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Frases de Ozimpio

16 frases

Quem cospe no cinzeiro suja o rosto
Andar, corramos! (para os manifestantes de hoje) - Andar, corramos!
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Andar, corramos! (para os manifestantes de hoje) - Andar, corramos! - Para onde? - Que importa, corramos! - Mas quem são estes Correndo? - Somos nós, eu e você Que lá vamos, olha... - Não, não os conheço, Por que se revoltam? - Não sei, mas por que A gente não se revolta? - Não sei, deveríamos? - Aquela multidão Se parece comigo E com a minha revolta... - Mas não tem líderes, A quem seguimos? - Não importa, seguimos Porque estávamos dormentes. - E o perigo? - Não importa? - E o sentido? - Está no caminho, Vem comigo? - Vou sim, Andar, corramos! Ozimpio

De ano novo Aposte no ano novo, isso não é ridículo Ridículo seria não crer em nada
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De ano novo Aposte no ano novo, isso não é ridículo Ridículo seria não crer em nada Quando a vida essencialmente é risco Viver é aventura e aposta Pensar é buscar lógica para isso Nenhum profeta nos deixou resposta Antes, encheram-nos de pergunta e abismo Não vejo mais razão na física de Einstein Do que nos estudos da minha avó Para o jogo do bicho

Vá ao velório sem medo. As cerimônias funéreas fazem parte dos eventos sociais que nos obrigam, mais ou menos, a frequentá-las cotidianamente, ainda que contra a vontade. Não obstante que involuntário, mesmo no próprio velório, podemos causar constrangimento. Neste compendio di…
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Vá ao velório sem medo. As cerimônias funéreas fazem parte dos eventos sociais que nos obrigam, mais ou menos, a frequentá-las cotidianamente, ainda que contra a vontade. Não obstante que involuntário, mesmo no próprio velório, podemos causar constrangimento. Neste compendio distribuirei conselhos guardados ao longo de vasta experiência pessoal. Espero que sirva aos vivos. Posto que, os velórios, são para os vivos mesmo. Perguntas e respostas para quem não quer pagar mico em velório. - Esses conselhos só servem para velório de estranho? - É claro. Se for um parente muito próximo, você não terá tempo de ler nada disso. -“Descansou”! É uma resposta que serve em todos os casos? - Não. Só para defuntos maiores de 50 e que estejam sofrendo de doença crônica há muito tempo (nunca use em caso de acidentes). - Se eu for ao velório, sou obrigado a me aproximar do defunto? - É. Afinal você foi lá para isso. Mas não é obrigado a ir ao velório. - Quando alguém entra em crise de choro ao nosso lado, fazemos o quê? - Qualquer coisa, menos entrar, também, em crise de choro. - E se a pessoa desmaiar? - Se afaste um passo (mais ou menos um metro) da pessoa, olhe para ela e conte (em silêncio) até três. Se ninguém vier socorrê-la ofereça-se para ajuda-la. - Quanto tempo devemos ficar próximo ao caixão? - Até que a pessoa (a viva é claro – parente, colega de trabalho, vizinho, etc.) que te levou a ir ao velório te veja. - E se eu quiser ficar mais? - Problema seu. - Quando estou próximo ao caixão e alguém que não conheço chega e pergunta (sobre o defunto): “Está inchado, não está?” - Faça cara de estátua e responda baixinho, no ouvido da pessoa: “Você achou?” e já saia de perto. - Quando damos crise de rir em velório, o que fazemos? - Se já é um hábito, não vá. Mas, se vier de repente, pode fingir que está quase espirrando, e sair logo, sem empurrar as pessoas. Não pare até estar fora do velório. Não volte. No próximo post trarei outros conselhos (são páginas e páginas). Espero estar prestando algum serviço. Ozimpio

Ridículo Que não parece muito ser poeta Que ninguém respeita este tipo de gente
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Ridículo Que não parece muito ser poeta Que ninguém respeita este tipo de gente Que fazer poemas não desperta Consideração verdadeiramente Que quase todo moleque é poeta E arrisca versos apaixonadamente Mas perde esta inspiração com a época Em que se descobre ridículo e reticente E para quem a época não passa E para quem permanece doente E para quem continua em versos Aos vinte, trinta, quarenta e sempre? Que tarefa dura essa Reconheço assustadoramente Que conservei em min a pecha Achando-me poeta ridiculamente Ozimpio

E o mundo acaba Que coisa interessante é a ideia do fim do mundo. Parece tão ancestral, recorrente e improvável como a própria concepção de um deus. E como qualquer fé defende sua divindade, toda doutrina tem seu cataclismo, o final, apocalipse, armagedom. Isto é certo, é conse…
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E o mundo acaba Que coisa interessante é a ideia do fim do mundo. Parece tão ancestral, recorrente e improvável como a própria concepção de um deus. E como qualquer fé defende sua divindade, toda doutrina tem seu cataclismo, o final, apocalipse, armagedom. Isto é certo, é consenso, é comum. Em qualquer raça, crença e tempo todos estão de acordo que há um “acabar” que se aproxima. Pouco importa o que um e outro dizem sobre antes e depois da vida. A condição humana é finita. Curioso é perceber que ante a certeza do fim individual o ser humano parece alcançar conforto na possibilidade de uma morte coletiva. Parecemos acreditar que a dor de não existir é menor quando não resta a possibilidade de que alguém fique e sofra, de que alguém vá e se perca ou de que existam lugares piores e de pena. Pensamento egoísta. Razão mesquinha. Que mau, esquivar-se da própria dor apostando no colapso da beleza da vida. Não é o mundo, que julgam termo, pó de estrela? Este que fica menor na proporção que alargamos o poder das vistas. De nada importa a crença que cortejas: padre, pastor, cientista. Não acaba o mundo, nem a vida. Termine antes esta nossa individualidade um dia, que só nos faz egoístas, presunçosos e chauvinistas.

Posso pintar? Ou Índigo Azul, azul, raso Vai meu dedo deixando
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Posso pintar? Ou Índigo Azul, azul, raso Vai meu dedo deixando Rastro Branco Dois dedos E outros Rastros brancos Azulejos Imagino amarelo Vejo Vermelho Faz toda tinta O que penso Tinta aquarela Escorre mesmo Nem dura Um século Fugaz tintura Fumaça branca Resoluta Resolvemos Resolvemos Ozimpio

Eu branco Sabe aquelas janelas, as paredes, os muros, as coisas
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Eu branco Sabe aquelas janelas, as paredes, os muros, as coisas Estão todos brancos novamente Caiei tudo e me repus na rede Fiz de propósito esperando Que venha colori-los mesmamente Meu encanto, quais pincéis são estes Que é você ir passando para As flores surgirem de repente Só sei rir vendo teus cabelos Estampando minhas roupas, cadernos e pertences Mais feliz de ver quando Meus olhos ficam todos verdes Nem precisa eu ficar pensando Põe neles sempre verde diferente