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Frases de RebecaMelo.

82 frases

Sou de capricórnio. Mas finjo ser um escorpião. E das unhas tinhosas destilar veneno.
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Sou de capricórnio. Mas finjo ser um escorpião. E das unhas tinhosas destilar veneno. Em quem toco.Em quem pego.Em quem trisco. Esse veneno parece sair. E quem achou que nada tinha de mim em si. Agora, carrega em seu sangue. Suas véias.Suas carnes. Seu corpo moribundo, meu límpido veneno. Que a essa hora Espalhou-se feito droga. Feito alucinogéno. Létal. Ilegal. Viciante. Picante. E perverso. E ele vai te assombrar. E te fazer acordar. Quando estiveres só... Contando o passar do tempo nos dedos. Nos piores e melhores dias. Nas melhores e piores noites. Em cada mão, vai lembrar das minhas. Assim como a vida, Certas coisas são inevitáveis. Principalmente... Vindos de uma capricórniana Que brinca de ser um escorpião. Só para destilar veneno. Com as proprias mãos.

E nesse meio tempo Nesse tempo torto.Morto. Vou criando asas,
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E nesse meio tempo Nesse tempo torto.Morto. Vou criando asas, Feito de bolhas de sabão. E vou fazendo de conta, Que sei voar. Vou me colorindo. Me redimindo e me abrangendo. Engraçado e ridículo... As palavras são descartáveis Como preservativos usados Depois de um bel prazer Que suja sua vaidade Doce e ácida. Como viver. Conviver. Onde as borboletas voam Entre o coração, cabeça e estômago. Sou das que toca sem encostar. Sou das últimas doses. Das doses homeopáticas. Sou de um gole só.

Eu devia não ter tanta sinceridade. Na boca e nos olhos... Devia ter escancarado minha real timidez!
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Eu devia não ter tanta sinceridade. Na boca e nos olhos... Devia ter escancarado minha real timidez! R-E-B-E-C-A -Desavergonhada e deslavada. Palavras marginais e desviantes. Que foge que corre e escorre. Eu devia não ter tanta expressão corporal Foi da boca que tive Meus melhores e piores lamentos. Meus melhores e piores momentos. Essa posse... Só me consome. Consomem. Consumi. Consumiu. Consumistes. Consumiram.Consumia. Foi consumido.

Acorde. Acorde. Acorde. Eu estou te vendo. Eu estou em transe
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Acorde. Acorde. Acorde. Eu estou te vendo. Eu estou em transe Naquela fissura Na Paranoia Eu vejo raios Raios fluorescentes Raios ultra violentos Ultra violetas Ultra vermelhos Meus olhos estão em chamas E ainda está de noite Acorde. Acorde agora. Eu estou te vendo Quero que você me veja Quero você em transe comigo Porque eu estou em transe E esses raios é meio uma hipnose Estou em uma larica Estou flourencendo Estou fluorescente Quero você em transe comigo Como estou em transe. Acorde.

Quarto. Um quarto. 1/4. Cama de gata. C(ama). Restos de mim em vestígios.
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Quarto. Um quarto. 1/4. Cama de gata. C(ama). Restos de mim em vestígios. Eu já não sou tão inteira assim. Feito peixe me descamo. Feito flor me despetalo. E feito pacto Vou me prometendo Vou me con(sagrando). Em lençois de cama usados Em bitucas de cigarro. Entre buzinas de carros Entre a poluição sonora Entre as luzes de uma cidade morna E eu fico aqui, assim, no escuro. De um quarto. Um quarto. 1/4.

Lembrar de: ''Que o que você demora É o que o tempo leva'' Quantas vezes fui levada
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Lembrar de: ''Que o que você demora É o que o tempo leva'' Quantas vezes fui levada Deixada, amarrotada em gavetas Nas cinzas dos cigarros No gosto das cervejas Nas mãos em brasas Na mente obcecada... Pelo anjo e pelo diabo Quantos ratos passaram por cima Em quantos rastros eu fui deixada Até continuar aos suspiros Até continuar viva.

Hoje estive pensando realmente em pirar... E é engraçado confessar isso há mim mesma. Não por causa de um café que esfriou
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Hoje estive pensando realmente em pirar... E é engraçado confessar isso há mim mesma. Não por causa de um café que esfriou Não por causa de amor que mal chegou Por causa de mim mesma. Aquele vazio de sempre Está de frente a minha porta Todos os dias. E não adianta pedir conselhos. Isso não resolve e nunca vai resolver. Porque metade de mim escuta e esqueçe Metade de mim discorda e obedece Eu oscilo entre os meus gritos internos Como um pêndulo. Como um balanço velho. Durante meses mergulhei dentro da minha própria alma E cada vez que volto a margem não me reconheço E ela me destrói o tempo todo Célula por célula mal criada, malcriada. Ouvir dizer que um breve sorriso Vem sempre antes de um breve Adeus. Então quantos Adeus eu já dei? Quantas pessoas levaram uma parte de mim Nesse efeito dominó,que vem vem e nunca se vai.