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Frases de Passoni Eloá

9 frases

Entre nós Entre nós existe um silêncio pesado,
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Entre nós Entre nós existe um silêncio pesado, daqueles que não nascem da paz, mas da falta de conversa. Vocês me olham como se meus passos fossem erros inevitáveis, como se amar fosse algo a ser condenado. Palavras duras pisam em assuntos frágeis, e o que poderia ser cuidado vira julgamento. Até pediram que outra pessoa falasse por vocês, numa conversa fria, desconfortável, como se meus sentimentos pudessem ser resolvidos sem o calor de um abraço. E eu me pergunto: por que tentar se aproximar se cada gesto acaba me afastando mais? Pai, seu silêncio pesa como uma porta fechada. Mãe, suas reclamações ecoam mais alto do que qualquer tentativa de entender. Eu estou cansada de lutar sozinha por um espaço que deveria ser meu por direito. Só quero que entendam uma coisa simples, mas difícil de aceitar: o tempo passou. Eu cresci. E embora ainda seja filha, já não sou mais criança para viver presa às correntes do controle.

Entre Amor e Distância Mãe, às vezes penso em nós: dias em que somos jardim,
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Entre Amor e Distância Mãe, às vezes penso em nós: dias em que somos jardim, outros em que tudo se perde. Confesso, às vezes tenho medo. Quando abro o coração, minhas palavras voltam como se não tivessem lugar. Cansa viver assim. Talvez por isso eu sonhe em partir, buscando leveza para um peso que é da alma. Faz tempo que não ouço um elogio seu, nem encontro no seu olhar algo de bom em mim. Eu sei que a senhora sofreu e carrega muitos medos, mas amar não deveria ser querer controlar. Ainda assim, uma verdade fica: eu te amo, mãe. Mas hoje, meu coração já não encontra paz em estar perto.

Eu me sentia invisível ao teu lado, doía admitir — ausência não se apaga, o tempo apenas cala o que é calado
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Eu me sentia invisível ao teu lado, doía admitir — ausência não se apaga, o tempo apenas cala o que é calado e ensina a dor a descansar na vaga. Segui meu rumo, outra mão tenho amado, te contei, e o teu “feliz” soou vago: era verdade ou gesto educado pra esconder o indizível, sufocado? Nunca soube se era defesa ou medo, a tua condição, teu silêncio espesso; fiquei — porque isso, ao menos, era afeto. Hoje amo, e mesmo assim penso no avesso: se um dia me amaste, guardo o segredo e peço perdão por culpas que não peço.

Pedido por gentileza Queria me desculpar. Não com você,
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Pedido por gentileza Queria me desculpar. Não com você, mas comigo. Pelas vezes em que me cobrei demais, em que fui dura com meus próprios passos, em que agi sem me ouvir. Me desculpar por ter carregado culpas que não eram minhas, por ter me olhado com severidade, por ter esquecido de me tratar com carinho. Me desculpar pelos julgamentos silenciosos, até quando me afastei da fé, como se eu precisasse ser inteira para continuar sendo amada. Há coisas que ainda pesam, mesmo sem nome, mas aos poucos aprendo a soltá-las. E também peço desculpas pelas dores que causei, pelos sentimentos que endureci, pelo ego, pelo rancor que falaram mais alto que o cuidado. No fim, talvez tudo isso seja apenas um pedido simples: aprender a me amar com mais gentileza.

Se eu fosse eu Se eu fosse eu, diria: te vivo, sem medo da palavra, sem ensaio.
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Se eu fosse eu Se eu fosse eu, diria: te vivo, sem medo da palavra, sem ensaio. Se eu fosse eu, me amaria mais, com menos culpa e menos atraso. Se eu fosse eu, não seria loira, nem moldaria o cabelo ao olhar alheio. Se eu fosse eu, não odiaria o ouro, nem carregaria rótulos que não são meus. Se eu fosse eu, não teria fama, nem nomes que não escolhi vestir. Se eu fosse eu, talvez fosse melhor pra você, ou apenas verdadeira o bastante pra existir. Se eu fosse eu, choraria tudo o que aprendi cedo demais a calar. Se eu fosse eu, talvez meus pais me enxergassem além do que é fácil notar. Mas eu sou. Só escondo o que pulsa no coração. Você teria interesse em saber? Em quebrar meu medo de dizer? Se eu fosse eu, não perguntaria. Se eu pudesse ser eu… o que eu faria?

Sou Sou loira, mas sempre quis ser morena.
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Sou Sou loira, mas sempre quis ser morena. Dizem que sou linda, mas no espelho ainda aprendo a me enxergar. Sou luz, e mesmo com sombras, continuo acesa. Tenho fé, mesmo depois de ter me afastado do espiritual. Havia um brilho em mim, e ele não se perdeu — só descansou. Inventam histórias sobre mim, aumentam mentiras, me julgam por um passado que não foi justo. Não sou os rótulos que me deram, sou a verdade que resiste. Tenho um amor puro para oferecer. Eu o amo, e estou aprendendo a demonstrar. Não sou uma má filha, nem inútil na minha própria casa. Sou insegura, às vezes medrosa, mas já não finjo tanto quem não sou. Tento ser confiante, e mesmo quando falho, continuo tentando. Quero amigos, e talvez eu não saiba ficar ainda, mas estou aprendendo a chegar. E quando me pergunto qual é o meu problema, respondo com mais calma: talvez eu só esteja em construção.

Historia, não drama Minha ansiedade me acompanha como um ruído constante,
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Historia, não drama Minha ansiedade me acompanha como um ruído constante, um alerta que nunca desliga, e junto dela o medo de exagerar, de sentir demais, de parecer dramática por simplesmente sentir. Ela nasceu cedo. Entre olhares atentos demais, expectativas grandes demais, e a sensação de que sentir era sempre exagero. Cresci ouvindo que tinha tudo. Casa, cuidado, conforto, um berço chamado de ouro — como se isso anulasse qualquer vazio que coubesse em mim. Quando doía, não era dor: era drama. Quando eu reclamava, era vitimismo. Aprendi cedo a engolir sentimentos antes que alguém dissesse que eu estava exagerando. Meus irmãos gritavam mais alto, quebravam mais coisas, ocupavam mais espaço. O do meio, o mais difícil, recebeu colo em excesso, atenção dobrada, como se o amor fosse um prêmio para quem dá mais trabalho. E eu? Fiquei quieta. Aprendi a merecer afeto sendo fácil. Sendo compreensível. Sendo grata. Mesmo quando algo em mim pedia socorro — em silêncio. Hoje, no amor, minha ansiedade aparece com cuidado demais, palavras medidas, e o medo constante de ser intensa demais. Não é ciúme, é receio. Não é cobrança, é medo de perder. Carrego um receio silencioso de depender, porque no fundo ainda busco validação como quem pede permissão para existir sem pedir desculpas. Já disse a ele sobre meu medo de abandono. Não nasceu agora. Veio de casa. Veio das vezes em que fui ouvida só quando não incomodava. Tenho amor, mas também tenho feridas. Tenho entrega, mas carrego alertas. Não sei sempre explicar nem organizar o que sinto, e ainda assim sinto — mesmo com medo de parecer dramática. Não quero amar por carência. Não quero ficar por medo. Quero escolher. Inteira. Mesmo ainda aprendendo a confiar que meus sentimentos não são exagero, são história.