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Frases de Ricardo Maria Louro

1.100 frases

⁠No céu da minha noite - No céu da minha noite as estrelas já não brilham! No mar do teu silêncio os barcos estão parados!
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⁠No céu da minha noite - No céu da minha noite as estrelas já não brilham! No mar do teu silêncio os barcos estão parados! A música não soa, os Homens não partilham os desejos nem os sonhos, e os olhos estão cansados. E não há palavras que descrevam este suplício! Não há angústia maior do que não termos quem nos ame! Porque estará a vida rodeada de tal bulício?! De não termos no destino ninguém que por nós chame?! Que o dia em que vim ao mundo seja posto em escuridão, cheio de nuvens, que se oiçam gritos de viúvas e agonias vestidas d'uma imensa solidão! Que ao largo dos meus olhos as lágrimas se agitam e agitam-se dores pela estrada, tantas curvas, pois no céu da minha noite as estrelas já não brilham!

⁠Poentes encalhados - Se um dia o meu destino se encontrar com o amor, se um dia, por ventura,
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⁠Poentes encalhados - Se um dia o meu destino se encontrar com o amor, se um dia, por ventura, alguém disser que me quer amar, hei-de abandonar esta amargura. Se me derem desse cálice a beber, a prisão dos meus sentidos cessará, e, por fim, o mundo inteiro irá ver que um Poeta d'outra estirpe nascerá. E deixarei p'ra sempre de me queixar hei-de dar às rosas os meus olhos e no jardim dessa promessa caminhar. E hei-de amar os Poentes Encalhados, hei-de repousar nas sombras, entre folhos, e dar meu corpo ao silêncio d'outro Fado.

⁠Saudade entreaberta - Eu sou a vontade de Ser que não se encontra! Sou o grito de revolta, a saudade entreaberta,
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⁠Saudade entreaberta - Eu sou a vontade de Ser que não se encontra! Sou o grito de revolta, a saudade entreaberta, sou a noite, o dia que se levanta na Sintra que se ergue e me desperta! Eu sou a manhã de nevoeiro densa e baça! A tristeza de uma mãe que se lamenta! Sou no corpo um silêncio que me abraça! Um pássaro no céu em rota lenta! E há sonhos nos meus olhos de mãos dadas, verdades por dizer, estrelas por brilhar! Há lágrimas no meu rosto em vão cansadas. Eu sou o verso d'um poeta solitário! Um nocturno de Chopin que toca sem parar, frente ao Cristo, no cimo do Calvário ...

⁠Mãe - Se escutasses este fado minha mãe a esta hora
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⁠Mãe - Se escutasses este fado minha mãe a esta hora esse teu olhar cansado não teria ido embora. Tu partiste e eu perdi teu regaço doce e quente minha mãe quanto eu sofri ao partires para sempre. Esse teu último olhar foi p'ra mim último beijo minha mãe vi-te a chorar numa ânsia, num desejo. Minha mãe, ó minha mãe se na vida tudo passa por que não passa também esta dor que ainda me abraça.

⁠Sina - Na minha boca há um grito que é feito do teu silêncio
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⁠Sina - Na minha boca há um grito que é feito do teu silêncio nem sei amor o que sinto se a noite vem em segredo como uma onda que agito. Nas asas brancas do vento não há vida nem morte que o nosso amor não tem tempo pois sinto que a nossa sorte é filha do sofrimento. E como uma rota traçada tracei a sina na mão esperei tanta madrugada vesti tanta solidão de ti não tive mais nada.

⁠A solidão da Virgem - E eis que lá no cimo daquele monte há um Espirito magoado que me seduz,
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⁠A solidão da Virgem - E eis que lá no cimo daquele monte há um Espirito magoado que me seduz, um olhar triste, bem de fronte, mirando o filho, morto, numa cruz! Uma Virgem de preto guarnecida, de mãos postas, fixas, junto ao ventre, entre um séquito de sombras, sem vida, no rosto, uma mágoa permanente! Estranho quadro se alevanta no Calvário! O Filho de uma Mãe condenado por amor e a Mãe do Filho enrolada num Sudário. Quando chego enfim ao Lugar de tanta dor onde a esperança parecia arrebatada vejo no peito de Maria a Prata d'uma Espada!

⁠Cruz - Tenho numa cómoda em casa um Cristo sofredor pregado numa cruz
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⁠Cruz - Tenho numa cómoda em casa um Cristo sofredor pregado numa cruz quem chega, fica arrepiado, não diz nada, ao ver ali aquela imagem à contraluz! Estendido num "madeiro de pau santo" a cabeça reclinada sobre o peito, semeia nos olhares dor e espanto quando fixam o seu corpo em vão desfeito! Que tristeza ver seus olhos enevoados, parece que o não quiseram matar logo p'ra morrer antes, vendo os nossos pecados! E um fio de sangue lhe escorre pelo rosto! Na minha casa há um Cristo cego e louco morrendo, há mais de dois mil anos, pouco a pouco.

⁠Do teu silêncio - Na verdade o teu silêncio 'inda me acusa como a orla da manhã de Nevoeiro ...
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⁠Do teu silêncio - Na verdade o teu silêncio 'inda me acusa como a orla da manhã de Nevoeiro ... Tudo em ti parece um grito de recusa, nada do que trago, em mim, parece inteiro! E o que há em nós de tão diferente do que foi?! Diz-me p'ra que se acabe para sempre o meu penar ... O porquê de já não sentires quanto me dói o abandono a que votaste o meu olhar?! Tudo agora é silencio, angustia e solidão! Nada mais do que esperança de te ver junto a mim, tão longe, como tu, do meu pobre coração! O que está perto é não saber quando te vejo! Não saber se o teu afastamento é um fim ou se torno a sentir na minha boca o teu beijo.

⁠O Silêncio do Papa - Que momento tão doce Que instante profundo
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⁠O Silêncio do Papa - Que momento tão doce Que instante profundo Que alegria nos trouxe Aquele +Homem do Mundo. Tanta gente perdida Que na vida sofreu Tanta esperança caída Que da vida se perdeu. Tantos olhos sem miragem Tanto grito magoado Que ao ver aquela Imagem, Ali, ficou abandonado. Emudeceu a garganta Foi Presente o Passado Frente à Virgem Santa O Mundo ficou parado. E aos Pés de Maria Onde nada é Novo Um gesto de Amor Um +Papa do Povo.

⁠Vida Suspensa - Há uma voz de espuma e sangue a gritar dentro de mim
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⁠Vida Suspensa - Há uma voz de espuma e sangue a gritar dentro de mim nesta hora apetecida! É a espuma d'um silêncio é a fome d'um Poeta uma esperança concebida ... Sou meu próprio sofrimento sou ausência integral rasgando gestos de perdão e cada sonho que persigo na ilusão do alcançar é um sonho diluído! Eu sou a vida suspensa sou a verdade calada num bater d'asas caídas p'ra que a vida renasça na manhã clara do dia que a mim nunca me abraça! E já não oiço aquela voz aquela musica triste um quase vento no rosto aquela angustia cansada uma sombra crescendo, e outra na minh'Alma parada!

⁠Silêncios Negros - Se a minh'Alma fosse vista a olho nú que viriam os olhos que me vissem?!
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⁠Silêncios Negros - Se a minh'Alma fosse vista a olho nú que viriam os olhos que me vissem?! Nada mais que cicatrizes indiscretas no plaino abandonado que atraíssem ... Lírios de um roxo macerado e triste plantados ao sabor das dores que vivi silêncios negros de tantas horas vãs embebidos naqueles sonhos que perdi! E uma infinita tristeza viriam os olhos dos gentios que me vissem se vissem p'ra lá dos lábios que sorriem... E quando a custo um sonho me desponte, sinto a velha Esperança que senti, de ser feliz, mas nada acontece, no meu velho horizonte!

⁠Pesadelo - Por momentos julguei sentir o eco dos teus passos por entre o silencio da horas inquietas! Julguei sentir a culpa das palavras que não disse, dos momentos que perdi e dos instantes de saudade. Por momentos desejei que fosses tu, caminhando para mim como um Sol d'Inve…
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⁠Pesadelo - Por momentos julguei sentir o eco dos teus passos por entre o silencio da horas inquietas! Julguei sentir a culpa das palavras que não disse, dos momentos que perdi e dos instantes de saudade. Por momentos desejei que fosses tu, caminhando para mim como um Sol d'Inverno ... Mas os teus passos vinham sobre a noite opaca e triste ... mesmo assim ... desejei que fosses tu! E tudo terminou à hora do Sol-pôr ... Meus olhos, na distância, na miragem, cheios de água e solidão, encheram-se de silencio e desenharam no horizonte das tardes quentes d'Agosto, um não sei quê de poesia ... Ah! Que ninguém venha pedir-me "que razões!" O porquê de amar alguém que não nos quer?! Não sei! Não sei! As razões, essas, transcendem-me, ultrapassam-me os sentidos ... E há bocados de sonhos despedaçados, caídos na noite, sem fim! E tudo está gasto! Menos a dor que me atravessa nesta hora e que me deixa estático, parado a meio tempo, como se fora o principio de tudo ou o fim de qualquer coisa ... E não peçam que me cale! É impossível ficar aqui - no silêncio! Estou farto de sombras mudas - mortas! O amanhã não existe mas é teu ... A noite cobriu meu ser de um mar de trevas e o Pesadelo aconteceu ... o silêncio apodreceu nas minhas veias e um punhal trespassou a minha Alma! Outros dias virão! Adeus!

⁠Évora tão perto - À quina do Geraldo na Praça dos Poetas
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⁠Évora tão perto - À quina do Geraldo na Praça dos Poetas situa-se a Igreja de Santo Antão! A Fonte e as Arcadas, as calçadas tortuosas, tudo cheira a solidão ... E há pombos nos beirais que voam de mão em mão, há esplanadas soluçantes que dão assento por ali, ao corpo, ao coração, ao cansaço dos passantes ... E cai o Sol sobre a Igreja! Entardecer meigo e doce nesta terra de suavidade ... E ninguém leva o que trouxe pois na Praça da cidade nada é como se fosse! E seja sonho ou realidade há magia ao Luar quando desce a luz da Lua e passe quem passar sentirá quanta saudade há nas pedras pela rua. É que aqui parou o tempo! Cada rua é um deserto cada canto uma demora e o desejo é imenso pois quem tem Évora tão perto nunca mais quer ir embora ...

⁠É Mentira - É Mentira! É Mentira! Tu não gostas de mim.
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⁠É Mentira - É Mentira! É Mentira! Tu não gostas de mim. É Mentira! É Mentira! Adeus que é o fim ... É Mentira! É Mentira! Os teus olhos são punhais. É Mentira! É Mentira! São a base dos meus ais ... É Mentira! É Mentira! Nunca foste uma verdade. É Mentira! É Mentira! Já nem sei o que é saudade ... É Mentira! É Mentira! Adeus já não te quero. É Mentira! É Mentira! Não te amo nem tolero ...

⁠Caso perdido - Hoje calei os gritos que trazia à solta no eco do meu coração,
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⁠Caso perdido - Hoje calei os gritos que trazia à solta no eco do meu coração, e não sei, mas sinto que me prendia um não sei quê cheio de dor e solidão! É em mim a dor de todos os Poetas, amargura, silêncio, mágoa e saudade, e não me alembro de querer este destino que me prende a outro tempo sem idade! As trevas d'onde vim gritam-me ao ouvido ... Matei todos os Sonhos! Sepultei a meninice pois nunca deixarei de ser um ser perdido! Não fui nada porque a vida não deixou! "- O teu destino é assim!" Alguém o disse. E o que sobra, agora, é nem saber aonde vou ...

⁠Amo o que não vejo - Amo tudo o que não amo! Por mim, por todos, por nenhum ...
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⁠Amo o que não vejo - Amo tudo o que não amo! Por mim, por todos, por nenhum ... E amo a vida que renego por não me dar amor algum! Amo a bandeira do Poeta e o lodo que o enreda e até amo o canto rubro que o prende e não liberta! Tudo é vago! Estéril como eu! Vem a dor ... começa ... não tem fim ... Quem me deixou descarnado e nú num espaço oco entre ti e mim?! É a hora crepuscular! Entardecer sonâmbulo ... E eis que em todos os relógios, de repente, pára o pêndulo! Contemplo tudo o que não amo! E amo tudo o que não vejo! Há nomes que já não chamo mas há bocas qu'inda beijo ...

⁠Ser teus pés - Senhor! Estou perdido nestas horas incertas que me deste ...
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⁠Ser teus pés - Senhor! Estou perdido nestas horas incertas que me deste ... Enlouqueço cada canto do meu corpo, perco-me de ti e dos sonhos que já tive! Porque os tive não os tenho e os que tenho, agora, são tristes, flácidos e amargos. Estou partido! Estou disperso! Há correntes que me prendem ... Diz-me Senhor se sou digno de ser teus pés! Diz-me se sou digno de ser teus passos! Se posso, ao menos, carregar a tua cruz ...

⁠Se eu nascesse amanhã - Se eu nascesse amanhã, talvez minha vida não fosse tombada, inútil e vã,
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⁠Se eu nascesse amanhã - Se eu nascesse amanhã, talvez minha vida não fosse tombada, inútil e vã, e meu olhar, ao ritmo do amor, brilhasse, se afinal eu nascesse amanhã! A saudade é o grito de quem parte, de quem fica, o grito, é solidão ... Mas se afinal eu nascesse amanhã teria a dor que tenho no meu coração?! De que seriam feitos os meus passos?! Teria a mesma infância - triste e órfã?! Por certo, seria tudo tão diferente, se afinal eu nascesse amanhã! Não me conheço! Nem sei quem sou! O silencio faz de mim loucura sã e mais não posso ser do que viver só nesta dor de não nascer amanhã ...

⁠Voz p'ra cantar - Talvez Deus soubesse bem ao dar-me voz p'ra cantar
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⁠Voz p'ra cantar - Talvez Deus soubesse bem ao dar-me voz p'ra cantar que no cantar ponho também o meu destino a soluçar. E os tormentos que me afectam hei-de canta-los um a um entre os olhos que me enjeitam sinto os teus e mais nenhuns. sinto a noite, a madrugada numa cama sem segredos não há sonhos, não há nada no meu peito só há medos. E p'ra sempre hei-de cantar já não quero o que passou nada temos p'ra falar entre nós tudo acabou.

⁠P'ra lá do mar - Eu nasci p'ra lá do mar onde a morte tem lugar
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⁠P'ra lá do mar - Eu nasci p'ra lá do mar onde a morte tem lugar e a vida não se vê; como a água está na fonte há em mim um horizonte cheio de sombras e porquês! O porquê de eu ser assim um tormento sem ter fim uma vida sem Destino; como um barco sai do cais e à mercê dos temporais perde os sonhos no caminho! O porquê de eu não amar o porquê de eu só chorar desde a hora em que nasci; na viagem que é a vida fui bailando à deriva tantas vezes me perdi! Porque trago este destino cheio de sombras no caminho cheio de noites a nascer; eu vivi p'ra lá do mar onde a morte tem lugar e tanta vida há por viver!

⁠Não leves a mal - Não leves a mal, meu amor, a tristeza que ponho nos versos,
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⁠Não leves a mal - Não leves a mal, meu amor, a tristeza que ponho nos versos, não é mais do que toda a dor a do aroma dos cravos que deixaram teus beijos... Não leves a mal, meu amor! Não leves a mal, meu amor, mas o meu amor arrefeceu cai chuva do Céu sem cor e não se define o que morreu tudo em nós só fala em adeus ... Não leves a mal, meu amor! Não leves a mal, meu amor, mas o que era já não é e o que foi não tem sabor só me alembra a noite fria em que em ti perdi a Fé ... Não leves a mal, meu amor!

⁠Outro amor - Tu foste mentira Não menos verdade
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⁠Outro amor - Tu foste mentira Não menos verdade Mas não era de mim Que tinhas saudade. Tiveste saudade d'Alguém que não eu Por isso é verdade Nosso amor morreu. E morreu o que fomos Diante do povo Ser o que somos É sermos de novo. E o povo só viu Que secou uma flor P'la dor que sentiu Nasceu outro amor ...

⁠Fosse o que fosse - Fosse o que fosse não era tédio Nas asas loucas do vento
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⁠Fosse o que fosse - Fosse o que fosse não era tédio Nas asas loucas do vento Uma dor sem ter remédio Um desejo ou um lamento. Fosse o que fosse não eras tudo Temos agora a mão fechada Na verdade não me iludo Eras tudo sem ser nada. Fosse o que fosse o coração Era mais que a dor sentida E do tédio à solidão Damos mais sentido à vida. E afinal este desgosto Nem uma lágrima me trouxe Estava em pé mas estava morto Fosse lá isso o que fosse.