A Essência da Hipocrisia Canta a voz amarga, rasgando a ilusão, Dos campos sombrios de um chão corrompido,
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A Essência da Hipocrisia Canta a voz amarga, rasgando a ilusão, Dos campos sombrios de um chão corrompido, Onde a lama é trono, em negra ascensão, E o poder se vende ao mais atrevido. São caçadores de luzes vazias, Artistas do engodo, da falsa glória, Tecem com jactância suas vilanias, E maculam a pátria com má memória. Carrapatos vorazes, sugam a vida, Em fisiologismo pútrido e vil; Tergiversam em trama torpe e fingida, Erguendo um império de escárnio febril. Aloprados em tronos de tirania, Boçais que governam com mão opressora, Desalmados que abusam da democracia, Transfigurando a lei que outrora consola. Prevaricam, usurpam, em podridão, Onde a dignidade jaz enterrada, Fraude e mentira moldam a nação, Por mãos imorais, brutalizadas. Mas mesmo no caos que a ética rasga, Ergue-se ainda o brado de integridade; Valores inegociáveis brilham, Contra a ferrugem que o mundo invade. Pois no oceano da fome e da dor, No mar de corrupção corrosiva, A utopia resiste, clama amor, E a esperança jamais se esquiva.