ESTRANHO ARREDIO
Oriundo de mazelas a virtude é ficar de pé,
De cabeça erguida e de forças para continuar.
Pois nem o bem e muito menos o mau
São decorrentes de estacas que vieram para nos fincar;
E sim para mantermos o equilíbrio
E saber quando temos que recuar
E principalmente quando temos de fechar os olhos
E dizer: “seja o que Deus quiser”.
E sem olhar para traz seguir a nossa intuição
Pois, ela é um aviso de uma lembrança remota
Que nos quer o bem.
E se cairmos levantamo-nos.
Se nos derrubarem levantamo-nos.
E fazemo-lo com toda a energia que possuímos
Pois, ao final, as mazelas estarão ao chão
E nosso orgulho de pé.
Eduardo Pinter
10 Mar 2014
MULHER
Motivo de toda existência da humanidade
Ultrapassa barreiras que nenhum outro é capaz
Lapida seu nome na história por sua capacidade
Humaniza sentimentos cristalizando sempre a paz
Eterniza o equilíbrio aos filhos bem amados
Repousa ternuras almejando tudo o que é sagrado
Eduardo Pinter 08 Mar 2014
Mergulho nas lembranças
Renatonova- fevereiro 2014
Ao findar mais um dia de inútil labuta
Retorno ao que chamo de lar, talvez por mera conveniência
Ocultando com tortos sorrisos, o pesar da vida
Tentando ser o que já não sou mais....
Afogando em um copo de alguma bebida barata
O que sobrou da minha alma extorquida
Olhando o sol no seu poente, nada tenho a dizer!
Nos olhos distantes as lembranças
Dos tempos, das pessoas, de tudo que já me foi importante!
Sinto o peso da saudade esmagando o presente
A suave brisa do destino envolver meu rosto
O mundo parece parar neste instante.
A noite surge com passos lânguidos,
As Luzes da cidade surgem feito vaga-lumes enfurecidos
Que tentam sem êxito afastar a escuridão
Baixo os olhos, contemplo o nada!
Me sinto exausto com essa imensa jornada
Repleta de tristezas e de sonhos esquecidos.
Renato Nova
Clamor
Renatonova- 15 outubro 2012
No silêncio das trevas ofuscantes
Palpita, dilacerante um coração
Afligido por amores decepcionantes
Despedaçado por amarguras e ingratidão
Nas trevas da dor agonizante
Ressecado estão os lábios já sem cor
As palavras não surgem neste instante
Vazia está a mente deste sofredor
Neste reino de terror sufocante
Olhos vermelhos não encontram a saída
A alma tão pequena e sofrida
Clama pela morte com a um salvador.
Renato Nova
"RARO"
Renato Nova & Eduardo Pinter - dezembro/2002
Em meu sorriso a te cegar
por ser raro um eu feliz
é como esperar a tempestade chegar
inesperada, breve, porém tardia...
e eu no meu canto, só
é só um canto só
quem diria !?!?
Eu chorar ?!???!!!
Lágrimas se ocultam
a chuva vai passar
porém suas marcas permanecerão
Feliz espero um amanhã
onde será raro acordar
onde será raro chorar
onde será raro amanhecer
onde será raro sofrer
e feliz espero um novo anoitecer
onde é fácil sorrir
onde é fácil sonhar
onde é fácil respirar
onde é fácil morrer
E com a noite ______ A tempestade
saudade, vida e morte
um tempo que hei de existir..........
Renato Nova e Eduardo Pinter
Explicação
Jamais interrompa um poeta.
Seria um crime sem perdão.
Nem mesmo numa urgência,
Não o incomodes,
Em sua alta inspiração.
Jamais lhe peça um minuto,
Nem queira ter sua atenção.
Pode ser fatal esse momento,
E assim como o vento,
O poema lhe fugir da mão...
E se isso acontecer, amigo,
De uma tristeza infinda,
O poeta terás ferido.
Seria assim, como lhe cortar
Um pedaço do seu coração...
(Dinho Kamers)
Muitos caminhos turvos racionalizam a inquietude distante
Da solidão persistente em tempos de baixa estima.
Remotamente haviam disfarces em máscaras de sorrisos
Porém, a sobriedade da embriaguês aglutina perdidos olhos
Que se escurecem sem aviso prévio desabando qualquer fortaleza
Na imensidão de um vazio que corroe e se faz entristecer.
Não queria que fosse assim!
Mas a persistência da doença cultivada em velhas existências
Se faz melhor se a distância for feita sem contaminação
Àqueles que almejamos na torre do respeito.
Não é algo que se faz entender com presença.
Talvez, nem mesmo com palavras.
Mas ao fundo do poço é sabido que só há um caminho:
Adiante - há possibilidades;
Estacionado - as mesmas probabilidades.
Em estações assim é difícil definir qual caminho seguir.
Eduardo Pinter
16 nov. 13
Este silêncio
Ah, este silêncio!
Aflora minha solidão.
Mas, confesso
Que há um gosto de sol da tarde:
Perto do amanhecer noturno
Que me agrada a alma
Que me ilumina à luz ao ser renascente
Do que leve se torna opaca
Ao que foi instaneamente
Meu.
E de instante e distante,
Neste exato momento, nada me importa;
Talvez a saudade me consola num violão
Em tons de lágrimas de notas ausentes.
27092013
Eduardo Pinter
VIOLÃO DE TAÇAS
de: Eduardo Pinter
O ventos sombrios da mente calada
Acorda com vontade de se esconder
Inspira a morte numa angústia abafada
Mais puro que o frio não há como morrer
Mais impuro e divino também não há como viver
As questões se vão como se vão as questões
Pr’algum lugar onde desvendas a incompreensão
Pode-se fugir do inverno mas, não das estações
Pode-se ignorar a alma mas, não o coração
Não me é estranha esta sensação
Acordar num silêncio vazio entre esta multidão
Me faz pensar no que penso noturnamente
Afogar-se num violão com taças e uma canção
E se trancar na noite em meu próprio refúgio
Talvez convidar amigos e descobrir que não sou o único
23 Ago 2013
Eduardo Pinter
O Café II
Café não se bebe:
Se saboreia.
Digo isto,
porque assim o faço.
Puro, adoçado,
não vem ao caso.
O importante mesmo,
é que seja saboreado,
assim,
bem devagarinho,
molhando a boca
como uma suave melodia...
Pois o café foi feito
para ser apreciado,
solene
até o último ato;
Quando a xícara já estiver vazia,
e a gente, alí,
viajando...
Totalmente inebriado...
(Dinho Kamers)
Desvencilhar
É sentir o orvalho na face,
brindar com a lágrima que escorre no semblante
Recuar de tudo o que é lógico..
Procurar o inusitado... AMAR!!!
Sentir o desejo em sua maior plenitude:
“O querer”
Sem te querer não posso te amar, e, não te amando, apenas te versifico,
como devaneio,
como fagulha de um sentimento platônico que ainda resiste e reside em mim!
Ter. 07.05.2013 as 01.13Hs
JRicardo de Matos Pereira
Raro
Nada fala,
apenas
para e repara;
que o tempo é curto,
e a voz atrapalha.
Olha,
sinta o agora,
o amanhã
já é outra cor,
e vai embora...
Entenda,
seja a folha
jogada ao vento.
Que o muito é pouco,
quando o amor é o momento.
Então me beija,
com toda a alma infinda.
Apenas beija,
que a vida assim é rara,
e o amor, mais raro ainda...
(Dinho Kamers)
NOTURNOS
Suavizei teu nome em tempos de jardins
Enquanto teus tempos queriam me esvair
E incluir em sonhos do que tentava ser
Em repousos noturnos
Que escapavam de seres infelizes
E nas terças de terços intensos
De vinhos baratos, de copos pequenos
A gente se abraçava
E sorria da tristeza
Transformando conhaques em fluídos ardentes...
(eduardo pinter - 24 mai 1998)
Improvisando....
Tentei versificar teu olhar, mas como posso resumir o que é belo com simples palavras?
Como posso regozijar a alegria estampada em teu sorriso?
Procuro palavras desvendando sonhos... Perpetuo dizeres ao fechar os olhos... Poetizo lágrimas que rubricam meu rosto ao te sentir. Mas como expressar tal sentimento?
Palavras, Almagres do desejo que afloram repentinamente, singultos de um coração que chora... Retrato da alma gêmea que esta ao meu lado, Resquício do te querer que em mim é predominante!!!
Dom. 28.04.2013 as 13:39hs
JRicardo de Matos Pereira
ALÉM DO INFINITO AO AMANHECER
de: Eduardo Pinter
Ande aos passos largos
Em busca do cálice entorpecente que alivia a razão
Busque a oração do sagrado
Envolto as sobras do ontem cristalizando os sonhos das manhãs
Conte as sementes dos maus
Fertilizando o bem que as noites navegam antes do precipício
Diga o que ninguém deseja ouvir
Desde que não fira a ferida alheia
E não desgrace a desgraça dos outros
Sonhe o seu sonhar
E não acorde o pesadelo que devaneia por luzes obscuras
26 Abril 2013
Eduardo Pinter
LUZ DO SOL
(Eduardo Pinter)
Você quer que eu entenda
Mas você não me entende
Quer que eu sorria mais
E não me faz sorrir
Quer que eu suba
Mas não me faz crescer
Finge que sente
Mas não me faz sentir
Você me escuta
Mas não quer me ouvir
Você fala quando me quer calar
Você olha enquanto eu tento ver
Você sorri quando me ver chorar?
E os campos inundam o que é florir
E as correntes caladas irão gritar
E os vagos sonhos terão um fim
E a luz do sol irá escurecer
19 Jan 2013
Eduardo Pinter
A IMENSIDÃO DA RAZÃO INSENSATA
Eu estou assim:
Me sentindo leve por um copo agradável.
Sentindo pena de mim mesmo,
Já que é a única coisa que me resta.
Como a noite já se foi
E nunca houve esta coisa de pena,
Vou chorar porque a fonte está se esgotando.
Vou sair pra ver se alguma coisa acontece!
Talvez, eu mereça esta saudade e,
Que a imensidão do desejo amenize
A razão deste frio insensato
Enquanto a pólvora queima o abstrato
Desta sombra que me faz perseguir
Pelos sombrios pensamentos do sentimento.
Falo das sombras porque as vejo me perseguir.
Talvez eu as persiga para ter companhia.
Talvez, como tolo que sou,
Quero mais do que me permite a vida…
Ao final me sinto só de qualquer jeito.
19092013
Eduardo Pinter
Muro de lágrimas
Renato Nova– 05/12/2007
Não vejo mais a beleza do luar pela janela
O coração já não bate mais contente
Tudo esta frio, insano, frágil, diferente!
A chuva molha o concreto da parede
Muro de minha prisão, minha única visão.
Momentos belos estão sendo esquecidos
Apenas sombras estão ao meu lado,
Sinto-me só, triste, vazio, abandonado.
Mesmo não havendo mais motivo
Neste quarto escuro, pela janela, só o muro...
Tento ser forte, escondo minha dor.
Uso falsas máscaras de felicidade
Porém este sofrimento não tem piedade...
Olho pela janela, não há luar, apenas um muro!
Molhado pela chuva e por minhas lágrimas.......
Renato Nova
(Rê) Sentir
Versificar...
Verborizar...
Simplificar...
Regozijar...
Viver!!!
Tantos outros verbos que se sonorizam/poetizam e rimam com o verbo amar.
Por isso digo:
Versificando,
Te conduzo a essência de meu sentimento;
Verborizando,
Te envolvo nas palavras de meu desejo;.
Simplificando,
Resumo meus sonhos quando estou em teus braços,
Lábios e seios;
Regozijando,
ratifico a comoção de tê-la ao meu lado, e, ao
viver...
Apenas sorvo da essência da vida estampada em teu olhar e teu belo sorriso...
José Ricardo de Matos Pereira - Terça . 07.05.2013 as 01:41 hs.
Obs.: A minha inspiração maior: Rê.
JRicardo de Matos Pereira
De pedra à flor
Em um jardim arrasado pelo tempo
Em uma pedra envelhecida pela dor e pela solidão
Uma pequena flor tentou brotar
Mas a dor,de tão grande que era
tentava a todo custo a flor matar
Então,após séculos de luta
a pedra resolveu parar
Parou e olhou em sua volta
E uma pequena luz ela viu brilhar
E neste dia soube
Que em flor iria se transformar
Marilda dos Santos
NAS MANHÃS DAS TARDES NOTURNAS
de: Eduardo Pinter
Este silêncio que devora todas as manhãs
Parecem gritos ecoando por todos os cantos
Este sentimento vazio que algo está faltando
Parece agonizar sempre quando acordo
E todas as manhãs... parecem todas iguais
Depois do meio dia, sonolência bate, preciso descansar
O corpo parece que já sabe, a tarde é longa, é preciso se preparar
Entre o perdão e o pecado existe um intervalo de consciência
O sangue das mãos é um ato de pura sobrevivência
E todas as tardes... parecem todas iguais
E a noite chega e parece que não sou o mesmo
As promessas das manhãs não tem mais sentido
Não tenho mais tempo p'ra ter pena de mim mesmo
Estou pronto p'ra lutar, pronto pro sacrifício
E todas as noites... são todas iguais
21 maio 2013
Eduardo Pinter
A Viagem
...E quando eu partir,
quero ir com dignidade.
Assim,
sem louça suja na pia,
o banheiro e o quarto,
todos bem arrumadinhos.
Na sala, porém,
que deixem a TV ligada,
e que seja num Telejornal,
porque a vida segue.
Nada acabou.
Sou eu apenas que vou passear,
alí, naquele outro mundo,
sem mala, nem passaporte,
levando só comigo
o cheiro infinito do nosso amor...
(Dinho Kamers)
O sol bate na solteira de minha porta,
iluminam-se os meus passos...
Caminho na relva, tropeço nos sonhos...
Vago sem rumo e o que encontro é teu olhar a me fitar, sorrateiramente...
De pés descalços,
solto nas nuvens...
Me perco ao te procurar,
te rubricando com meu desejo,
meu alento.
Perdido no imaginário,
transeunte da solidão...
Poema desnudo em versos,
verbo que me simplifica e te descobre...
O querer que aflora e te desmistifica, apenas!!!
20.09.2013
JRicardo de Matos Pereira
SUAVIZANDO A PAISAGEM
de: Eduardo Pinter
Os ventos de ontem com os rumores dos amanhãs…
Endiabrados conceitos que ninguém se faz entender
Costuram as sombras dos males infernais
Com a dor saudando saudades de invernos passageiros
E contaminando verdadeiras mentiras em prol de um câncer maior:
Nossa certeza não tem certeza de nada
E a Imprensa só imprensa o que não pensa
E o esgoto deste riacho que nos contenta
Só nos interessa pois de fato é da ignorância
Do que realmente nos alimenta.
25 Jun 2013
Eduardo Pinter