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Frases de RebecaMelo.

82 frases

- A timidez é uma questão de íntimo. De espaço de beleza. De mulher de camarim.
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- A timidez é uma questão de íntimo. De espaço de beleza. De mulher de camarim. A timidez é uma questão de sedução. Entre o início e o fim.

- Eu acordo limpa e durmo suja Eu acordo suja e durmo limpa Eu acordo e durmo
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- Eu acordo limpa e durmo suja Eu acordo suja e durmo limpa Eu acordo e durmo Eu sujo e limpo Eu, suja e limpa. Eu esqueço e recordo Eu garganta seca. Recordo-me dos rostos, dos restos, dos riscos. Esqueço-me dos mundos, dos mudos, dos mitos. Seca garganta seca, seca garganta seca Boca com boca seca, boca com boca beca. Eu me afasto e me aproximo Afasto-me dos fatos e feitos antigos Aproximo-me dos leigos dos loucos dos livros Chora tristeza cheia Cheia tristeza chora Rebeca chora de risos Risos mal vistos mal lidos. Risos.

- A beira da janela suja encosto-me na teia de aranha, ouvindo aos grilados da noite que logo me pedia alma, colo e uma declaração de horror.
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- A beira da janela suja encosto-me na teia de aranha, ouvindo aos grilados da noite que logo me pedia alma, colo e uma declaração de horror. Enquanto pensava em tragar meu 1 cigarro da noite Uma indeçisão! De me domar e me dominar compulsivamente. Que a fumaça que eu solte seja a minha alma amargurada indo embora Que essa seja a oração de um ateu que morre de amor Que a maldição que eu carrego comigo faça alguém feliz Porque a minha infeliz maldição não me deixa ser.

- Eu estive pensando e estou perdida em mim e em todos Eu me arranquei diversas vezes de dentro de mim Como um vírus maldito e escroto
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- Eu estive pensando e estou perdida em mim e em todos Eu me arranquei diversas vezes de dentro de mim Como um vírus maldito e escroto Eu me contaminei sozinha Eu sou o meu próprio veneno E não tenho cura, estou marcada com o meu ponto de fulga Um ponto quente e frio que arrepia e esquenta Os músculos a pele e a maldita espinha Que foi acariciada pelos loucos que me provaram Eu sou o que ninguém ver o que ninguém pode tocar Eu sou o podre e o bruto o fraco e o sujo A linda e a doce que encanta e que se torna maldita Ao tocar a sua pele ao me misturar aos outros.

- Quando eu me mostro É como se eu tivesse dançando Uma dança rídicula
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- Quando eu me mostro É como se eu tivesse dançando Uma dança rídicula Para pessoas rídiculas. - Quando eu me mostro Eu me mato aos poucos Pois bem… Eu também sou uma mulher rídicula Com vontades rídiculas Que morre de medo de se mostrar De mostrar o seu frágil O seu ponto fraco Expor o seu rídiculo Ao ponto de ser rídicula. - Quando eu me mostro Na verdade eu não queria me mostrar Queria permanecer fechada Como uma concha solitária Que esconde a sua preciosa esmeralda rídicula. - Quando eu me mostro Eu me mato Ao ponto de ser um ser rídiculo.

- A mulher muda que muda de olhar de sentir de gostar. Quem muda a muda? Senão não mudar! De tão branca disfarçou – se de vela
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- A mulher muda que muda de olhar de sentir de gostar. Quem muda a muda? Senão não mudar! De tão branca disfarçou – se de vela De tão magra disfarçou – se de pena De tão linda disfarçou – se de sapo De tão triste resolveu ser poeta. Uma poetisa muda intimamente sem sal E assim resolveu ser invisível… Resolveu brincar, brincar de amar. Resolveu ter garras, resolveu sorrir, resolveu, resolveu mudar.

O carinha de cabelo bagunçado. Quis me pagar um café. Eu não gosto de café. Quis me pagar um chá. Eu não gosto de chá.
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O carinha de cabelo bagunçado. Quis me pagar um café. Eu não gosto de café. Quis me pagar um chá. Eu não gosto de chá. Exceto o chá maotai. Na verdade eu gosto mesmo é de coisas geladas. Gosto de cervejas. Sorvete de chocolate de máquina. Jujuba e mentos. Cubos de gelo miúdos. O carinha de cabelo bagunçado. Esqueceu um bilhete no meu livro Talvez tenha sido de propósito. Um poema? Mas ele não gosta de poemas. O carinha de cabelo bagunçado. Carrega em seu pescoço uma corrente com uma chave Que soa a algum tipo de amuleto. Não sei. Sempre que ele me abraça Sua corrente de chave dourada rosca em meu colo É ameaçador como ele me toca. O carinha de cabelo bagunçado. Olha todos os meus textos e imagens Todos os dias pontualmente entre a 00h00. E me manda o e-mail todas as noites Explicando todas as minhas fraquezas E os meus sentimentos. O carinha de cabelo bagunçado. Nunca percebeu que eu não gosto de café ou de chá. Todos os dias passou a esquecer bilhetes no meu livro A enroscar sua corrente de chave dourada no meu colo Desvendar-me naquilo que escrevo e naquilo que fotografo Pontualmente entre a 00h00. O carinha de cabelo bagunçado. Nunca soube o segredo da sua corrente Do esquecimento dos seus bilhetes Ou da sua pontualidade em mim a 00h00.

- Meus dentes não são perfeitos, completamente desalinhados, tende a amarelar com o tempo pelo o uso fatigante do cigarro. Meu cabelo liso caramelado e tingido pelo preto do luto são rebeldes e tende a intensifica a cor da minha pele, branca feito à neve do polo norte, me fazendo…
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- Meus dentes não são perfeitos, completamente desalinhados, tende a amarelar com o tempo pelo o uso fatigante do cigarro. Meu cabelo liso caramelado e tingido pelo preto do luto são rebeldes e tende a intensifica a cor da minha pele, branca feito à neve do polo norte, me fazendo parecer com a flor copo de leite. Eu como toda Zantedeschia aethiopica tendo a ser venenosa, em contato profundo causo da queimação ao inchaço aos lábios, a boca e a língua. Sendo essa inocência tóxica causo asfixia em ambiguidade. Meus pulmões já estão fatigados e eu ainda não sou tão velha assim, ainda tenho pulmões, pois ainda há combustão, para mais uma embriaguez do marasmo ao ápice de um fumo qualquer sujo e cinzento engavetado. Minhas mãos já estão enrugadas, porém ainda é lisa e possui uma macies agradável ao toque. Meu rosto pálido e branco continua encantador apesar da dor e das espinhas. Tenho um rastro de sinais formidáveis e secretos, da lateral da orelha esquerda, ao colo, ombros, braços, barriga, quadril e ao dedão do pé esquerdo. Os sinais são como os pontos das estrelas que no final sempre pertence a alguma constelação, o meu de capricórnio sendo visível o dia inteiro. Sou um epílogo ardente deliberadamente morta, com gosto de licor, que deixa a voz enrouquecida, fazendo o corpo tombar no sangue do meu corpo pálido que clama, ama e continua belo.

-Boneca de porcelana delicada. Gosto de arranhar as unhas pelas paredes Por onde passo e nunca volto.
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-Boneca de porcelana delicada. Gosto de arranhar as unhas pelas paredes Por onde passo e nunca volto. Gosto de avisar que estou chegando Que estou por perto ou indo embora. Mesmo que me confundam com o gato da Rua 87°. - E como eu gosto de bocas. - E como eu gosto de mãos. - E como eu gosto de olhos. Ponto fraco, que me fascina. Encanta-me o nu e as curvas Acho puro e encantador. Os dedos passados por eles Parecem agulhas de vitrola Tocando o último LP do Cartola. Em tom suave e sussurrante. -Boneca de porcelana delicada. Como gosto de arranhar as unhas pelo seu corpo Onde passo e nunca volto. Gosto de avisar que estou chegando Que estou por perto ou indo embora. Mesmo que agora me confundam com a gata da Rua 78°. É que gosto de bocas, de mãos e de olhos. Esse ponto fraco me fascina. Encanta-me o sujo E o desencanto do nu e das curvas. Onde os dedos passam E as unhas parecem agulhas de vitrola. Tocando afiadamente o último LP do Cartola. Em tom suave e sussurrante. -A boneca de porcelana delicada. Quebra. E foi embora.

Escapei das piores barganhas Cuspindo estupidamente nos preceitos Fui metade dos gritos inconstantes
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Escapei das piores barganhas Cuspindo estupidamente nos preceitos Fui metade dos gritos inconstantes Anti-séptico evitando infecções Um bordão tipico dos bordeis. Fui trocada pelo truco Sem troco mantive o coração Merdas tem devoluções Sem selos ou carimbos Sou metade do que cabe em um bem vindo. Aquática em cápsulas de alucinações Exibo minha trilha de ossos Bem parece um labirinto Onde se perdem os durões Com seus dorsos em doze bilhões Ainda é cedo para um baseado Estive delgada por amor Em ponta de pés cansada Andei 4 quadras e sair As cores me sufocam Os risos me assombram As garrafas curam me a timidez Sou uma bela rapariga de unhas Sou um par de coxas febris Arranho-me a mim como castigo Por ser tanto sem rodeios Pelo serra de olhos o alheio Por guardar convicções só minhas Fui covarde agora sou insolente Bandida, metida e má. Má escolha. Má por opção.

Estou completamente 'open bar' estou com o gosto do estrago na boca, como é gostoso molha-lo e naufragá-lo. Eu me devia um naufrágio sem balça sem bote sem boia, devia estar alimentada com as piores carnes e os piores sangues escorrendo por entre os dedos. Mas não estou. Estou ap…
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Estou completamente 'open bar' estou com o gosto do estrago na boca, como é gostoso molha-lo e naufragá-lo. Eu me devia um naufrágio sem balça sem bote sem boia, devia estar alimentada com as piores carnes e os piores sangues escorrendo por entre os dedos. Mas não estou. Estou apenas despida curtindo meu caleidoscópio que sai dos olhos no tapete do quarto com meu preferido ''nothing left to lose''. Sinto-me péssima a noite, sempre depois das diversões, a noite parece triste promiscuo ao vazio, tudo pesa e ponderá. Tudo soa ao cartola,a poesia a boemia.As palavras de um podre bêbado é o pensamento de um podre sóbrio. Não sei se sou podre,bêbada ou sóbria.O pensamento.

Sempre que você acender seu cigarro eu sempre vou te olhar meia vã, querendo te dizer que não é dele que você precisa. E sim da fumaça do meu corpo que tem que inalar em um silêncio lento e divino. Aperte-me como ao seu travesseiro à noite e não me deixe ir embora. Eu não quero n…
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Sempre que você acender seu cigarro eu sempre vou te olhar meia vã, querendo te dizer que não é dele que você precisa. E sim da fumaça do meu corpo que tem que inalar em um silêncio lento e divino. Aperte-me como ao seu travesseiro à noite e não me deixe ir embora. Eu não quero nenhuma palavra, só à boca muda como porto e ponto de descanso. Não quero a sua felicidade inventada pelo novo, que seja pelo velho, mas que seja sua, sua felicidade. Não estou parada aqui há tanto tempo pedindo algo inalcançável, duro e incapaz. Estou aqui pelo algo que eu encontrei e que agora está turvo imerso em mar, em um mar agitado e estranho. Eu não quero te embaralhar mulher! Eu só quero ser a que te vai por pra dormir ao som de ‘Leãozinho’ depois das 11h00min depois de um cafuné e uma xicara de café concentrado, que vai contar histórias e te fazer sonhar no meu colo, que vai te roubar sorrisos e dizer tudo, tudo que você precisa com os olhos firmes. Que vai te jogar no chuveiro depois das 02h00 a. m. até fazer o melhor amor da vida fazendo barulho ao meu melhor amor. A que vai se recompor quantas vezes for preciso entre a distância e a falta das suas palavras. A que não foi a melhor a te oferecer o melhor amor. Os melhores beijos ou os melhores cigarros. Mas a que feito fumaça entra e sai dos seus pulmões surrados em um silêncio lento e divino.

Quem é você jasmim? Quais as pisadas que destes entre o meu e o teu jardim?
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Quem é você jasmim? Quais as pisadas que destes entre o meu e o teu jardim? Aonde esteves minha querida morfina? Eu estou te sentindo te absorvendo em brumas Sentido entre os parados dedos Formigas entre os meus contornos Estou formigando de cabeça para baixo Sangue denso em dorso duro caleidoscópios em meus olhos Sou a eva e fui picada pela serpente Sou a maçã em decomposição E quem é você jasmim? Quais as pisadas que destes entre o meu e o teu jardim? Aonde esteves minha querida morfina?

Seu mau hálito me causa nojo e repulsa. Sua língua é uma porta de esgoto Em plena boca do lixo.
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Seu mau hálito me causa nojo e repulsa. Sua língua é uma porta de esgoto Em plena boca do lixo. Sua nudeza não me soa bem. Não consigo vê-lo Ou maravilha-lo como um desenho Onde contemplo fervorosamente. Tenho vontade de vomitar Me enojo me enjôo e te vomito. E o que gruda de você em mim Tenho vontade de me desifetar Como um verme ao tocar uma pura seda. Você cheira a putrefação E o seu perfume não incobre isso. Sinto a sua decomposição descaradamente E declaradamente eu fujo. Como quem foge de um nojento e rastejante bicho de pele. Bicho podre bicho verme...

Então é isso. Vou acordar e guardar a coberta. Calçarei meus chinelos.
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Então é isso. Vou acordar e guardar a coberta. Calçarei meus chinelos. E tomarei um café forte com torrada. O clima frio da manhã vai me arrepiar. Pensarei em coisas sem nexo. Me sentirei perdida. Vazia e sem encaixe. Dormirei. Sairei. E por ai metade do dia se foi. Então é isso. No fim da noite Pegarei a coberta e cairei na cama Os copos estaram vazios E o corpo em repouso O clima frio da noite vai me arrepiar. Pensarei em coisas sem nexo. Me sentirei perdida. Vazia e sem encaixe. Dormirei. Sonharei. E por ai metade da noite se foi. Então é isso.

Flores. Gosto do seu néctar. Me sinto uma formiga
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Flores. Gosto do seu néctar. Me sinto uma formiga Quando fico tão perto De uma flor-de-lis. Sinto-me atraída Pelas suas fontes... Pelas suas fontes de açúcar. Flores. Me lembra (parti)das chegadas. Chega(das) partidas. De uma flor-de-lis.

Não troque bolhas por algodão Bicho de sete cabeças Faça a chama flamejar
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Não troque bolhas por algodão Bicho de sete cabeças Faça a chama flamejar Me queime logo Sinto o gosto de sangue na boca Eu quero morder Quero arrancar Triturar você Me sinto uma amante Me sinto suja e usada Me sinto violentada e desejada Estou coberta de sangue Estou coberta de nojo Estou coberta de poros Costure-me logo Me segure com força Eu vou pirar Estou me revirando Vou te rasgar Te encravar até sangrar Bicho de sete cabeças Me morda Me chupe o sangue Me faça estar viva Me queime Agora! Agora! A carne está viva Delacerada Esse é o resultado De uma heroína Estou pronta Estou quente como o fogo Estou esculhambada Estou despedaçada Me toque não troque Não troque bolhas por algodão Bicho de sete cabeças.

Maçanetas em digitais Porta de entrada Porta dos fundos
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Maçanetas em digitais Porta de entrada Porta dos fundos Janela de Sol Janela da Lua Miados de socorro Múidos de remorso Manhas de soluços Cama de gato Ponto de encontro Universo dos fracos Submundo dos solitários Amadores da vida Amarguras do tédio Resgate do libido Casa dos impuros Quase perfeitos Feitos de carne Para o que arde Por dentro e por fora.