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Frases de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL

766 frases

⁠VERBO POETA Poeta, conjugação, expressão do amor Das entranhas, frações de alma e grito
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⁠VERBO POETA Poeta, conjugação, expressão do amor Das entranhas, frações de alma e grito Escrito em sensações, o diverso infinito Aflito, calmo, és da palavra manejador Poetar, o poeta, frasear, variante flexão Em cada canto, o teu canto é irrestrito Largo, plural, tão singular, bela oração O verbo poeta, muito além do espírito Antes de modo, tempo, pessoa: a ação Segue a ordem do coração, e profundo O dialeto da emoção, da ilusão secreta E, o que seria da poesia neste mundo? De qual verbo seria o poeta a poetar... Do amar, sonhar ou puramente poeta... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 08 setembro/2021, 11’:10” – Araguari, MG

⁠AMANTES Feliz a poética ficaria se a meu lado Esse amor na poesia fosse o certeiro
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⁠AMANTES Feliz a poética ficaria se a meu lado Esse amor na poesia fosse o certeiro Em cada verso ter-te comtemplado Com sensação, em um amor inteiro Feliz a prosa teria, ó amor, em te ter No canto, no encanto, na rima estar Viver, e, no entanto, sintonia conter E, então, na inspiração te encontrar Feliz, sim, seria, se não fosse a ilusão Que tão desse amor não podemos ser Em saber do fado com sua outra razão Feliz, se tenta, um dia de cada vez, pois, Depois a lembrança é dor que faz doer Naquele poetar que evoca por nós dois! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 08 de setembro, 2021 – Araguari, MG

⁠GRANDE AMOR Não inquiete, minha paixão, da vida és Um desejo forte em contundente porte
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⁠GRANDE AMOR Não inquiete, minha paixão, da vida és Um desejo forte em contundente porte O bom agrado que em te revela, através Da sensação, que brota felicidade e sorte Aceite minha emoção, do coração convés Daqueles beijos de sentimentos e aporte Da jornada do afeto este necessário viés Que se tem guia e o enamorado suporte Não temas, soneto, da poética cantada Que trova o amor com escrita dourada Versando a felicidade ao nosso derredor É vida, uma partilha, a adulação encantada Que queima, satisfaz e da sede nossa aliada Grande amor, imortal que a própria morte! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 07 de setembro de 2021 - Araguari, MG

⁠SENSAÇÃO DE OIRO Quando te vi, senti uma euforia da alma, aos sussurros de amor
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⁠SENSAÇÃO DE OIRO Quando te vi, senti uma euforia da alma, aos sussurros de amor era em uma tarde do fim do dia sedução, e querer dum amador Rara intenção de fulgente primor no peito alojado mais que alegria em brocado rútilo, um esplendor que suspiros, no olhar, se sentia Um agrado divino, nobre, fogoso de uma poética vinda do coração dando sorrisos para ti, carinhoso Quando te vi, amor, uma alumiada sensação de oiro, cheia de emoção fez-me lotar duma paixão amada! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 07/09/2021, 13”35” – Araguari, MG

⁠TAL COMO SOU Tal como sou, sou um soneto com essência Em cada verso da poética, sou total agrado
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⁠TAL COMO SOU Tal como sou, sou um soneto com essência Em cada verso da poética, sou total agrado D’um amor ímpar, romântico, apaixonado Aquele que da métrica, é, a suave cadência Falo do amor em cada estrofe, existência De uma sensação, de ter o ardor ao lado Onde em cada canto o canto enamorado Que é o penar, quando, de sua ausência Sou uma prosa narrada, fascínio e emoção Poeto a cada canção o carinho, tão sereno Sussurrado, soletrado da poesia do coração D’amor que te quero tanto, o amor pleno De venturas ilustres e infinitas, doce razão Falo de amor, elevado, além de o terreno... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 06 setembro 2021, 15’33” – Araguari, MG

⁠ESPERAR Não mais te darei o canto do amor tanto E nem tão pouco a sensação por te amar
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⁠ESPERAR Não mais te darei o canto do amor tanto E nem tão pouco a sensação por te amar Siga-te no teu canto, quieto, e, portanto, Permita-me idear na poética, e devanear... Não mais te darei aquele desejo, encanto Nem acalanto. Pois, a mim torou-se pesar Fique aí, por aí... no teu qualquer recanto Onde os versos não possam te encontrar... Desejo-te mais e mais, e estar, bem mais Pois cá, o meu coração tá cheio de canção Esperar? Minh’alma saiu da beira do cais... Largais o tempo, se foi, agora outra razão As rosas marcadas de paixão, aquelas tais Não mais. Te amar, somente na inspiração... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 04/09/2021, 19’45” – Araguari, MG

⁠DE NOVO (soneto) Minha prosa, de prosar-te, anda ferida Meu sentimento anda sem te perceber
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⁠DE NOVO (soneto) Minha prosa, de prosar-te, anda ferida Meu sentimento anda sem te perceber Não mais é aquela razão do meu viver Pois, a fração terna, agora, sem medida Não mais vejo aquela atenção na vida Grata. O meu amor ficou sem entender Vazio está a poesia, do crer, do teu ser E, ao meu coração uma estória repetida Tudo na poética é corrente, tudo anda Em versos quando nossa alma é branda Toda a graça, todo o querer, bem assim! E, olhos tristonhos em ti, triste sensação Ah! se soubesse de cada prazer e emoção Do amar, sentiria que amor não tem fim! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 02 setembro, 2021, 06’15” - Araguari, MG

⁠CONSTÂNCIA De toda a minha dor serei atencioso Andou, anda, sempre, tanto, e tanto
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⁠CONSTÂNCIA De toda a minha dor serei atencioso Andou, anda, sempre, tanto, e tanto Que mesmo que poete com encanto Dele me encante, não mais caloroso Quero o suspirar sem ser lamentoso E nestes versos deduza o meu canto Não é pranto, nem santo, porquanto: - é quem do amor quer ser amoroso E assim, quanto menos me procure Quem sabe que da distância se vive Quem sabe o silêncio, fim da chama E, eu possa ter a poética do que tive Se estive no coração de quem ama... Pois, sou amador do amor que dure! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 01 setembro, 2021, 19’15” - Araguari, MG *Viniciando

⁠ESPÍRITO DE UMA SAUDADE Carrego comigo a tua recordação No coração eu carrego a saudade
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⁠ESPÍRITO DE UMA SAUDADE Carrego comigo a tua recordação No coração eu carrego a saudade Nunca estou sem ela, uma prisão Na minha calmaria, na liberdade Onde quer que vá, comigo estão: - o teu nome, o cheiro, a vontade Você é o meu castigo, a sensação A emoção suspira na calamidade Eu carrego essa saudade comigo Eu a carrego no aturado coração Sem você o desejo é um mendigo Comigo essa saudade eu carrego No aturado coração, dura solidão Saudade, a ti meu espírito entrego... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 29/08/2021, 15’31’ - Araguari, MG

⁠ENFADA SAUDADE Está saudade enfada que me devora numa melancolia igualmente sentida
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⁠ENFADA SAUDADE Está saudade enfada que me devora numa melancolia igualmente sentida em uma ausência que brada e chora aperta o ar numa sufocante batida É uma sensação que do peito evapora nesta aflição interior, inquieta, abatida em mistérios duma sofreguidão sonora que me atinge, desorganizada, sofrida Entrego-te todo este mísero alvoroço o sorriso, a nostalgia, a tranquilidade quero contigo suspirar, sair do fosso Então, não me deixe nesta imensidade de sensações, vazio, o padecer vosso! que me devora nesta enfada saudade... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 30/08/2021, 06’19’ - Araguari, MG Dois anos de morte de meu 5º irmão.

⁠Amar: fechei os olhos para te escrever um poema de amor, e, assim, te dizer: - que te amo! em cada estrofe a suceder
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⁠Amar: fechei os olhos para te escrever um poema de amor, e, assim, te dizer: - que te amo! em cada estrofe a suceder um suspiro, um afago, sussurros a valer cada noite, versos de amor no alvorecer em palavras falantes, onde amor haverá pois, quando se mora no outro no viver se vive no outro e de amor proverá.... Amor, é quando a gente quer aprender! Amar: faz saber que tudo de bom será! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 30/08/2021, 15’29’ - Araguari, MG

⁠Serventia Na minha alma tem uma condição Na minha alma tem uma poética
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⁠Serventia Na minha alma tem uma condição Na minha alma tem uma poética E, na minha poética uma fonética Vem comigo. Prove da sensação! Tem força, vive no cerrado, ética Que me chama, clama, doce ilusão Na minha alma tem uma variação Na minh’alma tem vária dialética Na serventia, inspiração! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 29/08/2021, 08’20’ - Araguari, MG

⁠CANTAR EM VERSO Tenho sede de poesia, tua rima, de tua poética e por essa via vou sedento, falante, esfaimado
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⁠CANTAR EM VERSO Tenho sede de poesia, tua rima, de tua poética e por essa via vou sedento, falante, esfaimado me sacia cada verso, cada sensação que libera busco o som, a quimera, as prosas de cada dia Sou faminto da imaginação, teu sonho alado de tua sintonia, tons, fantasia, isto ou aquilo tenho fome de emoção de tuas unas alcunhas quero devorar cada ato na minha inspiração Quero a poesia alinhada em sua formosura alvura no verso, tal qual o claro luar posto quero beber a luz fugaz de tuas centelhas E, sequioso venho e vou provando o gosto das palavras, catando toda paixão da gente os cheiros, sentimentos, no sedutor cerrado © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 28, agosto, 2021, 14’21’ - Araguari, MG

⁠GALANTEIO Não te desejo senão porque te desejo De querer-te tanto, que te quero tanto
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⁠GALANTEIO Não te desejo senão porque te desejo De querer-te tanto, que te quero tanto Um amor que vela e, espera o ensejo Te tem no coração num doce encanto Cortejo-te apenas porque a ti eu cortejo Em meus versos, pra ti, sem fim, canto Na ajustada medida de amor eu pelejo Para amar-te, ter-te, neste amor santo Me arde num sentimento verdadeiro De sensação, emoção, cúmulo inteiro Roubando minha paixão num canto E, portanto, assim, eu me vejo e sofro E sofrendo de amor, vivo e desespero Porque te quero, amor, tanto... tanto! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 28, agosto, 2021, 11’08’ - Araguari, MG *aniversario de Araguari, MG

⁠ENCANTO Se eu fosse uma prosa, eu te prosaria Entre muitas, a de que te desejo tanto
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⁠ENCANTO Se eu fosse uma prosa, eu te prosaria Entre muitas, a de que te desejo tanto Nesses versos seria o poético encanto A beleza, sensação versada na poesia Que és na composição amor e alegria Não nego! pois, tem sedução no canto A cadência que ao coração satisfazia Gosto, toque, aquele possível recanto E, se eu pudesse sem qualquer segredo Recitaria: - em um sussurro profundo: - como eu gosto de você. És meu ledo! Te versaria, se pudesse, num segundo Muito mais, o que não pouca é enredo Inspiração, paixão, maior do mundo! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 27, agosto, 2021, 14’44’ - Araguari, MG

⁠DEIXE ESTAR Se eu pudesse cambiar-te, se eu pudesse Extrair-te de vez do meu repetitivo poetar
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⁠DEIXE ESTAR Se eu pudesse cambiar-te, se eu pudesse Extrair-te de vez do meu repetitivo poetar E a saudade de ter-te desapego eu tivesse No esquecimento, pudesse, ali, te largar... Ah se pudesse! ... se essa paz a mim viesse Em canto ou em prece, me traga este lugar Ao meu tormento, piedade, que seja benesse Deste perdido amor, encantamento, se calar! E, se a poesia insistir neste sofrimento meu Do amor que eu senti um dia, e que foi seu Silêncio. Permita ao amor, se quiser, chorar! E olha, esqueça tudo por qualquer segundo Tudo passa, mas doí tanto, e é bem profundo Mas se é perdido, não esquecido, deixa estar! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 26, agosto, 2021, 11’03’ - Araguari, MG

⁠UM BEIJO Teu beijo, fostes a minha doce emoção O melhor, o mais intenso e tão sedento
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⁠UM BEIJO Teu beijo, fostes a minha doce emoção O melhor, o mais intenso e tão sedento Contigo à alma elevou do firmamento E devorei-te na boca a grata sensação Apoderaste, a minha ideia não te olvida Sente-te, arde, é imortal no pensamento E o meu querer é desejo, é meu sustento Com ele fui pela fervente paixão contida Beijo ímpar, lascivo e precioso abrigo Escravo, me sinto servo de tal instante Por que, dado, não o deixei contigo? Esputas-me, o gosto, de tão macio fruto Beijo absoluto! afável, veludo delirante Na constante presença daquele minuto! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 24, agosto, 2021, 15’17’ - Araguari, MG Olavobilaquiando

⁠QUASE TUDO Quase tudo de poético em mim foi poetado Quase tudo sussurrado de amor foi escrito
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⁠QUASE TUDO Quase tudo de poético em mim foi poetado Quase tudo sussurrado de amor foi escrito No versejar, o rimar do viver se fez infinito Na cadência de mil sensações foi musicado Tão fadado de emoções me tornei enamorado Tão cheio de romantismo fiz do amor bendito Cada soneto que fiz de agrado veio num grito Suspiros, sentidos, em um ritmo compassado Tenho dado o meu sentir a quem dele merece Se em prece, honra, num coração sem escudo Eu sou só gratidão, neste doar-se em benesse E se por tanto romancear fiz engano, contudo, Eu nunca fui do amor tirano, ou o mal fizesse Pra ter no fado, quase tudo, sem dano e rudo! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 25, agosto, 2021, 09’58’ - Araguari, MG

⁠SUSSURROS Não há soneto que a poética visse Que versasse como este que lemos
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⁠SUSSURROS Não há soneto que a poética visse Que versasse como este que lemos Um amor sentimental aqui teremos Na prosa onde paixão certa fluísse Olhe só! Cada verso em meiguices Em sensações que o afeto teremos Agrado que se faz em tais extremos Adiante vai a poesia em fanfarrice E, dando gestos de um amor profundo Cantarola as trovas, suspira, bem isto É o amor fluindo da alma bem fundo Olhe com o olhar fecundo, bem visto E, verás nas entrelinhas, num segundo Sussurros, emoções, do amor, insisto! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 25, agosto, 2021, 15’27’ - Araguari, MG

⁠O Amor Por muito tempo imaginei o amor, então Lastimava, trovava, e sentia o teu vazio
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⁠O Amor Por muito tempo imaginei o amor, então Lastimava, trovava, e sentia o teu vazio Hoje sinto que não tinha qualquer razão Não há o porquê, o tempo tem seu feitio A solidão é só uma condição, e quão vão Sinto-o no silêncio, no suspiro, no arrepio Imagino, crio, sorrio, vive na exclamação Porque o vazio, o vazio passageiro, assim Dança, agita, fala, recria, balbucia ilusão O amor, afim, este ninguém cala em mim... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 23, agosto, 2021, 13’58’ - Araguari, MG

⁠SONETO DE APEGO Esse amor que se lança, em melodia lúdico aos meus braços, tão sedutor
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⁠SONETO DE APEGO Esse amor que se lança, em melodia lúdico aos meus braços, tão sedutor me arrebata, e me acaricia e balbucia sensações no desejo, agradável ardor Esse amor, inteiriço, alma e poesia que suspira paixão e põe a compor emoção, única a que dei os, alegria e mais e mais, então, mais eu daria Esse amor que a predileção ganha a grandeza de repartir a quem ama e guarda aquele sentimento singelo Esse amor é inocente. Tão donzelo talvez, mas ao toque que se flama é amor que se derrama, rijo e belo! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 22, agosto, 2021, 06’21’ - Araguari, MG

⁠DESLIZE Eu da saudade sou quem chora Da ausência, ilusão, desencanto
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⁠DESLIZE Eu da saudade sou quem chora Da ausência, ilusão, desencanto Se eu caminho na solidão agora São motivos de trovar em pranto A saudade é dor, volúpia ardente Viva sensação, um remorso vão Dá-me emoção amarga e quente Injetada gota a gota no coração E nessa saudade tão fria e feroz Da tua privação, a aflição corre Rimando versos tristes e tão sós Vivo a suspirar como quem morre E a lamentar se assim vale a pena Essa saudade do amor de te amar © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 22/08/2021, 15’18’ - Araguari, MG

⁠SOU RÉU DE POESIA Sou réu de poesia! Confesso a minha sina Porém não me penalizo desse ditado fado
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⁠SOU RÉU DE POESIA Sou réu de poesia! Confesso a minha sina Porém não me penalizo desse ditado fado Sublime, o poetar é também feita contina Jeito tão mais gostoso e tão quão amado Por certo o que nos redime, nos faz alado Arte! A quem quer ter a poética inquilina Eu cedo, e está fortuna, assim, me defina Se eu portar, por acaso, e for um sorteado E nesta ação, tão incrível, embora fique Meu poetizar espalhado em mil pedaços Eu rogo que a inspiração tenha o clique Sou réu de poesia, mas também indefeso Na criação, da geração e dos teus passos Assim mesmo, da prosa quero ser preso! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 22/08/2021, 05’58’ - Araguari, MG

⁠A VIDA ESCREVE O fado meu contente, que a vida escreve Vivendo de amor, um desejo tão ingente
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⁠A VIDA ESCREVE O fado meu contente, que a vida escreve Vivendo de amor, um desejo tão ingente Vive em uma poética, e tão eternamente Canta cá no soneto, tão puro e tão leve Se lá no assento do coração, tudo breve Não tem aquele olhar e, se não consente Sente não poetar o que não será ardente Sim, desencontros, triste sina prescreve E se vires que dele podes então merecer Não verseje a coisa duma dor que ficou Viva o momento, assim, verseje pra ser Rogue ao fado, pela sede que acreditou Traga pra ti a poesia no melhor querer O amor, a sensação do que não acabou. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 20 de agosto de 2021, Araguari, MG