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Frase de Rafael Chiobatto

Saudade!?! Ah mas quantas?... quantas vezes, me pego de lápis na mão, buscando parceiras pra esta bandida! Ou só de pensamento em punho, divagando com ela? Ta bom, nem sempre bandida! Mas hoje assim: sem rima, sem frase sonada! Só não abro mão da vírgula pra falar sobre saudade! 3 segundos sempre é tempo pra pensar se vale a pena escrever... ainda mais sobre saudade!! Saudade é boa, e vale a pena: quando a gente lembra do gosto, bem simples: Saudades de beijos, de algum olhar... saudade de alguns que se foram sem se despedir, saudade de bichos! Saudade de bolacha vênus da padaria continental (coisa de Bageense); saudade do jogo de botão, bater bola no meio da rua, os papos de calçada na frente de casa altas horas no verão; saudade do colo da vó; saudade de bronca de mãe, se é jovem! acredite: Um dia vai sentir saudade até disso!! Sentimento que sempre rende umas linhas, e muitos pensamentos. Parceira fiel, dos mates solitários, aqueles que a gente ceva em cuia pequena... água direto da chaleira, e de preferência, aquecida em fogão a lenha! Companheira e algoz, me preenche... mas por vezes me esvazia também. Sentir saudade, é coisa de quem vive! Dizem ser a curiosidade a mãe da evolução, mas a saudade por certo é a madrasta, ao tentar substituir a saudade da sensação da descoberta é que se busca novos desafios... Vaidade! prima comum da saudade e do orgulho. Saudade boa, é quando dói! se não é só falta... Saudade intelectual, saudade de ter pensado daquele jeito, de ter tido uma atitude bacana, de ter pertencido a um clã. Saudade de algumas velhas roupas. De algumas coisas, que pensei terem sido gravadas com fogo, sinto saudade é de sentir saudade... pois sequer lembro do cheiro. Achei que doeria pra sempre, e no caminho descobri que pra sempre... é tempo pra caramba!!! E o tempo só não apaga o que foi escrito na alma, rascunhos na mente: são facilmente soprados. Saudade!! este texto só termina quando o grafite da vida acabar... e se tudo der certo, alguém ha de continuar. Agora já é bem tarde, vou dormir... cheio de saudades de pensar.

Rafael Chiobatto

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Ao invéz de encarar com seriedade; Prefiro um olhar sereno e com infantilidade. Aos vários tons de cinza que me apresentam Trago-lhes Carlos Drumond de Andrade... Sempre ao engôdo, prefiro a verdade. Somente no amor, uma gota, apenas uma Da mais inocente maldade.

Vou me largar pra fronteira! Sentir o cheiro do que é meu. Recarregar minha guaiaca de "grussuras"
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Vou me largar pra fronteira! Sentir o cheiro do que é meu. Recarregar minha guaiaca de "grussuras" E matar a saudade de quem sou eu! Quando volto pra querência; Sinto de novo a essência, Daquilo que já fui. Lembro até da minha fala, Pausada, e misturada. Com palavras dos paisanos Que trazem os orelhanos, Embaralhando, versos pampeanos Com cúmbias, em ritual. Me sinto de novo bagual; Como se nunca tivesse o buçal Da cidade, me domado. O minuano é meu regalo, Por ter voltado pra casa. Assobiando uma vaneira; Trazendo o cheiro de chirca Que guardarei pra mais uma temporada Sem voltar pra minha morada Perdido pelo mundão... Lembro dos tempos de liberdade Uma cachorrada barbaridade Que eu mantinha de esquadrão Pitoco, bolinha, bocão! Eram todos batizados... Cada um com servidão: Uns pra mulita, outros de ratão Tava sempre preparado O meu fiel batalhão. Saia de manhã lá pro morro da antena Passava o dia inventando peleias E lidas que de verdade, só tinha os "grito" No mais, era coisa de piazito Que não tinha ocupação... Só em dia de vento que não! Vento quente, que embaraça os cabelo Te resguarda e cuida o pelo; Que hoje é dia de cruzeira! Me dizia a conselheira, A velha vó, missioneira; Que de tudo tinha formação. Podia perguntar sem receio! Na tampa e sem floreio Ela vinha com a verdade, De tudo sabia a utilidade; E pra cada pergunta, Uma explicação! De engenheiro e doutor De peão a vagabundo, Ela tinha o mesmo segundo, pra avaliar o valor... Pra tudo isto que retorno, De tempo em tempo a resgatar Vou buscar aquele piá Que um dia sonhador, pensou em ser "viajador" E agora vive pra sonhar... Mas preciso sempre lembrar; Que tenho um poso, neste lugar. Onde sou: aquilo que sou.

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Notívagos! Aqueles que preferem viver a noite... Sim, noturnos criadores irreverentes; Qual vampiros, sedutores inerentes Nas madrugadas ouvindo sonhos. Transfigurando desejos obscuros Em seus sambas e cordéis; Versos e prosas em papéis Que por vezes ficam na mesa De um boteco, abandonados. O que mais vale é o pensado! Ter vivido ou inspirado Isso sim que é viver, Boêmia, direito de ser Daqueles que vagam a noite. Ganhando mais espinhos e açoite Do que lírios, a colher.

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Que no novo ano, tenhamos mais esperança em nós mesmos! que não seja um ano diferente, que diferente sejamos nós diante dos dias que surgirem; diante dos desafios e até mesmo diante das trivialidades! triste daquele que não tem sonhos e que espera que as coisas mudem de fora pra dentro! que as mudanças comessem!! de mim para o mundo...