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Frases de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL

766 frases

⁠HÁ TEMPO PARA TODO PORÓSITO (soneto) Quero poetar-te assim, num pôr do sol Cantos dos pássaros e um céu azulado
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⁠HÁ TEMPO PARA TODO PORÓSITO (soneto) Quero poetar-te assim, num pôr do sol Cantos dos pássaros e um céu azulado Inspirado num poético e airoso arrebol Com retórica cheia de tom apaixonado Igual ao cântico cadenciado do rouxinol Quero, também, com emotivo significado Um olhar intenso tal a um lustroso farol Quero poetar-te com o sentimento alado Minha poesia pra te quer mandar flores Ter teu cheiro impregnado com sabores Em cada toada, e que não a deixe ao leu Então, com o aformoseamento na trova No certo que o amor se refaz, se renova Lanço estes enamorados versos pro céu. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 20/07/2025, 19’50” – Araguari, MG

⁠NÃO HÁ TEMPO (soneto) Não há tempo pra versar carência Há muita sensação que ter ainda
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⁠NÃO HÁ TEMPO (soneto) Não há tempo pra versar carência Há muita sensação que ter ainda A cadência duma emoção infinda E o romantismo com sua essência Toda a relevância é tão bem vinda Quando no prenuncio de valência Dando ao verso uma magnificência E o sentido com poética mais linda Cada verso escrito, muitas paixões Daqueles muitos variados senões Também, tive suspiros no coração Sinto prazer no viver, afortunado Deixei de lado qualquer passado Não há tempo pra sentir solidão. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17 julho 2025, 19’00” – Araguari, MG

⁠ACERBO FIM (soneto) É está a última saudade que te entrego Igualmente a última versificação para ti
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⁠ACERBO FIM (soneto) É está a última saudade que te entrego Igualmente a última versificação para ti Nestas linhas sentidas meu superar rego Não mais versos tristes, do que eu sofri O meu sentimento agora quer sossego Ter sensação, o que nunca de te recebi E comigo fica apenas aquele aconchego Da partida, o adeus, do nada que perdi É este o derradeiro cântico que te faço Pois, neste trespasso, desata-se o laço E por certo, tinha que acontecer assim Sim, é um poema sombrio e magoado De uma poesia com versos destroçado Arrancados de mim, neste acerbo fim. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 16 julho 2025, 18’45” – Araguari, MG

⁠AQUELA POESIA (soneto) Era tão poética, serena e encaminhada Aquelas sensações que tanto bem fazia
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⁠AQUELA POESIA (soneto) Era tão poética, serena e encaminhada Aquelas sensações que tanto bem fazia Cheia de sentimento, e tão apaixonada Por verso que a prazerosa alegria trazia A versificação era de somente ternura Sempre meiga, que o olhar entretinha Onde cada palavra tinha cortês figura E nas entrelinhas aquela poesia, tinha! Era promessa que se dava com carinho Repartindo amor, sempre com jeitinho Onde em cada verso eram versos seus Aquela poesia de você, quanta saudade Emoção, suspiros, paixão, muita vontade Fartamente sussurrado nos versos meus. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 15 julho 2025, 19’08” – Araguari, MG

⁠DESLEMBRAR (soneto) Quando no verso deixar-te silenciado Para habitar, por fim, a sensação fria
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⁠DESLEMBRAR (soneto) Quando no verso deixar-te silenciado Para habitar, por fim, a sensação fria Em que nada mais no peito é agonia Te peço que fique inerte no passado Não mais quero o versar com poesia Qual o rimar tinha sentido apaixonado E o carinho tão latente e tão amelado Ah, quero os versos sem essa profecia Depois que te poetizar este apartado A inspiração não mais terá saudade E o cântico no sentimento será calado A versificação terá então outra emoção Em cada verso um reverso de liberdade E o deslembrar o novo tom do coração. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14 julho 2025, 17’48” – Araguari, MG

⁠MEUS VERSOS SÃO UM SONETO Meus versos são um soneto... bem sei Provida no sentimento e muita poesia
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⁠MEUS VERSOS SÃO UM SONETO Meus versos são um soneto... bem sei Provida no sentimento e muita poesia Momentos, sensações, assim, os rimei Também, os choros, suspiros e magia Cantei no versejar aos que romanceei Chorei em cada estrofe com nostalgia A alegria, como não, então, eu exaltei E, em cada tom aquela exata sintonia Gabei nos versos a carícia tão amada Segredei sigilos em noite enluarada E na madrugada sussurrei na solidão Na sentimental simbiose, o trovador E a trova, sempre tão cheio de amor Soneteando os sucedidos do coração. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 08 julho 2025, 17’22” – Araguari, MG

⁠NARRATIVA TRUNCADA (soneto) Muitos versos, por certo, me cantaram por certo, muitos sonetos eu segredei
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⁠NARRATIVA TRUNCADA (soneto) Muitos versos, por certo, me cantaram por certo, muitos sonetos eu segredei alguns poemas, cadências me soaram desses, ilusões no sentimento guardei O choro e o riso na rima entrelaçaram ritmo e desordem na inspiração operei de os desencontros que me abraçaram sussurros, os suspiros, também, notei Promessa e jura. As estrofes disseram e os versos sofrentes as dores fizeram ah, se errei, não importa, pois tentei! Mas sinto ainda no versejar inquieto um estilo que não acho no alfabeto pra narrar aquele amor, que susterei. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 12 julho 2025, 18’52” – Araguari, MG

⁠... a sorrir para mim (soneto) Passei o meu versar pelo poente Numa alegria cheia de sensação
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⁠... a sorrir para mim (soneto) Passei o meu versar pelo poente Numa alegria cheia de sensação Daquele verso que a gente sente Sussurrado do enlevado coração Pedacinhos de mim mesmo, latente Pus nos versos com aquela paixão Suspirados, e tão na alma presente Cá trovado numa confidente canção Em cada linha o sentimento estava E na sensível poética se encontrava Deixando cada emoção tanto assim E o pensamento que vivia no porvir Ao sentir, pôs a empolgação a sorrir E a cada poetizar um sorrir para mim. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 10 julho 2025, 11’54” – Araguari, MG

⁠CONTRADIÇÃO (soneto) Se eu peço a este soneto que compaixão Não seja opoente ao coração enamorado
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⁠CONTRADIÇÃO (soneto) Se eu peço a este soneto que compaixão Não seja opoente ao coração enamorado Tão pouco o fado rebelde e despreciado Se versar com afeto traz branda sensação De onde vem tão truculenta inspiração Duns versos que se mostram obrigado A causar no contrário, tão desesperado Na ilusão, e feito a modo de divagação Minha poesia inquieta e falante chora Num prosar que está a cantar e, assim, Tão encharcado de suspiro, vêm fora Aparenta então que na rima sofrente Minha poesia vive a chorar por mim Só para ver a insatisfação contente. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 03 julho 2025, 18’58” – Araguari, MG

⁠EM MOVIMENTO (soneto) Ó, notai, que este versejar traz poesia um cântico que anuncia doce sensação
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⁠EM MOVIMENTO (soneto) Ó, notai, que este versejar traz poesia um cântico que anuncia doce sensação e, embora seja contido, vem do coração destacando os encantos de variada via Quanto sentimento, incluindo alegria vai-se em busca do amor, da emoção são versos tão imersos na inspiração enchendo a métrica com terna magia Paixão, condição, cada dia um arrepio deixando a prosa inquieta, imprecisa e ao soneto, a cada olhar, uma prova Não só de sofrência, tampouco estio é tanto a tempestade quanto a brisa pois, a cada ação, uma poética nova! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 30 junho, 2025, 21’59” – Araguari, MG

⁠TRAZER-TE À POESIA (soneto) Quando te evoco, a poesia apaixonada Provê dum emotivo ardor que imagina
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⁠TRAZER-TE À POESIA (soneto) Quando te evoco, a poesia apaixonada Provê dum emotivo ardor que imagina Cada versar: cheio de amor, ah! divina Emoção. Sussurra a paixão, enamorada Vejo ventura, ó sensação, tão doirada Do olhar, afago, que a poética ilumina Tirando a inspiração duma dura rotina Alumiando o vale da alma arrebatada Ouço a tua voz no meu pensamento E o peito que, no sentimento ungido Modula o soneto de ternuras cheia E sinto, do teu beijo o encantamento Na metrificação cada arrepio sentido: Contenta... realiza... ocupa... devaneia. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 29 junho, 2025, 14’52” – Araguari, MG

⁠PEDINTE (soneto) O verso pede poética. A poética pede casos O amor pede o olhar, o sentimento sensação
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⁠PEDINTE (soneto) O verso pede poética. A poética pede casos O amor pede o olhar, o sentimento sensação Dos admiráveis enredos dos anelados acasos Da enredada existência do reiterado coração Quem se apaixona pede paixão, pede ocasos O beijo pede relação, e pede, o afeto, junção Pede o toque o arrepio. Carinhos sem prazos E o amante pede pra ser amado com atração Quem sonha pede imaginação. Pede loucura Quem não? E pede na ternura aquela doçura E o infeliz pede ao destino que não o reprima O verso, também, mantendo o mesmo padrão É sentimental a pedir o acréscimo de emoção Fornecendo ao versejar emotiva pedinte rima. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25 junho, 2025, 18’51” – Araguari, MG

⁠INTENTO (soneto) A poética pede conta de meu sentimento Como se a sensação fosse estar por conta
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⁠INTENTO (soneto) A poética pede conta de meu sentimento Como se a sensação fosse estar por conta Mas como dar, se sou solitário, e desponta Um prosar que presta conta de momento Para ter na conta um poema com alento No combinar me vi, pro coração, afronta Deixei para lá, não achei a outra ponta Faltou curso, sei lá, fui levado ao vento Oh vós, soneto, com rima deveras tonta O amor não deixai que seja passatempo Tenhais na métrica a emoção, já pronta Não traga ao versar somente contratempo O que faz parte de um conto, tenha monta E assim intento para cada um de seu tempo. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 27 junho, 2025, 114’51” – Araguari, MG

⁠TOCAIA (soneto III) E o entardecer que suavemente emoldura O cerrado, onde repousa o sublime poente
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⁠TOCAIA (soneto III) E o entardecer que suavemente emoldura O cerrado, onde repousa o sublime poente Turvará ele, assim, cessante, resplandecente Num suntuoso final do dia, cheio de textura Pois o tempo findando arrasta o olhar da gente Em um encantamento, com uma doce ternura Revelando formosura, feita, nesta entalhadura Do anoitecer, que até a sensação pulsa e sente Então, da luminosidade do sol pouco restou Absorvida pela escuridão da noite, passou E, agora, o sombreado se fazendo tão certo Sem deixar resquício nem fulgor, esvaeceu Cá no sertão o continuado obscurecer e eu Concernente, de tocaia, com fascínio inserto. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 26 junho, 2025, 19’27” – Araguari, MG

⁠NOVO ALENTO (soneto) Encontrei-te nas nuances do meu verso Por suave direção, assim, me levaram
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⁠NOVO ALENTO (soneto) Encontrei-te nas nuances do meu verso Por suave direção, assim, me levaram Pelos caminhos da paixão, e tão imerso Que os meus devaneios estranharam Em cada estrofe um sentimento diverso Ritmos afáveis de cada tom brotaram Sou, de novo, feliz, ó destino controverso Pois, ímpar amor, aos versos inspiraram Antes, na poesia, conduzida a esmo Quinhoando solidão de mim mesmo Era pesar, inquietude, tudo dava dó Agora, alojado pelo teu terno carinho Os versos descrevem o nosso cantinho Em uma poética onde não me sinto só. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 23 junho, 2025, 19’17” – Araguari, MG

⁠EU (soneto) Nasci em Araguari, das Minas Gerais Daqueles imortais causos narrados
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⁠EU (soneto) Nasci em Araguari, das Minas Gerais Daqueles imortais causos narrados Guardados na imaginação, tão reais Mineiro, dos sentimentos arretados Da cidade sorriso e sonhos divinais Dos portais do cerrado, encantados Vivo carpindo a saudade, ademais Cá tenho contos, tão afortunados Nasci em Araguari, que me viu nascer Que no aconchego teu, eu pude viver Ó chão que amo e amar me ensinou Atravessando o tempo, caminhando Na ilusão de ser um poeta, passando, Vou. Apenas um alguém que sonhou! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 24 junho, 2025, 18’24” – Araguari, MG

⁠PRISÃO (soneto) Ó meu verso, meu falto verso que choras As lágrimas tão sentidas de uma saudade
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⁠PRISÃO (soneto) Ó meu verso, meu falto verso que choras As lágrimas tão sentidas de uma saudade Na qual as estrofes que amargam as horas E, deixam o suspirar cheio de profanidade Não quero sentido que o desejo imploras O suave amparo de uma cáustica vaidade Quero o perfume suave das ternas auroras De outrora: o beijo, o olhar... e a vontade Ó prisão, ah infortúnio, ah cântico pobre Que tira o tom do coração poético e nobre Inspirando as lembranças só com rancor Ó solidão, junta ao enredo nostálgica cena Sussurrando versos com sensação pequena Onde um tempo grassou o manifesto amor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 22 junho, 2025, 14’49” – Araguari, MG

ESTADO DE SATISFAÇÃO (soneto) Deixo a inquietude do versar na medida Em cata duma beleza e de um esplendor
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ESTADO DE SATISFAÇÃO (soneto) Deixo a inquietude do versar na medida Em cata duma beleza e de um esplendor E, assim, de inspiração liberta, pela vida Vou. Cheio de matiz em uma variada cor É tom de ventura, o sentimento na lida Desabrochado tal qual uma poética flor Daquele especioso verso que dá guarida: O doce beijo, olhar trocado, terno amor A poesia nunca deixa a gente esquecer Faz querer mais, faz o coração sorrindo É o cântico em que a alma se põe a dizer E, trovando, escorre pelas mãos, que diz Um contentamento sempre bem-vindo... Animando, o poeta, ser o menos infeliz. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 18 junho, 2025, 18’23” – Araguari, MG

⁠ENCARCERAR (soneto) Encarcere no verso, a prosar, tudo quanto Há encanto, riso, tanto, toda ímpar poética
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⁠ENCARCERAR (soneto) Encarcere no verso, a prosar, tudo quanto Há encanto, riso, tanto, toda ímpar poética Que pulsa e soleniza em um eterno canto Ritmo e sentimento. E a emotiva dialética Que vibre sensação, imagine doce recanto Em um movimento de ação e arte cinética Traçando a poesia com versar sacrossanto Em um heroico acalanto e fala energética Guarda do amor, a suavidade. Dedicatória, Tenha. Não tenha qualquer rima escassa Junte no estilo toda aquela boa memória E poete, faça simbiose na paixão, seja terso Na expressão. Com toda sua leveza e graça Assim, então, encarcere o notável no verso. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17 junho, 2025, 19’33” – Araguari, MG

⁠CORAÇÃO FERIDO (soneto) A poesia geme e a saudade murmura No verso. Tão impaciente que parece
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⁠CORAÇÃO FERIDO (soneto) A poesia geme e a saudade murmura No verso. Tão impaciente que parece Um cântico, árdua toada, uma prece Atulhando o versejar com desventura Largando a imprecisão como messe Aonde nas rimas a cólera configura Então, a inspiração ruge, ó amargura! É um aperto que da tentação floresce Soa tom túrbido, convulsivamente Trêmulos versos saem ferozmente Por entre as mãos, sombria aurora Roga o sentido nestes versos feridos Com lastimas, sentimentos partidos De um coração que pulsa e chora! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 18 junho, 2025, 18’23” – Araguari, MG

MEUS VERSOS (soneto) Meus versos, assobio do vento no cerrado A alma melancólica devaneando na rima
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MEUS VERSOS (soneto) Meus versos, assobio do vento no cerrado A alma melancólica devaneando na rima O sentimento escorrendo de sua enzima Do grito do peito do sonho estrangulado Mimo das mãos no verbo que a alma lima Ternura na agonia, voz, o lábio denodado Galrando sensações num papel deslavado Que há no silêncio do fado em sua estima Os versos meus, são o olhar em um brado O gesto grifado no vazio sem pantomima Vagido da solidão parindo revés entalado Meus versos, da alacridade me aproxima Me anima, da coragem de haver poetado Ter e ser amado, o telhado, riso e lágrima. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Abril de 2017 - cerrado goiano