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Frases de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL

766 frases

⁠ALVORADA TRISTE A alvorada rompeu melancolicamente Carrancudo o dia, disperso no outrora
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⁠ALVORADA TRISTE A alvorada rompeu melancolicamente Carrancudo o dia, disperso no outrora A alma vazia, a apertura o que sente Pendente, onde a sensação é demora O cortejo das horas, tão lerdo, agora, Canta friamente um canto descontente E na mente vozejos que dá vida chora Desroscando a tristura à minha frente! A manhã vem chegando, tudo um nada A procura do que é vão, nem ninguém Pois, tudo faz da situação tão delicada A prostração onde a emoção é atada Cutuca, cá no cerrado, não sei quem Ou o que, vem, compassar está toada! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 13 março, 2024, 13’55” – Araguari, MG À Fernanda Beregeno pelo dia de hoje

⁠UM SÓ SONETO Somente um soneto cru, precário Poetizando a sensação repartida
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⁠UM SÓ SONETO Somente um soneto cru, precário Poetizando a sensação repartida Tão singular, vazio, tão deficitário E, aceita calmamente a dor doída Qual a um verso em um relicário Intocável, inerte, exilado da vida Ferido em espinho, sem itinerário Sangrando aquela paixão partida Somente um só soneto bem podia Nas estrofes o sentido arrebatado Embalado com poética na poesia Fazendo palpitar o canto, cantado Dando asas a ilusão, e que voaria Nas rimas do coração apaixonado. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 11 março, 2024, 20’04” – Araguari, MG

⁠LIBERDADE Entre os versos sedentos de saudade Uma sensação que estava prisioneira
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⁠LIBERDADE Entre os versos sedentos de saudade Uma sensação que estava prisioneira Por toda a métrica, pela poesia inteira Pra, então, ter o teu voo em liberdade Adeja em caça, daquela prosa faceira Plaina, alça voo pra sentir tua vontade Na imensidão do sentimento que brade Terno, superando sua poética fronteira Canta, versa, solta o trinar pelo vento Compõe aquele clima de doce alegria Livre na vastidão do belo pensamento Sê emotivo, enche o poema de magia Do teu âmago o novo em nascimento E dos teus versos muito mais sintonia. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 12 março, 2024, 10’55” – Araguari, MG

⁠QUANDO O SONETO CHORA Nas estrofes do soneto, a tristura Suspira, choraminga na dura dor
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⁠QUANDO O SONETO CHORA Nas estrofes do soneto, a tristura Suspira, choraminga na dura dor Unhando no verso afiada ranhura Dês que dá à sensação, dissabor Quando o verso lacrimeja, e figura O desagrado, o pranto é um temor Sente o desencanto, beira loucura Duma poética desiludida no amor Há pesares extensos no caminho Saudade, embatucando o sentido Martelando o que não tem alinho Chora o soneto o instante partido Da vida, versando cada cadinho Protelando o versejar tão doído! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 10 março, 2024, 14’20” – Araguari, MG

⁠SONETO ESCANCARADO Ainda que a saudade aperte o peito que tenha sons n’alma retumbantes
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⁠SONETO ESCANCARADO Ainda que a saudade aperte o peito que tenha sons n’alma retumbantes esbravejo esse canto inda sem jeito e, sem me ligar aos maus instantes Temo a falta, tão pouco ter preceito brado os sentimentos, os vibrantes do coração, assim, nesse ato afeito vivo a estimar, sensações faiscantes Também verso suspiro, e como sei os reais, os doídos, aquele cruciante certo estou que, contudo, te amarei E, cá escancaro a emoção alucinante que expõe o soneto que nunca te dei com cheiro, gosto, toque de amante! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 09 março, 2024, 17’40” – Araguari, MG

⁠NADA Se penso em fazer voltar-te a rosa dada Converto em dor os versos de lembrança
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⁠NADA Se penso em fazer voltar-te a rosa dada Converto em dor os versos de lembrança Sinto em mim uma sensação angustiada Percebendo que já não mais é a aliança Tua citação é mais nada, d’alma retirada E, no meu cantar não mais a esperança A outrora melodia, no meu peito, calada Por ser mais nada, então, nada avança Como eu posso devolver-te o mais nada Se nada mais, tenho, nem nada a te dar O meu versejar me serve como espada Um escudo, a deter a lágrima a derramar Pois, um dia se choradas, hoje enxugada Rasurando os datados versos por te amar! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 05 março, 2024, 15’51” – Araguari, MG

⁠POESIA E SENTIMENTO No ocaso dum dia, poesia e sentimento Cheio de sensação e de alegria, estava
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⁠POESIA E SENTIMENTO No ocaso dum dia, poesia e sentimento Cheio de sensação e de alegria, estava Acariciando a alma que então sonhava Com emocional poética no pensamento Encanto e ternura, fazendo o momento Assim, do mais intenso ardor, banhava Quando amor no horizonte desenhava A face que na saudade era juramento Ah! tolo sentimento, bate tão mais lento E o coração, no seu lamento, é moldado Soa nostálgico, violento, na sofreguidão Clama, chora, suspira, tem pouco alento Cinzenta paixão, em torpor fica o coitado E o sentimento e a poesia, ao vento vão. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 06 março, 2024, 15’40” – Araguari, MG

⁠PARADOXO Minha poesia é abatida e intensa Sempre a trovar o choro e alegria
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⁠PARADOXO Minha poesia é abatida e intensa Sempre a trovar o choro e alegria Vazia, mas também há presença Uma redação tão cheia de magia Tu quem és? Nesta tal sentença? Chegada, partida, amor ou arrelia Versos de aceitação e despensa Quanta contradição, triste ironia Clara, obscura, não sabe decidir Qual tom de mistério a versejar Se poética da dor ou do prazer Ah! poesia inquieta... sabe sentir Fartamente. E se põe a devanear No paradoxo que é o nosso viver! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 07 março, 2024, 07’00” – Araguari, MG

⁠SENTIMENTO SINGULAR A saudade é um sentimento singular É mal sentido com uma afiada paixão
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⁠SENTIMENTO SINGULAR A saudade é um sentimento singular É mal sentido com uma afiada paixão Quando maior, parece na alma fincar A lembrança elaborando dura versão Aflitivo não impregnado na sensação Exala momento perdido, a perturbar Clama, suspira, importuna o coração Olhar disperso, que se põe a chorar Vem sem rogar, adentra sem demora Deixa um torpor que ao espírito aflora Cravando no íntimo um imenso fragor Sabor amargo, que na emoção invade Tu saudade! Tão enredada de vontade E cético cântico de uma dor de amor! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 04 março, 2024, 20’41” – Araguari, MG

⁠O CERRADO ABRAÇA Tais como enigmas densos, viscerosos Os quais o cerrado, que a poética canta
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⁠O CERRADO ABRAÇA Tais como enigmas densos, viscerosos Os quais o cerrado, que a poética canta Os segredos são dum fascínio calorosos Contradizendo o torto que nele implanta Uma imensidão, o horizonte se agiganta Os rubores em um entardecer veludosos Dão lugar à beleza onde o vário encanta Trazendo vida com mais tons nas prosas E aquele espanto, se fazendo momento Esvaindo da admiração, ó coisa formosa! Bendito seja, pois, cada bom sentimento Que chega à emoção, propagando graça Vai contaminado a condição maravilhosa Onde cada sentido do cerrado nos abraça. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 02 março, 2024, 18’57” – Araguari, MG

⁠Vem, agrado, vem! Que siga essa alegria com devoção Trazendo a sua poética com ternura
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⁠Vem, agrado, vem! Que siga essa alegria com devoção Trazendo a sua poética com ternura Vem diversão, leve a cruel amargura Me dê sentido, com sede de emoção Possa o prazer ter uma maior paixão Purificando aquela sensação escura Que tudo isso, à alma, renda infusão Culminando em sonho, doce candura Quero toque, olhar, mais que só estar Que a flecha no coração seja sentida Atinja mais, e então, poder mais amar Permuta o alivio com a ilusão perdida Põe na minha poesia versos a cantar Vem, agrado, dá-me valia nessa vida! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 02, março, 2024, 15’07” – Araguari, MG

⁠VÉU DE UMA SAUDADE Ainda que casmurra a andar, a poesia Desnuda daquele amor a lhe encantar
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⁠VÉU DE UMA SAUDADE Ainda que casmurra a andar, a poesia Desnuda daquele amor a lhe encantar Com versos tristes e, com triste arrelia Mesmo sabendo que tudo tem o lugar A poesia romanceia, se põe a sonhar Se abarca em uma sedutora sinfonia Porque a poética faz o coração arfar Vertendo em carismática harmonia É a suave magia criando o momento O trovador que mesmo de alma nua Ainda, assim, busca o ritmo do vento Então, tão cheio de uma pluralidade Matiza as palavras, teima, continua Embalado num véu de uma saudade. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 26 fevereiro, 2024, 13’21” – Araguari, MG

⁠Fado pecador Sobre as asas de um poema sedutor Uma sensação voando da inspiração
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⁠Fado pecador Sobre as asas de um poema sedutor Uma sensação voando da inspiração Trazendo em seu canto tanto primor Paixão, agrado e a sorte no coração Sobre as asas de um poema maior A poética tão enroupada de emoção Prosa que leva seu cântico de amor Desbotando a saudade e a solidão Ah! fado pecador: - perdão na falha! Aquele escasso que sonhei e secou Tal a aridez do cerrado acinzentado Fez-se craquelado, versos na palha Quebráveis, dum pouco que sobrou Agora, sonhos se foram. É passado! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 26 fevereiro, 2024, 19’51” – Araguari, MG

⁠Composição Está poesia é pintada com emoção Tons poéticos e sentimental magia
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⁠Composição Está poesia é pintada com emoção Tons poéticos e sentimental magia Onde cada versar tem em alegoria O amor, sensível e terna inspiração A cor de fundo é o rubro da paixão A sua cintilação traz bem e valeria Alegria em cada retoque, simbolia E sensação, um pulsar do coração Nesta métrica se pode mais amar Muito e bem mais que os amores Versos a doar flores, e sem pesar Todo o ardor, cheios de primores No mais casto do sentido da arte: Dando a composição, mais cores. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 25 fevereiro, 2024, 16’41” – Araguari, MG

⁠NAS ASAS DA SAUDADE Foi em vão os versos para me serenar Na treva afiada do sombrio sentimento
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⁠NAS ASAS DA SAUDADE Foi em vão os versos para me serenar Na treva afiada do sombrio sentimento Cada rima tentou, assim, desencontrar De ti... e mais e mais, se fez momento A prosa insisti em versos para te amar Na poética somente pesar e tormento Pois, cada estrofe escreve o teu olhar E cada suspiro aquele sonoro lamento Pranto, sussurros, sensação e agonia Foi-se sonhos sonhados com paixão E agora somente está sentida poesia Que pronuncia, tão cheia de vontade Em um momento referto de emoção E, tudo, então, nas asas da saudade! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 23 fevereiro, 2024, 18’35” – Araguari, MG

⁠TEMPO DE ENCANTOS Mostram-se belos versos com exaltação Cá no soneto de afeto e aura dourada
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⁠TEMPO DE ENCANTOS Mostram-se belos versos com exaltação Cá no soneto de afeto e aura dourada Cheio de canção e de perfumada toada Que compassa o agrado e a sensação A prosa se veste de esplendor e paixão E em derradeira sedução, fica gravada No sentimento, no tempo, pela estrada Bailando na alma em graciosa emoção Inesquecíveis poéticas, tão atraentes Divinamente, às lembranças vertentes Prozando excessivas distintas alegrias Enquanto o ardor dorme sua realeza Tempo de encantos, cordial singeleza Ornando com amor a desejada poesia. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 24 fevereiro, 2024, 09’58” – Araguari, MG

⁠NÃO MAIS O VERSO TRISTE... Aqueles versos que em pranto soavam Rasgando a alma em poética convulsão
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⁠NÃO MAIS O VERSO TRISTE... Aqueles versos que em pranto soavam Rasgando a alma em poética convulsão E as toadas e os acordes já imaginavam Que vinham do mal do partido coração No carecido verso, desagrados estavam Pedintes, largados, vãos, ali pelo chão Os cânticos de outrora, escalpelizavam O sentimento... Dedilhando a emoção! Chegou ao fim! Não mais o verso triste À espera duma inspiração que ensecou Cada afiada sensação, que, no entanto, Não mais, no palpitante encanto, existe Então, a satisfação o versar encontrou Antes agoniado, agora, glória e canto... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 22 fevereiro, 2024, 16’53” – Araguari, MG

⁠Soneto do amor e seu epílogo Eram versos de amor, poética apaixonada Ensombrada de paixão, eram meus e teus
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⁠Soneto do amor e seu epílogo Eram versos de amor, poética apaixonada Ensombrada de paixão, eram meus e teus Sussurros d’alma, atado, eram teus gestos De um acalanto, ou zelo, eram teus gestos De um amor, doce instante, tão exagerado Eram os teus gestos de afago, de emoção Como só num raro sentimento poderia ser De agrado, encontro, eram os teus gestos E eis que ainda escreve poemas, ó amor Este, que sempre, sugerido na inspiração Saudoso e idêntico a narração nostálgica Que invade aquela lembrança extraviada Chamada recordação, um ardor profundo Trovado no soneto do amor e seu epílogo. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 16 fevereiro, 2024, 21’25” – Araguari, MG

⁠O DIA DE FEVEREIRO Então, em fevereiro, “mesversário” meu Nesta divisão do ano há um singular dia
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⁠O DIA DE FEVEREIRO Então, em fevereiro, “mesversário” meu Nesta divisão do ano há um singular dia Claro o dia 27, cheio de exclusiva magia Entrou em mim, no seu rumo entrou eu Guia-me, a satisfação, pulsante, apogeu De minh’alma, cheio de alegria e poesia Em meu peito, tão festivo, uma nova via Faz-se comemoração, gratidão... valeu! Já não é um nenhum sobre um nada Mas gestos, suspiros, sentidos, flamas E olhares, horizontes, toques, um hino É a vida sussurrante, mais apaixonada Abundante, e válida, que pelas chamas Do 27 de fevereiro: - assinala o destino! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 15 fevereiro, 2024, 18’57” – Araguari, MG

⁠NA SAUDADE SE ARRASTA Os versos que no versejar te beijo É dura solidão que ali se esconde
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⁠NA SAUDADE SE ARRASTA Os versos que no versejar te beijo É dura solidão que ali se esconde Um aperto que a dor corresponde Do carecer meu, de arfante desejo Como importa saber como e onde Caminha o teu coração, relampejo Minh’alma, e o nosso suspirar vejo A ilusão, a tortura, o sonho, donde Vem a sensação do vinho já vertido Que corre na agonia, tão traiçoeira Embebedando o sentimento sofrido Vem da nostalgia, de uma sede casta Da afeição, e de uma emoção inteira Ardente, que na saudade se arrasta. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 18 junho 2024, 17’31” – Araguari, MG

⁠medos tens medo de quê? do fim?
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⁠medos tens medo de quê? do fim? o fim se põe com o sol Nasce reiterado no arrebol do manhã morre, nasce, morre os desejos, pela alma escorre no amor, alegria, no tempo corre os sonhos expirando renovando tristura chorando dúvidas falando és o outro, és o mesmo até não teres temor de morrer assim, serás duradouro... ... eterno... © Luciano Spagnol (poeta do cerrado) Anápolis, 13/01/2013, 08'53" *paráfrase Cecilia Meireles

⁠Coloração (Rimas e Cores) tom do tom do amor coloração da vida
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⁠Coloração (Rimas e Cores) tom do tom do amor coloração da vida do pôr do sol ao alvor quanta acolhida já o preto a despedida matiz que traz pigmentação vermelho do coração, vigor do amarelo, girassóis, melão quanta infusão, quanto cor misturados com cheiro e sabor céu do azul da cor do mar cerrado com chão matizado na palheta de cores, o olhar tocando o sentimento pintado existir, emoção, sensação, amar no entanto, quanto? não importa tanto, ser o que vale é o encanto o aprouver: das rimas, cores e o canto. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 29 maio de 2024, 09’36” – Araguari, MG *participação no evento “Rimas e Cores”, Luso poemas

⁠ESMAECIDO Se não posso saciar a poesia, que clama naquela viva sensação angelical e serena
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⁠ESMAECIDO Se não posso saciar a poesia, que clama naquela viva sensação angelical e serena ao leitor reter a atenção e emoção plena igual o coração de quem ama, e chama Que vale a pena atascar nesse panorama sem afeto, sem ardor, sem qualquer pena se na inspiração é essa ilusão que acena versando, versando, e nela o mal derrama E se a paixão a este sentimento me revela se conquisto um olhar, e aquele doce amor logo me vejo curvado ao sonho sem enlevo É essa a quimera de tudo que eu escrevo um suspiro cheio de sentir, e cheio de dor esmaecido, e os versos aos pés da balela. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 11 junho 2024, 16’40” – Araguari, MG

⁠UM AMOR PERDIDO Pelo verso passaste no correr da inspiração da inspiração ao decorrer da poética passei
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⁠UM AMOR PERDIDO Pelo verso passaste no correr da inspiração da inspiração ao decorrer da poética passei perdeu-se na imaginação a doce sensação nem sonhos especulei e tão pouco imaginei Os planos, desenganos, os deixei no coração e, quanto aos versos, desperdiçados, eu sei engavetados, tolos, mortiços, sem emoção nestes danos, por não ter prosa, amarguei Mas, tudo tem o seu percorrer pelo destino tudo muda, tudo passa, me vi apaixonado o olhar dominado num pegajoso desatino E, hoje, o soneto cadenciado, já desiludido suspira o romantismo por haver encontrado também, chora, os versos do amor perdido... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 08 junho 2024, 19’22” – Araguari, MG