Frase de Samia Lourena
O fim de um amor sufocado Era fogo, desejo, chama intensa, Um amor que queimava, vida imensa. Mas entre beijos, risos e olhares, Cresciam sombras, nasciam azares. Ele, com sede de vida e de estrada, Queria ser livre, alma desvairada. Ela, guardiã de um amor sem medida, Queria seu tudo, sua paz, sua vida. Ela, exigente, precisa e cruel, Ele, um vento leve, cigarro ao léu. Se amavam e riam, mas era assim, Como água e fogo, começo e fim. Veio o ciúme, a possessão sem freio, Ela o queria só seu, inteiro. E ele, imaturo, fugia da calma, Um amor em chamas, perdido na alma. A cada toque, o desejo crescia, Mas cada palavra, o amor se perdia. Ele, safado, sem rédeas nem pressa, Ela, em sua ira, cobrava promessa. Um dia a chama, que ardia infinita, Foi sufocada, calada e aflita. O amor ainda ali, mas preso e cansado, Como um pássaro em gaiola, enfim sufocado. Agora restam saudade e lamento, Memórias de um amor perdido ao vento. Eles se completam, mas já sem saída, São pedaços de amor, de outra vida. E assim seguem, cada qual no seu cais, Ele ainda solto, ela buscando paz. Um amor que ardia, mas não soube durar, Um fogo que um dia não pôde queimar.
No pensador.ai desde