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Frases de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL

766 frases

⁠COMO É BOM ESTAR AMADO Eu vi uns belos versos que causaram suspiros, de um coração apaixonado
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⁠COMO É BOM ESTAR AMADO Eu vi uns belos versos que causaram suspiros, de um coração apaixonado e que, discursava emoção e cuidado aonde os beijos de amor extasiaram Eu vi que olhares nas trovas falaram renderam a alma e deram o recado e que, meu sentimento ficou lotado e, assim, as rimas a paixão velaram Eu vejo no verso encanto e sedução que cresce na poética o que sente e sente o doce cheiro perfumando Eu vejo no poema a meiga sensação fazendo a este trovar tão diferente e, ao ledor, como é bom estar amado. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 14/10/2024, 18’26” – cerrado goiano

⁠CARECENTE Se eu peço ao verso para ter piedade que não seja hostil a uma trova dócil
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⁠CARECENTE Se eu peço ao verso para ter piedade que não seja hostil a uma trova dócil dizes que sou tão rude e um tanto vil querendo um rimar com sensualidade De onde vem tão pouca serenidade se pouco o poetizar aparenta gentil mais atento e amável, terno e sutil sem aquele tom com voracidade? Meu suspirar dolente e tolo chora nos versos que vem e vão e, assim, embalados em tristura, vêm afora Parece então que tudo é apenas dor pondo o versar triste diante de mim carecente de apego, emoção e amor! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 15/10/2024, 14’16” – cerrado goiano

⁠CERRADO EM PAUTA Cerrado, além chão, quanto elemento: diversidade, mistério e toda sua galeria
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⁠CERRADO EM PAUTA Cerrado, além chão, quanto elemento: diversidade, mistério e toda sua galeria formoso, glorioso fascínio, árida poesia pura magia, e o belo maior sentimento Cada canto o encanto, singular intento e que toda imaginação, tom e sinfonia envolvendo a sensação em policromia que há de aprisionar o mais desatento De toda narração o mais condimento só de vos provar, sertão. Tão singular perceber é vivenciar-vos, eu bem sei Porque por saber aprecio o momento tomando privilégio, fazendo apreciar pois, a cada dia notando mais prazei. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 12/10/2024, 21’01” – cerrado goiano

⁠BEM-ESTAR Ó, bem-estar, escuta, estou aqui A minha felicidade bem conhece
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⁠BEM-ESTAR Ó, bem-estar, escuta, estou aqui A minha felicidade bem conhece Sou agrado que no prazer cresce E que na satisfação suspira por ti Riso, sou mais paz, nunca perdi Teu versar quer tal a uma prece Um renovo que na rima aparece Dando o testemunho do que vivi Ó, alegria és tu em mim, virtude Um sentir à frente, sempre pude Querer-te boas sensações trazes Então, com tua ventura vou além É emoção sentimento e também Fé. Pois, eleva o bem que tu fazes. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 05/2024/16’21” – Araguari, MG

⁠SONETO DE LEMBRANÇAS Poetando depois daquela hora sofrida meu versar resignado e quase sem dor
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⁠SONETO DE LEMBRANÇAS Poetando depois daquela hora sofrida meu versar resignado e quase sem dor recorda a paixão daquele grande amor aquele, profundo amor da minha vida Nos versetos, quanta sensação querida escoam da saudade, agora, sem rancor se há lágrima perdida, é em tom menor pois, o furor já sem aquela sanha doída O sentido, o que resta agora, guardado na memória, com cheiro e significado remindo as juras desleais, sem fianças E, que foi eu, afinal, neste sentimento? Sei, que fui mais que apenas momento a suspirar neste soneto de lembranças. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 09/10/2024, 15’20” – cerrado goiano

⁠CONTENTAMENTO (soneto) Enfim, posso aquietar! Já te poetei o teu olhar sagaz, sedutor e quente
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⁠CONTENTAMENTO (soneto) Enfim, posso aquietar! Já te poetei o teu olhar sagaz, sedutor e quente regeu uma poesia divinal, fremente onde nos seus versos me entreguei Em cada poema, sentir-te, bem sei se foi bem, foi mal, a alma ardente furou o meu peito, profundamente tatuando teu nome, marcado serei É assim, o meu amor: demasiado poemas tão maciços de confissão em cada rima o rimar apaixonado Por este sentir, vivo em comunhão na crença deste amor encantado inspirado do enamorado coração! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 04 março, 2025, 16’30” – Araguari, MG

⁠AÍ SE TEM O SONETO ESPECIAL Ter a poesia amorosa, emotiva e alada Os versos com sentimentos suntuosos
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⁠AÍ SE TEM O SONETO ESPECIAL Ter a poesia amorosa, emotiva e alada Os versos com sentimentos suntuosos Aroma, sussurro e suspiros numerosos Possuir sentido, uma poética afeiçoada Não ter bobagem, desencontros, nada De partilha, somente beijos ardorosos Muito a se fartar, elementos veludosos Na norma nenhuma vontade moderada Transgredir o espaço da alma, coração Entregar-se sem pejo à sua devoção Mergulhar na paixão, soltar o aperto Conservar a inspiração sentimental Sentir-se em plenitude, um concerto Afetivo. Aí se tem o soneto especial. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 29 janeiro, 2025, 15’33” – Araguari, MG

⁠DE UMA POÉTICA REVESTIDO (soneto) Eu finco em tributo este soneto enamorado Pra ti! pra que tenhas as altas homenagens
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⁠DE UMA POÉTICA REVESTIDO (soneto) Eu finco em tributo este soneto enamorado Pra ti! pra que tenhas as altas homenagens Em cada versar. Sentimentos e mensagens De doce paixão... em cada verso inspirado Os olhares e sussurros no soneto enlaçado Achegado. Incide no rimar com metragens De sensação e emoção, em tão sãos itens Refletindo da alma cá neste verso poetado É amor que no meu peito paces, entoando Cânticos de encantos e momento divertido Vibrando a emoção e a ternura ressoando: Tu és o meu amor e também o meu sentido Onde os meus versos vão, então, banhando De uma poética e de uma poética revestido. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 26 janeiro, 2025, 15’47” – Araguari, MG

⁠NOSTALGIA (num dia de chuva) Como a chuva se compõe angustiante Nublada, penosa e tão cheia de teor
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⁠NOSTALGIA (num dia de chuva) Como a chuva se compõe angustiante Nublada, penosa e tão cheia de teor Que torna o céu de acinzentada cor O fôlego se ausenta por um instante O chão encharcado e tão ressonante Causa na sensação pulsação e temor Na batida da chuva, num tom maior Pingo a pingo, ela, estronda meliante Também, ermo, também, n’alma toca E a emoção relenta e, no peito sufoca Em um versejar que saudade contém Junto, pois, o meu pranto, e a agonia Chove lá fora, respingando na poesia Nostalgia, é chuvarada, nela alguém! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 19 janeiro, 2025, 14’08” – Araguari, MG

⁠Um grande amor Está tudo terminado Agora vai, siga o seu caminho
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⁠Um grande amor Está tudo terminado Agora vai, siga o seu caminho Busque outro, deixa o passado Não volte a me sangrar no espinho Da dor, da desilusão, do rancor Atira seu destino em outros mares Outros olhares Não recues desta batalha Não me dispa desta mortalha Deixe o afeto forrar a minha cama Com a qual a razão me chama Desenhando rabiscos de emoção Pois, existe mais em outra dimensão Quero estar longe deste abismo De ter que encarar o cinismo De ser singular na paixão Quero par na emoção Quero harmonia no coração Desejos na relação Enfim, assertor... De um grande amor! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 14/10/2010, 11’19” - Rio de Janeiro, RJ Laranjeiras

⁠SONETO PRIVADO A tarde no cerrado cai, aquosa Silente, e o pôr do sol rubente
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⁠SONETO PRIVADO A tarde no cerrado cai, aquosa Silente, e o pôr do sol rubente A chuva, em gota lustrosa... lacrimeja melancolicamente Nesta languidez, a sensação Duma aflição, vou suspirando Enternecido, cheio de ilusão E, lá fora o pingar em bando Sinto o coração palpitando Na solidão, e no devaneio Assim, o tempo passando Em um suplicante floreio Nostálgico sinto arrepio Demanda o pensamento E a saudade no seu feitio Cata poesia pro momento. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 22 dezembro, 2024, 17’43” – Araguari, MG

⁠Um dia, a jornada tem fim cerra o estirão e aquele alvorecer o perfume viçoso das flores, assim,
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⁠Um dia, a jornada tem fim cerra o estirão e aquele alvorecer o perfume viçoso das flores, assim, em um piscar de olhos escolher e ser a lembrança ainda tem, a falta sim, ainda e na berlinda o tempo que leva cada suspiro cada sonho, sentido, sensação, enfim, envelhece quem permanece na prece, sugiro: boas memórias, coração, pois, um dia a jornada tem fim e o que fica é a boa ação e nada de ruim, nem dor para uma favorável canção então, cante o amor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Dezembro 2024 – Araguari, MG

⁠NOITE FELIZ Aquela noite, debaixo da estrela guia Uma noite cristã, o natal do Nazareno
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⁠NOITE FELIZ Aquela noite, debaixo da estrela guia Uma noite cristã, o natal do Nazareno Me faz recordar dos dias de pequeno Cheios de encantos, cantigas e poesia Cá nestes versos um versar ingênuo De sensações entrançadas de magia Da velha emoção em verde fantasia E a inspiração em um sonho sereno Flama no soneto, pisca-pisca multicor Anunciando a vinda do autentico amor Alegremo-nos, o menino Deus nasceu! Ah! os corações se enchem de prosa Fé, e este ensejo de forma generosa Traga paz e bem no Natal meu e seu! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14 dezembro, 2024, 16’20” - Araguari, MG

⁠APENAS Que eu trove, somente, a minha saudade Como se fosse o suspiro em mais um verso
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⁠APENAS Que eu trove, somente, a minha saudade Como se fosse o suspiro em mais um verso A rima perdida na recordação, no disperso Enfim, a sensação de liberdade e de vontade Que eu liberte uma qualquer imaginação: Olhares meigos e aquela aprazível alegria Inspirada pra você, com a ventura luzidia Inteira, pelos vários sentidos duma emoção Que me tenhas teu, só teu, a todo momento E seja o sentimento, a tua boca o meu alento Ousadia, companhia e tão cheio de fantasia E que, apenas, sinta, sussurre á minha prosa Agrados, emoções, aquela ternura carinhosa Na poética saudosa com porção de nostalgia. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 10 dezembro, 2021, 21’04” – Araguari, MG

⁠SONETO DA SAUDADE - (soneto II) Repete, no soneto saudoso, por mim, a versejar O outrora, as histórias, os sentimentos amados
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⁠SONETO DA SAUDADE - (soneto II) Repete, no soneto saudoso, por mim, a versejar O outrora, as histórias, os sentimentos amados O vazio de uma solidão, por ti, a me espezinhar As marcas do penar da dor no âmago gravados Que possa o poema, do dilema plural, lembrar Da sensação e da prosa, dos olhares intrigados Do amor, ser amador e os encantos a acautelar Todos, na impressão, recordação, enfileirados Redigidos, tão só, pelo carinho e a docilidade Cá no cerrado, sentado à beira dessa saudade Própria de quem viveu a sedução da emoção Aspiro à singeleza e a constância poder atingir Ouvir, e narrar, qual sentido, esse meu existir Poetizando a vós toda poética do meu coração! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 07 dezembro, 2021, 05’48” – Araguari, MG

⁠BEM-VINDO, DEZEMBRO Dezembro, mês que chega Natalino cheio de hino, luzes, cor e esperança
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⁠BEM-VINDO, DEZEMBRO Dezembro, mês que chega Natalino cheio de hino, luzes, cor e esperança mês da aproximação do Deus menino. Dezembro, novos rumos, a lembrança a união, a determinação do destino de genuíno sinal e genuína confiança. Dezembro, ternura e doce emoção superação, de gente como a gente acordando cada sensível sensação. Dezembro, saudade dum ausente presente na gratidão, eterna paixão farra do ano, tão abundantemente. Dezembro, surpresas, incertezas, virão é vida em andamento, presente! Trazendo mais ardor ao coração... Bem-vindo, sorrindo, a compartilhar... Até quando um novo dezembro chegar. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 01 dezembro, 2024, 07’50” – cerrado goiano

⁠COMPLETUDE Nestes versos dotados de zelo, formosura Quero eu memo apetitar todo o segundo
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⁠COMPLETUDE Nestes versos dotados de zelo, formosura Quero eu memo apetitar todo o segundo Com emoção, qual possa ser mais ternura E na estrofe o sentimental verbo facundo Estimo o afeto, estimo o beijo, a mistura De cheiro e toque, sentimento profundo Para ter a sensação tão cheia de doçura E mais vivo cada tom que se faz fecundo Num verso vivo, a poética, a imaginação Buscando aquele encontro tão sonhado Fazendo desabrochar o mais lindo vigor Canto-te, desejo-te, tão cheio de paixão Pois, só assim, o versejar será encantado E os versos tão mais completos de amor. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 23 novembro, 2024, 17’23” – Araguari, MG

⁠BOA SORTE Não infama ao ler esse soneto de ternura é um cântico, sim, cântico de um amador
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⁠BOA SORTE Não infama ao ler esse soneto de ternura é um cântico, sim, cântico de um amador nele há mais do que só emoção, há jura: pulsa um coração com o mais puro ardor É o versar cheio duma ritmada partitura em tons sensíveis e, apaixonado louvor do criador pra criatura, em uma mistura de olhar, toque, sensação, graça e pudor Com o qual partilha toda emotiva certeza e nas rimas o desejo com a dócil presteza criando está narrativa de um enamorado Ó paixão! Este verso traz d’alma o aporte declamando na tua poesia o terno amor da ventura de quem tê-lo terá boa sorte. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 20/11/2024, 14’07” – Araguari, MG

⁠TER-TE EM VERSO Ter-te em verso, em rima afeiçoada em variado sentimento maravilhoso
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⁠TER-TE EM VERSO Ter-te em verso, em rima afeiçoada em variado sentimento maravilhoso cheiro, sussurro, um olhar malicioso possuir, a ventura, alma enamorada O amor, este, sem demandas, nada que traga divisão, e sim um gostoso beijo, e o fartar em abraço avultoso deixando a poética toda encantada Este versejar que busco do coração na inspiração com suave sensação com a paixão, a contê-la no acerto A manter-se tão sentimental, forte a emoção que traz ao peito aperto a esperar avidamente pelo aporte. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 19/11/2024, 14’18” – Araguari, MG

⁠CIRCUNSTÂNCIA Nas horas de saudade ou daquele vazio a poesia a poetizar, bem junto da ilusão
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⁠CIRCUNSTÂNCIA Nas horas de saudade ou daquele vazio a poesia a poetizar, bem junto da ilusão às vezes continua, abstrata, a sensação suspirando e, o sentimento com arrepio O tempo vai, vai o tempo, anoitece o dia reflito, penso e, ao fim, a falante solidão colocando a confiança numa escuridão e a cursar excessiva nesta dolorosa via O silêncio toma conta de todo o sentido recaio num torpor, o olhar mais perdido e o tormento adentra aflitivo no coração Sopra a esperança, a emoção traz fulgor dentro deste vão, há inspiração e amor uma é arte o outro a mais pura emoção. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 16/11/2024, 17’36” – Araguari, MG

⁠CÉU, VENTO E CHUVA Céu, vento e chuva, horizonte submerso Em nuvens, e o cerrado todo verdejante
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⁠CÉU, VENTO E CHUVA Céu, vento e chuva, horizonte submerso Em nuvens, e o cerrado todo verdejante Enxurrada, e aquele pingar borbulhante Na estrada, atiçando sentimento diverso Alma retirada, um devaneio tão disperso Chão molhado, cheiro de erva rastejante Na poça d’água um espelhar coruscante Sensação, precipitação, ó aquoso verso Chove no cerrado, no cerrado a chover Cada fauna no seu canto a se esconder Canta a seriema num cântico sem fim... Suplicante. Céu, vento e chuva, lá fora Cai, em uma cadente poética trovadora Tornando o sertão num sedoso jardim. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17/11/2024, 10’48” – Araguari, MG

⁠CÂNTICO ÁRIDO NO CERRADO (soneto) Já não mais os agridoces cheiros Vindos dos ventos dos silvados
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⁠CÂNTICO ÁRIDO NO CERRADO (soneto) Já não mais os agridoces cheiros Vindos dos ventos dos silvados Não ressoam cânticos brejeiros Que concebiam versos alados Onde estão os frescores cordeiros Cheios de sessamentos afiados Pelos dias amenos e tão inteiros Cá no cerrado, tão pavonados? Secura, aridez, rolando ao léu Onde foste azul, cinza é o céu E, que hoje vimos mais e mais Tem poeira no horizonte, urge No fim da vereda a sede surge - Estia o chão e os mananciais! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17/06/2025, 10’39” – Araguari, MG

⁠EM TI QUE A ALMA AQUENTA (soneto) Inverno... de prosas macilentas Cheia de saudade, melancolia
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⁠EM TI QUE A ALMA AQUENTA (soneto) Inverno... de prosas macilentas Cheia de saudade, melancolia Tão triste as trovas friorentas Carregadas de soturna poesia Pardo inverno de horas lentas Sempre iguais, densa melodia Ó versar, por que te apoquentas? Não soluces mais, adoce, alivia! Tudo é pressa, passa, é correria Dos dias invernados do cerrado Vai-se na poética que acalenta Verás sim, soneto de invernia Que canta o canto orvalhado É em ti que a alma aquenta. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 16/06/2025, 14’45” – Araguari, MG

⁠MAGIA DA POESIA (soneto) No versejar doloroso, não diviso dor alguma, é sentir e recontar
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⁠MAGIA DA POESIA (soneto) No versejar doloroso, não diviso dor alguma, é sentir e recontar tem, choro e riso, céu e paraíso. Todo um sentimento a poetizar Também, um momento conciso vindo d’alma, percebo, entanto. No soneto triste, há um indeciso verso de alegria e de um encanto Uma dualidade, é dentro, é fora embora, surgirá sempre a aurora e uma ilusão pincelada na poesia O canto, se com pranto, saudade com o sorrir é cheio de felicidade para bordar a poética com magia. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 15 junho, 2025, 14’24” – Araguari, MG