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Frase de Ozimpio

Ridículo Que não parece muito ser poeta Que ninguém respeita este tipo de gente Que fazer poemas não desperta Consideração verdadeiramente Que quase todo moleque é poeta E arrisca versos apaixonadamente Mas perde esta inspiração com a época Em que se descobre ridículo e reticente E para quem a época não passa E para quem permanece doente E para quem continua em versos Aos vinte, trinta, quarenta e sempre? Que tarefa dura essa Reconheço assustadoramente Que conservei em min a pecha Achando-me poeta ridiculamente Ozimpio

Ozimpio

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Pensador.com

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Posso pintar? Ou Índigo Azul, azul, raso Vai meu dedo deixando
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Posso pintar? Ou Índigo Azul, azul, raso Vai meu dedo deixando Rastro Branco Dois dedos E outros Rastros brancos Azulejos Imagino amarelo Vejo Vermelho Faz toda tinta O que penso Tinta aquarela Escorre mesmo Nem dura Um século Fugaz tintura Fumaça branca Resoluta Resolvemos Resolvemos Ozimpio

E o mundo acaba Que coisa interessante é a ideia do fim do mundo. Parece tão ancestral, recorrente e improvável como a própria concepção de um deus. E como qualquer fé defende sua divindade, toda doutrina tem seu cataclismo, o final, apocalipse, armagedom. Isto é certo, é conse…
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E o mundo acaba Que coisa interessante é a ideia do fim do mundo. Parece tão ancestral, recorrente e improvável como a própria concepção de um deus. E como qualquer fé defende sua divindade, toda doutrina tem seu cataclismo, o final, apocalipse, armagedom. Isto é certo, é consenso, é comum. Em qualquer raça, crença e tempo todos estão de acordo que há um “acabar” que se aproxima. Pouco importa o que um e outro dizem sobre antes e depois da vida. A condição humana é finita. Curioso é perceber que ante a certeza do fim individual o ser humano parece alcançar conforto na possibilidade de uma morte coletiva. Parecemos acreditar que a dor de não existir é menor quando não resta a possibilidade de que alguém fique e sofra, de que alguém vá e se perca ou de que existam lugares piores e de pena. Pensamento egoísta. Razão mesquinha. Que mau, esquivar-se da própria dor apostando no colapso da beleza da vida. Não é o mundo, que julgam termo, pó de estrela? Este que fica menor na proporção que alargamos o poder das vistas. De nada importa a crença que cortejas: padre, pastor, cientista. Não acaba o mundo, nem a vida. Termine antes esta nossa individualidade um dia, que só nos faz egoístas, presunçosos e chauvinistas.