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Frases de Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL

666 frases

"Amo e tenho de tudo para ser feliz Sei. Eu é que preciso de melhorias Sou este poeta, um triste aprendiz"
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"Amo e tenho de tudo para ser feliz Sei. Eu é que preciso de melhorias Sou este poeta, um triste aprendiz" Luciano Spagnol Cerrado goiano maio, 2016

Versos Para Minha Morte O tempo na hora, suponho Traga condolência para o fim
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Versos Para Minha Morte O tempo na hora, suponho Traga condolência para o fim E me cubra com filó e vigonho Apaziguando os sonhos, enfim... E nesta batalha vencida, de partida Levarei os versos para minha morte Desobrigarei lamentos na despedida E os deixarei ao contento da sorte A lágrima fica para os que orem E os que com minha alma importe Em cada conta do rosário roguem Meus pecados, assim suporte Deus, e que me possa perdoar Com compaixão, e faça meu transporte Se desacertei, sempre quis amar Talvez nesta hora peça aporte Para o silêncio, para me libertar... E na rixa do fado, a sorte, da minha morte Será sem saber como, fico a imaginar. Luciano Spagnol Cerrado goiano Data indeterminada

Dialética Não contesto a alegria de viver É emoção que contagia
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Dialética Não contesto a alegria de viver É emoção que contagia Quando a simplicidade se vê E no simples põe magia É logico que a vida é boa Olha ao lado toda a energia Quando se elege a salutar pessoa Os amigos de amizade e parceria Amo e tenho tudo para ser feliz Sei. Eu é que preciso de melhoria Sou este alguém, um triste aprendiz 07’44”, 03/10/2015 Cerrado goiano Parafraseando Vinício de Moraes.

Saudades de mim Levantei hoje com saudades de mim Pelo tempo veloz eu fui ultrapassado
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Saudades de mim Levantei hoje com saudades de mim Pelo tempo veloz eu fui ultrapassado Já nem sei mais se é começo ou fim Nesta rota de caminho cascalhado Sigo em direção ao plano horizonte Pois o por do sol me leva ao cerrado O mais interessante é que virou fonte Nela tento do menino ordenhar o fado Assim aí eu possa ultrapassar a ponte Do labirinto acidentado que hoje sinto Nesta de buscar mais cor onde eu for O cinza empoeirado me tornou absinto Me pôs nu nos desejos de ser sonhador E nas recordações arranquei o estopim Pra atar na minh'alma os cacos do amor E tirar da memória às saudades de mim Luciano Spagnol 20 de maio, 2016 Cerrado goiano

Precisamos de mãos abertas para liberdade De mãos postas contemplando em oração De mãos que não se esquecem da dignidade
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Precisamos de mãos abertas para liberdade De mãos postas contemplando em oração De mãos que não se esquecem da dignidade De mãos que erram, e pedem o perdão De mãos dadas com o amor, a fraternidade Mãos por mãos, ao irmão... (Luciano Spagnol)

Trovador Da poesia nasce ilusão É magia da inspiração
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Trovador Da poesia nasce ilusão É magia da inspiração Pulsar da alma em comunhão Com o poetar em segredos Narrando dos fados enredos Em feitiço dos dedos Desenhando fantasia De sentimentos de dor e alegria Do poeta, em sua romaria De letras indiscretas E iluminações secretas Destes eternos profetas Da rima, do amor, da emoção Que metrificam a paixão Em compartimentos do coração... Trovadores da imaginação. Luciano Spagnol 07/12/2014, 20’17” Cerrado goiano

Quantidade Na busca de ser vários e vários serem poucos
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Quantidade Na busca de ser vários e vários serem poucos poucos vários são raros e muitos são loucos sou um desses caros nos cascalhados cavoucos do tempo, cheio de reparos tampouco, serei dos solitários ou sequer um mouco no amor sou operário aos vários de poucos de ser trovador Luciano Spagnol 19 de maio, 2016 Cerrado goiano

Ponto final Nas decepções não use reticências Nas intercalações separe com vírgulas
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Ponto final Nas decepções não use reticências Nas intercalações separe com vírgulas Tenha parênteses nas ruins aparências Pois a oração da vida depende de ser leal Interrogando, exclamando, nas eloquências Para que não se tenha dúvida no ponto final... Luciano Spagnol 2016, maio, 09 Cerrado goiano

CLAUSTRO No silêncio do claustro solitário Do vazio acerado desta morada
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CLAUSTRO No silêncio do claustro solitário Do vazio acerado desta morada Numa vastidão da noite calada Sombria aflição urde o cenário Nele vagueio, e levo vergastada Da tristura, desfiada num rosário De lágrimas, sem um destinatário Em cinzas de uma época passada Na cíclica ladainha do fado vário Aí, rezada em oração desfilada Os ás da solidão do proprietário E pelo claustro, a lacuna é criada Em saudades, ausente no sacrário Silenciado em uma muda fachada Luciano Spagnol Cerrado goiano

CADÊ A CHUVA? Cerrado, árido, ressecado sem chuva, cheio de curva
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CADÊ A CHUVA? Cerrado, árido, ressecado sem chuva, cheio de curva pede , implora, sem demora pingos, pode ser respingos agora, embora hora é hora água, pra molhar a mágoa veloz, feroz, gotas em nós venham, e se mantenham... Oh chuva! Com sol casamento de viúva qualquer forma, o que vier breve, leve , releve você nos deve! Então, cadê o trovão traga pra secura candura e ao dia pura alegria... Piúva! Cadê a chuva? Tão bão, ouvir-te no chão. Luciano Spagnol Cerrado goiano

UMA TRAMA (soneto) A trama da perda tece o vazio com fios do sofrer trançados
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UMA TRAMA (soneto) A trama da perda tece o vazio com fios do sofrer trançados numa arte com a dor casados que não abafa o frio arrepio Ter e perder, já estão tramados no fado, sem nenhum extravio mesmo que a sorte cate desvio as intenções darão seus brados Pratique perder no ritual e feitio para assim adoçar os finados alvejando o olhar no ato sombrio Perdi, perdeu, são passados até perder, viva sem fastio pois elas não deixam recados... Luciano Spagnol 06, setembro, 2016 Cerrado goiano

NA SEQUIDÃO DO CAMINHO No caminho tinha uma folha seca desgarrada uma folha seca tinha
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NA SEQUIDÃO DO CAMINHO No caminho tinha uma folha seca desgarrada uma folha seca tinha no caminho do cerrado uma folha seca no caminho tinha Nunca me esquecerei desse evento na sequidão do cerrado ao vento no caminho tinha uma folha seca Nunca me esquecerei que no caminho tinha uma folha seca Na sequidão do caminho uma folha seca tinha no caminho tinha uma folha seca Luciano Spagnol Cerrado goiano Parodiando Carlos Drummond de Andrade (No caminho tinha uma pedra)

O SONHO Posso ouvir o sonho passar Veloz e ao vento a bater
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O SONHO Posso ouvir o sonho passar Veloz e ao vento a bater Deixando lembrança no ar E saudade no curto viver Eu pensei que ao acordar O tempo deixaria de mover Pois, ele não se põe a parar Nem depois de se morrer Um passo pra frente, a girar Outro pra trás, sem se mover Muita coisa pra se lembrar É impossível de tudo saber Então deixe a quimera levar Pra que se possa esquecer Quem sabe outro possa achar O que você não soube ver... Luciano Spagnol Cerrado goiano

O romântico, de querer por inteiro, mas quem há de dar tanto? O amor! Este quanto menos fatiado, sacia, te deixa calado...
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O romântico, de querer por inteiro, mas quem há de dar tanto? O amor! Este quanto menos fatiado, sacia, te deixa calado... E aos lábios se torna amordaçado, num beijo... Assim vejo, quem dá tanto! Porém existiram os portanto... Luciano Spagnol Cerrado goiano

ADEUS AGOSTO Adeus agosto, vai-se com a secura Chegando o afável e a primavera
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ADEUS AGOSTO Adeus agosto, vai-se com a secura Chegando o afável e a primavera O tempo vai tecendo a sua costura Crendice de desgosto, és quimera Orna-se o setembro em partitura Neste apartado boa é a atmosfera Nas paragens do cerrado, mistura O árido chão com esta novata era Num balanço de cheiro e candura Adeus agosto! Um novo mês gera Que não seja somente de má jura Mas na largura do ter sem espera... Que venha setembro, bem vinda primavera, que seja com ternura... Luciano Spagnol 31 de agosto, 2016 Cerrado goiano

NOTURNO (soneto) O silêncio sobrou-me como alento E o vento ressoa a última vindima
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NOTURNO (soneto) O silêncio sobrou-me como alento E o vento ressoa a última vindima De ilusão... Desagregada da estima No tempo noturno bem mais lento O sino da matriz soa em pantomima Chamando a esperança do relento Para que se funda ao sentimento E derrame em fé e não só lágrima O sono evoca vinho como fomento A solidão adentra na noite a cima O relógio no pensamento, tormento Me busco, e não encontro a rima Me olho, o passado vira lamento E o aninar na vigia não aproxima Luciano Spagnol Agosto de 2016 Último dia do mês