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Frases de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL

766 frases

⁠AMOR DISTANTE Na saudade, te cato nas noites morosas Nas lembranças singulares de dias ledo
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⁠AMOR DISTANTE Na saudade, te cato nas noites morosas Nas lembranças singulares de dias ledo Manifestadas naquelas exclusivas rosas Tão belas, eternizadas no nosso enredo Tua ausência é pesar tirânico na poesia Que trasborda e faz a inspiração suspirar Não poder te abraçar, mais uma agonia O preço de quem a te um dia pôde amar Nestes versos em vão, dum amor distante Que retalha a alma e na ilusão manifesta Há sussurrar a todo o instante, lancinante Sem existência a sensação vai se esvaindo E nesta prosa somente estória, então, resta Do amado amor que um dia nos foi lindo... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 24/09/2021, 11’58” – Araguari, MG

⁠DEVANEIOS POÉTICOS A poesia, por vezes, me parece tão alada De sentimento astral, rimas borbulhantes
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⁠DEVANEIOS POÉTICOS A poesia, por vezes, me parece tão alada De sentimento astral, rimas borbulhantes Tão tênue, livre. A sorte no versar colada Num voo romântico, assim, dos amantes Às vezes, tento ao comovente pôr um fim Reviver as saudades que não voltam mais Sofrer as sofrências, pranto, fazer motim E desejar, então, ali ficar sentado no cais Às vezes, quero ser sem ter uma vibração Sentir sentimentos que nunca a eles ousei Mas, de verdade, sempre caio na sensação Do amor, de amar, sorrir e o que apaixona Onde os cantos são todos galantes, eu sei: - ornados com uma poética que emociona... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 24 setembro, 2021, 15’51” – Araguari, MG

⁠AMOR AMODAÇADO Te amo! se disser que não, é uma inverdade E cada estória um verso, várias as memórias
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⁠AMOR AMODAÇADO Te amo! se disser que não, é uma inverdade E cada estória um verso, várias as memórias Poetadas, cantadas, e tão prosas da saudade As levo na sensação, são doces dedicatórias O meu amor por ti foi mais que apaixonado Pairou no agrado, e me fez muito contente E se em algum lugar ele foi desencontrado Foi o acaso, do causar que baralhou a gente Meu sentimento por ti, um sentido e emoção A direção de um coração poético e amoroso E já sem morada naquela enamorada paixão Então, por te amar demais, demais querer-te Esse amor amordaçado tornou-se silencioso E, se no fado advir, talvez, o porvir concerte! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25 setembro, 2021, 05’50” – Araguari, MG

⁠GUARDADO Há um agrado contido e que me encanta Um sentimento profundo tão apaixonado
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⁠GUARDADO Há um agrado contido e que me encanta Um sentimento profundo tão apaixonado Onde mora uma sensação tão boa e tanta Da poética de um amor singular e amado Por tua causa senti o sabor de ter prazer Entreguei-me a teus beijos tão amorosos A ternura de um abraço, dum doce viver Me perdi na sedução de olhares zelosos Diga-me quão mais devo haver na poesia Do que ser um amador pleno no coração Guardado na satisfação, com tanta valia Pois, tenho reservado o cuidado todo seu Dum toque suave, suplicante de tua mão Na divisão da recordação do amor meu... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25 setembro, 2021, 16’09” – Araguari, MG

⁠VIVE EM MIM UMA SAUDADE Encarcerado no peito sentimentos imersos Não vejo a inspiração que um dia pude ter
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⁠VIVE EM MIM UMA SAUDADE Encarcerado no peito sentimentos imersos Não vejo a inspiração que um dia pude ter Já não tenho forças pra refazer meus versos Pouco a pouco, eu sinto a aflição me vencer Sou um pensamento vazio e sonho infértil No alvor, sou noite desperta e duro fardo Sussurra sensações escuras na alma frágil Onde a poética já não é mais deste bardo Minha poesia cansada, versos em pranto O talvez cinzento, em vão, e tão infinito Aflito. Esgotou em mim qualquer encanto Preciso de razão, de motivo, uma vontade Pra ter e haver aquele sentido mais bonito Devoluto, pois, vive em mim uma saudade... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 23/09/2021, 18’43” – Araguari, MG

⁠Primavera Florescem os lírios com o branco da paz Brotam gardênias com o seu colorido fugaz
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⁠Primavera Florescem os lírios com o branco da paz Brotam gardênias com o seu colorido fugaz Em cada rosa transfigura o perfume do beijo No movimento das margaridas o aceno do desejo É o romantismo brindado na tulipa vermelha do amor São os caminhos tapetado com violetas, delicada flor As camélias perfumando com seu aroma inebriador Raro como a papoula a vida se faz com poético teor É a natureza oferecendo sorrisos com boca de leão São as horas marcadas pelos girassóis em posição Com copos de leite branco, a pureza, doce perfeição Um azul hortência que tinge a primaveril estação É época primeira anunciada pelas trombetas de anjo São sacadas e floreiras vestidas das cores do gerânio Aveludada como as begônias amanhece cada aurora A solitária vitória régia desfaz a nostalgia de outrora Sempre vivas bradando a temporada em anunciação De manacá em manacá se orna a serra em floração Em cada pingo de ouro a densa natureza persevera Assim, bela como a orquídea é toda a primavera... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 21/09/2008, domingo, 07’00” – Rio de Janeiro, RJ

MELANCOLIA E passa o tempo, cabelos embranquecidos Diversas outras, e mais diversa sensação
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MELANCOLIA E passa o tempo, cabelos embranquecidos Diversas outras, e mais diversa sensação São como desejos sem vida e carcomidos Nuns suspiros do destino soltos pelo chão O dia se faz segundo, e a rapidez pousada Enrijando as quimeras dos pobres mortais Nem mesmo a tal imaginação é iluminada E capaz de parar as frustrações enfermais E o tempo implacável baila sem paragens Enquanto o caimento avança impiedoso E a ilusão, então, deita sobre as miragens Passou, vai passando: do amor a poesia Triste amador que não foi ser amoroso Pois, lhe restará devaneios e melancolia... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 23 setembro, 2021 – Araguari, MG

⁠PASSANDO 2 Escrevo diante do cerrado pálido É setembro, há pó nas venezianas
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⁠PASSANDO 2 Escrevo diante do cerrado pálido É setembro, há pó nas venezianas No pensamento, rubras filigranas Orlando o sol no horizonte cálido Na sensação, uma dor doidivanas De melancolia, que tem hora certa Misturando tons, emoção e oferta Desenhando as ilusões cotidianas Desponta ao longe aquela saudade Que me faz esquecer do que fazer Do que pensar. Da minha vontade Vago inquieto, e vou devaneando A poesia vazia, sem sabor, prazer E nos minutos o destino passando © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 21 setembro, 2021 - 09’00” – Araguari, MG

⁠Dizer Adeus Existem momentos em que sabemos Que não temos palavras para dizer
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⁠Dizer Adeus Existem momentos em que sabemos Que não temos palavras para dizer Tudo cala, emudece o que tivemos Silencia o olhar e nos faz sofrer Buscamos em reduzir no até breve Nas justificativas de sobreviver Onde o espírito só queria estar leve Mas o peso das lembranças faz doer Uma música, palavras soltas no papel Tudo motiva lágrimas n’alma a verter É a sombra da vida no seu carrossel Nos enigmas que tentamos esquecer Nestes retalhos nada é definitivo Questão de tempo, vontade de Deus Nosso alento, razão, nosso lenitivo Quando a emoção tem que dizer adeus... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 14 de mai. de 2015 – Cerrado Goiano

⁠A MINHA MORTE Eu quero, quando me for, ser enterrado ao pé da saudade de tempos de outrora
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⁠A MINHA MORTE Eu quero, quando me for, ser enterrado ao pé da saudade de tempos de outrora que tinha poética de verso apaixonado aí, então, possa ter uma festiva aurora Há de cantar galardão a um cavalheiro de quem o amor cantou no seu existir valei um amador de um amor inteiro imutável sensação, o coração a sentir E a dor não há de lá ir, só sentimento e que serena melodia venha me velar sem aperto, choro, suspiro e lamento E, assim, então, com a poesia minha está, o adeus possa a casta encontrar e lá a prosa não mais perecer sozinha.... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 20/09/2021, 09’58” – Araguari, MG

⁠O MEU PROVEITO Tenho desejo de tudo quanto for sensação No sentimento, de tudo quanto for agrado
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⁠O MEU PROVEITO Tenho desejo de tudo quanto for sensação No sentimento, de tudo quanto for agrado De uma emoção, daquele estar apaixonado Do que pela vida tem sentido e útil afeição Do carinho dado, a poética e poesia, razão Frente a frente com a felicidade e apeado Do não, pois, toda a gente tem o seu lado Cândido, são, de pés descalços pelo chão Então, piedade, piedade do nosso fender Pois, cada qual tem a sua ilusão em curso Sonhos e realização, e um amor para ter E, por não ser apenas um mais um, tendo Tento ser mais que apenas aquele a haver Aprendiz por ter sido, proveito crescendo... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 19/09/2021, 15’28” – Araguari, MG

⁠A ESTE POEMA A este poema padece a ternura A este poema ranzinza a chorar
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⁠A ESTE POEMA A este poema padece a ternura A este poema ranzinza a chorar Tão triste, e aflitiva desventura Suspira na prosa infeliz a poetar Rima árdua, fria e a murmurar Olhar em vão, amarga doçura Que arde n’alma a despedaçar Numa trova lastimosa e escura Diz-me a onde estará este amor Que tenho saudade e faz sofrer Distante dos beijos, e teu fulgor Esse vazio me faz solidão sentir Diz-me onde está! Pra lhe falar Do meu amor pro seu amor vir! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 20/09/2021, 16’58” – Araguari, MG

⁠MANACÁ de cheiro Para cantar o Manacá numa verdade Não basta a prosa, tem de ter beleza
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⁠MANACÁ de cheiro Para cantar o Manacá numa verdade Não basta a prosa, tem de ter beleza No olhar, sensibilidade n’alma acesa Saber degustar do encanto que brade Duma flor, duma graça e delicadeza Do lilás a alva... tão pura na vaidade Uma quimera envolvente, majestade O Manacá de cheiro, orna a natureza Invejo o vento que no seu movimento Acaricia, beija, e se envolve no cheiro De essências robustas, doce momento És formosa que qualquer outra vontade Pois, abrenha o sentimento por inteiro Odor que trescala, um cheiro de saudade! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 16 setembro, 2021, 17’20” – Araguari, MG

⁠DISPAR Pela prosa de amor vou seguindo A poética nos versos carregando
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⁠DISPAR Pela prosa de amor vou seguindo A poética nos versos carregando No perfume do sentimento indo A afeição vai ao poeta inspirando E, em cada rima a trova sorrindo Com a paixão jamais me faltando Pois o fascínio é sempre benvindo Criando o amor, ao amor quando Tenho reservado dentro do cântico O tesouro de um sentir romântico E o realce do enamorado coração Difiro àquele duma empáfia nobre Que tem aquela emoção tão pobre Pobre de zelo e pobre de sensação © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 31 janeiro, 2022, 07’07” – Araguari, MG

⁠POESIA ETERNA Poesia és dona de mim, prosa me pertence E, nesse poético cativeiro, deliro por inteiro
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⁠POESIA ETERNA Poesia és dona de mim, prosa me pertence E, nesse poético cativeiro, deliro por inteiro Cá nos versos sinto sussurrar tão verdadeiro Que nada me cabe no pensar, ou algo pense Cada trovar meu, o versejar me convence Que cada canto no seu canto é passageiro E que num piscar o devaneio é tão ligeiro E o destino, uma ilusão na arena circense Mas, então, se tem sensação, então tem aba Do desejo, a velha afeição, emoção sentida Que em uma poesia, o poeta, então se gaba Sonhos, as lágrimas, a chegada e a partida Ah! se existe no coração fusão, nada acaba! Pois, o amor que eterniza a poesia da vida... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17 setembro, 2021, 15’18” – Araguari, MG

POÉTICA CONFISSÃO Leia-te nos meus lhanos versos singelos Que o meu coração tem para te poetar
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POÉTICA CONFISSÃO Leia-te nos meus lhanos versos singelos Que o meu coração tem para te poetar São talhados com tão aguçados cutelos Da minha inspiração, para lhe ofertar... Tem amor nos detalhes, e nos paralelos Do desejo, almejo, e sentimento a arder Deixa dar-te em pensamentos donzelos Encanto, tal o luar dum impar anoitecer Estes foram feitos para ter-te sensação Afagos, beijos, e muita, muita emoção Pois, o verso guarda o amor enamorado Então, amo-te demais, e mais a paixão E, em prosas puras para ti, essa canção: - a poética confissão de um apaixonado! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 19/09/2021, 05’38” – Araguari, MG

⁠SONETO DO SILÊNCIO Ah soneto! Porque do silêncio és um desvario distendendo as noites cá pros lados do cerrado
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⁠SONETO DO SILÊNCIO Ah soneto! Porque do silêncio és um desvario distendendo as noites cá pros lados do cerrado dando ao poema o poder dum suspiro sombrio quieto, maniatado, num ostracismo perturbado Se a ausência e inação me provocam arrepio o vento um chiado frio, impassível e agitado se nada do que inspiro a efeito vale, é vazio então, que eu não fale, sinta, e fique calado! E, assim, nestes meus sentimentos impuros sem perfeição, e no coração tão inseguros tal uma prece, que oferece, pra atingir-te-á Faço súplica, compadecido de fé e de fervor ó solidão, vai-te, assim, de partida com a dor e a paz voltará e sobre mim de novo descerá... (o amor!) © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 19 de setembro, 2021 – Araguari, MG

⁠SONETO PERDIDO E TORTO Se prosar que ignoro estou mentindo Mas falar de amor eu não mais tento
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⁠SONETO PERDIDO E TORTO Se prosar que ignoro estou mentindo Mas falar de amor eu não mais tento Por essa tal poética eu vou convindo Sem mais entender deste sofrimento Se da saudade atormento vai saindo Nesta sensação nada mais fomento De tuas rememorações vou fugindo Destinta quimera eu lanço ao vento Se a prosa é de que me ama, maço E se silencia, nem sei o que eu faço Com a solidão na minha inspiração Quanto mais o sentimento absorto Mais o soneto se vê perdido e torto Na prosa de um apaixonado coração © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 29 janeiro, 2022, 10’16” – Araguari, MG

⁠DISPARADA Abarrotados sonhos pressurosos Vão no viver, indo em disparada
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⁠DISPARADA Abarrotados sonhos pressurosos Vão no viver, indo em disparada São esmeros e gestos vaporosos Do fado, numa condição agitada Desejo, ensejo, todos cobiçosos Amores, e a tal alma apaixonada Corre o tempo em atos curiosos Veloz, numa viagem pela estrada No galope do ser aquele intento Na casual o diverso sentimento Tudo no acontecimento da sorte Tudo passa, apressado, ó dureza Num piscar fugaz e de incerteza De um começo, meio e a morte! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 27 janeiro, 2022, 10’45” – Araguari, MG

⁠A VOZ DA SAUDADE Se a madrugada, acordada, plena Branca de luar e a sensação vazia
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⁠A VOZ DA SAUDADE Se a madrugada, acordada, plena Branca de luar e a sensação vazia A emoção apertada de um dilema Faz o peito ranger de dura agonia O silêncio na imensidão extrema O pensamento a situação irradia Tal um sofrente e sentido poema De ciciosa insônia, aguada e fria E o coração se cala no que sentia A escuridão fala pra dor da gente Como um canto de acre soledade Num tom dolente a falta arrepia Porque mais que o ruido ardente Vozeia a voz acética da saudade... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 28 janeiro, 2022, 15’34” – Araguari, MG

⁠DEDICATÓRIA Pressinto dentro dalma uma sensação Riscada a mão de encanto e de agrado
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⁠DEDICATÓRIA Pressinto dentro dalma uma sensação Riscada a mão de encanto e de agrado Que vai haurir da poética o imaculado Verso: sonhado, desejado, do coração E, se algum dia está prosa for certa Que eu imagino cheia de inspiração Assim sendo, em versos de emoção Terei no viver uma doce descoberta Se alguma vez essa minha ode plena Que no peito expande e tão serena Haver, seja maior, avena e singular Será então, uma dedicatória, será Onde em cada trova o amor estará Bonito, todo, sedutor a lhe declarar © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 26 janeiro, 2022, 19’03” – Araguari, MG

⁠FAZ-SE NOITE Embrulha-se o cerrado no véu negro Num descorado manto de melancolia
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⁠FAZ-SE NOITE Embrulha-se o cerrado no véu negro Num descorado manto de melancolia O anoitecer parece sussurrante canto Ressoando as ladainhas da Ave-Maria E neste espetáculo de um mimo tanto O completar do clarão de mais um dia Esvai-se o feito num contínuo encanto Pra encenar a lua tão cândida e luzidia No terreiro, vaga-lumes, tão distantes No seu bailado cintilantes e delirantes Decoram as tardes pra na magia tê-las Faz-se noite, que nos seja bem vinda Linda, leve e de tranquilidade infinda Balsamado com o cheiro das estrelas © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 25 janeiro, 2022, 20’44” – Araguari, MG