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Frase de Rômulo Bourbon

⁠A FACE DO MEDO Noite fria, eu andava próximo do cemitério, ouvi sussurros ao longe, vinham de lá? Mistério! Cores da escuridão, um arco-íris sombrio, o revoar dos morcegos, ouço passos, calafrio! Sons invadem meus ouvidos, há barulho de corrente, coração acelerado, o mal bem na minha frente! Com rosto desfigurado, e muito sangue nos dedos, criatura demoníaca, terrível face do medo! Segurando motosserra, a entidade funesta, estava ao meu encalço, fugi, entrei na floresta. Escapei, pulei no lago, o monstro tocou meu pé, consegui desvencilhar, subi morro, ao chalé. Por trás da casa, a rua, vi carros e seus faróis, desci lá, dependurado, num corda de lençóis. De carona me salvei, já não há o que temer, hoje em dia eu só quero esse dia esquecer.

Rômulo Bourbon

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Pensador.com

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⁠BRENNAND A cerâmica é arte, onde fazem esculturas. As mãos de um grande artista criam obras e pinturas. Mas, pra ser um imortal, além de pintar mural, tem que ter muita ternura.

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⁠⁠CAJUÍNA-MENINA (Ode à cidade de Teresina) Diante de mim, a cajuína-menina do campo, Moça meiga e valente. À beira do Poti, a estátua imponente do Cabeça de Cuia. Hora vespertina. Mas o Riso de anjo da pequenina atravessava a ponte, águas correntes; e o Rio Parnaíba, à minha frente, cortava a cidade-luz, Teresina. E enquanto eu declamava Torquato e Costa e Silva, rio abaixo, rio arriba, quando nem havia ponte estaiada, o Sol fulgurante, no artesanato, vinha alçar-se, no céu, lá em riba, brilhando no rosto de minha amada.