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Frases de Rafael Chiobatto

36 frases

Ao invéz de encarar com seriedade; Prefiro um olhar sereno e com infantilidade. Aos vários tons de cinza que me apresentam
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Ao invéz de encarar com seriedade; Prefiro um olhar sereno e com infantilidade. Aos vários tons de cinza que me apresentam Trago-lhes Carlos Drumond de Andrade... Sempre ao engôdo, prefiro a verdade. Somente no amor, uma gota, apenas uma Da mais inocente maldade.

Notívagos! Aqueles que preferem viver a noite... Sim, noturnos criadores irreverentes;
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Notívagos! Aqueles que preferem viver a noite... Sim, noturnos criadores irreverentes; Qual vampiros, sedutores inerentes Nas madrugadas ouvindo sonhos. Transfigurando desejos obscuros Em seus sambas e cordéis; Versos e prosas em papéis Que por vezes ficam na mesa De um boteco, abandonados. O que mais vale é o pensado! Ter vivido ou inspirado Isso sim que é viver, Boêmia, direito de ser Daqueles que vagam a noite. Ganhando mais espinhos e açoite Do que lírios, a colher.

Vou me largar pra fronteira! Sentir o cheiro do que é meu. Recarregar minha guaiaca de "grussuras"
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Vou me largar pra fronteira! Sentir o cheiro do que é meu. Recarregar minha guaiaca de "grussuras" E matar a saudade de quem sou eu! Quando volto pra querência; Sinto de novo a essência, Daquilo que já fui. Lembro até da minha fala, Pausada, e misturada. Com palavras dos paisanos Que trazem os orelhanos, Embaralhando, versos pampeanos Com cúmbias, em ritual. Me sinto de novo bagual; Como se nunca tivesse o buçal Da cidade, me domado. O minuano é meu regalo, Por ter voltado pra casa. Assobiando uma vaneira; Trazendo o cheiro de chirca Que guardarei pra mais uma temporada Sem voltar pra minha morada Perdido pelo mundão... Lembro dos tempos de liberdade Uma cachorrada barbaridade Que eu mantinha de esquadrão Pitoco, bolinha, bocão! Eram todos batizados... Cada um com servidão: Uns pra mulita, outros de ratão Tava sempre preparado O meu fiel batalhão. Saia de manhã lá pro morro da antena Passava o dia inventando peleias E lidas que de verdade, só tinha os "grito" No mais, era coisa de piazito Que não tinha ocupação... Só em dia de vento que não! Vento quente, que embaraça os cabelo Te resguarda e cuida o pelo; Que hoje é dia de cruzeira! Me dizia a conselheira, A velha vó, missioneira; Que de tudo tinha formação. Podia perguntar sem receio! Na tampa e sem floreio Ela vinha com a verdade, De tudo sabia a utilidade; E pra cada pergunta, Uma explicação! De engenheiro e doutor De peão a vagabundo, Ela tinha o mesmo segundo, pra avaliar o valor... Pra tudo isto que retorno, De tempo em tempo a resgatar Vou buscar aquele piá Que um dia sonhador, pensou em ser "viajador" E agora vive pra sonhar... Mas preciso sempre lembrar; Que tenho um poso, neste lugar. Onde sou: aquilo que sou.

Que no novo ano, tenhamos mais esperança em nós mesmos! que não seja um ano diferente, que diferente sejamos nós diante dos dias que surgirem; diante dos desafios e até mesmo diante das trivialidades! triste daquele que não tem sonhos e que espera que as coisas mudem de fora pra…
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Que no novo ano, tenhamos mais esperança em nós mesmos! que não seja um ano diferente, que diferente sejamos nós diante dos dias que surgirem; diante dos desafios e até mesmo diante das trivialidades! triste daquele que não tem sonhos e que espera que as coisas mudem de fora pra dentro! que as mudanças comessem!! de mim para o mundo...

As pequenices me encantam, nunca fui homem de grandes sonhos; mesmo assim chego muito além do que espero e bem antes do que penso, a impulsividade é meu pecado confesso... réu de meus rompantes vivo o agora! sem planejar... já tive muitos planos tidos por certos, que não suportar…
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As pequenices me encantam, nunca fui homem de grandes sonhos; mesmo assim chego muito além do que espero e bem antes do que penso, a impulsividade é meu pecado confesso... réu de meus rompantes vivo o agora! sem planejar... já tive muitos planos tidos por certos, que não suportaram a espera dos dias; já fiz muito planejamento descartável, vi muito homem confiável romper com seu caráter; a diferença esta em "viver o negócio" "ser o negócio" não a "coisa"... estou falando de "negócio"!!! se for no trabalho: viva sua carreira! no romance: viva até mesmo os platônicos, sinta o sabor do inalcançável... hoje!! se um dia poderá vir a ser ... blá blá blá... não importa, o que conta são momentos VIVIDOS, os planejados... podem ficar no papel! ou nas doces lembranças do que jamais aconteceu.

Tronco seco a espera do fogo. Cambona retinta de picumã, Barulho de chuva na telha;
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Tronco seco a espera do fogo. Cambona retinta de picumã, Barulho de chuva na telha; E ao longe escuto o tarrã... Contrabandeando existência. Trocando querência; Conforme a vontade. Mesmo assim com identidade Lá ou aqui: sempre tarrã! Me pergunto se podemos Apesar de diferenças Esquecer maledicências E viver com igualdade; Tanta raiva e maldade: "Paremo" com este bochincho! E tanta peleia por nada; Criança e velha chorando E os piá se extraviando Sem saber de namoro Tanto lamento e choro Por aqueles que se vão Se o chão, é o mesmo chão Que plantem e colham então! Ao invés de guerrilhar Pais e filhos a matar, Sem ter a solução Parecendo estância sem patrão Com herdeiros por chegar...

Sinto vontade de te ver. Sei que pode acontecer; Entre nós ta tudo certo!
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Sinto vontade de te ver. Sei que pode acontecer; Entre nós ta tudo certo! Falta o destino discreto Tornar, o encontro possível; Deixo eu, de ser invisível... E teu beijo posso provar. Teu olhar vai me contar; O que a boca não revelou. Teu corpo vai sussurrar O que o que o coração já sonhou; Teu cheiro, vai devolver... O perfume, que a rosa roubou. E serei enfim, teu confidente Teu apoio inerente Para sonhos resgatar Vontades, desejos de amar... Sem prisão, e sem correntes Nós e o mundo, coexistentes. Para a vida presentear!

O que houve com teu olhar? Logo tu! que o mundo ia mudar... Com idéias geniais,
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O que houve com teu olhar? Logo tu! que o mundo ia mudar... Com idéias geniais, Acabar com conceitos banais E amores de convenção. Logo tu! que tinha intenção De ser aquilo que eu queria, Ser até o que eu não podia E tinha nos olhos vocação... O que houve com teu olhar? Já não posso imaginar, Onde foram teus ideais Se perderam, em gestos triviais E mesmices que já conheço. De te ver sem sonhos, pereço! E não posso acreditar; Como?! perder, sem lutar? O que houve com teu olhar? Que vê o fraco, arrastado; E já não sente pesar. Vê a mão grande do alheio E sem receio, deixa tudo passar. Vê a Maria doente, com fome carente E já não pensa em ajudar; O que houve com teu olhar? Deixa a vida passar Por cima de teus ideais! Deixas conceitos formais, Que ajudaste a forjar; Serem encardidos na lama Dos suínos morais; O que houve com teu olhar? Por certo, teve de mudar... Os olhos, ou a visão O horizonte ou a ilusão De que nada vale a pena Será mesmo, que uma centena Valha mais que um milhão? O que houve com teu olhar? Que agora é inerte e paciente... O fogo! que um dia ardente; Já não queima, e nem aquece Aos poucos, teu olhar enfraquece Diante do choro, emudece! Diante do justo, olha o chão! O que houve com teu olhar?...

Sentado frente a tapera... Encilhado, só o amargo me espera; E traz gosto de solidão
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Sentado frente a tapera... Encilhado, só o amargo me espera; E traz gosto de solidão Já não tenho mais patrão! Nem lida, obrigação... Vejo as horas se arrastar; Nem um pingo! pra encilhar, Me restou, neste rincão. Mas ficou, num palanque registrado! Um respingo do passado Dos tempos de criação: Meus arreios, não entrego... Tenho orgulho, e nunca nego: Sou taura! e sou Peão! Hoje, só o cusco me acompanha Num assovio, já se assanha Acha, que é hora de encilha! O pobre por bicho, anuncia Que a lida não terminou! O braço, não fraquejou E a pampa, pode contar! Não sabe o cusco julgar Que o que falta, não é intenção... O que falta, na pampa é paixão! Qual a dele por lidar... Se pudesse, este "cuéra" cambiar Botava, o dono a ladrar... E meu cusco, de patrão!

Empeçou a vida com trauma Difícil lida prum taura Vir ao mundo, corcovear!
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Empeçou a vida com trauma Difícil lida prum taura Vir ao mundo, corcovear! Trancado, tive que ajudar E dali, já me apeguei... Potro lindaço, de pelo tordilho Esse, ainda encilho! jamais desanimei Demorou pra levantar, Achei que não vingava Mesmo assim, já planejava Meus trastes te regalar; Na racional vou te ensinar... Desta vez, queixo não quebro! O último potro, e encerro; Minha vida de encilhar. Na mamadeira te ajudei Qual um cusco te criei, E agora me carregas. Garboso, amassando macegas; De esporas nem teve notícia... Aposentei até o mango! Troca orelhas, e vou ditando... O caminho que desejo Até parece que compreendes Meu tordilho companheiro, Um dia saio sem freio... Pra testar tua obediência Na última volta a querência Será, o dia da partida; Tu sem tuas rédeas, E eu com meu pranto. Será, o derradeiro campo santo! O destino desta lida.

Hoje, senti teu cheiro no ar... Não tive como evitar, tanta recordação Cheiro e gosto de paixão!
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Hoje, senti teu cheiro no ar... Não tive como evitar, tanta recordação Cheiro e gosto de paixão! Perigosa sintonia, Lembrança que não queria; Mas guardo, ainda que em vão. Sinto, quando sonho contigo Que estive mesmo em teus braços; Como posso guardar os teus passos? Se já não estou mais por perto. Fizeste um imenso deserto; Onde havia um mar de paixão. Se existir outra vida; Que apague toda ilusão Desta, só queria mudar; O que me fez te arrancar A força! do coração.

Coruja de beira de estrada. Noturna prenda, emplumada Traz ares de pouca sorte...
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Coruja de beira de estrada. Noturna prenda, emplumada Traz ares de pouca sorte... Reponta nas asas a morte E quebra o silêncio da noite! Teu grito, serve de açoite Pras almas xucras do campo Evocas neste teu pranto Extraviadas charlas campeiras Histórias de velhas parteiras Que sumiram no passado! Teu olhar amaldiçoado Me faz repensar o caminho No costado do teu ninho De largo, sigo adelante Bruxa alada! Itinerante; Dos moirões encordoados Do canto acalambrado; Todos tem mesmo receio Da cunheira, ouço floreio Ecoando em noite de lua Veio apartar, negra charrua! Mais um'alma do rodeio. Mesmo assim, velha rapineira Sem teu vulto na fronteira No anoitecer dum descampado Seria o mesmo traçado? O mesmo agouro, trazendo sorte? Nunca existiu..., vida! sem morte; Não há futuro, sem passado!

Saudade!?! Ah mas quantas?... quantas vezes, me pego de lápis na mão, buscando parceiras pra esta bandida! Ou só de pensamento em punho, divagando com ela? Ta bom, nem sempre bandida! Mas hoje assim: sem rima, sem frase sonada! Só não abro mão da vírgula pra falar sobre saudade!…
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Saudade!?! Ah mas quantas?... quantas vezes, me pego de lápis na mão, buscando parceiras pra esta bandida! Ou só de pensamento em punho, divagando com ela? Ta bom, nem sempre bandida! Mas hoje assim: sem rima, sem frase sonada! Só não abro mão da vírgula pra falar sobre saudade! 3 segundos sempre é tempo pra pensar se vale a pena escrever... ainda mais sobre saudade!! Saudade é boa, e vale a pena: quando a gente lembra do gosto, bem simples: Saudades de beijos, de algum olhar... saudade de alguns que se foram sem se despedir, saudade de bichos! Saudade de bolacha vênus da padaria continental (coisa de Bageense); saudade do jogo de botão, bater bola no meio da rua, os papos de calçada na frente de casa altas horas no verão; saudade do colo da vó; saudade de bronca de mãe, se é jovem! acredite: Um dia vai sentir saudade até disso!! Sentimento que sempre rende umas linhas, e muitos pensamentos. Parceira fiel, dos mates solitários, aqueles que a gente ceva em cuia pequena... água direto da chaleira, e de preferência, aquecida em fogão a lenha! Companheira e algoz, me preenche... mas por vezes me esvazia também. Sentir saudade, é coisa de quem vive! Dizem ser a curiosidade a mãe da evolução, mas a saudade por certo é a madrasta, ao tentar substituir a saudade da sensação da descoberta é que se busca novos desafios... Vaidade! prima comum da saudade e do orgulho. Saudade boa, é quando dói! se não é só falta... Saudade intelectual, saudade de ter pensado daquele jeito, de ter tido uma atitude bacana, de ter pertencido a um clã. Saudade de algumas velhas roupas. De algumas coisas, que pensei terem sido gravadas com fogo, sinto saudade é de sentir saudade... pois sequer lembro do cheiro. Achei que doeria pra sempre, e no caminho descobri que pra sempre... é tempo pra caramba!!! E o tempo só não apaga o que foi escrito na alma, rascunhos na mente: são facilmente soprados. Saudade!! este texto só termina quando o grafite da vida acabar... e se tudo der certo, alguém ha de continuar. Agora já é bem tarde, vou dormir... cheio de saudades de pensar.

Meu coração, hoje deserto Da paixão, já foi morada Estando só, pela estrada...
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Meu coração, hoje deserto Da paixão, já foi morada Estando só, pela estrada... Faço minha confissão: Bem melhor que andar sozinho É encontrar no caminho Um rastro a mais pelo chão... Pareado, lado a lado Nem adiante, nem pra traz Isso sim; é o que faz Deste trilhar, escolhido Um caminho, bem percorrido Que mesmo, sem norte ou sentido Sabe bem aonde chegar!

Amor eterno? sera possível?? sera? hoje em dia fico contente com amor sincero... que seja por ummm dia, que dure poucas horas... mas que seja: o beijo pelo beijo! aquele olhar dentro do olho... que abraça a alma, respiração com desejo!beijo com mordida; forte, justo!!! como quere…
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Amor eterno? sera possível?? sera? hoje em dia fico contente com amor sincero... que seja por ummm dia, que dure poucas horas... mas que seja: o beijo pelo beijo! aquele olhar dentro do olho... que abraça a alma, respiração com desejo!beijo com mordida; forte, justo!!! como querendo devorar, amor com gosto de urgência... e que termine com honra, com sinceridade!!! Não com ponto final! talvez com reticências.

Agora!! Vá la na rua... Admire comigo esta Lua
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Agora!! Vá la na rua... Admire comigo esta Lua Mesmo distante... O mesmo brilho, a mesma intensidade Te sinto aqui, de verdade!! Meu coração, agora desperto Une-se a trilogia Um momento só nosso Eu, tu e a magia A Lua que vejo Só faz aumentar o desejo De te ver bem de pertinho Te receber em meus braços Acolher, dar carinho Tirar todo rancor Amor se paga com amor Sem cárcere ou sofridão Tem que ser leve! Trazer conforto e paixão Assim como a noite de Lua Que traz luz a escuridão Assim como sinto tua falta E sempre te guardo em meu coração.

Nascemos ORIGINAIS, e ao longo da vida é difícil não nos tronarmos CÓPIAS... Este será o desafio: Tentar buscar a diferença, curtir o inigualável Superar a criatividade, buscar desafiar-se a cada momento
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Nascemos ORIGINAIS, e ao longo da vida é difícil não nos tronarmos CÓPIAS... Este será o desafio: Tentar buscar a diferença, curtir o inigualável Superar a criatividade, buscar desafiar-se a cada momento Sair do lugar comum, motivar a quem esta ao lado para também fazer melhor e melhor... O caminho mais simples, pode tornar-se o pulo do gato! As mais surpreendentes soluções partem de um mesmo conceito: ACABAR COM UM PROBLEMA ANTIGO, QUE ESTA PRESENTE NA VIDA DE VÁRIAS PESSOAS. Assim surgem os Bill's, os "Steve's" estes são apenas dois exemplos, de pessoas que olharam para a oportunidade e não para dentro de uma caixa vazia. A diferença esta em olhar pela janela e não ficar admirando-se diante do espelho... Faça, busque, brigue, surpreenda!!!! Ou contente-se, e comemore o fato de ser: MAIS UM.

Num tranquito de tarde Mateando com a solidão No silêncio do meu rancho
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Num tranquito de tarde Mateando com a solidão No silêncio do meu rancho Tive a confirmação! O que é bom, nasce pronto... não carece instrução Pealado pela vida Andando sem pai, sem patrão Desde cedo valorizando Os costumes e a tradição! Saber o valor da doma Aos velhos pedir benção Respeitar moça e família Cuidar bem da criação Saltar cedo do poso Aproveitar a ocasião São verdades que o tempo ensina O melhor mestre p'rum peão O tempo passa depressa Sem se importar com lamento Se te prenderes no tento, da verdade e da razão Ou mesmo que vivas em vão Alcaide e desprestigiado Carregamos o mesmo fado Que valha a peleia então! Fica o conselho ... Daquele que já foi moço Sendo Dr. Ou índio grosso O que vale, é a virtude Alma doce ou sistema rude Todos tem algum valor Aos olhos de quem compreende Deixo guardada a semente Pra não fazer sangrador...

Hoje estou triste. Fico triste, somente por crer que na tristeza posso pensar melhor. Minha culpa sempre! Já parto deste princípio; pois minha é a responsabilidade de permitir que ela, a tristeza, entre em meu coração. Sim, eu confio demais... Me entrego demais, participo demais…
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Hoje estou triste. Fico triste, somente por crer que na tristeza posso pensar melhor. Minha culpa sempre! Já parto deste princípio; pois minha é a responsabilidade de permitir que ela, a tristeza, entre em meu coração. Sim, eu confio demais... Me entrego demais, participo demais, me exponho demais; Mas se não fosse assim, talvez não fosse natural, é de minha índole a invasão, e de meu caráter ser permissivo É natural pra mim sofrer por empatia, me envolver por amizade Me importar, mas na maioria das vezes sofro, não por ser enganado, não por descobrir uma traição, não por saber de uma verdade, não por descobrir um sentimento Na maioria das vezes, fico assim quando me convenço de que sabia da verdade mesmo antes dela se mostrar, tinha capacidade cognitiva de perceber a dissimulação no princípio, mas não o fiz... E só não o fiz, por achar que no meio do caminho o mau feito poderia ser remendado, o amor poderia surgir de verdade, o respeito e a amizade poderiam, se eu desse uma oportunidade, se afirmar diante da convivência! Aquele que me dizia respeitar e admirar, sabendo eu, que não vira do coração, quem sabe, tendo oportunidade de me conhecer pudesse sim arrepender-se de um dia tripudiar de minha lealdade; Aquela que um dia me olhou nos olhos e disse que seria pra sempre, mesmo sabendo eu, que pra sempre dura muito... Eu sofro mais, não pela maldade pura e simples, não pela verdade dita com convicção, não pelo confronto direto, não pela ofensa!! Sofro com a mão escondida, fico triste por querer acreditar na bondade e no amor alheio, fico triste por muitos falsos sentimentos, pela falta de coragem do enfrentamento daqueles que discordam... Fico triste com as contracapas que escondem o verdadeiro interesse, e fico mais triste ainda: Quando fico triste, sabendo que estou sendo enganado. Queria saber em quem acreditar, queria um banho de verdade!

Lobo. Rendo-te meu respeito! mau fadado amigo... Por tua audácia e bravura, aos fracos cabe: unir-sem, aos cordeiros.
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Lobo. Rendo-te meu respeito! mau fadado amigo... Por tua audácia e bravura, aos fracos cabe: unir-sem, aos cordeiros. Defendendo um interessante conceito de que fraqueza, temeridade e angústia são as virtudes do bom. Nada!!!!! Em tua defesa, não necessitas de mim... Tua existência, tua co-existência com teus pares fala mais alto! O respeito pela força: Sim!! tu ensinas... mas vai além, muito além Quando provas em teu universo, que tens a consciência de que SOZINHO: enfraquece! SOZINHO: estará, ainda que vivo - Jamais completo! Sabes o valor de teus parentes, e a cada um demandas função única, de acordo com seu potencial, cada qual em sua trincheira Fazendo o todo funcionar. Cada um, em seu papel: simples, mas fundamental... Aprendo contigo, a CAÇAR meus sonhos Respeitando quem esta a meu lado; Impondo-me a quem me tenta bloquear; Sabendo que existirão momentos sim, em que a balburdia, a corrida e a sensação de derrota virá! Entendendo que em algumas vezes a preza levará vantagem Mas que meu conjunto se reorganizará. Reagrupando-se para uma nova investida, mais maduro! Ensina-me a entender que cada um é vital, até mesmo os mais fracos. A respeitar as limitações, mas sempre incentivá-los a me desafiar! A união de tua matilha me serve de norte, teu olhar me traz inspiração. E tua vitória me ajuda a decidir de que lado estou...