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Frases de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL

766 frases

⁠TEMPO REMOTO (soneto) É bom que eu prose ao léu, assim acostumo na solidão, da privação de um amor passado
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⁠TEMPO REMOTO (soneto) É bom que eu prose ao léu, assim acostumo na solidão, da privação de um amor passado pois a lembrança surrara no pesar suspirado perdendo no versejar aquele rítmico prumo Terá, e virá, um certo dia, então, presumo um sentido para o verso, o mais sonhado talvez o que mais mime, o mais encantado que anuncie juras, e sensação para o rumo E, se ao chegar a hora de um verso absorto que não se apague o ardor, seja conforto poético, velando a minha aflitiva soledade Ouvidos não darei a inspiração sem alento pois, poesia de saudade tem padecimento mesmo que de boa lembrança, a saudade. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14 junho, 2025, 15’09” – Araguari, MG

⁠SAUDADES DE VOCÊ (soneto) A saudade hoje me acordou Com a solidão de tua voz
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⁠SAUDADES DE VOCÊ (soneto) A saudade hoje me acordou Com a solidão de tua voz Nesta manhã fria que abortou Uma dor dilacerante e feroz Suscitou a ternura do teu beijo Na ausência do teu triste olhar Anoitado no solitário desejo Dos carinhos em nosso amar Alvoreceu os antigos sentidos Dos abraços por nós já partidos Amarelados nos tempos antigos Pra tal, alegou a minha razão Nossos segredos em inspiração Poesia que foi a nossa paixão. (Saudades de você.... Arranha o meu coração). © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Maio, 14/05/2010, 08’07” - Rio de Janeiro, RJ Laranjeiras

⁠SENTIMENTO DE CRISTAL (soneto) Num soneto amoroso, a poesia pura esquecida de sua encabulação
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⁠SENTIMENTO DE CRISTAL (soneto) Num soneto amoroso, a poesia pura esquecida de sua encabulação sente nos versos o afago e ternura suspirado da angelical emoção Enquanto espalha a formosura nas entrelinhas, aquela sensação tímido, se modela da ventura e romântico, o amor, doce razão Quando surge, por fim, encantada a prosa, cheia de rima apaixonada sussurrada em uma trama especial E o poema, apaixonado, feliz, seduz os versos consoantes e divina luz murmurando sentimento de cristal. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 07 junho, 2025, 16’46” – Araguari, MG

⁠i tuoi mali spaventano (soneto) Outono... as sonatinas ao vento suspiros, as inspirações matinais
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⁠i tuoi mali spaventano (soneto) Outono... as sonatinas ao vento suspiros, as inspirações matinais em cada tom, o vivo sentimento exalando as emoções essenciais No cerrado, outono, movimento lento, faz-se ao coração ter mais cadência, que em cada tormento aquela saudade, sempre iguais! E, assim, mais um outono, pardo trazendo no seu fardo sensações em um canto que encanta e canta É a voz outonal do poético bardo Que pulsa cada uma das paixões Onde, então, seus males espanta! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 08 junho, 2025, 16’38” – Araguari, MG

⁠CRISTAL QUEBRADO (soneto) Neste versejar estreito e amarrotado uma saudade, dura, estirada na rede
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⁠CRISTAL QUEBRADO (soneto) Neste versejar estreito e amarrotado uma saudade, dura, estirada na rede de verso tedioso, o dia, assim, despede suspirando com sonho desencantado e em um canto da imaginação, a sede de ilusões, desejos, no pesar bordado delicado tal um copo de cristal lavrado em que, às vezes, a sofrência excede é trova com choro, o que muito sente cada rima, uma rima com uma solidão bêbedo de dor, que dói n’alma da gente poética que faz o coração abandonado deixando o soneto cheio de sensação nota, e cicatriz de um cristal quebrado. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 02 junho, 2025, 19’36” – Araguari, MG

⁠SONETO JUNINO Terreiro ornado, junho desponta Tem bandeira, fogueira e rasta pé
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⁠SONETO JUNINO Terreiro ornado, junho desponta Tem bandeira, fogueira e rasta pé Canjica, - é bão demais da conta! No pé do ouvido, forró e cafuné Sanfona, quadrilha, muito quentão Busca-pé, moça bonita na janela Caminho da roça cheio de sensação E o casamento caipira na capela Costume que canta e encanta Viva São João! Enraizada fé, como não! Tem terço que os males espanta Junho em soneto junino, oração Santo Antônio, São Pedro, tanta Celebração e poética, trem bão! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 31 maio, 2025, 19’14” – Araguari, MG

⁠ASCENSÃO (soneto) Não será, contudo, está melancolia este verso plangente, este sussurro
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⁠ASCENSÃO (soneto) Não será, contudo, está melancolia este verso plangente, este sussurro modorra aflitiva e o pesar casmurro há de descerrar satisfação na poesia Hei de notar entusiasmo num urro em cada estrofe, cheia de melodia e rimas de felicidade num enxurro alagando o ritmo da lúdica fantasia Hei de atingir ao píncaro da sensação inspirador de cálida paixão, com teor e lá, elevado, um sentido com emoção Em verso maior, e saciado, com ardor e com sedução, e glória, e o coração apaixonado, hei de ascender ao amor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 28 maio, 2025, 19’02” – Araguari, MG

⁠DIA DE FRIO NO CERRADO (soneto) A manhã de nevoa branca e fria num úmido dia, e tão invernado
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⁠DIA DE FRIO NO CERRADO (soneto) A manhã de nevoa branca e fria num úmido dia, e tão invernado em maio nas bandas do cerrado embrulhado pela geada ventania Ruflante folha, em triste romaria e a garoa, em um tom enxarcado num bale, do inverno anunciado: faz frio, frio que frio no frio viria Arfa no peito este frio ardente achega no cobertor cavaleiro é frio que sente, e mais sente Vergado, olhar gelado, cordeiro ó dia de frio no cerrado, gente escasso ao sertanejo costumeiro! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 29 maio, 2025, 169’29” – Araguari, MG Frente fria

⁠COVARDIA (soneto) Se, assim, de novo à minha emoção Tocar, entediante, para o meu amor
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⁠COVARDIA (soneto) Se, assim, de novo à minha emoção Tocar, entediante, para o meu amor Hei de revelar-lhe toda a sensação Do coração, sussurrante e com dor Pouco importa se for apenas ilusão Não se faz surdo e cego este rancor Pois bem, dói, não apenas na paixão Nos suspiros, e tão cheios de temor O soneto chora, ai! Sangra, se arruína E, dentro do peito um vazio que arde Fazendo de o amargo poetizar, rotina Sôfrego... Suplicante... e tão aturdido Me vem aquela fragilidade covarde Fazendo o sentimento tão bandido. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 13 maio, 2025, 05’06” – Araguari, MG

REZA (soneto) Eu vi a solidão... Escura e fria Que no sentimento a sós ficara
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REZA (soneto) Eu vi a solidão... Escura e fria Que no sentimento a sós ficara E qual o motivo a sorte ignara Não sei, sei que dói na poesia Se mais sentia, mais dor escorria Nos versos com desditosa cara Cheio de sofrer, poetando para Cada pesar, que a saudade trazia O verso fluía e o choro chorava Pudera neste folhetim literário Ter prazer que a dita ignorava Ah! como pudera! Sou sem sentido Nem mesmo as súplicas no rosário Me deu zelo pra que fosse querido. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 21 abril, 2025, 17’26” – Araguari, MG *dia da morte do Papa Francisco

⁠FRAQUEZA (soneto) Se de novo à minha porta bater a ilusão sorrateira, repetitiva, para o meu amor
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⁠FRAQUEZA (soneto) Se de novo à minha porta bater a ilusão sorrateira, repetitiva, para o meu amor hei de dizer-lhe toda a minha decepção e o meu furor, como um gládio vingador Já não instiga o fascínio da imaginação cândida, pois outrora, sagaz foi a dor dilacerante, fatiando a minha emoção agora letarga, tal uma desfalecida flor Mas, ai! há sussurro leve pela janela d’alma, suspirando que nunca é tarde pávido, enfrento-a, isto tudo é balela! Oscilo... Vacilo... E sôfrego... perdido, afrouxo ao coração como um covarde. Pois amor pro amar nunca é esquecido. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 19 abril, 2025, 17’34” – Araguari, MG

⁠UM AMOR MAIOR (soneto) Depois que te beijei, depois, nada mais importou notei que senti uma sensação que não tem preço
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⁠UM AMOR MAIOR (soneto) Depois que te beijei, depois, nada mais importou notei que senti uma sensação que não tem preço um sentimento, o melhor, que ainda não passou e, palpita na emoção, se tem tanto, não conheço Ternura intensa, viva, velada no abraço espesso em um tom maior, que depois do súbito brotou na fascinação do coração, no mais doce apreço e nesta ventura és o versar poético que te dou Depois que te beijei, depois, tudo é satisfação sem você é saudade, que aperta, tão estreito sentir, que invade a alma em uma louca paixão de te querer, de estar junto a ti, é tão melhor enredado assim, e com tão ardente candura só depois que te beijei, senti um amor maior. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 13 abril, 2025, 14’34” – Araguari, MG

Rosário Joelhos no chão Oração ao alto
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Rosário Joelhos no chão Oração ao alto Coração em conversão Tenhamos prioridade No que traz a salvação Neste amor que nos invade O espírito, sejamos razão O único caminho, a vida, a verdade, Rezemos com devoção. “Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo e Sua Mãe Santíssima. Pra sempre sejam louvados.” © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 04/09/2025, 04’00’ – Araguari MG

poeta errante como ventania desajeitada alma pela estrada
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poeta errante como ventania desajeitada alma pela estrada ilusão encantada… vivo eu a velhice no silêncio, meninice sem crendice... apenas vivendo pouco querendo ou tendo... afinal, a vida de uma orquídea, adiante bela e breve, a cada instante... diversa, em verso assim vou, vibrante […] disperso eterno poeta errante... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 30/07/2020 – Triângulo Mineiro

⁠VERSOS DE SAUDADE (soneto) Vou de versos em saudade, sofrente As trovas choram lágrimas, suspiram
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⁠VERSOS DE SAUDADE (soneto) Vou de versos em saudade, sofrente As trovas choram lágrimas, suspiram Soluça. A solidão e o pesar, inspiram Vertente. Nublando o verso da gente O poetar de nostalgia, uma serpente Ondeando o ritmo com um amargor Envenenando o verso com sua dor E na versificação uma dor clemente Adeus, uma poesia que estrangula Adeus, agonia que o pesar formula Enfeitiçando a prosa tão cruelmente Aperto, enjoo, o verso sem medida Nesta saudade poética tão abatida Enchendo o soneto de rima ardente. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 28 julho, 2025, 13’51” – Araguari, MG

⁠CABELOS BRANCOS (soneto) Já, cabelos brancos me são notórios Cobrem as frontes tão inteiramente
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⁠CABELOS BRANCOS (soneto) Já, cabelos brancos me são notórios Cobrem as frontes tão inteiramente Total. E embuçá-los, feitos ilusórios Então, deixo-os assim, conducente Cabelos brancos, ah, insatisfatórios Sejamos francos, pouco atraente Cheios de espantos, merencórios Quando os percebi, me vi silente O andamento com os seus paralelos A tal surpresa ingênua da mudança Pois, flavo realçava os meus cabelos Agora, o outrora tornou lembrança E no espanto, branquejados vê-los Conferi que a vida tem ordenança. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 27 julho, 2025, 14’37” – Araguari, MG

Ternos, eternamente Avós (soneto) É o dia aos Avós consagrado Doces, intensamente sempar
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Ternos, eternamente Avós (soneto) É o dia aos Avós consagrado Doces, intensamente sempar Dentro do amparo um olhar O amor pelos Avós é legado Acalanto traz no vosso viver Tanto! Mais, muito esperado Estar... sobremaneira amado Vô e Vó, de paixão és teu ser São duas vezes paternidade Entusiasmo, a fraternidade... Sempre lembrança querida Chegada, partida há emoção Do genitor a soberana versão Ternos, eternamente na vida. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 24 julho, 2025, 14’44” – Araguari, MG *dia dos avós 26 julho

⁠AMOR QUE FREIMA (soneto) Versos meus que chamei de ilusão Devaneios, mas cheios de sentido
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⁠AMOR QUE FREIMA (soneto) Versos meus que chamei de ilusão Devaneios, mas cheios de sentido Suspiro, sussurro, na dor escondido Versos meus a que chamei paixão O ardor cultivei, tive sofreguidão Também, de afeição fui servido Nesta versificação estive aluído Ora cá, ora acolá, varia emoção Romantismo na rima foi colocado Onde o meu versar fica debruçado A espiar o existir a se movimentar E direis, versos meus, ainda teima? Como negar a um verso apaixonado Se meu canto tem amor que freima. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 24 julho, 2025, 19’56” – Araguari, MG

⁠ÍMPAR FUNERAL (soneto) Fui vigilar as minhas ilusões Torno, versado, e tão servis
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⁠ÍMPAR FUNERAL (soneto) Fui vigilar as minhas ilusões Torno, versado, e tão servis No compor, duras sensações Das versificações que eu fiz Também, contentei, então sigo No delírio de uma imaginação Ah! e a tristura chorou comigo Lagrimejando do meu coração Criei trova tosca, árida, escura Ali enterrei suspiros e loucura E na saudade, aquela vastidão É ventura deste ímpar funeral Cheios de emoções nada igual Pulsando sentimento e paixão. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 21/07/2025, 20’214” – Araguari, MG

⁠SERTÃO CERRADO (soneto) Este amarronzado árido de se ver Que o cerrado tem no seu cerro
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⁠SERTÃO CERRADO (soneto) Este amarronzado árido de se ver Que o cerrado tem no seu cerro Nos dá sensação de mais querer No espaço variado, sem encerro No sertão, a vida, deixa se correr Em uma magia, num desemperro Sem pressa, o que tem de suceder Será. Perder o tom é um fatal erro Nessa lentidão mirrada, o incrível Tudo assim, chapadão disponível Juntado... mais isto, mais aquilo... A cada canto o encanto acridoce Tudo é muito como se nada fosse E tão magnificente em seu estilo. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 22 julho, 2025, 14’44” – Araguari, MG

⁠ESPAÇO (soneto) Tragando a vastidão do cerrado profundo A solidão num canto, a saudade devassa
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⁠ESPAÇO (soneto) Tragando a vastidão do cerrado profundo A solidão num canto, a saudade devassa Saudade do afeto que no peito arregaça E que vagueia na dor, lamentoso mundo E na esteira sem fim da tristura sem graça Ei-la embalada na sofreguidão de moribundo Recostado no abismo sepulcral sem fundo Do pesar, e encruado suspiro que não passa Poeto. Me elevo em busca de um conforto Vou pelo estro de encontro a outro porto Pra aurorear a sensação com cheiro de flor E nesta emoção que se tornou um lastro No vazio. Cheio de pranto no árduo rastro Cato a poesia para abrir espaço pro amor... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 19/07/2020, 15’10” - Triângulo Mineiro

⁠PRA DEPOIS (soneto) Vou chorar depois. Hoje estou disposto Quero instante, sensação, seja qual for
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⁠PRA DEPOIS (soneto) Vou chorar depois. Hoje estou disposto Quero instante, sensação, seja qual for Vou enxugar as lágrimas do meu rosto Pois, não desejo um sentimento feridor Já eu vou estar evidente sem desgosto No versar próprio de convite ao amor Na prosa ter felicidade. Quero o gosto Sem pudor, amargor, somente primor O tempo passa, a hora sai pela porta A poética com agrado o que importa Quero o essencial, e de nada perder Afinal, o choro é pra ter a alma leve E aos desencontros o meu até breve Vou deixar o porvir e, hoje vou viver. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 19 julho 2025, 19’51” – Araguari, MG

⁠“Lo confesso“ (soneto) Os versos de amor que não lhe cantei Aquele poema tão terno que não o fiz
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⁠“Lo confesso“ (soneto) Os versos de amor que não lhe cantei Aquele poema tão terno que não o fiz Por achar que era sabido o que te dei E que todo meu sentido lhe era servis Passei pela saudade e de ti não serei Vi que foi mesmice, pois teu olhar diz Mas em cada verso no versar te porei Registrando o quanto, então, te quis! Mas agora é tarde, apenas sensação Não mais sinto uma delirante paixão Revelo-te sem quaisquer nostalgias Leia-me com os olhos do sentimento Pois, são confissões sem sofrimento Que deixei abafadas noutrora poesias. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 18 julho 2025, 20’09” – Araguari, MG