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Frases de Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL

666 frases

Até Logo! Despediu. Assim onde outras coisas estão,
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Até Logo! Despediu. Assim onde outras coisas estão, poisas. O céu tranquilo, silêncio, imensidão. Num caminho sonoro, de toadas e paisagens vai-se em coro, outras miragens... O maestro de batuta na mão regendo o espírito. Ovação! Saudade assim é escrito. É fração do infinito! Amanhece triste o cerrado erudito… © Luciano Spagnol Poeta do cerrado 26 de abril de 2018 despedida ao primo Guilherme Vaz, compositor, músico, maestro.

Vem a tarde, chega à noite valsando em melancolia Onde o vento entre as secas folhas no tardar rodopia E o tempo e saudades no peito se fazem em sinfonia
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Vem a tarde, chega à noite valsando em melancolia Onde o vento entre as secas folhas no tardar rodopia E o tempo e saudades no peito se fazem em sinfonia Pra haver outra tarde, outra noite, haver outro dia... Luciano Spagnol Poeta do cerrado

Gostar Ao falarmos de coração Vem o amor na fila
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Gostar Ao falarmos de coração Vem o amor na fila À frente, logo ali, a paixão E todos sem apostila E nesta expectativa, o par Ah! Quanto desencontro Desafios e bailes a bailar E muito, vários contro Sonhos? Todavia Sem meias medidas, intenso Perder ou ganhar, romaria Num diverso bem denso E nesse avesso, o implexo Onde está o nosso existir E a ceva do nosso plexo Dos prelúdios Lúdicos Do sonhar Do apaixonar Do amar Entornados pelo ar... Assim se vive, assim é gostar. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 07 de abril, 2016 – Cerrado goiano

Cerrado goiano Canta o vento na folha seca Dos galhos ásperos e tortuosos
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Cerrado goiano Canta o vento na folha seca Dos galhos ásperos e tortuosos A flora chora por uma trégua Craquelado em uivos dolorosos É o arqueado doce seco cerrado De campos densos e preciosos Chão goiano irregular e sulcado Povo alado, de serena alma a trovar Este cerrado abarroado, elevado Que o desencanto encanta o poetar © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 09/03/2016, 18'50" – Cerrado goiano

novembro já é novembro, dos ventos o tempo fugaz caminhando
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novembro já é novembro, dos ventos o tempo fugaz caminhando as quimeras em movimentos rodopiando, e que seja brando inflados de sentimentos... as coisas já esquecidas no bolso da promessa que não sejam retorcidas e tão pouco tenha pressa que cure, todas as feridas... há tempo após a existência tenha fé, no nosso Criador mais louvor... mais reverência e assim, mais sal, menos dor afinal, o penúltimo mês do ano que o recebamos com amor e que não sejamos, profano... no coração todo o valor lembranças, sem dano mês de finados, luz, fervor... bem-vindo! - mês 11 do calendário gregoriano chegou novembro, que seja lindo! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 01/11/2019, 05'35"- Cerrado goiano

Minha vida O breve é quem dita a minha vida A vida da minha vida tem vida peculiar
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Minha vida O breve é quem dita a minha vida A vida da minha vida tem vida peculiar Elege chegada, permanência e partida Pulsa na minha vida sem se importar Vive a sorte, independente, sua linha Sem que eu quisesse ou não quisesse, vive A minha vida, sem vida, eu não teria vida minha Não teria arte, dor, suspiros, cor, amor inclusive © Luciano Spagnol – poeta do cerrado Abril de 2016 – Cerrado goiano

AMANHECER (soneto) O sol do cerrado, hoje nasceu no cantinho da página do horizonte, e o vento friorento
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AMANHECER (soneto) O sol do cerrado, hoje nasceu no cantinho da página do horizonte, e o vento friorento opaco, a chiar na fresta, com olhar sedento abraçando o dia e, brindado com remoinho E no cantinho da pauta do céu, momento dum novo alvorecer, engrunhado, mansinho encimando o inverno no sertão torvelinho num ritmo trêmulo, mas cheio de elemento E o coração na janela d'alma observando suspenso nos pensamentos, devaneando enquanto o tempo tingia o olhar de magia Neste amanhecer da vida de sol brando que nasce ali no cantinho, dia formando meus sonhos vão sonhando em romaria... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 2017, junho – Cerrado goiano

SONETO DA ILUSÃO Essa ilusão, moteja, e assim guedelha Que a má sorte do fado se assemelha
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SONETO DA ILUSÃO Essa ilusão, moteja, e assim guedelha Que a má sorte do fado se assemelha Quanta vez procurava a minha desdita Se fazendo doce, quando era maldita Essa ilusão com expectativa e avidez De uma, duas, três, outra e outra vez Onde a minha esperança se saciava Tornou da ventura, a dor... escrava! Essa ilusão, regateira e vil mentirosa Que desabrocha espinho e não rosa Fez ao coração da tristura a sua lei Agora, triste, choro e padeço, quando Vejo o infortúnio assim esboroando Os sonhos que um dia eu sonhei... © Luciano Spagnol poeta do cerrado Janeiro de 2017 Cerrado goiano

Num instante Os anos passam, e se vai o encanto Tal a rapidez nos muros o cipreste
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Num instante Os anos passam, e se vai o encanto Tal a rapidez nos muros o cipreste O olhar de cada velho nos diz tanto Que a velhice de ilusões se veste... Espanto! Mas as almas permanecem com odores Não envelhecem, são cheias de quimeras Se nas poesias as desventuras e dores Também tem as perfumadas primaveras... e os amores! Assim, neste fugaz passado e presente Os sonhos são de todas as realidades Orvalhada com seu sabor ardente De saudade! Lembranças... e saudades! Vorazmente! Uivam os relógios, o tempo brada Agitam-se as horas no horizonte Da vida... torna-se uma escalada Em um implacável desmonte... rumo a eterna morada! © Luciano Spagnol poeta do cerrado 17/07/2019 Cerrado goiano Olavobilaquiando

SONETO "X" Como o talho do punhal numa emoção A perfídia escorre do peito num sofrer
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SONETO "X" Como o talho do punhal numa emoção A perfídia escorre do peito num sofrer Num fio navalhado dentro do coração Que no sentimento se põe a morrer Mora em mim o teu "x", tão mutilação Que o amor não mais pode entender Vida e morte em uma una conjunção Que o meu ser se cansou de ceder Viver a presença e não a solidão, sorte Pois o suporte não se acha pelo chão E tão pouco para paixão é um aporte Então, domine o teu querer, tua ilusão Viva a vida, tão breve, com total porte E tenhas equilíbrio no sôfrego coração © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2017, outubro Cerrado goiano

SER QUEM SOU (soneto) Ora (direis) ser quem sou! Exato. Me perdi no caminho, me achei, no entanto
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SER QUEM SOU (soneto) Ora (direis) ser quem sou! Exato. Me perdi no caminho, me achei, no entanto A cada passo, erro e acerto, vários o relato Vou andando, o atrás se desfez por encanto E o tempo vai passando, veloz, enquanto O pensamento recusa ser apenas um ato Cintila. E, saudoso, o trovar é um pranto Na solidão de ser, em um poetar abstrato Direis agora: Incoerente e louca quimera! Que não quero ser quem sou? Que sentido Pois ser quem sou, deixei de ser o que era... E eu vos direi: Amando o amor sou valeria Pois se amei, o meu afeto não terá partido Assim, pude ouvir e entender minha poesia © Luciano Spagnol poeta do cerrado agosto de 2019 Cerrado goiano Olavobilaquiando