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Frases de Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL

666 frases

Sou alma do cerrado, pé no chão, do triângulo, do chapadão... Pão de queijo com café, fogão de lenha, das vilas ricas, arraiais, sou filho de Araguari, das Gerais... Luciano Spagnol Poeta do cerrado
Coração caipira No meu coração caipira de estuque Olho a vida e abraço com a tradição
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Coração caipira No meu coração caipira de estuque Olho a vida e abraço com a tradição Conto causos, estórias com emoção Pois sou o cheiro caipira deste chão Assim vou, assim sou, sou mineirão Caboclo apreciador de moda de viola Que não vive sua alma presa em gaiola Se esbalda no cerrado e na fazendola Troca o sapato pela botina meia sola Coração caipira, gabola, sem truque... Luciano Spagnol Poeta do cerrado

LEVEZA No derradeiro, se percebe no fado: que a solidão contém partida e vinda
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LEVEZA No derradeiro, se percebe no fado: que a solidão contém partida e vinda as lembranças fitas em laços, atado a lua na solidão tá sempre na berlinda a madrugada não é grande nem pequena que o possível no possível pode ainda que a saudade é frágil como uma pena e que as coisas mais leves, tem cheiro, que a van filosofia prescinda... Luciano Spagnol 2016, dezembro Cerrado goiano

SONETO EM VERSOS Versos! Reversos! Sei lá donde estes universos Partes de mim, pedaços submersos, olhar
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SONETO EM VERSOS Versos! Reversos! Sei lá donde estes universos Partes de mim, pedaços submersos, olhar Ou os vozeados da imaginação a cantarolar Grunhidos complexos dos sonhos diversos Será que são as trovas do amor a soluçar Nos sorrisos, lágrimas, nos momentos adversos... Ou oportunos? Versos!... tão presentes e tão dispersos Porém, sei lá! Será sempre verso a se revelar Dos meus, se são versos, são do coração emersos Desfiados em contos, talvez, ou apenas amar Minha forma de ter os sentimentos extroversos Assim, versos que são versos, estão sempre a desafiar A inspiração, nos anversos, controversos e nos inversos Do poeta, nos bons e perversos atos d'alma a apartar... Luciano Spagnol Dezembro, 2016 Cerrado goiano

JARDIM O jardim na alma é planejado Em projeção de afeto e amor
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JARDIM O jardim na alma é planejado Em projeção de afeto e amor Cada flor e arbusto plantado Por dentro o igual a compor Se assim não for, imaculado Os jardins não vão ter cor E tão pouco um traçado... Brotam estéreis e sem autor! E passear neles é privado... Luciano Spagnol Cerrado goiano 2016, dezembro

ADEUS ANO VELHO Adeus ano velho, expirou a validade Voam esperanças em papel picado
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ADEUS ANO VELHO Adeus ano velho, expirou a validade Voam esperanças em papel picado Brinda presságio de boa verdade O amor flutua querendo ser amado Busca van da chave do tempo, vaidade Lembranças empacotadas no passado O hoje já é ontem, numa total rapidez A vida na estupidez buscando culpado De novo, e novo, o novo, assim outra vez... Luciano Spagnol Dezembro, 2016 00'01" Cerrado goiano

ACASO (soneto) Onde será que o cerrado começa Ou cá termina as minhas miragens
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ACASO (soneto) Onde será que o cerrado começa Ou cá termina as minhas miragens Será a minha ilusão em mensagens Ou o começo do fim que cá cessa? Da saudade fiz pranto e roupagens Dos sonhos viagens que atravessa As quimeras na vida sem promessa Porém, queria era outras paisagens Como no fado o tempo é remessa E na pressa se perde as bagagens Cá fico, e cá minha alma confessa Quem sabe, cá tenha boas aragens Tecendo o sertão no quebra cabeça E o acaso segui pra outras paragens Luciano Spagnol Dezembro, 2016 Cerrado goiano

NO MEU PINHEIRO (soneto) Os verdes galhos do meu pinheiro Ornei com cada nome dum amigo
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NO MEU PINHEIRO (soneto) Os verdes galhos do meu pinheiro Ornei com cada nome dum amigo Assim, num cordão de luz eu digo: - És presente, presente por inteiro Não importa a distância, está comigo Na lembrança, no afeto companheiro No estar fraterno e, muito verdadeiro Aqui no peito em morada, eu testigo Noutros ramos, saudades, num cheiro Das ausências - o céu hoje o seu abrigo "In memorian", - cada momento faceiro Minha árvore de Natal, o amor bendigo Com fé, gratidão, ao coração certeiro... A ti amigo, que na amizade é querido! (Pra cada amigo, um abraço neste cancioneiro...) Luciano Spagnol Poeta do cerrado Cerrado goiano Dezembro, 19, 2016

SONETO DO ALTO DO AMBÃO Do alto do ambão, brada este soneto Do coração, em saudação e de intento:
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SONETO DO ALTO DO AMBÃO Do alto do ambão, brada este soneto Do coração, em saudação e de intento: De saúde, paz e bem, e contentamento No tempo de confraternização e afeto Partilhando ao irmão real sentimento Onde se possa se doar por completo Ser soma em um propósito concreto Amigo e, de zelo como complemento Daqui solenemente um doce prometo Do querer ser mais no menos avarento No nosso humano modelar irrequieto Por fim, o abraço, apreço em advento Num gesto de carinho como objeto... De festejo do amor como bom provento Luciano Spagnol Cerrado goiano Dezembro, 2016

SONETO ORANTE Em teu louvor, Senhor, estes meus versos Aqui a teus pés, minha fé, para cantar-te
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SONETO ORANTE Em teu louvor, Senhor, estes meus versos Aqui a teus pés, minha fé, para cantar-te Neste soneto em rogo, orante... Destarte Aqui as falhas mortais, na prece imersos Humildemente o meu olhar a adorar-te Ó Sacrossanto que reina os universos E põe a margem os corações perversos Os meus erros para ao Teu perdão parte Diz-me o necessário dos maus anversos Pra que possa me redimir em descarte E ter comunhão, caridade n'alma emersos No merecimento do Céu inteiro, fartes Meu coração de paz e bem, dispersos Nas boas ações, e na fé como baluartes (Amém!) Luciano Spagnol Dezembro, 2016 Cerrado goiano Poeta simplista do cerrado

O SILÊNCIO QUE INCOMODA O silêncio meu está em erupção
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O SILÊNCIO QUE INCOMODA O silêncio meu está em erupção e escorreu pela ilusão Matou os sonhos matou a quimera jorrou dias tristonhos e vida, em espera Hoje, um vazio solidão tácito e frio Num silêncio que incomoda a mansidão... Luciano Spagnol Dezembro, 10 de 2016 Cerrado goiano Poeta simplista do cerrado

GOTA D'ÁGUA NA ROSA Chuva rara, clara na rosa pingo d'Água
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GOTA D'ÁGUA NA ROSA Chuva rara, clara na rosa pingo d'Água lava a mágoa... - É só uma bágua ou frágua do cerrado? É delírio na sequidão que pingam nas pétalas soam nos ouvidos cantam... E o chão molhado Chove no cerrado ressecado céu carregado... Chove! No sertão em prosa gota d'Água na rosa. Luciano Spagnol Dezembro, 2016 Cerrado goiano Poeta simplista do cerrado

SONETO DE NATAL Se fez homem, é noite de reflexão Fé cristã, Menino Deus, Nazareno
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SONETO DE NATAL Se fez homem, é noite de reflexão Fé cristã, Menino Deus, Nazareno Enfeitam o memorial de pequeno: Família reunida, cantiga e afeição É berço de amor, doce e ameno Exaltado em versos do coração Nesta noite cristã, de intenção Aniversaria, Jesus, o Nazareno É vida na vida em comemoração Gesto de afago, de carinho pleno Noite feliz, noite de total gratidão É Natal, é sal do indulto terreno Confraternização, e compaixão Do pobrezinho que manou no feno... Luciano Spagnol Dezembro, 2016 Cerrado goiano

SONETO ENDEREÇADO Este é um soneto endereçado ao amor Que redige na flor o doado nascimento
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SONETO ENDEREÇADO Este é um soneto endereçado ao amor Que redige na flor o doado nascimento E nas estrelas segredos em sentimento No imenso palco, a vida, ventura maior Se a imperfeição influência detrimento Sob o mesmo céu, sob o mesmo clamor Nela também, brota um olhar acolhedor O que se faz perfeito e um complemento Quando penso que tudo nele é só primor Há bravatas, desculpas apenas, momento Também tem dor, que cessa o sonhador Porém, amor que é amor, é sacramento Não é vaidade, e sim, um transformador Se de ti roubar, tente o mesmo fomento Luciano Spagnol 2016, dezembro Cerrado goiano

DE VOLTA, O MEU OLHAR Aqui vai o meu olhar de volta, que brade pois pra mim o céu aquietou, emudeceu
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DE VOLTA, O MEU OLHAR Aqui vai o meu olhar de volta, que brade pois pra mim o céu aquietou, emudeceu depois que o seu silêncio me escreveu só distâncias e, pouca reciprocidade Se me deu o melhor, em mim só doeu ao deixar teu gosto na minha vontade ao sentir que foi um amor na finidade e que no teu amor, não tem mais o meu Olha pra mim, só restou a imensidade dum coração vazio, onde, eu sou réu num dia de sol que virou tempestade Se ainda ouve de mim uma canção, eu ouço o teu suspirar na minha saudade... Que grita, uiva, na poesia dum plebeu. Luciano Spagnol Poeta do cerrado Cerrado goiano Dezembro, 2016

CATA DUM AMOR (soneto) Na cata dum amor, amor busquei Em cada olhar, um olhar de rogo
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CATA DUM AMOR (soneto) Na cata dum amor, amor busquei Em cada olhar, um olhar de rogo E na sorte de tê-lo, em ter afago Se tudo preciso novamente farei Então constatei, que não é jogo Ele acontece, é destino, eu sei E em cada dia sempre acreditei Na chama, que na paixão é fogo No ser um amor sem fim, estarei Sempre de prontidão, no epílogo No destinado. Pois por ele ideei Na conquista o que vale é diálogo O amor é mago, gesto, nele saudei A vida, pois é essência no âmago... Luciano Spagnol 03 de dezembro, 2016 Cerrado goiano

VERÃO NO CERRADO Um vento seco, no sertão ressequido Mas, o céu está úmido, está aquoso
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VERÃO NO CERRADO Um vento seco, no sertão ressequido Mas, o céu está úmido, está aquoso As nuvens cavalgando no azul vívido As aves (andorinhas) num voo gostoso... Pontilhando o céu com o seu colorido lívido Ao som das cigarras num canto preguiçoso É o verão dando as caras no cerrado árido... Luciano Spagnol Novembro, 2016 Cerrado goiano

O MEU CALAR (soneto) Solidão arde tal qual fogueira acesa É como em um brasido caminhar
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O MEU CALAR (soneto) Solidão arde tal qual fogueira acesa É como em um brasido caminhar Perder-se no procurar sem se achar Estar no silêncio do vão da incerteza O que pesa, é submergir na tristeza Dum incompleto, que nos faz cegar Perfeito no imperfeito, n'alma crepitar Medos, saudades... Oh estranheza! Tudo é negridão e dor, é um debicar Rosa numa solitária posposta na mesa É chorar sem singulto e sem lacrimejar E se hoje o ontem eu tivesse a clareza Não a sentia como sinto aqui a prantear Teria a perfeita companhia como presa! Luciano Spagnol Final de novembro, 2016 17'00", cerrado goiano