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Frases de Rômulo Bourbon

618 frases

⁠BRENNAND A cerâmica é arte, onde fazem esculturas.
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⁠BRENNAND A cerâmica é arte, onde fazem esculturas. As mãos de um grande artista criam obras e pinturas. Mas, pra ser um imortal, além de pintar mural, tem que ter muita ternura.

⁠⁠CAJUÍNA-MENINA (Ode à cidade de Teresina) Diante de mim, a cajuína-menina
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⁠⁠CAJUÍNA-MENINA (Ode à cidade de Teresina) Diante de mim, a cajuína-menina do campo, Moça meiga e valente. À beira do Poti, a estátua imponente do Cabeça de Cuia. Hora vespertina. Mas o Riso de anjo da pequenina atravessava a ponte, águas correntes; e o Rio Parnaíba, à minha frente, cortava a cidade-luz, Teresina. E enquanto eu declamava Torquato e Costa e Silva, rio abaixo, rio arriba, quando nem havia ponte estaiada, o Sol fulgurante, no artesanato, vinha alçar-se, no céu, lá em riba, brilhando no rosto de minha amada.

⁠QUARENTENA Chovia. Lembro da praia vazia, do céu cinzento, No meio da tarde de um domingo nublado.
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⁠QUARENTENA Chovia. Lembro da praia vazia, do céu cinzento, No meio da tarde de um domingo nublado. Belle de Jour, Alceu não a teria avistado, Posto que era época de isolamento. Chovia. Parei no tempo por um momento... Tão longas eram as noites de confinamento, Nem pareciam finitas. Casal distanciado. Mas o amor haveria de ser preservado, Posto que se pretendia o seu avivamento. Chovia. No coração, um sentimento... Não apareceu o sol, mas soprava o vento no mar. A pandemia congelara a vida, Mas ontem ela voltou a pulsar, Ao te rever, minha querida. Chovia. Havia sobrevida...

⁠ÉRIDA Sem chão nem Fé, me vi flagelado bem apegado a um Amor tinhoso.
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⁠ÉRIDA Sem chão nem Fé, me vi flagelado bem apegado a um Amor tinhoso. Devaneando, morto, ao Sol do Descaso, vi o mundo ruir. Abismo vultoso. O bailar de Érida, Corpo equilibrado, vinha mostrar seu Passo virtuoso. Era o Baile corrente, aclamado, tecido nos Saltos sem pouso. E veio o Sonho: e foi desperdiçado! E veio a Morte: o luto renovado, o espinho encravado em meu pé! Tudo indicava o Sol! Fiquei embaixo, na Prisão que estive e em que me acho, a Sonhar e a bailar, sem chão nem Fé!

⁠O ESCRITOR Posso ser homem E até ser mulher
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⁠O ESCRITOR Posso ser homem E até ser mulher Ideias me consomem Sou coisa qualquer Posso ser astronauta Alienígena, talvez Um mero internauta Africano, chinês Posso voltar no tempo Ou ir direto ao futuro Até congelar o momento Posso derramar ódio Ou transbordar amor Prazer, sou o escritor

SER CRIANÇA Ser criança é Viajar ao planeta dos sonhos
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SER CRIANÇA Ser criança é Viajar ao planeta dos sonhos Fantasiar a realidade Tornar real a fantasia. Ser criança é Brincar com a seriedade Desafiar a gravidade Ter a melhor idade. Ser criança é Navegar no mar da ilusão Surfar ondas da imaginação Velejar além do alcance da visão. O que seria do mundo sem as crianças? Um deserto de tristeza? Um rio de solidão? Seria um vazio imenso Um nada E nada mais.

⁠ELEIÇÕES Propaganda eleitoral, vemos na televisão.
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⁠ELEIÇÕES Propaganda eleitoral, vemos na televisão. Tem candidato honesto e tem o espertalhão. O cara roubou o povo? Não vote nele de novo! Na urna tenha atenção. Se o político foi bom, vote na reeleição. Mas se ele mandou mal, dê a ele uma lição. Não vote branco nem nulo, pois vai ser como num pulo, pra ganhar a eleição. Prefeito constrói ginásio, hospital, creche e colégio, só recebe seu salário, não pode ter privilégio. Vereador? Fiscalizar, criar leis, priorizar saúde e magistério. Anote seu candidato pra depois dele exigir tudo o que ele prometeu e o futuro garantir. Governante é servidor, tem que ser trabalhador, um exemplo a se seguir.

⁠A FACE DO MEDO Noite fria, eu andava próximo do cemitério,
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⁠A FACE DO MEDO Noite fria, eu andava próximo do cemitério, ouvi sussurros ao longe, vinham de lá? Mistério! Cores da escuridão, um arco-íris sombrio, o revoar dos morcegos, ouço passos, calafrio! Sons invadem meus ouvidos, há barulho de corrente, coração acelerado, o mal bem na minha frente! Com rosto desfigurado, e muito sangue nos dedos, criatura demoníaca, terrível face do medo! Segurando motosserra, a entidade funesta, estava ao meu encalço, fugi, entrei na floresta. Escapei, pulei no lago, o monstro tocou meu pé, consegui desvencilhar, subi morro, ao chalé. Por trás da casa, a rua, vi carros e seus faróis, desci lá, dependurado, num corda de lençóis. De carona me salvei, já não há o que temer, hoje em dia eu só quero esse dia esquecer.

⁠RONALD Meu filho, desejo a ti Saúde e felicidade.
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⁠RONALD Meu filho, desejo a ti Saúde e felicidade. Hoje é teu aniversário, Tu completas nova idade. Então, pequeno rapaz, Que tenhas amor e paz, Sorte e boas amizades. Nasceste de sete meses, Foi muita preocupação, Mas logo passou o tempo, É agora um garotão, Menino inteligente, Amigo de toda gente, Bom filho e bom irmão. Nas provas tens boas notas, És aluno estudioso, Recebes muito elogio, Por ser calmo e amoroso. No xadrez és campeão, Xeque-mate com peão, Eita, cara habilidoso! Hoje vai ter brigadeiro, Bolo, torta e comilança. Por isso vou me apressar, Pra não perder a festança. Aproveita esse momento, Pois em nosso crescimento, O melhor é ser criança. (*poesia dedicada a meu filho, Ronald, que completou 11 anos de idade em 15 de outubro de 2020)

⁠CRIANÇAS DO ESPAÇO Eram seres De um planeta distante.
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⁠CRIANÇAS DO ESPAÇO Eram seres De um planeta distante. Únicos no universo, Todos se chamavam crianças. Falavam um dialeto estranho, Que só eles entendiam. Alegres, Alimentavam-se de picolé, Bombons e pirulitos, E comiam algo chamado pipoca. Esses visitantes Não queriam nos dominar. Brincavam todo o tempo, Possuíam armas de raio laser, Que não feriam nem machucavam, Eram feitas de plástico colorido, E atiravam água, Ao invés de fogo e chamas. Felizes, Trouxeram-nos presentes: Peões, pipas, bonecas e bolas, Objetos chamados de brinquedos. Depois de uns dias, partiram Em suas naves espaciais. Percebemos que vieram da Terra, Um planeta onde há outros seres Chamados adultos, Esses, sim, mais perigosos, E poderiam nos invadir. Foi muita sorte a nossa, Pois não fomos encontrados Por cosmonautas ou astronautas, Mas, sim, por doces criaturas, Pequenos seres do espaço, Que os chamados de criançanautas.

⁠RECIFE ITALIANA Falam muito que Recife É a Veneza brasileira,
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⁠RECIFE ITALIANA Falam muito que Recife É a Veneza brasileira, Expressão tão repetida, Virou frase costumeira. Mas a urbe italiana Imita a pernambucana, Tem até leão na bandeira. Veneza tem rios e pontes, É banhada pelo mar, Situada no Nordeste, Tem belezas de encantar. Rico acervo arquitetônico, Um clima belo e romântico, Muito bom pra navegar. Veneza tem multidão, Cidade de grande massa, Que tem em sua região Comuna, ruela e praça. Lá também tem carnaval, Agitando a capital, Viver lá nunca é sem graça. Tem tanta água em Veneza, Chuva é diluviana, Gôndola, embarcação, Tradição veneziana. Tal qual gêmea siamesa, Concluímos que Veneza É a Recife italiana.