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Frases de Ricardo Maria Louro

1.100 frases

Meu Canto é de Tristeza - Meu canto é de tristeza d'uma tristeza sem fim
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Meu Canto é de Tristeza - Meu canto é de tristeza d'uma tristeza sem fim Porque nada mais existe Dentro ou fora de mim! Meu canto é de tristeza Vim ao mundo p'ra estar só Aconchego não tive nenhum Além do colo de minha Avó! Meu Canto é de Tristeza Meu canto é sangue rubro Mas dos ecos de distância É que nascem estes frutos!

- GRANDE POVO! GRANDE GENTE! GRANDE TERRA! - Um Povo sem cultura É como um rio sem ter água
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- GRANDE POVO! GRANDE GENTE! GRANDE TERRA! - Um Povo sem cultura É como um rio sem ter água É um corpo sem altura É um homem cheio de mágoa! Pobre povo! Pobre gente! Pobre terra! É mar estático sem horizontes Que se acaba onde principia É história sem ter fontes Sem poetas nem poesia! Pobre povo! Pobre gente! Pobre terra! É Noite fria sem luar Que a Lua beija por engano Sobre um povo que é do mar Aos nocturnos de um piano! Pobre povo! Pobre gente! Pobre terra! E Grita povo ... grita! Porque a Arte não está morta ... Pois a Alma que te agita É só ela que te importa ... Grande povo! Grande gente! Grande terra! #unidospelopresenteefuturodaculturaemportugal

Ás Vezes - Ás vezes glorio-me do meu tempo! Deste estar e não-estar cheio de noite
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Ás Vezes - Ás vezes glorio-me do meu tempo! Deste estar e não-estar cheio de noite e de mistério ... Glorio-me das horas dos meus versos, 'inda que, às vezes, me torturem e desenganem! Glorio-me das horas tristes com sabor a madrugada, cheias de silêncio e de Vazio ... E digo-o consciente! Digo-o de pés firmes no chão! Benditos sejam os versos que me habitam!

Noite - A sua força vem de longe os seus olhos estão mortos
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Noite - A sua força vem de longe os seus olhos estão mortos suas palavras tristes , frias, seu toque calmo e sombrio! Quando chega, esmaga sonhos no vazio, encosta sombras na parede e tudo é vago, tudo é estéril, quando a noite se aproxima! Deixem-na passar ... Traz passos indecisos! Leva a morte dentro dela! Não fujam! É Inútil ... é em vão ...

O Sangue Apodrecido - O Sangue apodrecido nas minhas veias
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O Sangue Apodrecido - O Sangue apodrecido nas minhas veias não me deixa cantar a Alma! Trago fome nos meus dedos. O vazio que me veste o corpo não me deixa amar a vida! Mas outros dias virão... Eu sou um moribundo! Descalço de amarguras, despido de ilusões. Sou o batente de uma casa, a baldraga de uma porta, o erro de um ditado, um verso por ser verso que é tonto e rejeitado ..

À Lareira da Infância - (EU) Na casa
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À Lareira da Infância - (EU) Na casa do Outeiro, junto ao lume que se ateia, sentavam-se à conversa, à hora da ceia, meu Avô, minha Avó e a Tia Josefa! Era eu uma criança, jovem entre velhos, cheio d'alegria, Amor e Esperança! Tanto calor que me vinha da lareira da Infância! Um leve odor ... E a Tia Josefa, branca, imponente, lânguida, serena, sisuda, começava a conversa! (PARA MEU AVÔ) Ó meu irmão, que fizeste tu da alegria que pela Vida fora te conhecia?! Às cores do teu rosto que o Sol ardente te havia posto?! Essa expressão, risonha e calma, que me alembro, a força do teu corpo, a Vida da tua Alma!!! Onde, meu irmão?! Onde?! (EU) E estoira a lenha na lareira da Infância! Meu Avô, atento, ouve a conversa, e responde, fixando a Tia Josefa! (MEU AVÔ) Estou velho minha irmã! O tempo passa ... Mas como as bagas da Romã, a memória fica junto ao Coração, imersa, arreigada, numa imensa solidão! E ai do Coração! Ai do Coração! (TIA JOSEFA) É Verdade meu irmão! É Verdade ... Fica a saudade... Nossa mãe, nosso pai, já estão na Eternidade ... (EU) E a lareira da infância ardia, queimava a lenha da saudade ... Era lá que em criança minha Alma se aquecia! E minha Avó, silenciosa que estava, ouvia! Profunda, graciosa, sentia Esperança, junto à lareira da infância! E dizia: (MINHA AVÓ) Ouve, meu Neto, um dia, nenhum de nós aqui estará! E a tua glória, será escrever em verso, aquilo que nos ouviste, junto à lareira da infância! Mas escreve com Esperança, não te esqueças! E triste, ou não, guarda sempre na lembrança, a conversa da lareira, que ouviste à hora da ceia, à beira de teu Avô, tua Avó e da Tia Josefa! (EU) Em volta da lareira, os três sorriam, e minha infância, momento terno, era quente, com a Esperança, de quem sente, que aquele instante podia ser Eterno! ... Mas a Morte sempre vem! ... É breve! E tudo leva! Fica a memória na saudade e a saudade nos meus versos! É esta, minha unica Glória!!!! Ricardo Louro No Outeiro, em Monsaraz

Eu Sou o Último de Mim Mesmo - Eu sou o último de mim mesmo
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Eu Sou o Último de Mim Mesmo - Eu sou o último de mim mesmo que sucede a outro que me habitou, antecipado e frio, sem vontade de viver! Eu sou o último de mim mesmo que traz nas costas o peso de um passado, que ainda me persegue, longo e rejeitado! Eu sou o último de mim mesmo nascido de uma morte de um veneno apetecido de uma escrita indecifrável vaga e baça! Eu sou o último de mim mesmo o que vivi depois de mim sem querer nem desejar a Linhagem dos Poetas, a rejeitada descendência! Eu sou o último de mim mesmo, o último depois de mim ...

Que - Que nenhuma barreira se ponha entre mim e ti!
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Que - Que nenhuma barreira se ponha entre mim e ti! Que nenhum obstáculo nos prenda às tábuas negras da ilusão! Que nenhuma ventania nos mude a direcção! Que nenhum silêncio seja mais forte que o nosso grito! Que nenhuma voz fale mais alto que as nossas vozes! ... ... depois que vieste, dei as minhas mãos às tuas mãos, cingi meu ser ao teu, abandonado, e ficámos parádos sob a vigia cintilante das estrelas debruçadas ... ... e ... brilhámos ... brilhámos ...

Deixa-me - Deixa-me gritar ao mundo que te amo, quero gritar todos os sonhos inúteis,
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Deixa-me - Deixa-me gritar ao mundo que te amo, quero gritar todos os sonhos inúteis, todos os desejos estéreis! Que estou cansado de estar mudo ... Deixa-me limpar as lágrimas dos meus olhos humedecidos, cheios de noite e de silêncio! Que estou cansado de estar preso ... Deixa-me chamar todos os mortos que ganhei, todos os vivos que perdi! Que estou cansado de estar velho ... Deixa-me ver a luz do dia em pedaços destroçados e elos que se fundem! Que estou cansado de estar cego ... Deixa-me morrer em paz - na paz do leito! Que estou cansado de estar vivo ...

É Inútil - É Inútil que nos barrem os caminhos! É Inútil que digam que o amor não vencerá!
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É Inútil - É Inútil que nos barrem os caminhos! É Inútil que digam que o amor não vencerá! É Inútil que os pássaros não venham na Primavera! É inutil que o dia não avance e a noite não se evada! É Inútil que o tempo passe ... vá passando! É Inútil que os homens já não sonhem! É Inútil que os sonhos não se toquem, que as pessoas não se encontrem, que os corações não se procurem ... É Inútil! Será p'ra sempre inútil enquanto houver uma poesia ...

Nocturno de Ricardo Maria Louro - Sinto a sombra dos meus passos percorrer-me os pensamentos ...
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Nocturno de Ricardo Maria Louro - Sinto a sombra dos meus passos percorrer-me os pensamentos ... Noite e dia, hora a hora, em meus braços, levo a Alma embalada em tormentos! À noite, a morte adormece junto a mim, vejo-a no espelho, extensa como eu ... Suas mãos são as minhas, seu leito é o meu, e em meu peito, JAZ uma cruz sem fim! É triste este Nocturno! Ele escorre-me todo o corpo! Oiço uma voz e adormeço - absorto ... Mas um dia hão-de dizer: " - Ah, afinal era Poeta e nós sem perceber!" Mas será tarde! Estarei Morto!

Mil palavras, Mil beijos - Mil palavras, mil beijos seriam pouco
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Mil palavras, Mil beijos - Mil palavras, mil beijos seriam pouco Para dizer o quanto por ti chamo, Por isso, grito ao vento como um louco Vou gritando pela rua que te amo. E não haverá no mundo ninguém, Seja vivo ou morto, que não oiça O grito apaixonado deste alguém Que como a ave do silêncio nunca poisa. E não há vento ou maré que possa Invadir meu coração, meu pensamento, Como a história que vivemos que é tão nossa. Chega a noite, vai-se o dia, passa o tempo, Como a vida vai passando, minha e vossa, Tudo folhas soltas que voam com o vento.

Santa Maria Mãe de Deus - Em dia de festa louvamos de forma muito especial o Nome Daquela que foi e é uma das Mulheres mais importantes da história da humanidade - Nossa Senhora!
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Santa Maria Mãe de Deus - Em dia de festa louvamos de forma muito especial o Nome Daquela que foi e é uma das Mulheres mais importantes da história da humanidade - Nossa Senhora! Os nossos olhos estão postos na humildade que foi a entrega de Maria ao Projecto de Deus. Ser Mãe de Jesus, esposa eleita, Mãe das Mães, Mãe de todos os Homens. São Bernardo chamou-lhe piissima Virgem que nunca abandonou quem a Ela recorreu. Santa Isabel, sua prima, invocou-a naquela ternurenta visita como a Cheia de Graça que está cheia de Deus, a própria Igreja Católica elegeu-a "Santa Maria Mãe de Deus!" E tantos, que, pelos tempos fora, a invocaram e à Sua protecção recorreram sendo alvos de tantas bênçãos. Com Maria , os Homens deixaram de ser Órfãos, passaram a ter um regaço onde se agasalhar ... todos passámos a ter uma Mãe! Maria tornou-se Mãe Universal! Vamos assim reconsagrar as nossas vidas ao Imaculado Coração de Maria de forma plena e inteira e de coração aberto, para que, à semelhança de Nossa Senhora saibamos, também nós, pormo-nos nas Mãos do Senhor neste momento tão dificil para a história da humanidade, tão amedrontada que está com a "peste" que a assola ... Saibamos entregar ao Senhor os nossos corações aceitando o que Deus queira, como Deus queira, quando Deus queira. Porque Deus é a nossa Casa! Que o Senhor por intermédio de Maria nos proteja e guarde de todo o mal, hoje e sempre, amem! (Texto escrito aquando do Covid-19)

Nossos Sonhos - Nossos Sonhos vão passando vagarosos, Dia-a-dia, hora-a-hora, prisioneiros
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Nossos Sonhos - Nossos Sonhos vão passando vagarosos, Dia-a-dia, hora-a-hora, prisioneiros Que somos do invisivel, temerosos Que estamos dos instantes derradeiros. Procuremos Deus nesta ameaça! Em suas Mãos entreguemos nossas vidas Frágeis, impotentes - pobre raça - Não passam de criaturas "mal vestidas"! Criação que foi rebelde e indiferente! De Alma eterna por entre "vestes" mortais... Deuses pequeninos -pobre gente! O mundo treme diante de uma "peste", Tudo pára, porque afinal, somos banais E a morte pode tirar-nos essa "veste" ...

Entre Mim e Ti - Entre mim e ti há uma parede Há uma muralha de silêncio
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Entre Mim e Ti - Entre mim e ti há uma parede Há uma muralha de silêncio Um grito abafado sem direcção Um prado que devia de ser verde Um sonho agreste, prolongado e extenso, Uma estátua fria sem coração! Entre mim e ti há tantas dores Há tantas aguarelas por pintar Que as cores transformam-se em desejos Os desejos procuram os sabores E os sabores desejam, quem, ao amar, Saiba pôr a Alma num só beijo. Entre mim e ti só há pálidas lembranças Instantes vestidos de martirios Águas instaladas em poços virgens Berços embalados sem crianças, Pela vida, tantos passos como lirios A que os nossos dois destinos não se cingem. Entre mim e ti há ódio e vingança Há um vento pulmunar agreste e frio Que nos corre pelas veias sem razão vai e volta sem parar, perdemos confiança, Seguimos à deriva como um rio E abandonamos à sorte o coração. Nossas vozes perderam a vontade de falar Nossos olhos não se tocam nem desejam É tudo tão diferente ao que eu pedi Mais vale dizer adeus do que chorar Pois nossas bocas separadas não se beijam Por haver tanta coisa má entre mim e ti.

Nostalgia Pendente - Há uma nostalgia pendente nos olhos do meu amor Um agreste silêncio na madrugada de nós dois
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Nostalgia Pendente - Há uma nostalgia pendente nos olhos do meu amor Um agreste silêncio na madrugada de nós dois Um eco de saudade que se agita com fervor Nas palavras por dizer n'agonia d'um depois! Há milhões de estrelas vãs cintilando no seu olhar Esperanças fugidias feitas de solidão e desespero Um naufrágio que se adensa em alto mar Numa eterna indiferença sem tempero! E o meu amor fica tão longe como Fica a linha do horizonte, tão distante, Tão vazio e renegado ... 'inda assim o amo Mais do que a mim próprio para sempre !

O João e a Berta - Ó João encosta a porta Não deixes a porta aberta
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O João e a Berta - Ó João encosta a porta Não deixes a porta aberta Se a Berta bate à porta Levas com a porta na certa. Mas diz-me lá porque razão Não te encara bem a Berta Mal te vê levanta a mão Não deixes a porta aberta. João ... a Berta vem ai, Fecha a porta devagar Tu não saias, ai de ti, Olha que vais apanhar. Toda a gente já percebeu Que quando a Berta aqui chegou Olhou, olhou ... correu, correu E o João lá apanhou.

Pura Ausência - Afinal é pura ausência O teu retrato não tem rosto
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Pura Ausência - Afinal é pura ausência O teu retrato não tem rosto E o vazio e a demência Invadiram o meu corpo. E invadiu a minha Alma Uma saudade sem ter fim Uma dor que não tem calma Que se aninha dentro em mim. E aninha-se uma angustia Que me atravessa o pensamento Um achar, é ousadia, Que findará o sofrimento. Mas nesta busca de quem somos O que acaba por faltar É deixar de ser quem fomos E aprendermos a amar ...

- Ó Senhora - (para Nossa Senhora do Rosário de Fátima) Ó Senhora dos olhos iluminados
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- Ó Senhora - (para Nossa Senhora do Rosário de Fátima) Ó Senhora dos olhos iluminados que ao longe estais posta em sossego, fazei que os meus, por Vós, fiquem marcados, até naquela hora em que adormeço! Ó Senhora do semblante enevoado, dos cabelos que esvoaçam para o Sul ouvi este pedido tão pesado sob um mar bravo em Céu azul! Ó Senhora com dedos cor de Lua que agitais os destinos de cada um conduzi nossos passos pela rua e nossas tristes vidas de jejum! Ó Senhora com o Manto das Auroras, feitas de jasmim, em dias brancos, intercede junto ao Filho a quem Adoras p'ra que os nossos sofrimentos sejam brandos! (O poeta com os olhos da Alma postos naquela Senhora mais brilhante do que o Sol)

Não te sintas tão sozinho - Não te sintas tão sozinho Porque eu estou aqui
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Não te sintas tão sozinho - Não te sintas tão sozinho Porque eu estou aqui E tenho tanto carinho Desde o dia em que te vi. Teus olhos cor das mágoas Dos silêncios do Senhor São dois peixes, duas águas Por onde baila o meu amor. Entre esperança e tempestade Baila a nossa união Em momentos de saudade Há que aprender a dar a mão. Porque a vida vai passando! E abraçados à luz da Lua Assim vamos caminhando De mãos dadas pela rua.

As Estrelas - As estrelas que brilham nos céus São olhos de quem grita bem fundo
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As Estrelas - As estrelas que brilham nos céus São olhos de quem grita bem fundo São botões no Manto de Deus Que paira sobre as dores do mundo. E é triste o vazio sem destino Que veste o silêncio dos homens Tão longa é a noite, o caminho, Que lhes veste a vida de nuvens. Tempestades, agruras, lamentos Mil horas de silêncio e solidão Tanta gente vivendo contra o tempo Dia-a-dia matando o coração. E é mentira quem diz que nos ama Porque a vida é feita de réus Mas há sempre uma voz que nos chama Para pormos os olhos nos Céus.

Eu sonho, eu quero, eu desejo - Eu sonho tanto em amar-te no alegre despertar das horas Na melancolia dos dias fugidios
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Eu sonho, eu quero, eu desejo - Eu sonho tanto em amar-te no alegre despertar das horas Na melancolia dos dias fugidios Como um pássaro que voa sem demoras Ou como a água que se entrega, plena, aos rios ... Eu quero tanto amar-te no triste adormecer dos dias À sombra da quietude feita de solidões Como folhas secas ao sabor das ventanias Ou como aqueles que já não sentem os corações. Eu desejo tanto amar-te, só por amar, A cada hora, a cada dia, a cada instante Como a terra que só existe para nos amparar Ou como a chuva que persiste em ser constante. Eu sonho tanto em amar-te!