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Frases de Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL

666 frases

Continuísmo O Zé ausentou, ficaram-se as saudades Dos seus egoísmos, sua paternidade
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Continuísmo O Zé ausentou, ficaram-se as saudades Dos seus egoísmos, sua paternidade É a vida afinal, no seu voo, nada mais Deixa as lembranças nos seus anais Como um vento que passou e desfolhou Sua viva companhia, e agora restou As marcas nas águas do tempo, glórias E quem ficou, dá continuísmo nas histórias Luciano Spagnol Maio, 2016 Cerrado goiano

Incompletude Minha maior riqueza é a incompletude
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Incompletude Minha maior riqueza é a incompletude sou rico de fraqueza e pobre de vicissitude Porém, sou de solicitude busco total franqueza ao outro não sou rude ao gentil, gentileza E neste vivo açude bebo estranheza sacio, talvez mude saia da tristeza pra alegria, amiúde Mas, não serei lassitude só por não ter grandeza... Mesmo inacabado, eu pude no amor, ser eu, ter pureza Almejando sentido na finitude com liberdade, com leveza Luciano Spagnol Maio, 2016 Cerrado goiano

Sorte Nos sulcados do cerrado Deslizam linhas do meu fado
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Sorte Nos sulcados do cerrado Deslizam linhas do meu fado Enrugadas, ressequidas Nos devaneios perdidas E de tão solitários dias Mastigando os fardos, em poesias. São trilhas tão plangentes De passos tão descrentes. E desde então, caminho Poetando, descalço e sozinho... Luciano Spagnol 23/05/2016, 22'46" Cerrado goiano

Haverá ainda, no tempo, tempo para haver um abraço, um olhar, um sim. Quando no tempo existir coisas simples como dizer: - tudo bem, vem cá pros meus braços, você é importante para mim!
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Haverá ainda, no tempo, tempo para haver um abraço, um olhar, um sim. Quando no tempo existir coisas simples como dizer: - tudo bem, vem cá pros meus braços, você é importante para mim! (Luciano Spagnol poeta do cerrado)

Chorar Lágrima é uma palavra vertida Que nada contém sua saída
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Chorar Lágrima é uma palavra vertida Que nada contém sua saída Na despedida é sofrida Na impacto é ouvida Na ausência é presença Na saudade é sentença Por isto, a lágrima é salgada Amarga a alma em enxurrada Numa cruel tempestade de dor Coadjuvante na falta do amor É plangor dos olhos a berrar É nuvem que nos faz chorar... Luciano Spagnol Maio, 2016, Cerrado goiano

Epílogo Eu desperto no cerrado em cada alvorada Sem acaso no destino, alma esbaforida
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Epílogo Eu desperto no cerrado em cada alvorada Sem acaso no destino, alma esbaforida A fé de uma confiança vaga, indefinida O poetar de encontro numa encruzilhada O tempo se fazendo em horas, estirada! Dum vulto da estória na história recolhida Em sobras de ir e vir, querendo despedida E o fado se deslocando em outra jornada Não vejo um ideal estampado na vida Do avanço veloz e distante da passada O fim do horizonte aumenta a corrida Neste vazio do hoje, o epílogo é morada Criando e recriando as perdas já vencidas Numa entusiasta esperança de virada... Luciano Spagnol Maio, 2016 Cerrado goiano

Lamparina... Tu, ateia luz à lembrança Gerando cheiro de criança
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Lamparina... Tu, ateia luz à lembrança Gerando cheiro de criança E fuligem na nostalgia Evolando memória e poesia De um tempo que não volta mais Sentado no silêncio do ontem, das gerais Tão perto e tão longe, porém Fazendo a existência ir além De um dia ter dado partida Na juventude já perdida Entre ventos a soprar A alma pôs-se a chorar Esta solitária iniquidade Que arde as cinzas da saudade Na chama da lamparina Onde não mais tange a rotina Luciano Spagnol Rio, 23/10/2010 19’29”

E Lá Se Vai o Tempo E lá se vai o tempo Sem tempo de ir
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E Lá Se Vai o Tempo E lá se vai o tempo Sem tempo de ir Querendo ficar no tempo Sentado no meio fio sem sair E lá se vai o tempo O tempo onde perdura o amor No coração ao sol e ao relento Em canção e nunca amador E lá se vai o tempo Com carapuça de sonhador O tempo é todo o tempo O meu e o teu tempo, inventor E lá se vai o tempo De fado, de dor, de felicidade O tempo dono da vitalidade O tempo dono da eternidade. E lá se vai o tempo... Luciano Spagnol Anápolis, 27/02/2013 14’59”

Pausa A saudade em mim fez pausa Ficou em silêncio, está muda
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Pausa A saudade em mim fez pausa Ficou em silêncio, está muda Não sofro mais por sua causa Não vou mais buscar tua ajuda Hoje fiz um intervalo no poetar Solitário. Pois tenho companhia Das estrelas que me fazem viajar Da poesia meu remo na travessia Larguei tudo. Tento só harmonia Simetria em cada verso, cada rima No sorrir busco a sorte em parceria Caneta e papel riscado com estima Hoje fiz interrupção nas lágrimas Gota d’água somente as do céu Não mais ficarei chorando lástimas Pois o amor da solidão não é réu Luciano Spagnol 23/10/2015, 08’31” Cerrado goiano

Ensaios Nos ensaios de ausentar-me de ti O meu poetar só falou desta dor
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Ensaios Nos ensaios de ausentar-me de ti O meu poetar só falou desta dor Chorou nas rimas e assim escrevi Poemas que só falam deste amor É amor que se compara com flor Não se esquece do teu perfume Uma vez cheirado vira o teu odor Aromatizando a paixão em lume Às vezes no silêncio eu te ouço Então aí vejo como é difícil lutar Pra que eu saia deste calabouço Olho o retrato, lembro o teu sabor E a saudade de te me põe louco Adoçados nestes versos de amor Luciano Spagnol 20 de maio, 2016 Cerrado goiano

Ato de Contrição Perdão! Se fiz sem fazer Omiti e testemunhei ver
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Ato de Contrição Perdão! Se fiz sem fazer Omiti e testemunhei ver Adormeci sem acudir Atendi e sucumbi As esperanças esvaídas Os abraços nas partidas Olhares almejados ao leu Receptivos cingir réu Janelas fechadas ao sol Negativas ao crisol Falar mais que ouvir Olhar mais que sentir Sorrisos que malogrei Brados que valorizei Remissão! Reto do coração! Neste meu ato de contrição. Luciano Spagnol 00’01”, 08/04/2013

fodo da minha morte o tempo na hora, suponho me cubra com filó e vigonho
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fodo da minha morte o tempo na hora, suponho me cubra com filó e vigonho na partida, desobrigo lamentos na despedida levarei os versos para minha sorte lágrimas, aos que comigo importe e orem aos meus pecados perdoar sem saber quando, fico a imaginar o fado da minha morte... Luciano Spagnol Cerrado goiano Data indeterminada

Silêncio do Poeta O poeta fala e a alma escuta Teus versos de palavra bruta
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Silêncio do Poeta O poeta fala e a alma escuta Teus versos de palavra bruta Lapidados pelo sentido absoluto Com as tuas rimas em tributo Grifam a inspiração em poema Nodoados de satisfação, dilema Que teu silêncio inteiro trova Teus amores, alegra, tua alcova E quando emudece, se acoita Nas sobras das estrelas afoita Versejando os teus lamentos Lamentando teus sentimentos Com quimeras de um profeta Nas falas do silêncio do poeta E no alarido e silêncio em disputa O poeta cala e fala e a alma escuta 21/10/2015, 21’22” (Horário de verão) Cerrado goiano