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Frases de poetanonimo

41 frases

Apenas teu semblante é capaz De arder tudo aqui dentro É uma fagulha enfraquecida
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Apenas teu semblante é capaz De arder tudo aqui dentro É uma fagulha enfraquecida Que logo torna-se chama É uma dor que vem e se enraíza É um amor que gosto de sentir Mas ao mesmo tempo quero esquecer Queria abster-me de sentir, Assim não sentiria falta de você

Serve-se do vinho tinto a verdade Naquela noite o amor até então existia O que acreditávamos não existir
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Serve-se do vinho tinto a verdade Naquela noite o amor até então existia O que acreditávamos não existir Na tua penumbra acabava por ser oculto Até então tudo estava bem O relógio avançou o tempo A embriaguez bebeu do meu corpo Assim pude ver além do teu semblante nu Pois atrás de sombras bruxuleantes Alimentavas o diabo com aparências Dei-me conta do mal que tua alma afugentava E utilizei-me da morte para envenenar a mais ancestral das perdições humanas: teus úmidos lábios cor de cereja Que agora estão secos e pálidos Tragando aos poucos o que me levará à morte No quarto escuro, berço dos mais profundos desejos, A cena do crime ainda se faz presente O odor cadavérico traz lembranças do amor que outrora senti Hoje, sinto apenas ódio e desgosto Quebrei todos os espelhos em minha casa Pois tenho medo de acidentalmente refletir nele não a minha imagem, mas sim a do próprio diabo

Em todas as noites com ela, eu pedia em meio ao frio cortante: ''Por favor, me dê amor,
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Em todas as noites com ela, eu pedia em meio ao frio cortante: ''Por favor, me dê amor, ou por favor, me dê ao menos um amor para eu amar, um amor para eu não chorar, um abraço com o teu calor, uma chuva que não traga dor'' Mas como todas as noites, ela deixava-me apenas a contemplar as estrelas e o luar deixando o silêncio por nós falar Foi em julho, onde tudo foi diferente ela abandonou-me diante dos corpos celestes, que aos poucos em trevas se tornavam E o meu interior, sangrando de solidão Morreu de amor em meio a escuridão

Tu foste como um sonho da mais inocente mocidade Um devaneio que eu acreditava ser eterno
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Tu foste como um sonho da mais inocente mocidade Um devaneio que eu acreditava ser eterno em meio ao caos da rotina por mim versada Um amor que poderia afastar a tristeza que nossa alma traga Crer que tu afastaste a morte de mim é agora um fato digno de escárnio Visto que com o mais leve frescor Tu criaste asas para voar além da vida Arruinado mais uma ilusão em ardor De uma infeliz juventude agora finda

Cálida pelas estrelas pairando no ar A noite caíra tímida como a chama que acaba por ser fagulha A paisagem noturna, nos olhos dela brilhava
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Cálida pelas estrelas pairando no ar A noite caíra tímida como a chama que acaba por ser fagulha A paisagem noturna, nos olhos dela brilhava Nos meus, a imagem dela bastava Deitados sobre a relva parecia que o mundo não era nada além do que víamos Mas na verdade, nada do que víamos era o mundo Pensamos que sabemos o que somos Então falei o que eu pensava ser Mas ela não falou Ela sabia que não éramos o que acreditávamos ser O silêncio veio então a sobrepor as palavras E os mistérios que aquela noite nos apresentava Estavam sendo enterrados em túmulos onde tudo tinha um fim Aos poucos a solidão foi ocupando tudo ao nosso redor Deixando a sensação de que éramos desconhecidos Pois sabemos que o desconhecido tem sentido E sentido, é o que sempre buscamos em um mundo onde tudo está nos engolindo

Se tu derramaste uma lágrima chamarias qualquer medíocre sentimento de amor puro e intenso
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Se tu derramaste uma lágrima chamarias qualquer medíocre sentimento de amor puro e intenso Mas como o olhar não fantasia a existência Afrontaria-te a fim de revelar a perversão contida em teus olhos E testemunhar o amor os deixando cada vez mais Mas não sabia que te amava tanto a ponto de meu coração partido nunca mais retornar à vida Eu olhava teus olhos quando o amor me deixou para morrer

Quando vou dormir, tento não pensar em ti Mas quando a noite ocupa tudo ao meu redor Um turbilhão de pensamentos são libertos
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Quando vou dormir, tento não pensar em ti Mas quando a noite ocupa tudo ao meu redor Um turbilhão de pensamentos são libertos Fazendo-me lembrar que a obscuridade É apenas mais um empecilho que crio Para poder procurar você quando estou perdido Nessa linda escuridão que tenho vivido

As noites vividas do ócio e da poesia, são agora lembranças distantes de quietude Pelo tempo, todas foram consumidas
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As noites vividas do ócio e da poesia, são agora lembranças distantes de quietude Pelo tempo, todas foram consumidas Quando ela surgiu e logo partiu em minha vida Deixando um vazio imenso em meu peito Hoje não viverei mais da noite Hoje a noite há de me viver Preencha-me dos mais profundos mistérios Para que eu fique cego das estrelas E não do amor que ainda sinto por ela

O inverno chega E eu ainda não me esqueci de você Quando sento ao seu lado no frio agoniante
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O inverno chega E eu ainda não me esqueci de você Quando sento ao seu lado no frio agoniante Acabo por remoer memórias já enterradas E construo túmulos no formato de casas Para abrigá-las novamente junto de ti Pergunto a mim mesmo se temo a morte Como você temia a deus e ao ser humano A primavera chega Trazendo consigo a esperança Sentei na beirada do trem E abri buracos em minha cabeça Todo o conteúdo do meu cérebro se espalha Por favor, dê isso a ela E tire-a desse sono que não acaba Para que ela possa ter mais um dia ao meu lado

Ah! Meu coração hipócrita! Que finge não amar, mas ama E quando o luar acende em chama
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Ah! Meu coração hipócrita! Que finge não amar, mas ama E quando o luar acende em chama de nostalgia banha a lembrança de quando ainda estava presente Meu desejo por ti é crescente Minha poesia, repleta de saudade Meu declamar, em pranto arde Deixe-me experimentar a suavidade contida em teus puros lábios Diga-me que em teu peito existo Faça-me crer que ainda vais sentir minha existência Da maneira que sinto tua ausência Ah! Meu coração hipócrita! Que finge não sofrer, mas sofre