Frase de Otávio L. Azevedo.
Quem quer poesia?! “Vendemos, compramos, só não posso é te dar” A essência de uma alma masoquista A fórmula de quem chora palavras Eu desisto de vender o que não se compra Quem é louco suficiente para querer? Versos escritos por um lápis sem ponta Pregados em um papel que se rasga sem querer Eu que sonhava em ser vendedor Não posso entregar o que sai de mim Pela boca, pelos olhos, qualquer que seja o buraco Desta forma não poderei subsistir Foi aí que a calculadora da consciência Me mostrou que não havia riqueza Que pagasse a propriedade que tinha Poesia escrita, fruto de minha tristeza.
No pensador.ai desde