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Frases de Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL

666 frases

Exilado A lua me exilou na noite solitária Me jogando em um isolamento
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Exilado A lua me exilou na noite solitária Me jogando em um isolamento Onde a alma se sente precária No ter e não ter o sentimento O que alegra, fascina, motiva Que traz sentido e movimento Sem que se tenha expectativa Pois o amor não é sofrimento Nem exílio, é afeto, iniciativa © Luciano Spagnol poeta do cerrado Cerrado goiano

LONGE DE TI (soneto) Longe de ti, se lembro, porventura Do teu olhar, que outrora me fitava
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LONGE DE TI (soneto) Longe de ti, se lembro, porventura Do teu olhar, que outrora me fitava O teu afago na sede é de só tortura E ter-te agora da saudade é escrava Tal aquele, que, escuta e murmura O teu cheiro, que a poesia escava Já uma sorte maviosa e tão pura Tristemente, a expectativa forjava Porque a inspiração tem seu nome Nos versos com a parva alma calada Cuja a recordação só me consome E como o desejo assim não quisera O destino riscou uma penosa cilada E aqui, ainda, o meu amor te espera! © Luciano Spagnol poeta do cerrado Outubro de 2018 Cerrado goiano Olavobilaquiando

DENTRO DA NOITE (soneto) A luz da lua no quarto me banha No canto do sonho a noite palpita
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DENTRO DA NOITE (soneto) A luz da lua no quarto me banha No canto do sonho a noite palpita As estrelas, no céu no breu agita O silêncio na escuridão entranha O cerrado se cala, a treva vomita Quimeras na imaginação, manha No ouvido e no olhar, e barganha Com as ilusões, vestida de chita E a sombra continua a jornada Como que, o sossego que canta A caminho da alta madrugada... Baralha, mistura na cor prateada Encantada, que então se agiganta Dentro da noite, a lua enamorada © Luciano Spagnol poeta do cerrado Outubro de 2018 Cerrado goiano Olavobilaquiando

PER VIVERE DI NUOVO (soneto) Se aos iguais pesares me convidas Com as mesmas dores dilacerantes
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PER VIVERE DI NUOVO (soneto) Se aos iguais pesares me convidas Com as mesmas dores dilacerantes Para mim saudosar pelas horas idas Na lembrança de tempos vibrantes Não me digas nada! Já são perdidas As recordações. Ilusões dissonantes Desvanecidas pelas outroras vidas E à emoção, outras razões de antes “Per vivere di nuovo”, - o que importa! Desatrele do passado… - vida nova! Pois a nossa estória já trancou a porta Amei-te! Mais que os amores tantos E se apartado, resta está única trova Não mais por ti evocarei meus prantos... © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro de 2018 Cerrado goiano Olavobilaquiando

CERRADO EM PRECE (soneto) Cerrado é a candura do tardar do dia Quando a poesia dos sinos, em trova
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CERRADO EM PRECE (soneto) Cerrado é a candura do tardar do dia Quando a poesia dos sinos, em trova Choram o clamor do donzel ave maria Canonizando ao encanto a boa nova O sertão de alma sempre em prova De messe varia no chão em teimosia Toda a glória, resignação que renova Do sereno à sequidão que então ardia Da tua fulgência aos olhares é certo Tua imensidão nos faz tão pequeninos Céu de estrelas, em divinos pirilampos E em uma prece a Deus Pai, decerto Enaltecemos. Estes júbilos tão divinos Da pluralidade de seus remotos campos © Luciano Spagnol poeta do cerrado Outubro, 14 de 2018 Cerrado goiano

MATER (soneto) Como quisesse voltar a poder outrora Aos tratos maternais, carinhos tais,
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MATER (soneto) Como quisesse voltar a poder outrora Aos tratos maternais, carinhos tais, Suspensos, e eu sentado no cais, Da desdita, vendo a saudade a fora. Abriu as asas e partiu pra jamais Reaver. Longe céus, perto agora, A dor na recordação então chora, Chora e chora, muito, mais e mais. E logo, o pesar então poeta aturdido, A condolência saudosa de carinho, Ímpar, mãe, eterna doce habitação. E por um largo espaço andei perdido, No capricho de ter de novo o ninho, Ver-te, e tomar-te a divinal benção! © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2018, agosto Cerrado goiano Olavobilaquiando

A VOZ DA POESIA (soneto) Em uma imaginação onusta e calada Refúgio ignoto e sacro da inspiração
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A VOZ DA POESIA (soneto) Em uma imaginação onusta e calada Refúgio ignoto e sacro da inspiração A ampla magia da ilusão em sedução Sangra o verbo de uma agrura velada E quando a privação se faz desvairada Se embebe às vezes de total solidão Dela rompe uma voz, arcana, um tufão Que murmura quimeras entrecortada É a voz da poesia, que, assim falando Na audição da criação em manuscritos Narra as histórias dos distintos causos E traz com eles, atuardas e infando Amores sumidos, sucedidos aflitos Vendavais de sensações e ausos... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2019, 05 de fevereiro Cerrado goiano Olavobilaquiando

A UM TRISTE (soneto) O meu destino é talvez a do azar Jurando as venturas... de maneira
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A UM TRISTE (soneto) O meu destino é talvez a do azar Jurando as venturas... de maneira Que com o acaso se possa sonhar. Vidas de má sorte várias, herdeira! Outros êxitos talvez já pude gastar Fui, um aventureiro na tranqueira Do fado. E infausto agora a chorar Ou pesado no sortilégio, na beira... É brado num temor sem tamanho Num luto da felicidade: permitidos Mártir na dor, um desígnio estranho Por isso, lamento aflição e pranto Sentimentos dos heróis vencidos. E com a alma cartada no recanto... © Luciano Spagnol poeta do cerrado Outubro, 2018 Cerrado goiano Olavobilaquiando

TALVEZ ILUSÃO, QUANDO SENTI (soneto) Talvez ilusão, quando senti, mas sentia Que, ao desânimo da alma nela enleada
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TALVEZ ILUSÃO, QUANDO SENTI (soneto) Talvez ilusão, quando senti, mas sentia Que, ao desânimo da alma nela enleada Entre a dor, o fôlego, pelos poros subia Numa preamar de esperança prateada E eu a via no olhar, olhava-a... Ferroada Assim em cada raio, aí então eu resistia E construía degraus nesta dura escada Mesmo que se risco corria... ou se feria... Tu, alegria sagrada! E também, capital Sede das sedes!... que venha por nós Tal reticências, e não como ponto final E, ó desejada! E tão buscada, aporte Como um emaranhado de um retrós Súbito. Vi que rompe na medida sorte! © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro de 2018 Cerrado goiano Olavobilaquiando

OCASIÃO (soneto) A coerência lá se foi tão espantada por um tropel de vândalos da rudeza
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OCASIÃO (soneto) A coerência lá se foi tão espantada por um tropel de vândalos da rudeza E mesmo o depois de tanta clareza quedam robóticos, sem mais nada... No escarcéu disperso, contos de fada O veras, sem exatidão, e sem defesa expõe toda a burrice e a estranheza do revelado na dada outra jornada... Sobra “Inania verba”, nenhum intento ao mourejar hercúleo do lhano cidadão. Indiferentes, só importa o seu contento! Mas não é meu. Se afasta da tal meta de parceiro, de irmão, fazer a ocasião Cria-se curvas, e não a essencial reta... © Luciano Spagnol poeta do cerrado Outubro de 2018 Cerrado goiano Olavobilaquiando

OLHO-TE: (soneto) Olho-te - o espanto de meus olhos salta - Da tua boca o beijo num delicado cheiro
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OLHO-TE: (soneto) Olho-te - o espanto de meus olhos salta - Da tua boca o beijo num delicado cheiro De tuas mãos aquele cuidado prazenteiro Tudo de tua poesia sinto uma grande falta Toda a nossa estória: - aqui nesta pauta Do meu primeiro: - olá, o nosso primeiro Encontro; - me completando por inteiro Tudo neste poema é som de doce flauta Sinto o palpitar no peito não mais calado Quanto mais escrevo, mais de te anseio Mas olho-te, em ti o meu destino amado Ouço nas lembranças cada tal passeio Cada sorriso, sempre aqui ao meu lado Incitando comigo cada desejo que freio © Luciano Spagnol poeta do cerrado Fevereiro de 2019 cerrado goiano, 05'20" Olavobilaquiando

CRIAÇÃO (soneto) Há no amor um tempo certo de se firmar, que é o momento de plenitude e bendito:
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CRIAÇÃO (soneto) Há no amor um tempo certo de se firmar, que é o momento de plenitude e bendito: as almas são de uma total grandeza ímpar, e onde, os dois corpos, poetam no infinito. Tudo é um êxtase no peito a proclamar, de força e surpresa, a um coração aflito; acesa, mãos tremulas, se põe a celebrar, num vagido, eclodindo num gentil grito. Rasga-se em luz o olhar dos amantes; cada gesto a carícia em plena euforia, e o tempo, estaciona em cada abraço. Porque, entre cada gesto refrescante, brota todo o Universo, em doce alegria, acalmando o dia, dos beijos em rijo laço... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 05/04/2018 São Paulo Olavobilaquiando

CHOVE... (soneto) Chove... que sussurro no humedecido Cerrado molhado. O cheiro se enleva
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CHOVE... (soneto) Chove... que sussurro no humedecido Cerrado molhado. O cheiro se enleva Em nubladas nuvens, o temporal leva O dia, perfumado, no chão lânguido É a poesia! Palpita a vida num alarido E nos meus versos a saudade eleva Na chuva, e que vai caindo em treva A melancolia de este tempo chovido Chuva, lá fora, cá dentro um roteiro De solidão. Encharcando a emoção Doudejante, em um silêncio inteiro Entre os tortos galhos nus, troveja E a enxurrada numa doce canção De um latente gotejar, a terra beija... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2018, 9 de novembro Cerrado goiano Olavobilaquiando

CORAÇÃO EM PASSAS (soneto) Ah! quem há de poetar, saudade penosa e tirana O que na emoção cala, e o versar não escreve?
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CORAÇÃO EM PASSAS (soneto) Ah! quem há de poetar, saudade penosa e tirana O que na emoção cala, e o versar não escreve? - Range, doí, pregada na lembrança, e, em greve Sente, em amargos no peito, o que era soberana O coração em passas, e é um redemoinho fulana Em explosão, fria e grossa, e ao enamorado deve E ao olhar desalentado asfixia o pensamento leve Que, paz e harmonia, saem em ignota caravana... Quem o verso alcançara pra a rima desta solidão? Ai! quem há de amenizar, assim torna-la tão breve... Se infinito é o silencio; E o vazio então agiganta? E os lábios secam. E o olhar chora. Tudo em vão? E a sensação se refugia num sepulcro de neve? E então as trovas de amor esvaem na garganta? © Luciano Spagnol poeta do cerrado 12 de março de 2019 Cerrado goiano Um dia depois. Olavobilaquiando

AURORA NO CERRADO (soneto) Admirar-te enlevado na tua hora És parida no horizonte do cerrado
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AURORA NO CERRADO (soneto) Admirar-te enlevado na tua hora És parida no horizonte do cerrado És tu oh virginal e formosa aurora Silenciosa no céu titã e encarnado Entre nuvens forasteiras, senhora Alavam-me pensamentos tão alado Na áurea nascente que me aflora Anuindo devaneio pro encantado Num arpejo de harpa por ti sonora Aos olhos, num observar alumiado Surgis em glórias e sem penhora E a emoção neste plural batizado Saúda, pois ufanar lhe é anáfora No teu fulgor angelical pavonado © Luciano Spagnol Poeta do cerrado 2017, 17/05, 04'35" Cerrado goiano

ATO (soneto) A felicidade que ventura, ao teu lado Juntinho, no bem que a sentir me vejo
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ATO (soneto) A felicidade que ventura, ao teu lado Juntinho, no bem que a sentir me vejo Basta neste simples afeto e sagrado Com que nos sonhos aqui eu solfejo. Como é bom saber que estou amado Que neste desejo do teu amor, desejo Poder estar nos teus laços, acordado E assim cercado no teu adusto beijo. Ter-te nos abraços que me consomem Delicada sensação duma doce beleza Não há prazer maior do que te amar. E mais eleva a paixão de um homem Ter emoção no olhar, olhar de pureza Que deixa o coração sempre a desejar. © Luciano Spagnol poeta do cerrado 03/06/2019 São Paulo, SP Olavobilaquiando

Tenho ainda uma poesia vazia Tenho ainda uma poesia vazia e branca na inspiração:
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Tenho ainda uma poesia vazia Tenho ainda uma poesia vazia e branca na inspiração: à minha espera tão cheia de quimera de amarras na emoção e me resta melancolia triste comoção que sempre quisera que sempre urgia funesta direção ó tão anca ironia tão seca espera tão vão ilusão pobre coração sem valentia tão mera... Tenho ainda uma poesia vazia... à minha espera! © Luciano Spagnol Poeta do cerrado 2017, julho Cerrado goiano

OS SESSENTA (soneto) Os sessenta anos duma alma inquieta Cabelos brancos, a face vivida, poente
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OS SESSENTA (soneto) Os sessenta anos duma alma inquieta Cabelos brancos, a face vivida, poente Os olhos no qual se trova inteiramente Bagatelas, onde mora a emoção poeta Um sonhador de sentimento profeta De palavras que falam, inda inocente Versos que do peito saem de repente Docemente, em uma parição secreta Uma determinação tão só, tão largada Que o silêncio urge, no invento venta A sorrir, e ou a chorar, lhe é camarada E se na parada se senta, pouco tenta Aquieta, numa má sorte da derrocada. São os encantos de se ter os sessenta...

PROFISSÃO DE FÉ (soneto) Sempre, uma crença mal afamada Vives na letargia, duma farsa matula
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PROFISSÃO DE FÉ (soneto) Sempre, uma crença mal afamada Vives na letargia, duma farsa matula No eco do inferno que ali especula Só a sorte, sem querer mais nada E neste amar que referve e ulula A alma sem sonhos vai na estrada De dores, egoísmos, invejas e gula Devorando a piedade em derrocada E assim, a vida abominanda, chora Implora aos céus por este hórrido Vazio, por um sustento sem demora E nos íncubos e súcubos agarrido A profissão de fé, é que faz a hora Sem que faça ter o crédito iludido. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro de 2018 Cerrado goiano Olavobilaquiando

DELÍRIO (soneto) Descalço, mas pro cerrado não cabe tento Em no teu chão, a total admiração extasia
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DELÍRIO (soneto) Descalço, mas pro cerrado não cabe tento Em no teu chão, a total admiração extasia E, em frêmitos pasmos, o meu olhar dizia: - suntuoso, com todo possível argumento Cantam os jatobás, encantados, ao vento Fremente, os Joãos, Marias... os bóias-fria Vão nos caminhos, cada qual na teimosia Fazendo do dia em um novo nascimento Em suspiros, seriemas, num agudo grito No horizonte se misturam com o infinito Regendo a alma do sertão num frenesi... Neste fazer arrepiar em um doce arpejo Na admiração, a diversidade em cortejo Tudo se cala, ordena o delírio... Obedeci! © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/11/2018, 06’06” Cerrado goiano Olavobilaquiando

UM AMOR (soneto) Foste o amor maior de minha existência, ou talvez o danado... o pior ou o gentio,
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UM AMOR (soneto) Foste o amor maior de minha existência, ou talvez o danado... o pior ou o gentio, glória e tormento, a escuridão e luzidio, contigo fui poesia sem uma reverência! Morreste, e a minha solidão é residência : ardes-me o suspiro, enches-me de vazio, e o meu anseio tem gosto de doce arrepio, e rolo-te no pensamento com insistência. Amor extremo, árvore de insano fruto, foi o tempo, muito mais que só instante por que, feito, eu não vesti o teu luto. Sinto-me o beijo, e no abraço te escuto, triste olhar rútilo! e desejo tão delirante, na ferida saudade deste amor irresoluto. © Luciano Spagnol poeta do cerrado 30 de janeiro, 2019 Cerrado goiano Olavobilaquiando

ÉS O CERRADO COM UM LAMENTO TRISTE (soneto) És o cerrado com um lamento triste escorre o entardecer na melancolia
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ÉS O CERRADO COM UM LAMENTO TRISTE (soneto) És o cerrado com um lamento triste escorre o entardecer na melancolia e tua alma bela no encanto insiste na ilusão tens uma banzar alegria se o gemido dos sons angustiados e desafinados, tonteia o teu ouvido toque com os olhos os feitiços alados deixes o prazer, então, ser nascido Vê que o diverso há sedução, também, e ambos se fazem de encantamento num ordenamento de bem e paz que todos, num, são congraçamento É música sem letra, e afoito audaz uníssono: do feio e do belo vai bem além © Luciano Spagnol poeta do cerrado fevereiro de 2019 cerrado goiano

ASSIM QUISERA EU (soneto) Assim quisera eu, outra sorte Ter o agrado dum amor afora
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ASSIM QUISERA EU (soneto) Assim quisera eu, outra sorte Ter o agrado dum amor afora Sem o silêncio jaz de outrora Onde o eu a alguém importe De sol à lua, da vida à morte O tempo veloz, age: e, agora Se fico ou se vou dali embora Nas asas dum sonho aporte E logo, aquele: o ter podido! Partido na saudade que chora Chapada numa vil recordação Assim, eu, poeto aqui perdido Ideando! Devaneando na hora Saudoso de ti: ignota paixão... © Luciano Spagnol poeta do cerrado Outubro de 2018 Cerrado goiano.