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Frases de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL

766 frases

⁠TU POESIA Diversas entre as demais e tão desiguais prosas sussurradas do lenho do meu eu
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⁠TU POESIA Diversas entre as demais e tão desiguais prosas sussurradas do lenho do meu eu mostrando que o seu aroma é todo meu da alma, do coração e de emoções mais Suspiros distintos em meio a vendavais imensidões que sempre nos pertenceu quando ausentes, sofridas, como doeu dói, cada verso, dessoante, passionais Ah tu, poética, base e essencial harmonia sensação de que na métrica a autonomia da razão do sentimento do possível acaso Bendita cada trova ao ledor uma magia ao poeta inspiração, que não é quantia sim, a aptidão de um inspirado parnaso... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 12 fevereiro, 2022, 11’19” – Araguari, MG

⁠TRIBUTO Eu acato cada verso de uma poesia Com gosto de ventura e de passado
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⁠TRIBUTO Eu acato cada verso de uma poesia Com gosto de ventura e de passado Onde cada ritmo é um elevo sagrado De dourado sonho e sentimental via Bendigo o vocabulário em sintonia A ousadia duma inspiração, ao lado A poética que faz do bardo fadado Ao tom intenso que d’alma contagia Os versos são eternos, com riqueza Da mente que tem saudade, tristeza Também, de ser emotivo, ser amado Sensação que torna vez em quando A imaginação no imaginário voando Para se tornar no aplauso venerado © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 13 fevereiro, 2022, 15’25” – Araguari, MG

⁠CÂNTICO PARTIDO Meu poema busca a poética cantada Do coração, a tal sensação em glória
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⁠CÂNTICO PARTIDO Meu poema busca a poética cantada Do coração, a tal sensação em glória Traçando o rumo sedutor na história Pra não se deter na rima amargurada Meu sonho clama pela mesma vitória Que já estravou em prosas já passada Quando a poesia vivia só apaixonada Em lágrimas e dores em sua oratória E o amor, ah como é abrigo o seu zelo Quero-lhe versejar em delírios e o tê-lo Na alma, no sentido e doces emoções Essa procura é um verso amordaçado Angustiado no estro e no canto calado Por ter errado demais nas inspirações... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 08 fevereiro, 2022, 15’50” – Araguari, MG

⁠CORPO E ALMA DA POESIA Bendita a prosa que segue o rumo De um coração, quase que despido
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⁠CORPO E ALMA DA POESIA Bendita a prosa que segue o rumo De um coração, quase que despido Das vaidades, na poética o prumo Do corpo e alma no canto esculpido Bendita o verso de uma rima pura Onde figura a sensação da gente Com trovas tantas, sem censura Que a ritmo da imaginação sente E, um afago na atenção do bardo De um ardor a vibrar tão felizardo Faz o jeito de trovar mais afinado É arte e ato certeiro, prosa gigante Terna e peregrina, o verso amante Deixando o sentimento aflorado! ... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 09 fevereiro, 2022, 10’59” – Araguari, MG

⁠SONETO EM PROSA DE AMOR Relato com zelo, o soneto que faço Numa prosa de amor, que encanta
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⁠SONETO EM PROSA DE AMOR Relato com zelo, o soneto que faço Numa prosa de amor, que encanta Pois, colhe-se poética quem planta Afeto, apreço e sentimental passo Então, nele tem o apaixonado laço Para descativar do nó da garganta Que, assim, é uma alegria e tanta Ter na melodia o doce compasso A paixão a sussurrar e aprazendo Em sentimentos que vão dizendo Na poesia que a sedução conduz Ah soneto, o poema para ser feito De amor, amor tem que ser eleito Em mimo que nos nomeia e seduz © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 07 fevereiro, 2022, 11’10” – Araguari, MG

⁠NOBRE CERRADO Nobres as flores de pequi perfumadas das caliandras, dos ipês e das lobeiras
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⁠NOBRE CERRADO Nobres as flores de pequi perfumadas das caliandras, dos ipês e das lobeiras das quaresmeiras, orquídeas delicadas tortos galhos, folhas grossas, palmeiras Nobre cerrado, de sensações diferentes de encantos e agrados a não esquecer concentrados no âmago, contundentes o seu chão, como é fecundo o seu viver Venta o vento no seu chão cascalhado dançando no seu singular agigantado em sussurros e gemidos de melancolia E, dos caboclos poesia, és uma poesia fascínio, contemplação e farta ousadia pois, quem lhe conhece fica admirado © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 08 fevereiro, 2022, 09’34” – Araguari, MG

⁠ARTE DE COMPOR Cativante poética que nos seduz Prosa de amor que nos encanta
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⁠ARTE DE COMPOR Cativante poética que nos seduz Prosa de amor que nos encanta Magia literária, inspiração e luz Ao bardo o cântico na garganta Oh, penetrante ilusão que traduz Afeto, graça, a dor que suplanta Mimo maior que o agrado induz Sensação, e uma cadência tanta Sintonia. Ao ledor o rogo divino Faz do sonho devaneio genuíno Do belo onde há leveza e sabor É magia refletida na imaginação A redação infindável do coração Dado pendor na arte de compor © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 04 fevereiro, 2022, 15’27” – Araguari, MG

⁠MEU ARAGUARI Serra do cerrado! Onde a perdiz pia Chão cascalhado de iguaria caseira
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⁠MEU ARAGUARI Serra do cerrado! Onde a perdiz pia Chão cascalhado de iguaria caseira Onde a cada canto é canto e poesia Gente certa duma alma hospitaleira Terra diversa! De roçado e de vacaria Duma prosa ao pé da cansada aroeira Das maritacas e a boa água que sacia Onde tal saudade, assim, faz fronteira Serras azuis, do ipê e da quaresmeira Encanto que encanta a beleza inteira Dignifica a quem tem o suspiro daqui Cá, onde o cair do sol é bela sensação Em um delírio de agrado e de emoção Ó singelo portento és o meu Araguari! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 06 fevereiro, 2022, 13’37” – Araguari, MG

⁠DONDE Cá, um poema incógnito e moroso Fatigante, melancólico e sem vida
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⁠DONDE Cá, um poema incógnito e moroso Fatigante, melancólico e sem vida Que corta o verso no sentir caloso Tal e qual uma sensação repartida Penetra silente num sonho umbroso Da imaginação, tal uma negra ferida Fazendo do prosar pravo e doloroso Numa poética carente e tão sofrida Assim, nas margens do seu fadário O trovador se vê inquieto e solitário Em que a tal sofrência nele esconde Ah, infortunado versar dorido e duro De um desalento, latente, tão escuro Que a gente sente, sem saber donde! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 04 fevereiro, 2021, 10’53” – Araguari, MG

⁠DE LEMBRANÇA EM LEMBRANÇA Recordo os versos de amor versados Aqueles melados nas odes de paixão
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⁠DE LEMBRANÇA EM LEMBRANÇA Recordo os versos de amor versados Aqueles melados nas odes de paixão Os belos versos, no tempo, passados Tudo quanto de bom numa inspiração A minha poética dos poemas alados As tive, outrora, e agora a sensação De evocação dos sonhos sonhados Que ainda velo cá dentro do coração E o realce passa, e tudo caminhando Ao bardo o sentimento, assim, sendo Suspirando, tal a velha prosa rimando De lembrança em lembrança trovando E, de saudade em saudade, querendo Por aonde Deus permitir, até quando! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 02/02/2021, 05’00” – Araguari, MG

SONETO CINZA Como no cerrado, o torto é vestuário Desenhando no vento árida textura
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SONETO CINZA Como no cerrado, o torto é vestuário Desenhando no vento árida textura Rajando o céu em escarlate mistura O coração na paixão, tem imaginário Eu, na solidão, de imperfeita bravura Vejo a desdita germinar no itinerário E o amor em tal solene rito arbitrário Frustrado pela própria azeda ternura Fico então no conforto do contrário Do que no peito me anuncia a tortura Implorando amor com um destinatário Mais, que o viver possa ter procura E a vontade de ter amor, seja vário No afeto, o amor no fado, é ventura © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 25 de maio de 2016 – Cerrado goiano

⁠INQUIETAS SAUDADES Elas chegam como à flor pendida Mirrando o peito, agasta sensação
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⁠INQUIETAS SAUDADES Elas chegam como à flor pendida Mirrando o peito, agasta sensação Ou como a dor a cutucar sentida No desejo, no espírito, no coração Elas chegam tal senhora da vida Doída. E o agrado clama em vão Numa fereza e ousadia incontida Arrancando o sossego da razão Inquietas saudades, até quando? Está lágrima a me rolar chorando Gastando, tão de aflição demais Desvanecido resta o sentimento Sussurrando a todo o momento... Ufanas, elas tragam mais e mais © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 01/02/2021, 19’00” – Araguari, MG

⁠QUISERA SER DIFERENTE Cá a imaginar um soneto diferente Leve como a inspiração no abstrato
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⁠QUISERA SER DIFERENTE Cá a imaginar um soneto diferente Leve como a inspiração no abstrato Pode ser engalanado ou com recato Porém, com sentimento incipiente Que suas rimas transborde o prato Da inspiração e, no amor suficiente Com quimera radiante e presente Onde do autêntico seja fiel retrato E nesta de dar vida paralelamente Ao belo e o agrado, que o translato Seja reluzente, tal o sol no poente Pois, o quero na imaginação exato No coração contagiante e ingente Que não caiba num "post" barato © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Dezembro, 2016 - Cerrado goiano

⁠VELHA PORTEIRA Pela velha porteira da estrada Passou o passo, passo a passo
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⁠VELHA PORTEIRA Pela velha porteira da estrada Passou o passo, passo a passo De afã, sonho, pressa, cansaço Todos com sua singular toada Por ela a vida passa, meada Passo crasso, leve e pedaço De ser, em um tal compasso De sensação, sem ter parada Ó velha porteira no vai e vem As secas, invernadas, ir além Vendo a história, fase, tolice Afinal, no tempo está contido O que divisa o destino vivido E hoje passo por ti na velhice... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 31 janeiro, 2022, 15’16” – Araguari, MG

⁠SINOS Rompendo o silêncio do campanário Sinos da Capela tangem fortemente
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⁠SINOS Rompendo o silêncio do campanário Sinos da Capela tangem fortemente Musicando com fervor o fiel rosário Qual faz palpitar a devoção da gente Suplicas! as badaladas do rogo diário Aliança. O sino bate fervorosamente Seu planger o tom de estuo cenário Onde a fé vibra numa toada presente Dentro d’alma bimbalha a esperança Num hino do coração em confiança Para o espírito cheio de fraternidade Ribomba o sino da Capela, é batida De crença, onde a paixão é acolhida Nos aflorando o amor e benignidade... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 29 janeiro, 2022, 17’04” – Araguari, MG

⁠⁠LUAR NO CERRADO Nos confins do sertão eis que acontece O níveo clarão de uma diáfana doçura
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⁠⁠LUAR NO CERRADO Nos confins do sertão eis que acontece O níveo clarão de uma diáfana doçura Que na imensidão do céu resplandece Descorando a negrura da noite escura Num entreabrir desvanece e aparece As estrelas, ornando a ti, ó formosura Em um balé de harmonia e de prece Enchendo de poesia, graça e candura O luar no cerrado, probo e tão divinal Guia da noite, confidente e boa prosa Sempre revelado no angelical castiço O luar no cerrado, de fase temporal: Nova, crescente, minguante, gibosa E ao matuto: ilusão, sonho e feitiço! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 30 janeiro, 2022, 20’06” – Araguari, MG

⁠SEM UMA PRESENÇA Não tenho a quem recitar os meus versos Dos devaneios, medos, do poetar de amor
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⁠SEM UMA PRESENÇA Não tenho a quem recitar os meus versos Dos devaneios, medos, do poetar de amor Com emoção, sensação, de rumos diversos Colocando sentido e sentimento ao dispor No silêncio, sem um olhar pra permanecer Logo, a solidão poeta e o poeta na solidão Declama os seus versos para o amanhecer Tentando poetizar a prosa sem interação É triste a quem não ter os versos para ler A cada momento o ledor sem comparecer E no tormento a imensidão da indiferença Então, o instante é de companhia distante E o poema fingindo ser um acompanhante Quando, a poesia é fira sem uma presença © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 04 outubro, 2022, 19’25” – Araguari, MG

⁠IDEIAS É sempre do silêncio que vem as ideias Envoltas em sensações e tons argutos
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⁠IDEIAS É sempre do silêncio que vem as ideias Envoltas em sensações e tons argutos É sempre do sentimento, os resolutos Contos... que cantam enredos e teias Dotando o verso de sensíveis odisseias Em risos e choros, imaginários brutos Outros afeiçoáveis, sempre absolutos Nas cordas da poética e ilusões cheias Corre da inspiração um louco excitar E a mente suscita o que n’alma existe Em um versar, que a tentação insiste É a cismática poesia, então, a sussurrar Pondo a mente a agir com seus clichês É a emoção do poeta com seus porquês © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 30 setembro, 2022, 19’09” – Araguari, MG

⁠SEM CULPA Na poesia se alivia o estado de pecador Com os versos molhados em um pranto
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⁠SEM CULPA Na poesia se alivia o estado de pecador Com os versos molhados em um pranto De uma paixão, do ciúme, dum amargor Completando a alma com prazer, tanto! Tivesse a poética o afago, o dado amor E tudo mais de um olhar, o seu encanto Se fosse a prosa perfumada, com ardor A sensação seria e não mais entretanto No alívio no cântico, a arte e a fantasia Que transborda em uma rítmica magia De sentimento sem qualquer desculpa Então, pulsa na poesia um lírico sonho Imaginado... Com aquele valer risonho... Doando ao poeta, calmaria sem culpa! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 29 setembro, 2022, 11’46” – Araguari, MG

⁠PINTANDO A POESIA Pintei a minha poesia de afogueado Em pinceladas fortes de uma paixão
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⁠PINTANDO A POESIA Pintei a minha poesia de afogueado Em pinceladas fortes de uma paixão Matizado com o rubente do coração Pra primar o sentimento apaixonado É a tonalidade trazida duma emoção Aquela tingida do olhar enamorado E em cada verso o doce tom firmado Colorido, avivado, cheio de sensação Pigmentei o soneto, com sensível cor Pintalgam versos, em graduado amor Pra, a quem cá os lê, apreciem tanto! Qual este versar tem, o arrebatamento Variegando de beleza a cada momento Dando o colorido, lirismo e o encanto... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 28 setembro, 2022, 14’23” – Araguari, MG

⁠ENLEVO NA POESIA Não quero por saudades na poesia Quero é ter nos versos só sensações
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⁠ENLEVO NA POESIA Não quero por saudades na poesia Quero é ter nos versos só sensações Aquela alegria com ternas emoções E um pouco de poética em quantia Não quero por tristuras com clamor Na prosa, eu quero a rosa, a paixão Para, então, com a sorte ter razão E, assim, narrar em versos, o amor Preciso da poesia causando sentido Não aquele sentimento tão dividido Quero um olhar, os gestos, enfim, Ter os cânticos sensíveis e o agrado Sem temores, sim, o enlevo velado Aí, tendo-a eu, e ela tendo a mim! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 29 setembro, 2022, 21’46” – Araguari, MG

⁠NÃO FOI SÓ O QUE EU QUIS Não foi só ilusão que eu quis. Só estar Para na imaginação ter sensação divina
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⁠NÃO FOI SÓ O QUE EU QUIS Não foi só ilusão que eu quis. Só estar Para na imaginação ter sensação divina De um amor que faz a emoção palpitar De um coração tão cheio de adrenalina Não foi a sedução que eu quis. Só amar Ter um olhar no sentimento, na rotina Que valha e que assoalha, afável achar Na felicidade que a sina, então, destina Não foi só um capricho, pois, quis mais Numa ânsia de uma poética emocional Tão completa de desvario e de paixão Apenas ter por ter nas faltas são iguais Não foi só haver que eu quis, quis aval Descalçando-me do eirado da solidão... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 27 setembro, 2022, 15’26” – Araguari, MG

⁠SONHEI-TE Sonhei-te, assim, como não gostaria Com toda a sedução que de ti desejo
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⁠SONHEI-TE Sonhei-te, assim, como não gostaria Com toda a sedução que de ti desejo Num calor ardente que me consumia Devaneando a cada um intenso beijo Instigada ilusão desta penosa fantasia Dum sonho desdouro, então, gaguejo Te vejo, afável, onde não mais deveria Pois, do dantes não mais há o cortejo Sonhei-te, a cada noite, num vaivém Em um flanar com a sensação nervosa De uma emoção figurada e mentirosa Sentimento que não quero a ninguém E tão pouco para o meu coração quero No não querer, sonhei-te, e não reitero... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 26 setembro, 2022, 05’16” – Araguari, MG

⁠TRISTURA (soneto) Triste é redigir a poesia, com sofrência Daquele amor que se conheceu um dia
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⁠TRISTURA (soneto) Triste é redigir a poesia, com sofrência Daquele amor que se conheceu um dia O amor inteiro, de cortesia, de quantia Vê-la desvaísse sem qualquer anuência Triste é ter prosa na saudade, chateza Daquela ausência que já fez suspirar Do coração calado, outrora a palpitar É ter o verso murmurante de tristeza Triste é tanto silêncio, falta no versar É o amor sem a poética para se amar São os cânticos poetizados com ilusão Triste é a recordação sem recapitular A inspiração que não quer mais falar É redigir a poesia, triste, sem paixão! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 24 setembro, 2022, 22’05” – Araguari, MG