de dia é tudo tão claro O que sol vem aqui fazer? Já que de noite anda tão escuro Toda viela É um mar sem fim Depois da Luz vem A noite escura É que me deito e me penso à noite É que ele deveria nascer
Remediação Assentado Na pedra
Remediação Assentado Na pedra De assuntá Observando O que há Pra observá Com prazo De validade Vencido Ainda Na prateleira Por descuido Quem está Remediado Remediado está
Há fronteiras nos jardins da razão.Há uma batalha vencida nas coisas que escolhemos não repetir.
Flambagem Há fronteiras nos jardins da razão Há uma batalha vencida nas coisas
Flambagem Há fronteiras nos jardins da razão Há uma batalha vencida nas coisas Que Escolhemos não repetir Eu quero idolatrar a dúvida Quando eu pronuncio a palavra futuro A primeira sílaba já pertence ao passado Quando pronuncio a palavra silêncio Destruo o silêncio Quando pronuncio a palavra nada Crio algo que nao cabe no que ainda nao existe Ao contrário do que muita gente imagina A gente não nasce pronto e vai se gastando A gente nasce não pronto e vai se refazendo Nada é mais perigoso do que a certeza de ter razão