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Frases de Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL

666 frases

Quando a saudade aparece O tempo no tempo regressa A dor no peito feri em prece
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Quando a saudade aparece O tempo no tempo regressa A dor no peito feri em prece Misericórdia, vira promessa Luciano Spagnol Cerrado goiano

Saudade em silêncio Hoje a celebração é em lembrança Da tua lacuna, forte é sua presença
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Saudade em silêncio Hoje a celebração é em lembrança Da tua lacuna, forte é sua presença Que no peito enflora em dor, lança Que atravessa o amor, em sentença Sinto falta neste silêncio, da aliança Interrompida. Que a saudade lamenta Reza, medita, e na fé, firme é a fiança Pois, afeto de mãe não morre, ausenta! Luciano Spagnol Cerrado goiano

SONETOS PERVERSOS Enquanto escrevo meus silêncios, mastigo as angústias que esmoam os meus versos
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SONETOS PERVERSOS Enquanto escrevo meus silêncios, mastigo as angústias que esmoam os meus versos desnudando cada face dos meus anversos em espavento diversos e um tanto ambíguo Traz paz e inquietação, e alguns reversos camuflando a escuridão num manto amigo criando uma solidão que conversa comigo dos penares e ledices no viver dispersos A poesia enflora e a ela o prazer bendigo no ermo do âmago, dos sonhos submersos e assim, vou metamorfoseado num abrigo E nesta tal plenitude dos meus universos a quietude em constância como castigo feri a lira do poeta em sonetos perversos Luciano Spagnol Julho de 2016 Cerrado goiano

SONETO PRO SONETO Caro soneto, de refúgio confortante Que traz na trama a rama do agrado
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SONETO PRO SONETO Caro soneto, de refúgio confortante Que traz na trama a rama do agrado À lágrima, que na face tenha deslizado Em dor ou ventura, por algum instante A minha reverência o meu obrigado Por tua canção com emoção vibrante Que canta e encanta a todo o instante Aos olhos leitores, ao belo consagrado És acordes de fascinação em harmonia Nas rimas a estima duma tal sabedoria Que acolhe, afaga e nunca és obsoleto Pois, em tua imortalidade, imortalizam Os sonhos, os devaneios, que deslizam Da alma, desembocando em ti: SONETO Luciano Spagnol Julho de 2016 Cerrado goiano

SONETO SOLENE Memorar. Um ano. Que importa o ano? Talvez somente para lembrar os suspiros de tua ida
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SONETO SOLENE Memorar. Um ano. Que importa o ano? Talvez somente para lembrar os suspiros de tua ida do silêncio invasor na casa após a tua partida pra morte, igual, desfolho outonal em palidez Fatal e transitório, a nossa viveza é vencida pelo sopro funesto, ao sentimento a viuvez. Julho, agosto, setembro, vai-se mês a mês ano a ano e outro ano a recordação parida Da saudade filial, que dói numa dor doída de renovação amarga e de vil insipidez que renasce na gelada ausência sofrida No continuar, o vazio, traz pra alma nudez chorada na recordação jamais esquecida... Neste soneto solene: - a bênção outra vez! Luciano Spagnol julho, 2016 Cerrado goiano Um ano de morte de meu pai.

CARRO DE BOIS A lembrar do amor, nesta tarde invernada numa longa distância de mim, está você
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CARRO DE BOIS A lembrar do amor, nesta tarde invernada numa longa distância de mim, está você que faz o poetar vazio, sem te esquecer no dia cinzento, no cerrado, sem nada Vindo na estrada, o carro de bois, a ranger tal plangor em harmoniosa lenta jornada rangendo suspiros, gritando saraivada ao coração, que põe a recordação a doer E nestes uivos gementes, nesta cruzada meu pesar sente, tua falta no meu viver na tarde poente, com magoa adornada O carreiro segui, aqui eu vou permanecer lamuriando a solidão na saudade sediada na alma, qual carro de bois, no seu gemer Luciano Spagnol 07 de julho, 2016 Cerrado goiano

SONETO DE POUCA FÉ Oh! Alma conturbada, assim desolada É tão pouca a tua fé, oh filho ingrato
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SONETO DE POUCA FÉ Oh! Alma conturbada, assim desolada É tão pouca a tua fé, oh filho ingrato Prende-te à esperança, sejas sensato E a confiança em Deus, onde guarda? Ele te assiste, te olha dos Céus, é fato! Com paternidade impávida, e iluminada Jamais cansa ou desiste, nunca é nada De amor estoico, âncora, firme vicariato Porque assim, me cambaleia, na morada Nele tudo se alcança, é afeto imediato Inteiro, como na morte, é terna estrada Paladino de lança em riste, superiorato Não fiques assim triste, ouça a chamada Deus te clama, no conflito, Ele é exato! Luciano Spagnol 06 de junho, 2016 Cerrado goiano

PAIXÃO E AMOR A paixão arde, assim, nos inflama O coração acelera, sem correr
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PAIXÃO E AMOR A paixão arde, assim, nos inflama O coração acelera, sem correr Os dias viram nosso bom viver No amor, arauto que proclama Se é apaixonado, tudo é só prazer O tempo conspira pra quem ama A harmonia na alma se derrama É querer ser, e o sentir é querer O silêncio fala, espanta o drama E renovo é sempre o amanhecer A paixão no amor torna-se dama Nos porquês, desenredar é acolher Pois a satisfação torna-se panorama Paixão e amor, é sempre bom ter... Luciano Spagnol Julho de 2016 Cerrado goiano

ERROS Meus erros, o fado e seus enganos Má ventura, estão no meu legado
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ERROS Meus erros, o fado e seus enganos Má ventura, estão no meu legado Numa perdição, no destino calado Onde a sorte, bastava, ser planos E na dor, as lágrimas, estive culpado Tentei no querer, ter bons atos ufanos Mas a vida, no acaso, teve olhos tiranos E neste infortúnio cascalhou o passado Errei todo o traçado dos meus anos Cosi do avesso ao invés de adornado Os valimentos os concederei profanos Na admiração não tive o tal agrado Os amores, sobejaram os insanos E agora na rudeza eu sou castigado Luciano Spagnol Julho de 2016 Cerrado goiano

SONETO NA MADRUGADA FRIA Madrugada fria, no cerrado, lua no céu Confidente, luzente, criando imaginação
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SONETO NA MADRUGADA FRIA Madrugada fria, no cerrado, lua no céu Confidente, luzente, criando imaginação Que faz do vazio, menestrel desta solidão Nostálgica, que rascunha pesar no papel Com duas estrelas ali caídas ao chão Uma pulsando a saudade ao peito fiel A outra querendo memorar feliz cordel E assim, as duas, ditando a sua versão Então, nas linhas, somente verso infiel Chorando dos dedos, suspiros em vão Já no tempo, perdidos, em veloz tropel Oh, madrugada fria, consinta a emoção Sair desta letargia de estar aqui ao léu E dê ao versejar doce e leve inspiração Luciano Spagnol Julho de 2016 Cerrado goiano