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Frase de Ozimpio

Vá ao velório sem medo. As cerimônias funéreas fazem parte dos eventos sociais que nos obrigam, mais ou menos, a frequentá-las cotidianamente, ainda que contra a vontade. Não obstante que involuntário, mesmo no próprio velório, podemos causar constrangimento. Neste compendio distribuirei conselhos guardados ao longo de vasta experiência pessoal. Espero que sirva aos vivos. Posto que, os velórios, são para os vivos mesmo. Perguntas e respostas para quem não quer pagar mico em velório. - Esses conselhos só servem para velório de estranho? - É claro. Se for um parente muito próximo, você não terá tempo de ler nada disso. -“Descansou”! É uma resposta que serve em todos os casos? - Não. Só para defuntos maiores de 50 e que estejam sofrendo de doença crônica há muito tempo (nunca use em caso de acidentes). - Se eu for ao velório, sou obrigado a me aproximar do defunto? - É. Afinal você foi lá para isso. Mas não é obrigado a ir ao velório. - Quando alguém entra em crise de choro ao nosso lado, fazemos o quê? - Qualquer coisa, menos entrar, também, em crise de choro. - E se a pessoa desmaiar? - Se afaste um passo (mais ou menos um metro) da pessoa, olhe para ela e conte (em silêncio) até três. Se ninguém vier socorrê-la ofereça-se para ajuda-la. - Quanto tempo devemos ficar próximo ao caixão? - Até que a pessoa (a viva é claro – parente, colega de trabalho, vizinho, etc.) que te levou a ir ao velório te veja. - E se eu quiser ficar mais? - Problema seu. - Quando estou próximo ao caixão e alguém que não conheço chega e pergunta (sobre o defunto): “Está inchado, não está?” - Faça cara de estátua e responda baixinho, no ouvido da pessoa: “Você achou?” e já saia de perto. - Quando damos crise de rir em velório, o que fazemos? - Se já é um hábito, não vá. Mas, se vier de repente, pode fingir que está quase espirrando, e sair logo, sem empurrar as pessoas. Não pare até estar fora do velório. Não volte. No próximo post trarei outros conselhos (são páginas e páginas). Espero estar prestando algum serviço. Ozimpio

Ozimpio

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Posso pintar? Ou Índigo Azul, azul, raso Vai meu dedo deixando
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Posso pintar? Ou Índigo Azul, azul, raso Vai meu dedo deixando Rastro Branco Dois dedos E outros Rastros brancos Azulejos Imagino amarelo Vejo Vermelho Faz toda tinta O que penso Tinta aquarela Escorre mesmo Nem dura Um século Fugaz tintura Fumaça branca Resoluta Resolvemos Resolvemos Ozimpio

E o mundo acaba Que coisa interessante é a ideia do fim do mundo. Parece tão ancestral, recorrente e improvável como a própria concepção de um deus. E como qualquer fé defende sua divindade, toda doutrina tem seu cataclismo, o final, apocalipse, armagedom. Isto é certo, é conse…
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E o mundo acaba Que coisa interessante é a ideia do fim do mundo. Parece tão ancestral, recorrente e improvável como a própria concepção de um deus. E como qualquer fé defende sua divindade, toda doutrina tem seu cataclismo, o final, apocalipse, armagedom. Isto é certo, é consenso, é comum. Em qualquer raça, crença e tempo todos estão de acordo que há um “acabar” que se aproxima. Pouco importa o que um e outro dizem sobre antes e depois da vida. A condição humana é finita. Curioso é perceber que ante a certeza do fim individual o ser humano parece alcançar conforto na possibilidade de uma morte coletiva. Parecemos acreditar que a dor de não existir é menor quando não resta a possibilidade de que alguém fique e sofra, de que alguém vá e se perca ou de que existam lugares piores e de pena. Pensamento egoísta. Razão mesquinha. Que mau, esquivar-se da própria dor apostando no colapso da beleza da vida. Não é o mundo, que julgam termo, pó de estrela? Este que fica menor na proporção que alargamos o poder das vistas. De nada importa a crença que cortejas: padre, pastor, cientista. Não acaba o mundo, nem a vida. Termine antes esta nossa individualidade um dia, que só nos faz egoístas, presunçosos e chauvinistas.