Frase de Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL
SONETO SOLENE Memorar. Um ano. Que importa o ano? Talvez somente para lembrar os suspiros de tua ida do silêncio invasor na casa após a tua partida pra morte, igual, desfolho outonal em palidez Fatal e transitório, a nossa viveza é vencida pelo sopro funesto, ao sentimento a viuvez. Julho, agosto, setembro, vai-se mês a mês ano a ano e outro ano a recordação parida Da saudade filial, que dói numa dor doída de renovação amarga e de vil insipidez que renasce na gelada ausência sofrida No continuar, o vazio, traz pra alma nudez chorada na recordação jamais esquecida... Neste soneto solene: - a bênção outra vez! Luciano Spagnol julho, 2016 Cerrado goiano Um ano de morte de meu pai.
Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL
No pensador.ai desde