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Frases de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL

766 frases

⁠SONETO COBIÇOSO Talvez, depois do soneto chorar o passado De tanto malogro, de tanto nublar comigo
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⁠SONETO COBIÇOSO Talvez, depois do soneto chorar o passado De tanto malogro, de tanto nublar comigo Eis que ressurge verso tão cheio de abrigo Nunca perdido, sonhado, sempre inspirado É bom conservá-lo sempre ao meu lado Com o cheiro e prazer de desejo antigo Sempre presente e assim transformado Vivo, e como sempre adejante comigo Um verso simples, singular, cotidiano Mas bem alindado na poética a incitar Nada ímpar, basta o sentir humano... De amor, sensação que não se explica Surgi tão vário como vário é o poetar E o soneto cobiçoso só se multiplica! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 15/08/2021, 14’58” - Araguari, MG

⁠ALVOROÇO Rouba, sim, meu sossego, ó alvoroço, eles todos O que acaso fiz eu, nos desencontros de outrora
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⁠ALVOROÇO Rouba, sim, meu sossego, ó alvoroço, eles todos O que acaso fiz eu, nos desencontros de outrora Sonhos sonhados, ideados, nenhum, só engodos Amor suspirado do meu coração não tenho agora O amor que amei, meu romantismo me tomaste E por sentir e viver o roubo não posso culpar-te E de amor eu permaneço. Qual amor me baste? Se qualquer não me basta, e me deixaste à parte E para ter o perdão como eu posso ser gentil? Se meu coração tremulo chora com tal frieza Que nem mesmo o meu afeto sabe ser sutil Nesta aflição, dos enganos, meu amor é presa Verdadeiros amadores, ao amor não trapaceia Nesta ilusão minha alma de poética está cheia © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 16/08/2021, 18’58” - Araguari, MG Shakespeareando

⁠UMA SAUDADE Saudades sinceras a tristura sincera Quando há solidão no coração, dor
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⁠UMA SAUDADE Saudades sinceras a tristura sincera Quando há solidão no coração, dor Do vazio que a lembrança não altera Transtorna, amorna e torna rancor Saudade é um agridoce instante Que escadeira a alma e a tortura É pesar que norteia e vela errante Cuja a lágrima na sensação figura Saudade não teme o tempo, a hora Embora na noite ser uma imensidade E, com inquieta perturbação sonora E quem se afirma não ser verdade Se isso é fingido, e fingido passou Não amou, e da saudade não provou... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14/08/2021, 05’58” - Araguari, MG

⁠PRAZER Canta o teu olhar intensa cantata E há, no querer desejos seduzido
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⁠PRAZER Canta o teu olhar intensa cantata E há, no querer desejos seduzido Como que uma harmoniosa sonata Em sensações e prazeres contido Ditoso olhar que minh’alma desata Sentido e paixão no coração partido Vibrando o afeto bom de ser vivido Na satisfação, duma grata serenata Alvor carinhoso de momentos impar De encarar tão meigo e apaixonado Suspirado no profundo do teu olhar Ah! num deliquar duma sede louca Vai-se o arrebatamento no teu beijo Mergulhar o meu amor na tua boca © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14 de agosto de 2021 - Araguari, MG

⁠SONETEAR Uma constante inspiração de agrado Por ti, soneto, o meu versejar sente
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⁠SONETEAR Uma constante inspiração de agrado Por ti, soneto, o meu versejar sente Que outra, tal como tu, indiferente É. Somente em ti eu fico inspirado Como em um estímulo imaculado Com os versos da ilusão da gente A cada poesia o poema reluzente De beijos, desejos, e sonho alado Em ti não tenho sombria fronteira Pois em ti confio a quimera inteira Nas horas tristonhas e de encanto E nos jardins dum poetar majestoso Esvoaçam, o tal sonetear impetuoso Das tantas fantasias do meu canto! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Araguari, MG – 13/08/2021, 11’58”

⁠RIMA PEQUENA... Fascina-me a paixão de imposição serena sensações quinhoadas são as mais bonitas
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⁠RIMA PEQUENA... Fascina-me a paixão de imposição serena sensações quinhoadas são as mais bonitas esboçada na emoção ... - tão mais infinitas um desejo cercado de terna ventura plena Como a satisfação de uma desejada cena as sinas de amar, por certo, são escritas nas estrelas, porém, são sortes benditas do idear, onde o querer é vontade amena Me prestaria tudo, assim, humildemente a paixão livre do que uma falta condena pra ter-te afinal no meu poetar presente E, não te ter fosse, então, a minha pena ter-te no silêncio seria dor eternamente duma poesia carente e de rima pequena © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Araguari, MG – 12/08/2021, 09’58”

⁠BENDITA SEJA! Uma agitada inquietude, um misterioso sentimento, como um prazeroso paladar
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⁠BENDITA SEJA! Uma agitada inquietude, um misterioso sentimento, como um prazeroso paladar um íntimo e perturbador próprio lugar bem que faz bem, e distinguir não ouso Uma voragem, de um estoiro poderoso que nos torna sujeito, anexo ao olhar ao pensamento, onde só se quer estar cheio de ardor, de afago, júbilo e gozo Uma contradição, sensação de loucura aperto e agrado, e na emoção ventura que faz alucinar no tempo, doce peleja Qualquer que seja, é toda de alegria aos poetas sustento, poética poesia se assim for a paixão... Bendita seja! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 10/08/2021, 14’18” – Araguari, MG

⁠MEU SONETO Meu soneto, soneto que não quisera sequer de amor falar ao meu sentido
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⁠MEU SONETO Meu soneto, soneto que não quisera sequer de amor falar ao meu sentido secura, que num chão tão ressequido tolera, e a inspiração num vazio gera Pudera, o amor é de carregada quimera que na poética o alguém é pressentido permitido, e então, do coração ouvido cantando a satisfação, cada primavera Meu verbo suspira por tal afeto podido querido, para poetar um ardor contido e então, ter o atraente verso no papel E a prosa, paquera, cada sedutor acaso à maneira da paixão, e sem ter o prazo espera, pelo soneto ao sentimento fiel © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 10/08/2021, 19’00” – Araguari, MG

⁠“XONADO” Agitado, tal uma chama dum pavio Ardume que arde n’alma do prazer
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⁠“XONADO” Agitado, tal uma chama dum pavio Ardume que arde n’alma do prazer No enrabichado és um grato atavio Que alinda a sensação e a faz valer E, do trato aquele sedutor arrepio Fulgor que causa impar alvorecer Um fastígio, e um agrado gentio De ternura, loucura e acaso viver E, da sua falta a inquieta tortura Suspiro que aperta o peito vazio Quando, só se quer um bocado! E, pra se ter o amor com doçura Paixão, o apreço deve ser luzidio Pois, só assim se achará “xonado”. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 11/08/2021, 15’10” – Araguari, MG

⁠SONETO A MARIA Ó Mãe de candor e esplendor em lume O amparo no rosário a quem lhe desfiar
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⁠SONETO A MARIA Ó Mãe de candor e esplendor em lume O amparo no rosário a quem lhe desfiar Porque és, Maria, Mãe, afeto implume Razão e fé, do amor que ensina a amar Tua presença é a sede na vida incólume Ouvir o Teu Nome é um santo comungar Quando os Céus a assenta em alto cume De joelhos os teus filhos se põem a rezar És Maria, Bendita Mãe de nós pecadores Bendito fruto entre as mulheres, amém! A bem aventurada, encimada de flores Imaculada, Senhora, excelsa Virgem Maria A constelação que do ceio o bem, provem És a nossa esperança tão cheia de quantia © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 09/08/2021, 18’00” – Araguari, MG

⁠TOMO Tão longe me leva a poesia Alevanta a alma e o desejo
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⁠TOMO Tão longe me leva a poesia Alevanta a alma e o desejo Só emoção, donde me vejo Inspirando agrado e alegria Vezes me perco na porfia Da ilusão, outras me rejo E sempre afeto eu almejo Criando na prosa fantasia Vós, poesia, cá no cerrado Meu alento, minha fiança Do coração o meu assento Se haveis, amor postulado Dar-lhe-á para a confiança Pra assim, eu ser sentimento... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 03 outubro, 2021, 17’17” – Araguari, MG

⁠SONETO VÃO Poética que passais pela poesia De amor, porque não vos fixais
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⁠SONETO VÃO Poética que passais pela poesia De amor, porque não vos fixais Que passais tal a breve fantasia De um sonho, para nunca mais! Ou o tal agrado que supor viria Em um poema luzidio, e iguais As sonatas com suave melodia Porque na rima paixão não traz? É sem sentimento, de dor coberto Uma inspiração inútil, sem noção De um pobre coração tão deserto Sinto sequer o acorde, a emoção Tudo supérfluo, tudo tão incerto Estranha prosa de um soneto vão! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 02 outubro, 2021, 18’55” – Araguari, MG

⁠LUTO Minha poesia fez-se pesar dum amor ido Uma dor no sepulcro onde saudade sente
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⁠LUTO Minha poesia fez-se pesar dum amor ido Uma dor no sepulcro onde saudade sente Lembrada, suspirada, sentimento sofrido Evocado da recordação, mas tão presente Oh, versar, porque és tu, tão imperador? Minha prosa vive a sonhar nos desvarios Dos beijos, dos carinhos do amado amor Num desejo de inteirar os versos vazios Estouvada poética, carente de venturas Não vês que o meu estrago é tão duro Rasga o coração, e farto de amarguras Cá fico a olhar e imaginar um atributo Para então versar a este amor tão puro Mas, o verso se traja de nostálgico luto! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 30 setembro, 2021, 11’08” – Araguari, MG

⁠MINHA POESIA A minha poesia já não é mais triste Que chorava as agruras de outrora
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⁠MINHA POESIA A minha poesia já não é mais triste Que chorava as agruras de outrora Pois no meu verso a ventura existe E o agrado, mora na estrofe, agora Cada versar de dor, outro arrojado Apagando as sensações sangradas Não mais quero verso abandonado Que sejam as emoções iluminadas Em muitas prosas sozinho versei Numa cena em vão, triste cenário Porém, outra poética ao verso dei E deste modo rompe nova fantasia E todo o amor de antes, necessário Aqui se encontra na minha poesia... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado Setembro 30/2021, 13’50” – Araguari, MG

⁠RECOMEÇO Pensava eu, não mais versejar o amar E a poesia vazia de tão doce melodia
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⁠RECOMEÇO Pensava eu, não mais versejar o amar E a poesia vazia de tão doce melodia Pensava eu, a viver com a poética fria Mas a prosa, ousou novo prazer brotar Cada verso, agora, o afeto é impresso Após tantas as sensações fracassadas Vejo o versar em prosas apaixonadas É poética de uma paixão eu confesso Ó poema tão repleto de tanta ternura Trazendo agrado a quem já foi sofrido Dum remoto tempo de ilusão e agrura Que dizer eu, deste canto de sensatez Que na inspiração adiante tem sentido Ao enrabichado que ama mais uma vez... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 01, outubro, 2021, 18’00” – Araguari, MG

⁠A MINHA DOR O que é isto que rasga meu soneto em sofrência E de onde está poética que sussurra em alta voz
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⁠A MINHA DOR O que é isto que rasga meu soneto em sofrência E de onde está poética que sussurra em alta voz Versos frios, que tortura, dum amor na ausência Que me devora por inteiro, num sentimento atroz Triste sensação, desilusão em riste, rima triste Há um tormento no peito que sufoca e agiganta Tudo tão cinza, e uma prosa penosa que insiste Numa dolorosa poesia que resiste e desencanta Aonde estão as trovas tão cantadas com alegria Aquela doce poesia, não o silêncio que me resta A solidão, pensamento amargo e a paixão vazia Cadê os versos, aqueles com ventura ao dispor Com estória e histórias não essas que molesta Pois cá neste versar penalizado só a minha dor... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 29 setembro, 2021, 14’25” – Araguari, MG

⁠AMOR HEREGE Não tive a sorte de um amor parceiro Me vi em um turbilhão de sensações
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⁠AMOR HEREGE Não tive a sorte de um amor parceiro Me vi em um turbilhão de sensações Minh’alma não pode tê-lo por inteiro Amarguei-me entre ferozes decepções E neste frenesi de emoções, a vontade Daquele sentimento amigo e contente Cheio de venturas e aprazível saudade No olhar que faz juras do eternamente Não tive. Sou recheado de recordação E tristuras vazadas da poética a chorar Numa prosa de fúria, dúvidas e paixão Piedade, fadado amor herege... fenece Na ilusão da satisfação que faz sonhar E a suspirar o amor que não se esquece! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 29 setembro, 2021, 08’32” – Araguari, MG

⁠A MINHA SAUDADE A minha saudade tem lembrança tua Que já não tem a poética como antes
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⁠A MINHA SAUDADE A minha saudade tem lembrança tua Que já não tem a poética como antes Tem a tristura no peito que não recua E silêncios tão ruidosos e constantes Não sei pra onde ir, nem aonde vou Só sei que dói, corrói o meu coração Minha emoção, tua sedução roubou Carregou e me deixou na vã solidão A minha saudade tem muita saudade Tem insônia, loucura, é sentimental A minha saudade ao sossego invade Saudade, meu aperto, por ser amador Em um tempo muito, duro e integral É saudade minha, por ti, ó meu amor! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 27/09/2021, 04’55’ – Araguari, MG

⁠ACHACADO DE AMOR Quisera eu, possuir uma poesia com encanto Pra carrear minha poética pra onde tu estejas
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⁠ACHACADO DE AMOR Quisera eu, possuir uma poesia com encanto Pra carrear minha poética pra onde tu estejas Adornado de carinho e de surpresas no canto Só pra celebrar o quão o meu amor te desejas É poética cheia de sentimento, sede de estar Portanto saiba, que me tomou por completo O coração. Eu só tenho vontade de te beijar E na ternura, querer-te ao lado do meu afeto Na prosa não mais sei ser um bardo sedutor Pois, cada verso nos versos só quer lhe falar Do que sente por não te ter ao lado no amor Bem sabes, cada penitência, aflita remissão O querer que brada, e sobrevive a te esperar Tão achacado de amor, e de saudosa paixão... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 28/09/2021, 15’53” – Araguari, MG

⁠BENEFÍCIO Resta-me compactuar com o mando do fado Aceitar o que fadou pra mim, e então, assim,
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⁠BENEFÍCIO Resta-me compactuar com o mando do fado Aceitar o que fadou pra mim, e então, assim, Pouco a pouco outra sensação, cá no cerrado Pois, a história de retornar, a dor é de festim E, quantas venturas, emoções, num perdido Da Cidade Maravilhosa silêncios tristonhos Aperta e chora o peito, de um tempo partido Pois, em cada saudade há pedaços de sonhos E o meu poetar vagueia no revés eleito, feito Vai despregando cada um dos secos espinhos Deixando o sentimento planeado de bom jeito Eu rogo a Deus que me permita mais existir Fui mais, e muito mais tenho nos caminhos Se passou, passou. Na gratidão quero sorrir... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 27/09/2021, 09’55’ – Araguari, MG

⁠ROTA Há tanto desejo, há tanta poesia lá fora E de que serve, ah paixão, tanta riqueza
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⁠ROTA Há tanto desejo, há tanta poesia lá fora E de que serve, ah paixão, tanta riqueza Se aqui ao meu lado não te possuo agora E na solidão: distância, aflição e rudeza Na lembrança a dura saudade do carinho De grudar-me nos teus beijos molhados Atar-me ao teu cheiro suave e mansinho E juntos, em um só suspiro, enamorados Os dias vão, e vai cada segundo embora No alvoroço palpitam as emoções vazias Tudo se arrasta, e a aurora tanto demora Mas, de que presta essa sensação remota A incitar o doce afeto com cruéis utopias Quando o nosso amor está em outra rota © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 27/09/2021, 19’27’ – Araguari, MG

⁠O CERRADO LÁ FORA Quanto o manto da noite veste o cerrado O silêncio invade a alma numa melodia
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⁠O CERRADO LÁ FORA Quanto o manto da noite veste o cerrado O silêncio invade a alma numa melodia Num versar tão sensível e tão sossegado Tal uma sensação de uma erudita poesia As estrelas no céu, alvacentas e luzidias Numa harmonia em seu encantado voo Bailam pra lua em parceiras companhias Celebrando a magia dum dia que acabou Escura, sombria, duma vastidão gigante Odorante, e de um singular inteiramente Belo, significante, muito a todo instante E nesta quietação mouca dorme a flora Numa sedução, e fascínio tão inocente Do embalar da noite no cerrado lá fora... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 26 setembro, 2021, 20’44” – Araguari, MG

⁠TALVEZ Se no agrado do fado não puder te sentir E se na prosa não acontecer aquele laço
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⁠TALVEZ Se no agrado do fado não puder te sentir E se na prosa não acontecer aquele laço Aquela emoção afável não mais existir No amor, no afeto, no calor do abraço E se não estiver junto aquele doce olhar Sentir o desejo das magias enamoradas E dos tão ardentes beijos a nos acalorar Então, seremos recordações imaculadas E, que seja breve se não puder me levar Que leve minha poética na tua sensação Suspirada da minha emoção, pra lhe dar... E, se assim não puder, que seja singular E me leve na nostalgia de o teu coração Cá te terei na saudade, que quis te amar! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 26 setembro, 2021, 12’47” – Araguari, MG