Frase de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL
SONETO CINZA Como no cerrado, o torto é vestuário Desenhando no vento árida textura Rajando o céu em escarlate mistura O coração na paixão, tem imaginário Eu, na solidão, de imperfeita bravura Vejo a desdita germinar no itinerário E o amor em tal solene rito arbitrário Frustrado pela própria azeda ternura Fico então no conforto do contrário Do que no peito me anuncia a tortura Implorando amor com um destinatário Mais, que o viver possa ter procura E a vontade de ter amor, seja vário No afeto, o amor no fado, é ventura © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 25 de maio de 2016 – Cerrado goiano
Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL
No pensador.ai desde