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Frases de Raniere Gonçalves

506 frases

Caraíbas de agosto. 400 sóis iluminando alegremente a paisagem gris. Mesmo meus olhos brilhantes refletem
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Caraíbas de agosto. 400 sóis iluminando alegremente a paisagem gris. Mesmo meus olhos brilhantes refletem o sorriso da manhã. Outro dia navegando estradas rumo ao mesmo destino: A vargem do Piancó, a Vertente da Moeda.

Estou cativo. Vivem a minha vida, não a vivo eu.
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Estou cativo. Vivem a minha vida, não a vivo eu. Deambulo num mundo de títeres. Linhas quase visíveis manipulam o meu devir. Sinto prazeres que não são meus, tenho vontades artificiais inoculadas nos meus sentidos. Meu pouco por cento de lucidez juvenil se esvai com o vento inexorável dos anos. Neves de outono prateiam meus cabelos enquanto o bridão do destino já não incomoda tanto minhas gengivas. Fui um deus com minha ousadia, com meus sonhos, com a minha liberdade. Sou agora apenas um pobre diabo.

A rapinha da garrafa. Dois dedos translúcidos mergulhados em energéticas bolhas
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A rapinha da garrafa. Dois dedos translúcidos mergulhados em energéticas bolhas douradas. E já, já seguirei o habitual caminho do prazer. Os balcões dos bares costumeiros aguardam pelo cuidadoso atracar do meu cotovelo esquerdo. Lá vou eu, já vou eu colorir meus olhos marrons com o brilho ensurdecedor da multidão vazia. Procurarei princesas pálidas, ou cervejas gélidas, ou a saciedade gordurosa de um x bacon.

São 4h09min. Child in time flauteia os meus ouvidos. 27 no dial.
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São 4h09min. Child in time flauteia os meus ouvidos. 27 no dial. Nem abóboras maduras, nem princípios de incandescência. Apenas outra madrugada tíbia. Outra noite no vazio dos seus olhos. Bagos flutuantes se alternam no veludo vagaroso dos dedos. Nada sinto. Senão um fado roçando as minhas vontades. Meu olhar pesa tanto, tanto é o sono que encobre o meu querer. E só antevejo sonhos. Apenas paz. Não sei respirar desejos, não sei te deixar. Adiante sua face mudará de cor. Seu hálito será o meu alento. Nessas águas de outono. Nessas noites de trégua. Nesses dias de escuridão.

Lá na pastaria onde lido vez ou outra olho para esse céu piscina,
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Lá na pastaria onde lido vez ou outra olho para esse céu piscina, cheio de algodão-doce. Decerto que você também abaixa os seus olhos. E daí dessa nau remansosa enxerga uma colcha de retalhos verdes claros, verdes escuros. Inevitável algum imaginário adejo. Bem perto do sonho é tudo tão açúcar. A terra é lollipop.