SONETO DE INVERNO II Frio, uma taça de vinho, face em rubor No cerrado ivernado, pouco se aquece
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SONETO DE INVERNO II Frio, uma taça de vinho, face em rubor No cerrado ivernado, pouco se aquece Um calor de momento, o licor oferece E a alma velada, enrolada no cobertor O arrepio no corpo, a infusão apetece Para esquentar a noite até o seu alvor Acalorando o alento do clima estritor Num cálido agasalho que o afeto tece Ah, ó estação de monocromática cor Tão Agarradinhas paixões, em prece Os mistérios, os desejos, os sentidos Assim, embolado nas lareiras, o amor Regado de vontade, no olhar floresce Junho, ventos gelados e frios sonidos © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 21 junho, 2023, 19'34" – Araguari, MG Início do inverno