Pular para o conteúdo

Frases de Otávio L. Azevedo.

27 frases

“A felicidade se esconde aonde ninguém procura.”
Batem em minha face por me faltar beleza Desprezam minhas palavras só porque não tenho conhecimento Esquecem os meus feitos simplesmente por não ter grandeza
Continuar lendo

Batem em minha face por me faltar beleza Desprezam minhas palavras só porque não tenho conhecimento Esquecem os meus feitos simplesmente por não ter grandeza E ainda me julgam por não ter sentimentos Quem é forte suficiente para maltratar o fraco? Ás vezes a força não é o mais importante Quem é o inteiro que pode zombar dos pedaços? Nunca se sabe o que virá adiante Imperfeitos pisando em imperfeitos Brigas inconstantes para saber “quem é” A criatura que tem menos defeitos Quem é burguês, e quem é ralé Acertos e erros totalmente distintos Mas por fim somos todos iguais Ser grande ou pequeno não altera o destino Somos pó e nada mais.

Noite tão bela foi aquela Em que pude tua beleza contemplar No céu escurecido nascia a primavera
Continuar lendo

Noite tão bela foi aquela Em que pude tua beleza contemplar No céu escurecido nascia a primavera Quando tua formosura veio me encantar Ó moça de sorriso delirante Teus gestos juvenis a mim trouxeram alegria Tua face tem a natureza brilhante Que meu ser deseja todos os dias Dai-me um pouco de tua graça Permita que eu me perca em teus beijos Não há nada nesse mundo que satisfaça A ânsia que tenho por este desejo. Mulher que de meus sonhos fez morada Segure esta mão fria que almeja teu calor Dê a minha vida a dádiva tão sonhada Mostre a este homem o que é o amor.

Sou marginal da vida Filho de dois loucos que deram certo Projeto mal feito que ainda vive
Continuar lendo

Sou marginal da vida Filho de dois loucos que deram certo Projeto mal feito que ainda vive Em meio aos torvos desta geração Sou máquina de escrever sem algumas teclas Ando curvo com a coluna ereta Filho de deus Corrompido pelo pecado Sou dívida que não se paga com dinheiro Suspiro frente à nefasta morte Que ávida me espera Mas ainda não me alcança Salto o abismo sem asas Não voo, mas sei nadar Se me afogar foi de tristeza Por não entender o que é amar.

Sou um pedaço de mistério Uma criatura comum Me entrego a todos
Continuar lendo

Sou um pedaço de mistério Uma criatura comum Me entrego a todos Mas não sou de nenhum Tenho sonhos como a maioria Os meus segredos são da multidão Nego que exista algo além de dor Em meu apertado coração Sou metade homem Metade menino Amo a imperfeição O que é perfeito eu abomino O sol me esfria O frio me esquenta Os inteligentes me detestam Tolo é quem me aguenta Sou um pouco de tudo Mistura de ácido com base Só falta uma coisa nessa vida: Encontrar a felicidade!

Por que fazemos poesia? Poderíamos fazer qualquer outra coisa Fazer crochê, tocar guitarra
Continuar lendo

Por que fazemos poesia? Poderíamos fazer qualquer outra coisa Fazer crochê, tocar guitarra Ou até mesmo lavar a louça Por que fazemos poesia? Vida dura é a do louco poeta Não pense que se vive de alegria A vida também é uma miséria Não entendo por que fazemos poesia Encantamos até mesmo o céu Declaramos a tristeza em ironias Em uma simples folha de papel Poeta manco, poeta cego e até mesmo bêbado Os dedos calejados não mostram seu coração A tinta com que escreve desce pelo seu rosto E nem sempre há méritos para sua criação. Aos poetas é dado o dom da loucura E a virtude de ser um simples exagerado Poetas até mesmo na dor transmitem doçura Conseguem odiar o homem apaixonado Não entendo por que se faz poesia Mas sei que enquanto houver vida Eu quero escrever Seja como um grande escritor Ou um poeta maltrapilho Poesia é a arte que me faz sobreviver.

Anjo majestoso de meus versos Com que direito ousa me encantar!? És a criatura mais bela que o universo
Continuar lendo

Anjo majestoso de meus versos Com que direito ousa me encantar!? És a criatura mais bela que o universo Em toda sua imensidão pôde contemplar Anjo bendito dono de tamanho esplendor Com tuas asas formosas venha até mim Darei a ti a tão bela flor, Que por teu amor Nasceu em meu jardim Anjo, meu doce anjo! Que saudade tenho de teu afago És de minha vida o maior encanto Meu amor por ti é tanto Que desejaria morrer em teus braços Anjo que ao meu viver trouxe alegria Desejo intensamente teus lábios tocar Que eu siga cada uns de meus dias Com a mesma maestria E a grandeza de saber te amar.

Você não me conhece Eu não nasci do ventre da terra Meus pais não são a lua e o sol
Continuar lendo

Você não me conhece Eu não nasci do ventre da terra Meus pais não são a lua e o sol O mar não foi o lençol Que usaram para me criar Não sou irmão dos animais Até conheço uns tais humanos Mastigam certezas cheios de engano E por achar que pensam Se acham demais Eu sou filho de mim mesmo Ninguém sabe donde eu vim O porteiro do inferno já me viu Já tomei café com os querubins Eu podia ser tudo e bem além Mas adoro o título de “zé ninguém” Porque assim eu surpreendo O mundo de quem se acha alguém.

O palhaço poeta Pobre palhaço cheio de graça Anunciando o espetáculo no meio da praça
Continuar lendo

O palhaço poeta Pobre palhaço cheio de graça Anunciando o espetáculo no meio da praça Faz palhaçada Leva o povo ao riso Jogando palavras Por puro improviso É metáfora, metonímia e ironia Seu pequeno espetáculo composto de eufemismo Mas o palhaço se entristece por ver tanta alegria Por lembrar que no fim da noite escreverá mais uma poesia Rasgará sua alma e colocará no papel Toda dor que esconde atrás dum sorriso.

A poesia deu sentido ao meus sentimentos Deu harmonia ao caos de minha existência Se tornou a tábua onde abrigo os momentos
Continuar lendo

A poesia deu sentido ao meus sentimentos Deu harmonia ao caos de minha existência Se tornou a tábua onde abrigo os momentos Mais espetaculares de minha demência A poesia me abraçou na mais amarga solidão Fez de minhas lágrimas motivo para escrever Perpetuou sua presença em meu coração Transformou as dores em inspiração para viver A poesia me deu tudo e me tirou o nada Criou um jardim em uma alma deserta Para que o aroma das flores entranhasse o papel A poesia é a arma mais precisa Capaz de revolucionar uma vida É o dom divino que caiu do céu.

Mundo, mundo, que mundo é esse? Onde as pessoas não conseguem mais amar Trocaram o que tem valor pelos prazeres
Continuar lendo

Mundo, mundo, que mundo é esse? Onde as pessoas não conseguem mais amar Trocaram o que tem valor pelos prazeres São racionais, mas não conseguem pensar Mundo, mundo, que mundo triste! Onde está então o teu real valor? A sinceridade é virtude que não mais existe Busco, procuro e não encontro amor Mundo, mundo, que face é essa? Que mostra felicidade em cada canto Mais na verdade a história não é tão bela Entre sorrisos se favorece o pranto Mundo, mundo, mais que mentira! Disseste a todos que podiam viver Pura falsidade pela vida diluída Para que todos bebam sem saber Mundo, mundo, me diga até quando: Fará de suas criaturas nobres escravos. Tire essa máscara, jogue de lado o seu manto Esqueça a ganância enquanto conta centavos Mundo, mundo, e qual de fato será o teu fim? Se cada linha certa que escreve é tortuosa Seus lábios facilmente dispararão festim Celebrando com honra a tão fúnebre hora

Fecha-te ó porta Não me preocupa se tens cadeado ou tranca És gigante e inabalável
Continuar lendo

Fecha-te ó porta Não me preocupa se tens cadeado ou tranca És gigante e inabalável Mas tua grandeza não me espanta Quantos sonhos tu esconde aí dentro? Sei que muitos planos tu oculta És porta que não tem chave Não se abre diante a bravura Tens um tempo para que se abra Não demora e tu se fecha Logo nasce uma nova porta Que nos surpreende com maior grandeza A vida é feita de portas Algumas abertas e outras fechadas Pra cada uma delas existe exata hora Encanto da vida pra uma alma inveterada.

Sentei na cadeira de balanço Levantei minhas pernas para o ar Admirei com ternura o encanto
Continuar lendo

Sentei na cadeira de balanço Levantei minhas pernas para o ar Admirei com ternura o encanto Que aquele doce recanto Tinha à luz do luar Lembrei da terra bendita Que durante anos foi meu refúgio Terra de minha donzela querida Onde o mais belo sorriso Aparecia por detrás do muro. Veio a memória os infindáveis momentos De um amor considerado louco Fiquei perdido em cada pensamento Que naquele triste relento Me parecia pouco Cá estou eu, lá está ela A beleza de sua face não mudou Apenas não existe mais o brilho Por não ter em seus delírios Esse homem que tanto te amou.

Quem quer poesia?! “Vendemos, compramos, só não posso é te dar” A essência de uma alma masoquista
Continuar lendo

Quem quer poesia?! “Vendemos, compramos, só não posso é te dar” A essência de uma alma masoquista A fórmula de quem chora palavras Eu desisto de vender o que não se compra Quem é louco suficiente para querer? Versos escritos por um lápis sem ponta Pregados em um papel que se rasga sem querer Eu que sonhava em ser vendedor Não posso entregar o que sai de mim Pela boca, pelos olhos, qualquer que seja o buraco Desta forma não poderei subsistir Foi aí que a calculadora da consciência Me mostrou que não havia riqueza Que pagasse a propriedade que tinha Poesia escrita, fruto de minha tristeza.

Eis o mundo dominado por irracionais Tem animal solto exercendo poder São as criaturas alimentadas por dinheiro
Continuar lendo

Eis o mundo dominado por irracionais Tem animal solto exercendo poder São as criaturas alimentadas por dinheiro Devorando quem não deseja se submeter Animais vestidos cheios de brio Movidos pelo instinto da ganância Defecam em cima dos mortos Executados por sua arrogância Eis o mundo perfeito para os tolos Território marcado por quem arrota mais alto O rei daqui é quem tem o maior bolso Para levar o que lhe é ofertado São os humanos desta triste geração Que entregam o poder a irracionalidade Humanos iludidos por pouco cifrão Que apaga a visão de sua mórbida realidade

Desordem completa, O caos interno Se refletiu no externo
Continuar lendo

Desordem completa, O caos interno Se refletiu no externo Promoveu o duelo Entre rabiscos e versos A alma que chora Já não sabe a hora Que toda essa bagunça Vai encontrar seu lugar As palavras se confundem Ao se encontrar, se unem Criando a poesia Em meio ao incôndito ambiente No fim do túnel me encontro Sinto-me um louco em calmaria O último verso escrito e ponto O caos é o mal que me traz alegria

Sempre tem um verso que não se encaixa Um objeto da mudança que não cabe na caixa O bicho de estimação perdido na mudança
Continuar lendo

Sempre tem um verso que não se encaixa Um objeto da mudança que não cabe na caixa O bicho de estimação perdido na mudança Uma música improvável que toca e a gente dança Tem aquele sol que não brilha tanto O tanto que parece pouco E o pouco que parece nada Tem dia parecendo madrugada Dá saudade, chora, chora, e não tem consolo Eis o pão de cada de dia Que infelizmente não foi me dado hoje Não tive no café poesia Nem um versinho na hora do almoço Declarar minha fome ou me acostumar? Desse tipo de fome eu não devo morrer Mas se é pra viver do jeito que está Uma passagem pro inferno Cansei de viver!