Frase de poetanonimo
Serve-se do vinho tinto a verdade Naquela noite o amor até então existia O que acreditávamos não existir Na tua penumbra acabava por ser oculto Até então tudo estava bem O relógio avançou o tempo A embriaguez bebeu do meu corpo Assim pude ver além do teu semblante nu Pois atrás de sombras bruxuleantes Alimentavas o diabo com aparências Dei-me conta do mal que tua alma afugentava E utilizei-me da morte para envenenar a mais ancestral das perdições humanas: teus úmidos lábios cor de cereja Que agora estão secos e pálidos Tragando aos poucos o que me levará à morte No quarto escuro, berço dos mais profundos desejos, A cena do crime ainda se faz presente O odor cadavérico traz lembranças do amor que outrora senti Hoje, sinto apenas ódio e desgosto Quebrei todos os espelhos em minha casa Pois tenho medo de acidentalmente refletir nele não a minha imagem, mas sim a do próprio diabo
No pensador.ai desde