Pular para o conteúdo

Frases de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL

766 frases

⁠SER E NÃO SER Se disser que não é árduo estou fingindo Mas no versejar ter-te certo, não consigo
Continuar lendo

⁠SER E NÃO SER Se disser que não é árduo estou fingindo Mas no versejar ter-te certo, não consigo E, nesta sensação o verso vai seguindo Ser e não ser, ó dúvida, que há comigo? Se a saudade adentra, dela vou saindo Mas, ao lado teu, deixo o amor contigo Sentir teu perfume, arfada vou sentindo E parar de pensar em ti, infeliz castigo Se o soneto matutar por ti, descomeço Se na ilusão me perco, como padeço Cheio de emoção, emotivo sem saber Quanto mais a poesia de te está vazia Mais guardado na prosa, ah! teimosia! Dando vacilação e objeção sem querer. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 22 abril, 2024, 17’45” – Araguari, MG *paráfrase Bernardina Vilar

⁠A VOZ DA SOLIDÃO No vão da noite sombria, deserta Tão silenciosa, envolta em arrelia
Continuar lendo

⁠A VOZ DA SOLIDÃO No vão da noite sombria, deserta Tão silenciosa, envolta em arrelia O repouso torna a cena irrequieta Em um tenso sussurro de agonia A enodoada alta noite terrificante Povoada de uma vontade, irradia Aperto, onde não há o que cante Nem o poema sem a melancolia Na treva da escuridão a coruja pia Rompendo o vazio no tom dolente Tal um cântico de acerba sensação O pensamento da gente silencia O coração arrepia tão vorazmente E, merencória fala a voz da solidão. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 20 abril, 2024, 13’58” – Araguari, MG

⁠DISPARADA Ó inconstantes poesias pressurosas Escorrem da inspiração apressadas
Continuar lendo

⁠DISPARADA Ó inconstantes poesias pressurosas Escorrem da inspiração apressadas No alvoroço de ilusões impetuosas Sobre desígnios, com asas agitadas Tudo é fugaz, e pouco as corajosas Sensações. Frenéticas e tão aladas Emoções. São torrentes fragorosas E muitos os sentidos das estradas Pelo verso, zumbindo, o sentimento E celeremente passa o pensamento Devaneia, e corre pela madrugada E, assim, nos versos de incertezas Estorvos, acasos, súbitas surpresas Desenhando a vida em disparada! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 18 abril, 2024, 20’21” – Araguari, MG

⁠CERRADO EM FLOR Como é poético sentir a primavera Quando de flor recama o cerrado
Continuar lendo

⁠CERRADO EM FLOR Como é poético sentir a primavera Quando de flor recama o cerrado O matizado tinge, o aroma impera Boa-nova, vida, sertão demudado Tudo encanta, canta e reverbera O céu com o um azul ensolarado O escurecer estrelado, em espera O eclodir em graça, ali desenhado A primavera no cerrado, anuncia Inspiração num verso perfumado Ornado de alegria, e tenra poesia Então floresce o fascínio, ao lado Do amor, da beleza, tudo é magia Afinal, é a primavera no cerrado! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 18 abril, 2024, 06’32” – Araguari, MG

⁠ALEGRE SONETO CONTENTE O meu alegre soneto contente Canta, celebra, e feliz da vida
Continuar lendo

⁠ALEGRE SONETO CONTENTE O meu alegre soneto contente Canta, celebra, e feliz da vida Esquece o peso, vai em frente Na sua satisfação destemida E nesses versos, tão presente A extensa felicidade incontida Que adentra a alma da gente Alastrando na emoção sentida O bem estar é são, tem clarão Fazendo da vitória, boa razão Enchendo de ovação e clamor Meu alegre soneto, bem sabe Que agrado, sensação, cabe, Na fortuna dum grande amor! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 17 abril, 2024, 17’44” – Araguari, MG

⁠FADO Poeto triste cansado, inspiração vazia Os versos sangrando de muito sentir
Continuar lendo

⁠FADO Poeto triste cansado, inspiração vazia Os versos sangrando de muito sentir Atrás duma atração dentro da poesia E que não pude na poética conseguir Na ilusão, imaginei, ideei noite e dia Sem nunca da rima sentimental fugir Fraquejar, não, pois a fé o meu guia Na narração a melancolia vem residir Poema exausto, sussurrante, lento Cheio de censura, dor, de lamento Saem da prosa em soturna fornada Assim o desengano grifa o conteúdo Cutucando a alma com canto agudo E em um talvez, não encontrei nada! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 15 abril, 2024, 19’44” – Araguari, MG

⁠SEMELHANTE O cerrado, místico, denso e feiticeiro Sinuoso, diversidade um repleto veio
Continuar lendo

⁠SEMELHANTE O cerrado, místico, denso e feiticeiro Sinuoso, diversidade um repleto veio Espinhento, áspero, e singular cheiro De magia vai deixando o poetar cheio Se a secura envolve o agreste roteiro Embora seja, a chuva também é meio Pancadas, carregadas, vento violeiro Que canta nos buritis, vergado esteio: Então, ora acinzentado, ora matizado Teimoso e fagueiro, pincela o cerrado Tudo converte, a quantidade aprouver É semelhante ao cerrado o meu fado Ora descorado, ora tinto, vou variado E neste tom, irei onde mansidão tiver! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 15 abril, 2024, 12’20” – Araguari, MG

⁠QUISERA, O QUE NÃO FUI Quisera ter amor no verso de paixão Ter carinho, gesto, estar enamorado
Continuar lendo

⁠QUISERA, O QUE NÃO FUI Quisera ter amor no verso de paixão Ter carinho, gesto, estar enamorado Sentir na poesia gentileza, a emoção Ser olhado, estar encantado, amado Quisera a singeleza em cada fração Tal um lírio perfumado, tão delicado Poetar o poema cheio de sensação Nesta ilusão o tudo com significado Quisera ser poeta, para dar-te poesia Na prosa a palavra que acole, alumia E sentir no meu versar o que conclui Quisera ser a harmonia uma ternura Ter da sedução a emoção mais pura Quisera ser, ter, enfim, o que não fui. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 16 abril, 2024, 12’48” – Araguari, MG

⁠SOMBRAS Guardo poemas soturnos e cinzentos Numa inspiração desbotada, sem luz
Continuar lendo

⁠SOMBRAS Guardo poemas soturnos e cinzentos Numa inspiração desbotada, sem luz Suspiro no verso sentido, que traduz A minha poética, cheia de tormentos Tem tons, inquietos, ais e lamentos Nos sussurros, a poesia me conduz Choro e apertos numa pesada cruz Poetizando estes árduos momentos E cada sentimento, então, aí figura Sofrência, enchendo de desventura A prosa que só queria, apenas amar E triste, poeto e sinto, sofro e enleio Vejo tudo feio, tenho o coração cheio E, a noite sombria, a passar devagar. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 13 abril, 2024, 19’32” – Araguari, MG

⁠Vão-se-me Dos versos para ti, dantes, nada existe A lembrança é algo de um pouco valor
Continuar lendo

⁠Vão-se-me Dos versos para ti, dantes, nada existe A lembrança é algo de um pouco valor A poesia, vazia, está sem aquele amor Que um dia foi certo, da poética saíste Porque assim como chegaste, partiste Cessando o peito que batia com ardor Sangrando n’alma, criando tom de dor Na prosa, chorosa, suspirante e triste O tempo anda, a emoção sai do cais E a sofrência apenas lesão no sentir E o coração atrelado em outras elos De quanto foi outrora, nada tem, mais Nada, daquela sensação, só o resistir Vão-se-me uns após uns, dos flagelos. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 14 abril, 2024, 12’04” – Araguari, MG

⁠CATIVO Ao que a poesia verseja, e teia Sussurrante, trivial, num clamar
Continuar lendo

⁠CATIVO Ao que a poesia verseja, e teia Sussurrante, trivial, num clamar Num amargor do que a perreia Imersa em um profundo pesar Com inquietude que devaneia Um falho sentir, o pouco estar No qual a insatisfação a enleia No âmago de um triste poetar Enturvo nesta aflição tão aflita De sofredor que na dor orbita Se limito, então, dizer não sei... Sei que é danoso, penetrante Sentimento avarento, pedante E cativo desta sorte me tornei. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 11 abril, 2024, 19’18” – Araguari, MG

⁠PREDESTINAÇÃO Imerso em versos dum sonho fundo Com rima amável, tão simplesmente
Continuar lendo

⁠PREDESTINAÇÃO Imerso em versos dum sonho fundo Com rima amável, tão simplesmente Sublime, lia-se na poesia claramente Que não era igual, era amor fecundo Tinha na poética algo mais profundo Aquele olhar sedutor de quem sente Uma métrica enamorada, docemente Singular, nobre, do coração oriundo E neste rubro, e emotivo entardecer Pra sempre se tornou um significado Serenamente, no peito, doce abrigo És então, definição, sentido, um crer E a solidão uma toada do passado... Agora, o predestinado amor comigo! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 12 abril, 2024, 16’40” – Araguari, MG

⁠ENREDADA DE NADA Versejo triste, ralo, a poesia vazia Verso sangrando de muito sonhar
Continuar lendo

⁠ENREDADA DE NADA Versejo triste, ralo, a poesia vazia Verso sangrando de muito sonhar Atrás de uma poética com alegria Em vão me esforço para alcançar Rimei paixão, sensação, ousadia Sem nunca largar, ou desanimar Em uma fé sedutora que me guia Sofri, chorei... Noite e dia a idear Poeto exausto, lerdo, desatento Um canto de sussurro, lamento Saem nos versos em enxurrada E neste poetizar com verso rudo A minha desilusão é quase tudo Numa poesia enredada de nada. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 10 abril, 2024, 20’36” – Araguari, MG

⁠EM REDOR DA POESIA Em redor da poesia distrai o amor Suspiroso, alegre, impar, elevado
Continuar lendo

⁠EM REDOR DA POESIA Em redor da poesia distrai o amor Suspiroso, alegre, impar, elevado Cândida sensação dum confessor Num soneto tão quão apaixonado E neste sentimento cheio de ardor Diz-se palavras ternas, no afinado Poetar: modesto, castiço, amador No tom singular. O peito apertado Obriga então a poesia ser serena Onde a prosa pra sedução acena Desenhando o sentido, as ilusões Nesta bruma de paixão, estamos: Soneto e poeta, nestes reclamos Cochichando prezadas emoções. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 09 abril, 2024, 19’36” – Araguari, MG

⁠⁠SONETO DO RIO BAGAGEM A saudade é levada pelo Rio Bagagem Na correnteza tão cheia de modulação
Continuar lendo

⁠⁠SONETO DO RIO BAGAGEM A saudade é levada pelo Rio Bagagem Na correnteza tão cheia de modulação É canto, é sinfonia, cadência e emoção Pelos seixos e húmus, poética viagem Na moela das galinhas de sua margem Tem diamante! Lenda ou verídica razão O que voga é que pulsa ingênua a ilusão Rio encantado, sensação, rútila imagem No coração, uma serenata melodiosa Estrela do Sul, teu leito, terra formosa O borbulhar é história e n’alma cafuné Assim, em tuas águas, vez em quando Aquela sorte, a esperança vai lavando Rio do irradioso diamante, bagageiro é. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 06 abril, 2024, 20’39” – Araguari, MG *para a prima Lêda Brasileiro Teixeira Vale

⁠SÓ LEMBRANÇA Oh! Cerrado! O tempo passa e insiste tuas várzeas feridas, no ataque, tanto
Continuar lendo

⁠SÓ LEMBRANÇA Oh! Cerrado! O tempo passa e insiste tuas várzeas feridas, no ataque, tanto e o teu sofrimento se mistura o pranto de irreflexão. Quanto sentimento triste A sedução no teu seduzir ainda existe que teima na vida em morte, vil manto deste desencanto, num sofrente canto que murmura, que agoniza, e assiste Agora, cerrado, é tablado de matança de quem te lança, feri e além avança em busca de mudança, árduo rosário O teu fascínio és calvário, és cenário de extermínio, tantos... tantos, vário deixando para atração, só lembrança. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 08 abril, 2024, 20’36” – Araguari, MG

⁠VOZ DA TARDE NO CERRADO Entardecer, a voz da tarde que murmura No cerrado. Canta a juriti teu canto triste
Continuar lendo

⁠VOZ DA TARDE NO CERRADO Entardecer, a voz da tarde que murmura No cerrado. Canta a juriti teu canto triste Sussurra o vento, e o pôr do sol em riste Fechando o dia, num rubor que se figura A luz vai e a noite se fazendo tão escura Na vastidão torpe o pio da coruja insiste Corta o sossego do poente que partiste Ficando o silêncio atroador em candura É o lusco-fusco, crepúsculo e melancolia Tecendo o ocaso no horizonte de poesia E o anoitecer com aquele tom encantado Ó vibração cheia de ruido, de sensação Coaxa o sapo, o curiango em exaltação É a voz da tarde no cerrado, em brado! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 07 abril, 2024, 18’05” – Araguari, MG

ARTE RUPESTRE, O CERRADO Essa tua diversidade, e encanto Nos tortuosos tons da natureza
Continuar lendo

ARTE RUPESTRE, O CERRADO Essa tua diversidade, e encanto Nos tortuosos tons da natureza Ecoando no sertão com o canto Das seriemas, ó quanta riqueza Em ásperos traços, um recanto Risca o planalto com a beleza Do ipê, num ímpar sacrossanto Causando uma ilustre surpresa Tortos galhos, bravio trançado Dos cipós, e o céu, afogueado Tão soberano, tão misterioso Em cada rasto, arbusto caloso Crosta grossa de suco viscoso Numa arte rupestre, o cerrado. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 30 março, 2024, 20’32” – Araguari, MG

⁠MORTE REDENTORA Ter o amar é dar-se em sofrimento É tolerar a agonia por estar doído
Continuar lendo

⁠MORTE REDENTORA Ter o amar é dar-se em sofrimento É tolerar a agonia por estar doído Sem clamor vão, sem um gemido No suspiro doloroso e mais cruento É ser condenado, do pecado isento Pôr a palavra naquele sumo sentido Ser sugerido, e da ideia esquecido Sem fazer do teu pesar um fomento É vir da simplicidade e ter podido Filho de carpinteiro, bem amado Do suplício não se fazer perdido Viver enfado e ter a firmeza ao lado Sem valia, e por moedas, vendido Sendo amor, pastor, foi crucificado! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 29 março, 2024, 15’00” – Araguari, MG *paráfrase José Albano

⁠AINDA III Espero que o verso, verse ainda A poética que a emoção encante
Continuar lendo

⁠AINDA III Espero que o verso, verse ainda A poética que a emoção encante Onde diga, que importa, e cante O amor, enfim, uma paixão linda E ver na prosa, uma rima amante Ouvir na trova a cadência infinda Que corteja, entoa, tão bem-vinda No cântico de prazer bem gigante Ai então, em demorada serenata O desejo rimado em ouro e prata Com aquela sensação em chama Pois, quero é um tal encantamento Tão cheio de sedução e sentimento No olhar, dizendo que ainda me ama! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 28 março, 2024, 14’44” – Araguari, MG

⁠EMOÇÃO Quando um sentimento se torna alado Atado ao pensamento, ansiando mais
Continuar lendo

⁠EMOÇÃO Quando um sentimento se torna alado Atado ao pensamento, ansiando mais É hora de saber que há algo encantado Que os suspiros vão ser tão especiais O momento é aquele instante versado Um tudo em um todo, de sentimentais Gestos, olhares, o doce laço apertado Do encontro que nos faz sermos reais É o início. O cais. Sinais. Tudo perfeito Aquele aperto que arde dentro do peito Cheio de cheiro, de toque e sensação E a cada sussurro a singular quimera Onde a alma está em terna atmosfera E o sentido a provar o que é emoção. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 27 março, 2024, 14’44” – Araguari, MG

⁠CANTILENA Canta pra mim, cantilena apaixonada De candência incendida, me escutai:
Continuar lendo

⁠CANTILENA Canta pra mim, cantilena apaixonada De candência incendida, me escutai: Minha poética já não sabe aonde vai Neste vale de sensações e de toada Neste amor sentimental me mostrai Um olhar, aquele toque, mais nada Seja ao apreço sentido, boa estrada Meus olhares ensombrados, clareais Não quero versos com mais aflição Perdão! ... se pequei com o coração Quero os lábios sem o gosto cruel No teu cheiro, arrebatai-me agora Dá-me o gozo eterno, seja aurora Pra juntos sermos levados ao céu! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 20 março, 2024, 19’45” – Araguari, MG

⁠PASSOU... Os versos para ti, cheios do teu cheiro Que me faziam sentir teu doce palpitar
Continuar lendo

⁠PASSOU... Os versos para ti, cheios do teu cheiro Que me faziam sentir teu doce palpitar Não mais estão na prosa como roteiro Nem a tua privação faz o verso chorar O soneto restaurado, canta por inteiro Sem se interessar com o árduo pesar De outrora, e não mais um prisioneiro Do poema doloroso, o sofrente poetar Passou... e hoje, refeito, tão satisfeito Com a tal alegria que faz a gente crer Que aquela paixão, já não dói no peito A sensação do tempo parar, acabou Ser teu já não mais tem algo para ter Fica a certeza do amor por ti, passou! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 18 março, 2024, 16’42” – Araguari, MG

⁠Sensação térmica (calor no cerrado) O cerrado está com palpitação ardente Enquanto o sol avança com seu calor
Continuar lendo

⁠Sensação térmica (calor no cerrado) O cerrado está com palpitação ardente Enquanto o sol avança com seu calor Embalado na sede que arde na gente Trazendo o desânimo com árido rigor Sem nuvem o sertão é abafadamente Fundando na mente acalorado rubor Inflamando o horizonte, vorazmente Dando a cada canto calmoso fulgor Sensação térmica com cálida oratória Dá piedade, dá alívio, nesta trajetória Dá refrigério, conforto, harmonização Porque chegamos no limite, no limiar Ah calor! Fervente, tenha compaixão! Porque és suor no verso a transpirar. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 17 março, 2024, 13’37” – Araguari, MG