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Frases de RebecaMelo.

82 frases

Gosto do teu sussurro firme ao meu pé do ouvido. Da tua língua cor de cereja me invadindo a boca. Do teu respirar difícil e quente sufocando o meu, fébril.
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Gosto do teu sussurro firme ao meu pé do ouvido. Da tua língua cor de cereja me invadindo a boca. Do teu respirar difícil e quente sufocando o meu, fébril. Gosto do teu perfume doce impregnando a minha roupa lentamente. Do teu sorriso manso cheio de pretensões. Do teu decote firme e infinito. Gosto do teu sabor de puro e todas as tuas más intensões.

Muitos vão dizer que me viram por ai. Que eu estava linda. Sorridente. Que eu cantava e contava piadas.
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Muitos vão dizer que me viram por ai. Que eu estava linda. Sorridente. Que eu cantava e contava piadas. Muitos vão mentir. Omitir. E críticar. Dizer que eu sou tímida pessimista Ou até irracional. Só que ninguém vai pode dizer Como eu sou por dentro. E me definir em cada momento desses. Porque ninguém me conheçe tão bem Quando nem eu mesmo me conheço.

Queria ter nascido na época das vitrolas. Dos bons e velhos Flipperamas. Dos charutos exuberantes.
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Queria ter nascido na época das vitrolas. Dos bons e velhos Flipperamas. Dos charutos exuberantes. Ter pego o começo do rock alternativo. Ter andado de carango pelas estradas vazias. Ter frequentado a Casa da Eny. Ter quebrado as suzy's antes das barbie's. Carrego comigo vontades antigas. Manchadas de preto e branco. Eu penso, sinto e desejo. Coisas que se perderam entre as cinzas e as fumaças Entre os ossos e os cadáveres dos meus hérois. Minha boca é o porta voz do meu coração. Sinto falta das verdades nas coisas. Está tudo vago, repetido, morno. Sinto falta das verdades nas pessoas. Estão todas sem palavras, com falsas promessas. Sem um pingo de senso comum e senso crítico. Sem um pingo de amor. Escuto muito por ai: - 'Você não deve mudar por nada nem por ninguém'. Que tolo. Você chegou aqui como então? Do nada? Você que não deve deixar que as pessoas Te levem a essência, a alma... Como um pulhado de farinha nas mãos embora. Mude por alguém. Mesmo que não haja resultados. A pior coisa do mundo é ter saudades do que não viveu. A pior coisa do mundo é ter saudades de si mesmo.

Quem nunca sentiu como se uma mão tivesse estourando seu coração Ao ponto de sangrar até gangrenar.
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Quem nunca sentiu como se uma mão tivesse estourando seu coração Ao ponto de sangrar até gangrenar. E dos olhos esbanjar As lágrimas mais ardidas, Ao ponto de parecer expelir seu próprio sangue. Quem nunca sentiu o corpo em facadas Das láminas mais enfurrajadas Atravessar cada milimetro de pele e muscúlo Sem um pingo de anestésia Ou bebida alcoólica para amenizar a dor. Quem nunca sentiu-se morto, denso E infiltrado de armadilhas. -Quem nunca sentiu. Nunca saberá como é ser traído Enganado pelo coração... Que você dividiu veias,sangue e artérias. Ao ponto de bater pela metade. Ao ponto de ficar multilada. Ao ponto de sentir.sentir.sentir A quem nunca pode sentir.

-Cuidar do que está longe. Talves não seja considerado Algo assim tão romântico.
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-Cuidar do que está longe. Talves não seja considerado Algo assim tão romântico. Mas, é a maior prova de amor. Dê um coração que já foi feito de aço... Meus poemas e versos. São simples devaneios. De alguém solitário e sincero. Faço das palavras músicais do 'Vander Lee' as minhas humildes palavras: ''Você me amou de um jeito tão aflito Que eu queria poder te dizer sem palavras Eu queria poder te cantar sem canções Eu queria viver morrendo em sua teia Seu sangue correndo em minha veia Seu cheiro morando em meus pulmões''.

E de repente eu me sinto sozinha novamente. Meus pensamentos ecoam.. De repente, meu coração parece tocado fogo.
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E de repente eu me sinto sozinha novamente. Meus pensamentos ecoam.. De repente, meu coração parece tocado fogo. Não é tão ruim assim. E não é culpa sua. Eu me sinto assim a todo instante. É coisa minha. Carência. Carência. Carência. Que nunca se acaba. Pra quem sempre foi sozinha isso é fichinha. Não é? Pra quem se ergue sozinha todo dia. Eu estou indo bem. Mas eu sei que eu iria melhor. Com você aqui.

Ele tinha razão, em sentir-se ferido. E ela tinha razão de sentir-se mal. -Ele carregava na barba seus sonhos de menino
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Ele tinha razão, em sentir-se ferido. E ela tinha razão de sentir-se mal. -Ele carregava na barba seus sonhos de menino E tinha os olhos miúdos, como dois botões. Era inseguro e solitário, como uma criança. Como quem busca por colo a qualquer custo. Ele só queria um amor. Um amor em que se tornasse forte, importante e seguro. Ele? Ele também já destruiu corações. Mas agora, teve o seu destruído. Ele sempre dizia: - Eu pensava em você o tempo todo... Mas agora, eu só penso nisso. Ele tinha razão, de não a querer mais E ela tinha razão de querer ir embora.

Agora que a bosta é séria, Já posso-me por para fora, E espatifar-me ao chão,
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Agora que a bosta é séria, Já posso-me por para fora, E espatifar-me ao chão, Assim delicada e recatada! Eu, mestruação de jovem arrependida Que vai ficando mais velha, feia e cansada. Que cultiva um fantasma No lugar do coração. Como atraso de vida. Meu freio poético anda cansado. Ando mais perdida que a Alice Agora são meus cães contra o mundo. Deixe-me pelo menos ser seu atraso de vida Pois agora são meus cães contra o mundo.

Eu não parei de escre(ver), não parei de escre(ver) pra você, pra mim. Das vezes que eu mais me findo ao chão, eu fico perdida lá em baixo daquela nuvem passageira medíocre, parada por uns tempos, recompondo-me até passar. Meus pulmões mal sabem ‘respirar’ sem que eu use a minha…
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Eu não parei de escre(ver), não parei de escre(ver) pra você, pra mim. Das vezes que eu mais me findo ao chão, eu fico perdida lá em baixo daquela nuvem passageira medíocre, parada por uns tempos, recompondo-me até passar. Meus pulmões mal sabem ‘respirar’ sem que eu use a minha bombinha de bolso para o ar entrar, sair e o sangue fluir escrotamente...

- Eu quase minto sobre quem eu sou Porque na verdade eu sou um mundo só. Que tem medo do chão que pisa e suja.
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- Eu quase minto sobre quem eu sou Porque na verdade eu sou um mundo só. Que tem medo do chão que pisa e suja. Das mãos que tocam e ficam sempre vazias. E do corpo que absolve apenas bagaços... E continua com a raiz pesada e pisoteada Para errar mais uma vez. - Mentir, omitir sobre quem eu sou. Um pulso nervoso estupidamente esculhambado. Que se treme e se contorce com um toque Que se quebra e se esvazia feito cana E que dança e baila e nunca para de dançar A maldita e escrota dança da solidão.

A sua bamba anda meio solta, meio sem pé no chão. Meio de boca aberta pedindo consolação. Anda conversando bosta por ai
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A sua bamba anda meio solta, meio sem pé no chão. Meio de boca aberta pedindo consolação. Anda conversando bosta por ai Convencendo os merdas pra si. Mas no final... Cara, a sua bamba está um lixo. Seu remexo tá um porre, seu corpo só corticoide. Não adianta remexer, quanto mais meche mais fede. Poupe-me o balancer dos seus calcanhares Pois moça, a sua bamba anda meio solta. Cara, a sua bamba? Ah, anda um lixo!

Estava estupidamente alterado cantando de galo, catando seus grilos de meia idade, colhendo os seus gritos de profusão. Pensando... Aonde tinha deixado os seus bordões e as suas facetas. As suas barganhas e as suas gargalhadas cuspidas. Pensando no que se transformou. Estava para…
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Estava estupidamente alterado cantando de galo, catando seus grilos de meia idade, colhendo os seus gritos de profusão. Pensando... Aonde tinha deixado os seus bordões e as suas facetas. As suas barganhas e as suas gargalhadas cuspidas. Pensando no que se transformou. Estava parado com o seu relógio de pulso de meio século passado, exorcizado pelo tanto de merdas, ironizado pela sua falsidade verdadeira de se furar e golfar sangue em sua nova ferida de uma carne mal passada. Destruindo e matando qualquer coisa, qualquer coisa que pairasse em seu alterado canto de galo.

Deve ser bom, saber que tem alguém te esperando do outro lado. Que depois que se esbaldar
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Deve ser bom, saber que tem alguém te esperando do outro lado. Que depois que se esbaldar cair na noite e chutar o balde vai ir de consolo a desconsolada no outro dia. E depois vai sair por ai, pelos cantos. Reclamando solidão, frieza e mau amor. Mas olha só a sua carne é igual a minha: Podre, fraca e canibal! Por trás da carcaça há sempre uma finda de ossos que dar em um vazio agudo, que só aguda o vazio. Buracos tampados são temporários, pois ainda dar eco...e-c-o Quando ama, quando chora e quando faz amor. Não sei se me odeia ou se me ama, se me deseja ou me joga fora. Se me põe pra dentro ou me põe pra fora feito cadela de rua que trepa,goza e vai embora.

Você me afunda em seu prato fundo E me deixa quente. Mistura-me em seu copo de vodka
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Você me afunda em seu prato fundo E me deixa quente. Mistura-me em seu copo de vodka E me deixa fria Lambe o gelo e me delicia Cospe fora me provocando Cola-me no corpo e nos corroemos Feito ferrugem mal comida Você se precipita e acerta Atira-se e começa... A me deixar quente E cospe e engole e se delicia E age naturalmente E fingi que é decente E eu finjo também ser E mais uma vez você Afundar-me no seu prato fundo.

Língua sádica não há como se machucar ela foi feita para o amasso para chupar marcas da palpa em poupa, deixar rastros de equilibristas falhos, de mágicos bem formados em matar. Dissimula-se enquanto a espera e quanto mais espera melhor, pois a solidão ajuda a acalentar o oco do…
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Língua sádica não há como se machucar ela foi feita para o amasso para chupar marcas da palpa em poupa, deixar rastros de equilibristas falhos, de mágicos bem formados em matar. Dissimula-se enquanto a espera e quanto mais espera melhor, pois a solidão ajuda a acalentar o oco do corpo. Calma, eu também espero a língua sádica, ainda espero a língua sádica, com todos os seus pulsos nervosos e suas meias veias escondidas inchadas me pedindo gelo e um pouco de sal, ainda espero a língua sádica com todos os seus amassos e machucados da morte.

Da porta pra rua um rastro de bosta Da garganta pra dentro um rastro de rua A vida pessoal anda meio de máscaras
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Da porta pra rua um rastro de bosta Da garganta pra dentro um rastro de rua A vida pessoal anda meio de máscaras Meio de porre beirando a boca. Do estômago pra fora pessoas vomitadas Cheirando a melancolia. Eu não sei qual é a sua Nem você sabe qual é a minha Mas o pior está por dentro desta porta. Que dar para a rua.

- Sentei esfreguei os olhos primeiro um depois o outro antes de um longo suspiro
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- Sentei esfreguei os olhos primeiro um depois o outro antes de um longo suspiro quis me assegurar se eu era de carne de vidro ou de aço vulnerável ou só incapaz eu feita de couro branco com sorrisos inflamados me estiquei estralei os dedos me encostei no primeiro lugar tomei um copo de água a garganta ardeu outro lugar inflamado estou presa no chão e eu sempre estive no céu estou no vigésimo andar incomodada e acomodada em uma carcaça errada e errante parcialmente inflamada outro lugar ferido querendo ser livre dedos e polegares presos em uma caneta suada em folhas de papel incardidas quase amareladas eu pintei o teto as paredes com o resto do azul marinho pintei a alma exibindo meu fôlego estou caindo do vigésimo andar o cigarro acabou o café está quase pronto e não vai dar tempo eu sei que estou quase caindo antes de escrever mais um verso mesquinho e inquieto sentei esfreguei os olhos primeiro um depois o outro antes de um longo suspiro quis me assegurar que alguém me leria e como em um sopro me joguei tentando ser livre completamente inflamada.

- Teria feito o melhor amor e dado um melhor coração Mas só tinha esse podre e inútil comedor de carnes Batedor miséravel que nem amar sabe direito.
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- Teria feito o melhor amor e dado um melhor coração Mas só tinha esse podre e inútil comedor de carnes Batedor miséravel que nem amar sabe direito. Se eu soubesse que o destino escreveria você na minha linha torta da mão prestes a se acabar teria cuidado muito bem dela, cuidado bem de mim. Se soubesse que você chegaria depois dos meus cigarros Guardaria meus pulmões semi surrados semi negros. Teria feito o melhor amor e dado um melhor coração.

- E quantas mãos você tocou? Depois de um doce vem sempre um copo d’agua E o sal grita para ser devorado.
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- E quantas mãos você tocou? Depois de um doce vem sempre um copo d’agua E o sal grita para ser devorado. E quantas bocas você beijou? Depois do arroto vem sempre uma desculpa E um sorriso pior que o outro E um novo gosto de amargura. E quantas noites você dormiu? Depois das vidas longas Vem sempre as mortes curtas E uma saudade imensa de tocar mãos.